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28/abr

Ao contrário da semana passada, Chicago Med nos deu um episódio mais tranquilo e que se apoiou em atendimentos que não pareciam ter solução do ponto de vista médico. Sem contar o banho de ironias que continuou a perseguir alguns personagens, mas, salvo isso, só aquele gosto de indignação por uma coisa ou outra. Foi um dia vazio, mas com dose certa de drama e de tensão.

 

O único atendimento que conquistou minha atenção foi o de Ellie. Fiquei extremamente admirada com a dureza dela em não querer sedativos e em bater no peito ao decidir pela endoscopia sem anestesia. Depois há quem diz que o convívio familiar não influência em absolutamente nada no crescimento de uma adolescente. O quanto essa menina deve ter ficado em vigília para não se tornar uma viciada não se compara à dedicação anual em seguir uma dieta. Isso não é certo e não sei até agora se odiei o pai ou se estou em negação.

 

Ellie provou que seu crescimento deve ter sido controlado na ponta da caneta para não correr o risco de ir para as trevas. A quantidade de anos que deve ter lutado contra isso refletiu bastante no durante do atendimento que centralizou Natalie. Mesmo que o mal-estar tenha sido diagnosticado como genético, foi bem triste chegar à conclusão de que nada mudará.

 

Chicago-Med-1x15---Ellie

 

O pai não largará o vício – e não é algo que se resolve com a simpatia de um psicólogo gracinha que sempre dá vontade de apertar. Essa é uma droga que dificilmente o viciado consegue abrir mão. Considerando o quadro desse homem, usuário desde a adolescência, é de se esperar que a filha continue a vê-lo caminhar rumo ao fundo do poço e isso significa uma nova dose de pressão porque agora há chance de tratamento. Não sou capaz de opinar, principalmente quando a doença de ambos soou como elo para fazê-los retomar o relacionamento.

 

E meu coração ficou tão quentinho quando Charles cedeu seu cartão. Fez-me lembrar do auge de Chicago P.D. em que esse simples gesto humanizava demais um episódio e dava muito da personalidade do respectivo detetive preocupado com o bem-estar de um cidadão.

 

Obviamente que o ato do psicólogo me deu esperança quanto a um revival desse atendimento e acho que preciso começar a enumerar aqueles que têm chances de retorno em Med. Não quero me preocupar com o acúmulo de história sobre pacientes em aberto, até porque a maioria é ignorável e séries médicas abrem mão de muita coisa. Só que não deixa de ser chato (e quero Griffin Damien 666 de volta nessa birosca, nunca pedi nada).

 

O atendimento de Ellie também foi importante para criar uma ponte com relação aos sentimentos de um apagado Rhodes. Houve o retorno da família dele que não passa de um fantasma não lidado. Ainda há no ar a dúvida sobre a mãe ter se matado ou não, e quero acreditar que o culpado é o pai. Pressinto que esse “drama” virá com aquele gosto de empatia para depois desmoronar, pois Connor é todo zoado, claramente não teve sorte na vida (já no amor a sorte está aqui em casa).

 

Outro ponto de interesse deste episódio foi o atendimento do Ginger Spice Halstead. Gargalhei alto com essa comparação e fiquei imaginando o apelido do Jay na infância (Dennis, o pimentinha?). Enfim, esse aperto do médico, que continua se escondendo pelos cantos para não comprar uma nova briga, teve um significado inverso quando pensamos em Jennifer.

 

Chicago-Med-1x15---Will

 

Dessa vez, o personagem acatou a ordem, deu de ombros e saiu de cena. Não foi uma surpresa porque ele sinalizou uma mudança desde a semana passada. Porém, a cerejinha veio do fato de que Tucker queria que Will batesse de frente para se manter como o médico daquele atendimento. O dito amigo queria que Halstead batalhasse mais para provar que seu diagnóstico estava certo e é aí que ficou mais claro o quanto Jennifer afetou o ruivão. Ele recuou em vez de investir e teve que retornar para lidar como se deve.

 

Agora, ficou no ar essa de Halstead ser chutado de Med, pois, mesmo sem processo, o Ginger Spice está na lista negra. Considerando que terá “batida” no hospital, quero só ver o quanto esse cidadão segurará a onda quando se sentir na fileira dos injustiçados.

 

Os demais

 

Chicago-Med-1x15---Choi

 

O atendimento de Choi foi promovido durante a semana, achei que seria do badalo, mas foi suave até chegar na conclusão de tráfico humano. A resolução foi o que mais me deixou passada, muito mais que a intervenção linda de Manning. Tudo parecia barriga de aluguel, mas as coisas começaram a se encaixar com o contrato que não beneficiava quem se oferecia para manter a gravidez e nem garantia a saúde dessa mãe que poderia correr qualquer risco e o bebê também – a dita pressão sabiamente frisada por Goodwin. Nesse quesito, a situação foi bem barra e não deveria ter ficado por isso mesmo.

 

Na área dos flops, me pergunto para que esse Noah? Menino irritante e ainda não vejo lógica de inseri-lo na vida de April – porque não está rendendo nada. Tenho bronca quando espremem personagem nova/o a fim de garantir um mísero conflito e a turma Lobo tem o dom de não só deixar a/o novata/o inconveniente como infantilizada/o. Não sou obrigada e já quero que seja preso (#exagerada!).

 

Na torcida para April se tocar de vez que pode sim dar uma rasteira em Noah e ser uma médica awesome. Pelo menos, ela já mandou a poker face, mas sei que, a menor nhaca, a enfermeira dará apoio a um irmão que não dá valor ao que conquistou por osmose.

 

(e considerando que Burgess não foi até hoje pra UI, quem dirá April ser médica).

 

Concluindo

Há poucas semanas do finale, confesso que está rolando uma preocupação de leve com os próximos episódios. Não sei, não me parecem promissores. Espero que a cartada final reúna todos os personagens em uma mesma situação – e elogio a dinâmica deles esta semana, estão melhorando e estou gostando – porque testaria o grupo e não o individual como bem tem rolado. Não foi um episódio ignorável, mas não deixou nada para se pensar depois.

 

PS¹: E fiquei chateada porque Halstead não deu uma de benzinho para cobrar o bolo de Rhodes. Quero os namoradinhos discutindo a relação também.

 

PS²: Reese protegendo Halstead é muito amor (mas cadê as cenas dela com Rhodesssss?). <3

Stefs
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