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02/abr

Se eu for levar em consideração o que ocorreu na semana passada, lhes digo que este episódio foi um pouco melhor e tenho que agradecer ao Al por ter sido uma ponte maravilhosa. Ele não só representou seu papel de detetive como também de paizão ao ser o escolhido para lidar com uma investigação delicada e ao mesmo tempo pesada.

 

Já comentei por aqui sobre o quanto confio em tramas que centralizam esse personagem porque ele faz tudo no tom certo. Não tem comportamento exagerado, pois o segredo está no olhar, a janela que sempre me faz tremer na base por nunca capturar o que Al fará em seguida. Principalmente quando há brecha para o seu lado negro se sobrepor à situação. Para ser truta de anos do Voight, só com uma pitada maligna e sinto medo sim, com certeza.

 

Quando Ruby o escolheu, já me preparei para tomar uma na cara e tomei várias vezes. Esse senhor é amor!

 

O detetive pode ter ficado com toda a carga emocional, mas o que me fez amargurar ao longo de 40 minutos foi uma raiva sem precedentes. Ruby é um exemplo ideal se quisermos conversar sobre o que supostamente a mulher “pede para acontecer com ela”, o que coloca essa personagem em paralelo com a vítima de Erin no 3×03. Ambas se assemelham pela vida em cativeiro, por terem o background desestruturado e por terem lutado pelas próprias vidas. Desenrolar que lhes conferiu o protagonismo da trama. Sambaram nisso de novo.

 

CPD-3x19---Ruby

 

O agridoce da situação calhou no que Al disse quando Stommer estava na gaiola. Resumidamente, a crueldade do ser humano não tem limites. Cada dia um flash, mas isso nem chegou perto de me fazer querer arrancar os próprios olhos (de um jeito estranhamente positivo no âmbito episódio). Intencional ou não criaram uma divisão de opiniões sobre adolescentes cujos backgrounds não eram flores – e isso me lembrou Nadia. Ruby se prostituía, não falava com a mãe há anos, usava drogas e era uma andarilha. Como tantas outras que acham que encontram conforto nas ruas.

 

Revelações que engataram a opinião incrível de Erin. Afirmação sábia de que todo mundo tem um passado e que não cabe a ninguém julgar. Lindsay fez pouco esta semana, mas só essa linha de diálogo me deu vontade de beijá-la (quero beijá-la sempre, mas finjam que é novidade).

 

Ruby é um exemplo de várias outras pautas que botam a mulher para baixo. Ela simbolizou pensamentos que várias pessoas precisam desconstruir (e nem precisa do feminismo já que é uma questão de evolução como ser humano e de olhar/cuidar do próximo #empatia). O depoimento de Stommer amarrou essas ideias de que ela pediu para ser sequestrada por causa do seu passado/presente, ou seja, por ser prostituta. Informação que “autoriza qualquer um a fazer o que bem entender com a mulher física, emocional e sexualmente”.

 

Isso me inflou de um ódio, migos, ainda bem que Voight deu-lhe um tapa na orelha que…

 

CPD-3x19---babaca

E essa cena, migos? Al maravilhoso demais.

 

Stommer foi retratado como um cara misógino. Ele se escondeu no seu privilégio ao tratar mulheres como achava correto. Não me surpreendeu nem um pouco ver Madison com sua identidade deflagrada, escondendo um claro desequilíbrio emocional em um sorriso robótico. Há homens que fazem *deposite seu palavrão aqui* dessas. O mesmo vale para Ruby que se automutilou para não se esquecer de quem era. Passei mal com essas cenas.

 

No fim, foi uma questão de não se anular para sobreviver.

 

No caso de Ruby, o seu presente foi motivado pela sua carência familiar e há tantas pessoas que sofrem com isso e não recebem/pedem auxílio. Al foi uma escolha certa, especialmente por ter filhas que são afetadas com a sua profissão e são nessas horas que levanto a placa sobre o quanto esse detetive precisa de mais espaço também. Já perdi as esperanças tendo em vista que nem Antonio cresceu na S3 – e muito menos na S2. Falta sim esse tipo de envolvimento dos detetives com as vítimas e sinto falta de alguém adotar outro alguém para tirar das ruas.

 

Era o diferencial que simplesmente morreu.

 

@ Twitter quero símbolo #TeamRuzek vs. #TeamRoman

 

CPD-3x19---Broman

 

Sério, gente, uma parte de mim acreditava que Broman era uma heresia, mas aceitei com absoluta facilidade. Estou bem com isso, especialmente porque Ruzek confirmou que é uma criança em todos os âmbitos da vida. Está na hora dele passear e comprar umas calças novas.

 

Meu terror agora é que isso seja aquele conflito no estilo Mills, cidadão que foi usado mais tarde para gerar tensão entre Dawsey. Aí sim vai ter golpe!

 

Burgess tem um Q de bondade que me faz temer por ela o tempo inteiro. A personagem não tem malícia, mas tem receio de tomar a iniciativa. Ao menos, o âmbito profissional foi ajeitado, mas no pessoal as coisas permanecem como na S1.

 

Isso me fez voltar à realidade de que não deram mais nada sobre essa personagem que viveu na bolha de Ruzek por duas temporadas – o que me deixou bem infeliz. A policial está esquecida no quesito storyline, como tantos outros, e jogá-la em mais um romance não me parece inteligente. Afinal, Burgess não teve tempo de descobrir quem é quando está solteira. E o desejo de ingressar na UI aonde tá?

 

Por outro lado, não acho ruim o envolvimento com Roman desde que não seja um meio para provocar Ruzek. O policial é um crush bacana, também não há malícia e foi trouxa no relacionamento anterior. Se houver relutância nesse fling, acredito que será da parte dele.

 

O que mais gosto em Sean é a sinceridade, principalmente por afrontar os integrantes da UI enquanto meio mundo bota o tapete vermelho. Acho um máximo! Por causa disso, penso que ele não magoará Burgess já que é um poço de verdades – o que me tranquiliza um pouquinho.

 

Só temo pelo que já disse aqui: tem que ser namoro permanente. Se esse cidadão mudar de Distrito, vai ter golpe (e se ele mudar é sinal de que alguém morrerá, alá)!

 

E depois de mil anos teve Linstead

 

Claro que esse relacionamento é fácil, Burgess, porque até eles não têm mais história. A pior nhaca da minha vida foi maratonar (de novo) a S1, gente. De verdade, ando tão irritada com o descaso que se careca Haas e o bonde lobo aparecerem na minha frente vai-ter-golpe!

 

E, cara, eu amo Linstead, mas ambos não conversam como antigamente. Halstead tem que tirar muito de Lindsay, o que era normal antes porque ambos não se conheciam. Agora, não faz tanto sentido. Quando se tem Dawsey para comparar (no quesito resenha), dois personagens que conseguiram manter a vida profissional e pessoal no mesmo compasso, proteger Jay e Erin está difícil. Fica ainda mais difícil quando trocam convívio por Skinstead (é bom porque Jesse, né?).

 

O momento deles foi gracinha, mas não me parece natural como antes (parece encaixa que dá tempo). Não conseguirei me explicar nesse quesito, mas sei que Linstead era muito mais legal, interessante, engraçado e ao mesmo tempo sexy nas conversas no carro ou quando iam checar estabelecimentos. Não aguento mais minutos finais no Molly’s porque tiraram a vida pessoal dos personagens (deixem só em Fire porque orna desde sempre).

 

Saudade mistérios do bolsa Voight!

 

Concluindo

 

CPD-3x19---Al-e-Ruby

 

Ao contrário de Erin, que tentou e tentou nos emocionar na semana passada, Al fez isso com extrema facilidade justamente por causa do impacto em torno do caso investigado. O da semana passada perdeu completamente o apelo por causa da intervenção do mundo das drogas e este seguiu na mesma linha de raciocínio, no mesmo fluxo, e cresceu dentro do tema. O 3×18 falhou nisso e é bizarro o drama porque P.D. tem suas tramas fracas só não desvios berrantes do propósito da história-conflito. E já nem é uma questão de homem com casos complexos e mulheres oferecendo abraços. Apenas, não acertaram a mão.

 

Só que deu para notar a discrepância de casos dados a Erin (e a ausência de casos para Burgess) e aos homens da UI porque as personagens femininas não tiveram participação concreta na investigação desta semana. Olinsky conquistou espaço apenas por ter a pinta de paizão do ano – mal sabem os podres desse senhor, mas tudo bem. Isso é chato, óbvio, porque, como venho dizendo, elas podem muito mais que dar abraços.

 

Sem contar que a temática desta semana foi semelhante a da semana passada, tendo mulheres e suas vidas destroçadas. Quiseram criar um ponto de similaridade com Erin no 3×18 sendo que, aos meus olhos, o 3×19 cairia melhor porque ela teve um perfil próximo ao de Ruby, tirando a parte da prostituição. Ambas tiveram problemas com a mãe, viveram mais nas ruas que em casa, não tinham alicerces só relacionamentos com homens bem mais velhos e que as controlavam. Dar esse espaço ao Al foi lindo, associaram a carência de Ruby pelo pai, mas tá rolando trabalho inverso.

 

Um trabalho inverso que rebate certeiramente na ausência de desenvolvimento no background dos personagens de CPD. Os casos relacionáveis também caíram e isso é um pecado. Principalmente porque a S3 está repetitiva e não trouxe nenhum frescor a não ser Lingess, cujos momentos neste episódio voltaram a me deixar saltitante. Estou carente de passado, de choro, de Voight e Al lá no rio querendo arremessar as pessoas. ‘Tá triste!

 

Fazia muito tempo que não sentia ódio de um episódio de P.D. e isso é excelente porque houve uma mensagem, algo que não rolou na semana passada (e tiveram chance). A trama foi pesada, não consegui com Jennifer desenterrada, Al forçando o suicídio do Stommer, a discussão no point do Voight (o ponto alto). Terminei de ver essa zona extremamente agitada por ter sido um aceno à realidade.

 

E misturar ficção com a realidade nem sempre é bom, né?

 

Chicago P.D. retorna no dia 4 de maio

Stefs
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