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01/abr

Este é aquele episódio que manda o seguinte aviso: bota o colete que daqui pra frente só ladeira. Não digo isso no sentido ruim, mas no sentido de trollagens a caminho. Não confio em sequência de momentos felizes nas Chicagos, principalmente quando envolve Dawsey, exemplo vivo de que alegria não é seu forte – a não ser temporária, como é o caso. Se não teve nem bebê – desculpem cutucar a ferida, mas ainda dói –, até parece que Casey sairá da sua nobre residência, com figurino leite com pera, para assumir o posto sem Becks encher o saco. Tudo muito lindo, mas o rótulo trouxa tem seu limite, vamos combinar!

 

Chicago Fire retornou com um chamado na quina da trama que não ofuscou a campanha de Casey, único personagem com uma storyline que ainda interessa. O jogo de Becks não foi quente e estarrecedor em comparação aos últimos desdobramentos, mas o recado chegou ao remetente: Chicago ama um super-herói. Com direito a um resgate que quase o fez de sanduíche (meu Deus que meti um palavrão, não se brinca com essas coisas), o Tenente ocupou o pódio e confesso que me surpreendi porque estava no modo só acredito vendo.

 

Considerando que os roteiristas são bem sádicos, nada como dar doce à criança e tomá-lo em um gesto brusco. Basicamente é isso que acontecerá daqui pra frente.

 

O importante é que Casey se manteve firme e forte na sua decisão, como no episódio anterior, e não deu o braço a torcer. Havia o medo de perder, mas o personagem optou seguir em frente e às cegas. Estava tudo na cor do arco-íris e, lá no fundinho, fiquei meio chateada porque o processo de eleição ficou na superfície. Não precisava aprofundar com ricos detalhes, seria impossível, mas devia ter uma nova pitada de caos levando em conta o shade que o Tenente deu em Becks antes do hiatus.

 

Os cutucões se assentaram e deram espaço para a discussão “presença melhor que influência”. Enquanto um fazia sala para a mídia e empinava o nariz no bloco do eu sozinho no debate, o outro se manteve em sua rotina diária. Becks tinha lá sua razão em cutucar a carreira de Casey, fez sentido mesmo sendo clara a falta de mais cartas para infernizar o oponente. Realmente, só no mundo do Tenente seria possível conciliar essas carreiras que exigem demais de uma pessoa.

 

Chicago-Fire-4x17---Casey

Não resisti a esse momento de “venci na vida”

 

Embora sejam impossíveis quaisquer transições permanentes nas Chicagos (a não ser que morra ou saia da série), foi relevante criar uma tretinha sobre esse tópico porque seria surreal se ninguém interviesse. Foi bacana colocarem em cheque a carreira desse personagem, trouxe conflito pessoal mesmo sendo óbvio que ele não deixaria o Batalhão. Ficou legal considerando que rolou muito ataque contra a moral e a reputação do Tenente, mas eu bem queria mais sofrimento. Sutilmente, deram um tapa nessa história graças aos saltos temporais e a resolução veio fácil com direito a um “e agora?”. Tremendo, Rosana!

 

Nós, meros mortais, podemos preencher as reticências em nome desse cidadão: casar com Gabby cumprir as promessas e uma delas inclui o pacto feito com Booker que, muito provavelmente, lhe garantiu uma boa margem de votos. Quem disse que seria bonito?

 

Botando tudo na balança, o desenrolar da campanha de Casey foi aceitável. Usaram pontos-chave desse tipo de história, tais como cavar o histórico, corromper o caráter e o papel da mídia (Casey deu sorte nisso também, vamos combinar). Foi um arco tímido que conseguiu mostrar a imperfeição de engatar uma trajetória política – e instantânea.

 

Alguém ajuda o Severide?

 

Chicago-Fire-4x17---Severide

 

Muito curioso o caso que envolveu esse jovem. Doeu em alguns momentos por se tratar de uma criança, mas… Fire perdeu a força completa em unir a sua tríade numa mesma história, fatos reais. Perto de mais um fim de temporada, Dawson e Severide patinam e isso não está legal. Pior que nem tem como remediar e é aqui que mora minha chateação. Para uma S4 que começou tão bem, alinhando personagens, chamados e conflitos, a queda de storyline é extremamente notável entre os principais e nem as picuinhas menores disfarçam o relaxo.

 

Enquanto Gabby está de estepe no plot do boy, Severide me faz indagar o por quê dele sair da cama se a ideia é fazer vários nada. Mais uma vez, ele foi agraciado com um subplot sem nexo, que brotou do nada nos mesmos moldes que o tal plano terrorista em Chicago. Engraçado que o personagem só lida com mulher e sabemos o que pode rolar. Afinal, quando não investiga/atende aos chamados, lá está esse jovem meio nu (não que reclame, mas cadê história?).

 

Severide pertence ao grupo de avulsos da temporada e isso não poderia acontecer por se tratar de um personagem principal. Em contrapartida, foi legal ver um chamado se tornar um caso, trouxe outro conflitinho em uma trama que não engatou nada novo a não ser a vitória de Casey. Houve alguns picos emocionais, como o relato sobre Courtney e depois a questão da corrente. A conclusão foi um ponto arrepiante e que me deixou chocada, mas passou por lembrar que não passou de encheção de linguiça.

 

Nada disso representou a atual Chicago Fire porque, no passado, todas as brechas policiais eram usadas para introduzir P.D.. Não vejo necessidade de inventar personagem extra para fazer um job que a UI se responsabilizava. De novo, falta de prioridade.

 

Uma falta de prioridade que reconheço como: vamos enfiar coisas aleatórias para ver se vira spin-off porque as outras Chicagos estão ótimas (mentira!) e maravilhosas (não sou cega!).

 

E é muito triste ver Severide não ter uma história que preste. Ele é bombeiro não Magic Mike.

 

E os demais

 

Chicago-Fire-4x17---Stella

 

Stella representou demais e sinalizou o alívio no elenco feminino que Chili não trouxe. Este episódio focou em desenvolver o que é relevante no seu dito background, algo que não aconteceu com a paramédica (e será algo que nunca entenderei já que ela foi dita como incrível e derivados). A novata, que não é tão novata mais, chegou tendo uma ponte com Dawson que arrematou o boy imaturo, elementos que mostraram sua real faceta. Não foi nada estrondoso, porém, não foi difícil introduzi-la como se deve depois do hiatus, né?

 

Apaixonei de vez por ela graças à tentativa de salvar o aniversário, momento que colocou em atrito a chegada de Chili vs. de Stella diante dos olhos de Herrmann (e incluo o Batalhão). A bombeira tem humildade tanto em agir quanto em assumir os erros enquanto a ex-paramédica só queria ser paparicada ao ponto de nem se preocuparem com uma storyline.

 

Enfim…

 

Preciso desabafar: sinto falta de uma história decente para Dawson também. Supimpa vê-la apoiando Casey, sendo a melhor assessoria, mas até ela está no grupo dos avulsos. Esse foi um episódio que consegui realmente vê-la e ouvi-la, isso desde o 4×01 até o 4×05. A personagem contou com certa autoridade na trama, gostei de assisti-la dominando o barraco, mas dá para fazer mais.

 

Semana que vem tem: Brett com revólver na testa de novo. Não podicê!

 

PS: Dawson falando em espanhol = gosto, quero, vamos casar!

Stefs
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