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22/abr

Este episódio passou que nem vi e fiquei bem triste quando os créditos apareceram. Há um misto de sentimentos dentro de mim, grande parte bons porque Chicago Med começou a dar indícios de que quer sair da sua bolha quentinha para arriscar um pouco mais. Após apresentar (por cima) cada um dos médicos e seus respectivos postos, mostrar como funciona o trabalho e a hierarquia, e gerar um atrito que quase botou o hospital na lista negra, quero acreditar que daqui pra frente as situações que impulsionam esses personagens sejam mais complexas.

 

Uma complexidade que estava presente no episódio desta semana. Os atendimentos foram envolventes ao extremo e seguraram bastante um roteiro que não focou na rotina interpessoal dos personagens ao longo de mais um dia de trabalho. Houve poucas conversas nos corredores e mais ação, uma intenção reversa que impregnou a trama de apreensão e de sustos leves. Fiquei tensa em vários momentos e ainda estou meio perplexa. Tô bugada!

 

Claro que estava curiosa para ver como se desenvolveria o caso que foi promovido no decorrer do breve hiatus. A criança maligna que mantém a família refém. Um investimento que se fosse bem no comecinho de Med chamaria de prematuro, algo que não deixou de ser tendo em vista que a série ainda não saiu completamente das fraldas. A diferença é que o clima está mais à vontade, não há estranheza, e incitar esse risco trouxe um degustar caótico.

 

Resumirei em uma palavra esse background de Griffin: pesado. Foi pesado vê-lo apreciando a dor do irmão. Foi pesado vê-lo manipular os pais com doçura. Foi ainda mais pesado vê-lo quase ajoelhado diante do sangue da última paciente e coletar o brinde em forma de botão. Sociopata na sua mais “pura inocência” e não foi preciso um viés sobrenatural para justificar o comportamento tacanho do menino (o que geralmente acontece porque discussão sobre uma criança sociopata também pertence à lista de tabus). Chicago Med chegou perto de exorcismo e acertaram a mão na escolha do ator que transmitiu veracidade como bem pede essa empreitada.

 

Chicago-Med-1x14---Griffin

 

Pensar que esse atendimento ficou em aberto me enche de esperança sobre um retorno catastrófico. Por vários episódios, contamos com Halstead e seu drama com Jennifer e agora a série ruma para seu final de temporada tão limpa quanto no começo dela. Não há uma bola de neve para botar em xeque o caráter dessa turma mais uma vez e a situação de Griffin soa ideal porque atingiu muito além da chefia. Charles me representou na perplexidade da realização de que o perigo não vinha da figura paterna, mas da criança, e isso merece uma conclusão.

 

Bo me parece que ficará internado em Med, assim como o pequeno Eric, e a criança do mal pode usar isso para que seu lado A Órfã aflore. Afinal, Griffin ouviu a ideia de ser despachado de casa.

 

E só tenho elogios à moça Natalie. Agiu tão bem durante esse atendimento.

 

A apreensão também sondou menina Reese. O desmaio já me fez pensar em gravidez e estava pronta para pedir que segurassem meus brincos. Não me surpreendeu ouvi-la assumir que tudo que vinha sentindo era reflexo do match em patologia. A verdade começou a devorá-la de dentro para fora e não estava tão errada em dizer que Joey era um peso a mais nessa escolha. Agora, ficou em aberto também se esse rapaz continuará com ela, pois ainda não consigo dissolver a ideia de que o grude existe devido à possibilidade de tê-la completamente por perto. Não consigo confiar nele, gente, socorro!

 

Mas confesso que oscilei com relação a ele esta semana. Houve uma quebrada quando Reese lhe deu uma voadora assim que saiu os exames porque Joey me pareceu realmente preocupado. Mas as coisas mudaram bastante quando a personagem trocou o eu por nós, como se a escolha da sua especialização fosse uma decisão em dupla e não sua. Alá, cilada!

 

Pelo menos, Reese acordou e quero vê-la correndo atrás do seu objetivo.

 

Chicago-Med-1x14---Reese-e-Halstead

 

Bom é que gostei bastante de vê-la tendo Will como suporte. Total irmã mais nova chorando para o irmão mais velho. Foi gracinha e deu vontadinha de apertar as respectivas bochechas. Muito legal Halstead prestar esse papel, uma oportunidade que também mostrou a serenidade desse grande ruivo que não tem mais um processo nas costas – e fico feliz que tenham abortado a missão porque, como disse na última resenha, não faria sentido segurar essa ideia sendo que a fonte do impacto falecera. De vez em quando essa turma é consciente.

 

Outro ponto que gostei muito foi Choi relembrando algo que Charles ensinou a alguns episódios: não é porque você tem algo que internamente lhe aflige que isso lhe torna incapaz de prestar ajuda. Claro que isso acontece a partir do relacionar que, às vezes, não significa reconhecer algo dentro de si. Esse médico se envolveu na situação de Coleman, foi empático e fez de tudo para o paciente se sentir melhor tendo em vista que os efeitos pós-guerra ainda lhe rendem insônia das bravas.

 

Inclusive, Choi não queria que o dia terminasse em um futuro suicídio. Houve o relacionar, mas não necessariamente um reconhecimento, detalhe que ficou nas reticências. Esse paralelo foi de suma importância para o desenvolvimento desse personagem. Vamos ver se ele cumpre tudo que for possível para ter um melhor estilo de vida.

 

Quem ficou bastante isolado, junto com Natalie, foi Connor que nos trouxe Downey de volta e me pergunto se o falecimento desse personagem rolará nesta season. Levando em conta toda essa dedicação de mentoreamento, é fácil imaginar que um desastre está programado.

 

Só que não foi isso que interessou, mas a paciente que o desmoronou. Uma paciente que representou um dos meus maiores medos: acordar no meio de uma cirurgia. Juro que prendi a respiração nessa cena e demorei um pouco para acreditar que ela tinha falecido. O impacto foi tão grande para mim que considerei piamente que passaria batido para Connor. Não esperava ver lágrimas dentro do carro e meu coração terminou de se espatifar aí. Muito triste.

 

Concluindo

 

Chicago-Med-1x14---Choi

 

Só sei que este episódio voltou a brincar com detalhes que têm funcionado como maior peso para mostrar erros e acertos mais que qualquer diálogo entre os médicos. A última paciente dando entrada e Griffin se revelando com aquela lentidão regada de suspense ficaram na medida certa. Não precisou dialogar, apenas observar.

 

O mesmo vale para a bolsa, focada em vários momentos, indicando que houve sim o impacto da perda. O episódio em si segurou muito a perspectiva dos personagens, dando o golpe fatal no final que deu o parecer do dia e não foi tão positivo assim. Muito saldo negativo, só não para April e seu crush.

 

PS¹: Will sendo namoradinho do Connor. Cês sabem que é brincadeira minha, mas foi tão namoradinhos o convite para beber que deu vontade de apertar as respectivas bochechas.

 

PS²: contratarei a Maggie para me ajudar no Tinder.

 

PS³: Goodwin que não se atreva a se aposentar.

Stefs
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  • Juliane Barbosa

    A cada episódio, me aproximo mais de MED. Eu acho que os roteiristas estão pegando a mão. Não fiquei chocada com a moça acordando na cirurgia, pois quem assiste Grey’s Anatomy que já está na 12ª temporada, não se abala “com tão pouco”.

    Amei sua review!

    • Hey, Random Girl

      Hey, moçaaaaaaaaaaaaaa! Obrigada pela visita e pelo comentário! ♥

      Também acho que os roteiristas estão acertando a mão e espero que arrisquem mais daqui por diante.

      Eu choquei com a menina porque é medo particular #chora. Todas as perdas e socos de Grey’s ajudam a neutralizar muita coisa, realmente hahahaahahahah (só não as mortes porque Shondanás pra sempre troll).

      Beijossss!