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07/abr

Acho que finalmente descobri quando é que gosto muito de um episódio de Chicago Med. A começar pelo retorno das tomadas externas que me fizeram felizes por compensar a falta até então de foco na vida pessoal desses personagens que só têm respirado o hospital. Destaco também os desafios dado aos médicos que nada têm a ver com a especialidade de cada um e mais uma lição de casa de Charles que me faz correr ao Google para entender um atendimento com detalhes. Os acontecimentos desta semana têm meu amor e quero agradecer os envolvidos.

 

Depois de semanas reuniram o que considero a tríade de Med. Juro que temi o reencontro de Rhodes, Manning e Halstead na mesma sala e com o mesmo paciente porque os minutos iniciais sempre dão a temperatura do que transcorrerá no episódio. Ri de Natalie olhando de um para o outro contando os minutos para a briga de ego, de Connor esperando o corte de um destemido Will que estava ali só a fim de aprender. O comportamento dos homens me chocou, sério, porque também esperei patada.

 

A intimidade no elevador parece que fez bem para Rhodestead e quero acreditar nisso porque fim de temporada se aproxima e chega de barraco.

 

Reese teve grande destaque esta semana e estou feliz. A estranheza com relação ao Joey aumentou porque dessa vez senti dentro do meu coração que esse rapaz, como bem diria minha twin, torcia para que ela tivesse match em patologia. Afinal, se Med tiver espaço, essa especialidade deve ser exercida nos confins do hospital, coincidentemente perto de onde o cidadão passa a maior parte do tempo. Não quero ser maliciosa, mas foi muita ironia.

 

Mas sobra uma ponta de alívio porque Reese deixou clara sua tristeza de ter sido encaminhada para patologia. Eis o início das dificuldades na vida dessa personagem e gosto muito.

 

Chicago Med - Reese

 

Simplesmente porque seria felicidade programada se Reese firmasse sua posição no coração do hospital tendo em vista que se indignou com a recepção dos pacientes. O desafio real é fazê-la amargurar, já que ela nos deu uma bela lição sobre ter cuidado com o que se deseja. O destino mandou um joinha com risada irônica ao lhe jogar na face o quanto é talentosa e capaz onde está e o quanto salvar vidas é melhor que estudar patologia. Choi foi o agente provocador essencial por ter dito tudo o que uma pessoa quer ouvir independente da profissão e a chateação que a baqueou tem tudo para deixá-la sedenta para mudar.

 

Agora, quero só ver se rolará uma nova batalha a fim de Reese retornar ao lugar que claramente lhe pertence. Esse Joey tem me soado como uma péssima influência, com licença.

 

Natalie também foi desafiada esta semana e estou rindo de orgulho. Reese e ela contaram com a oportunidade de driblar o medo por se sentirem incapazes de fazer algo fora do posto que ocupam e mandaram bala com excelência. Isso é tão importante para evolução de personagem porque o/a impulsiona para frente em vez de naufragá-lo/a num ciclo retrógrado.

 

Pior que nem sei quem foi melhor durante a cirurgia da criança – Manning por ter se dado a chance ou Rhodes por ser o professor. Connor tem seus problemas pessoais que, por enquanto, aparentam tê-lo tornado uma pessoa melhor, detalhe meio claro no seu trabalho. Gosto da maneira como o personagem não hesita em ensinar dando o benefício da dúvida para os envolvidos. E ele é tão assertivo, do tipo “faz, miga, que cê consegue” que só desejo que as pessoas reais fossem metade do que esse jovem representa.

 

Pode até ser o papel dele considerando seu posto no hospital, mas, geralmente, constroem esses personagens abençoados na arrogância para sair dando patada e show de ego. Me alivia ver que – pelo menos por enquanto – esse cidadão continua a ser prestativo.

 

Precisamos falar sobre Will Halstead

 

Chicago-Med-1x13---Will

 

Jennifer cumpriu a promessa de ser uma sombra na vida de Halstead e com seu falecimento me pergunto como esse jovem mudará a maneira de exercer sua profissão. Já neste episódio deu para capturar a baixada de bola, mesmo que eu tenha sentido o quanto ele estava perdido. No atendimento desta semana, vi perfeitamente a chance dele exigir que o marido respeitasse o corpo da esposa porque contra fatos médicos não há argumentos. O personagem me surpreendeu e, de novo, quero acreditar que a chamada de atenção de Rhodes tenha servido de algo.

 

Mas daí penso na outra chamada de atenção vinda de Maggie.

 

Will Halstead consegue ser sufocador sem ao menos perceber. Ainda não vejo isso como um ponto negativo porque há muita coisa do passado dele envolvido. É exigir demais que a pessoa simplesmente mude sendo que pode ser seu método de rebote para esquecer a culpa que provavelmente sente em não ter feito companhia para a mãe – e Jay já cutucou esse assunto. O sufocar aqui rima com proteger, que pode ser excessivo, e Maggie falou bem sobre dar espaço.

 

A cena no velório meio que sinalizou isso. Ele sufoca porque quer ser útil/proteger. Ele sufoca porque há algo dentro dele que o faz correr desesperadamente para fazer o que acha correto.

 

A maneira como Will hesitou sobre ficar no velório assim que o marido de Jennifer o avistou me fez visualizá-lo na infância e até mesmo no período final de vida da mama Halstead. Não sei explicar o motivo de remeter esse instante à infância, mas sei que o que vi foi uma criança perdida e temerosa pela rejeição, com um baita peso na consciência e pronta para tomar um soco na cara se fosse necessário como castigo. Nesse redemoinho, o que doeu foi perceber que seus esforços foram completamente em vão, pois Jennifer ficou de lado. Ela não foi bem tratada como o médico desejou e se foi do jeito que ele claramente não quis.

 

Só que não paro de pensar no sofrimento de Jennifer em ter que se submeter a um novo tratamento que não queria. O marido agradeceu pela insistência, mas, lá no fundo, ainda soa injusto Halstead não ter acatado a ordem da paciente. Will batalhou por ela, mas nada disso apaga as quebras éticas para fazer o que ele achava certo.

 

Nisso, caímos em um novo sábio pensamento de Charles esta semana: medir as tomadas de decisão com base no que o paciente ou o médico acha certo? Por mais que o paciente do psicólogo tenha acarretado a amputação do próprio braço, também concordo que não deixa de ser um tenebroso final feliz. Tacker terminou satisfeito por ter conseguido o que queria e o mesmo poderia ter acontecido com Jennifer se Halstead não a atropelasse.

 

Só que há as regras, a ética, o serviço de prestar atendimento. A linha tênue é saber separar o que o paciente quer do que o médico precisa fazer. Will passou por cima disso e Charles agiu dentro do que queria, só que nenhum dos dois saiu vitorioso. Aonde está o meio-termo? Não há. A real é ser bem-sucedido, pois ser médico é salvar vidas, mas nem sempre é assim.

 

Chicago-Med-1x13---Halstead-Brothers

“I think, if we care, then, whatever happens, it’s for something. We might not see the effect, but It goes out there and it circulates around. It makes us all better, you know?”
@ Jay Halstead.

 

A conversa com Jay foi a cereja dessa história e fiquei completamente sem chão. Mesmo que haja essa necessidade de todo mundo querer ser bem-sucedido o tempo todo, o diferencial é o como você faz e com qual intenção. Will errou, demais da conta, teve episódios em que quis estapeá-lo, fatos reais, mas o pretexto não era malícia. Houve sim a síndrome de Deus da medicina, mas, de novo, vem de algo que rolou lá atrás e que ele precisa trabalhar.

 

A resolução de Jennifer abriu outra porta para Will que possivelmente se refletirá no seu trabalho. Duvido que o personagem não seja desafiado igualmente porque a vida é trolladora e sempre manda reprise de determinadas situações para garantir que a pessoa aprendeu. Será interessante uma paciente próxima a essa mulher no futuro, só para testá-lo de novo.

 

(e a tomada que encerrou o episódio enquanto Jay falava, cadê esse editor para eu beijar?)

 

Concluindo

 

O batizado do bebê Owen tão gracinha. Mesmo que tenha sido sufocador, Will procurou algo para fazer no ínterim em que mastigava a situações de Jennifer e foi fofinho. Não houve pressão para cima de Manstead depois do beijo e gostei dessa preservação mútua. Os dois são amigos e é importante manter isso para a ocasião em que Natalie reconhecer que o ruivão vale uns beijos.

 

O episódio foi o famoso redondinho. Com atendimentos interessantes, com foco no comportamento de alguns personagens em situações atípicas e alguns pontapés para transição (Reese, Will e até a tal aposentadoria de Goodwin). Agora, me pergunto se o processo de Halstead se estenderá porque o marido se comportou de maneira completamente oposta ao ataque jurídico de Jennifer – personagem que tinha cara de arremate do futuro season finale.

 

PS¹: não aguento Goodwin e Maggie nas pausas para fofocas.

 

PS²: o discurso do Choi sobre Med ser uma família. Aonde invade para beijá-lo?

 

Chicago Med retorna no dia 19 de abril.

Stefs
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