Menu:
23/abr

Não, você não leu o título errado. Há sim muita antipatia com relação à saga assinada por J.K. Rowling e este texto vem meramente de uma reflexão pessoal.

 

Há um tempinho, estava em uma livraria, local de onde veio esse meu insight. Perambulei, perambulei, maior caroço, até empacar próxima dos livros YA. Escutei gritinhos para John Green, abraços quentinhos para Jogos Vorazes, um chamego na capa de Quatro e… “Ai, eu odeio Harry Potter”. Sim, Stefs perdeu toda a cor do rosto. Primeiro porque você não diz que odeia algo sem conhecer/ler/experimentar e afins. Nesse caso, o “ódio” foi explicado “porque o livro é chato”. WTF?

 

O objetivo aqui não é condenar a opinião, mas esclarecer alguns tópicos que rebatem nessa antipatia que de um lado tem sentido e do outro não. Esse “outro não” é o que pesa e que me faz revirar os olhos porque não há argumentação digerível.

 

Antes, um breve retrocesso para que vocês entendam boa parte deste texto.

 

Nos anos 90, nos esforçávamos (leia-se: pottermaníacos no século 20 – potterhead veio depois no BR) um pouco mais para ter contato com os mais variados tipos de cultura/entretenimento. Claro que não era uma coisa generalizada, até hoje o acesso à informação não é para todos, mas lá nos últimos anos do século 20 a coisa não era tão fácil como agora. Na minha infância e adolescência não existia este tipo de acesso à internet e só consigo pensar no quanto esse dito ódio por HP vem em parte por falta de pesquisa. Afinal, como amam um livro tanto assim?

 

Amamos porque Harry Potter foi o passe para a nossa liberdade, nossa moeda de troca, o assunto do momento e desculpinha esfarrapada para ver os migos. Assim, não são apenas livros, mas os melhores amigos imaginários que aliviaram os dias de trevas de muitos que beiram aos 30 anos atualmente. Há muito sentimento envolvido que me levaria a eternidade para enumerá-los.

 

Harry Potter foi um bolo feito às cegas por uma mulher que tinha que se dobrar em vinte para se sustentar junto com a filha. E deu muito certo. O fato de continuar dando certo ainda incomoda muita gente que não se esforça em entender que além da saga há um background e esse background vem da vivência de cada potterhead com o livro. Da vivência de Rowling com a depressão. Não estou pedindo para que parem com o hate contra a saga, isso é impossível e incontrolável por ser uma questão de gosto, mas não tolero quando esse hate é tagarelado tendo como único ponto de vista o fato de que não aguenta mais o buzz. Terá buzz até o último fã ser derrubado, ou seja…

 

Não se trata também de uma obra que surgiu de uma hora para a outra ou que contou com marketing pesado de editora ou que veio na onda do que está na moda. Quem fez Harry Potter ser o que é foi o fandom e a Warner bem tentou barrar isso ao boicotar vários sites de fãs e fanfiction. Rowling pessoalmente deu aval para que continuassem e o estúdio acatou porque viu que era uma forma de manter a chama acessa.

 

Penso que o buzz é o motivo que mais pesa quando alguém diz que não gosta de Harry Potter. A cada 10 pessoas, 15 não lerão a saga não porque não é seu gênero favorito, mas porque todo mundo leu e ainda ama. E como ainda vivemos em um século que tudo é poser e hipster conceitual, quem é que quer ser do time fangirls ou fanboys de um livro tão popular?

 

(e pelo amor de Deus, poser é muito 2001 em que as pessoas tinham que provar seu gosto musical de anos milenares com relação a qualquer banda de garagem que ficava pop).

 

Alguns motivos que considero o estopim do hate sem sentido

 

1) Que mentira essa de ter começado a ler por causa de Harry Potter

 

HP 1

 

Sabe aquele incômodo minúsculo de um fandom que não consegue ver o outro fandom contente? Bem isso. Se ainda duvidam, joguem no Google Harry Potter vs. Twilight.

 

As pessoas que não viveram no auge do fandom de Harry Potter perderam uma grande chance de acompanhar uma comunidade de fãs ser fomentada quase em câmera lenta. Ela cresceu aos poucos no Brasil, a base da internet discada que impulsionou a interação dos fãs mais pessoalmente que virtualmente. O virtual ficou forte algum tempo depois e, enquanto isso não acontecia, tudo que tínhamos para matar o tempo – em maioria – eram os livros (chamem um potterhead com quase 30 anos e peça para ver o estado das capas). Não líamos uma vez, mas várias. Várias, várias e várias!

 

Lá em meados de 2001 surgiram blogs e fóruns de discussão. Nada de Orkut. Até lá, só livros.

 

Isso dá em sim, os potterheads da timeline anos 2000 começaram a apreciar livros por causa de HP. Esses fãs mais velhos de Harry Potter esperavam no banco da praça cada lançamento. Não é essa maravilha em que uma saga vem com um título atrás do outro. Rowling nos fazia esperar em um ciclo de 1 ano ou mais. O que fazíamos? Relíamos. O mesmo para os filmes. A geração atual que gosta ou não da saga pegou tudo prontinho e com um laço. Não viveram a angústia (uma pena porque era muito awesome, quem sabe com Animais Fantásticos o rolê ganhe força!).

 

Voltando ao episódio da livraria, eu tinha a idade das comentaristas quando comecei a ler Harry Potter. Não existia nada como Jogos Vorazes, por exemplo, e saber de títulos de grande repercussão só indo até a livraria ou comprar revista ou ir à biblioteca. Vivia com algum exemplar do Pedro Bandeira embaixo do braço, que cantou e canta muito pertinho do meu coração por ser minha única recordação literária boa da escola (as demais dou os créditos ao cursinho). Meu hábito de leitura na adolescência era terrível, não achava legal e não tinha paciência por ter sido muito mais dos filmes e da música. Sempre fui mais ligada ao visual ao que estava no papel (MTV ♥) – algo que continua a ser verdade – e o que tinha lombada não me interessava.

 

Algo que me afetava na hora de estudar porque só lia o que gostava.

 

E encontrar um livro era ainda mais complicado porque não tinha uma identidade literária para saber que gênero curtia e afins.

 

Os livros de Rowling mudaram isso na minha vida. Para quem não tinha o hábito de leitura, levar o exemplar de A Câmara Secreta para casa foi uma surpresa até para mim. Não vi nada de chato, maçante ou digno de uma antipatia que soa com “não serei como todo mundo, então, serei anti Harry Potter”. Pensamento que existe até hoje, com certeza, vivi os anos 90 e sei bem o que é amar uma boy band e metralhar a rival que não era digna do mesmo amor (e ouvia todas, não queria nem saber, mesmo não sendo fã honorável do *NSYNC).

 

Na época, chatas eram as leituras obrigatórias da escola, pois muitas não tinham um atrativo forte o bastante para me empurrar para esse mundo. Os únicos livros que gostei desse período foram do Pedro Bandeira, salvo outros que pegava emprestado na biblioteca, como as versões escandalosamente adaptadas de Shakespeare.
Já em Harry Potter encontrei aventura, mistério, valores e morais, e tantas outras coisas que cativaram milhões de crianças/adolescentes. Encontrei algo mais para me agarrar e o mesmo aconteceu com outros que ou tinham a mesma idade que eu ou eram muito mais novos.

 

Você pode não acreditar, deve achar que é romantização, mas a saga ajudou muitas crianças e adolescentes a sobreviverem essa fase difícil. Por meio da leitura. Assim, peço por gentileza que não duvide quando um potterhead dizer que ama livros por causa de Rowling. O mesmo vale para o tratamento afetivo de uma saga que deu voz criativa para muitos de seus fãs.

 

E, por favor, não seja essa pessoa:

 

Não posso conceber como as pessoas podem sentir apego a Harry Potter, supondo que nunca leram os livros de fantasia de qualidade que permeiam o mundo literário. É como amar McDonald’s porque você nunca teve lagosta.

 

Essa é uma passagem que encontrei em um post que clama ódio por Harry Potter, mas sem deixar de reconhecer o quanto ele ajudou muitas pessoas. É um “ódio” leve, mas que não foge tanto da realidade de que há quem não se conforma com essa de “comecei a ler por causa de HP”. Ou a pessoa não vive neste mundo ou não contaram a ela que muitos que entraram em contato com a saga tinham 10 ou 11 anos, uma criança que não é obrigada a já enfiar o nariz em O Apanhador no Campo de Centeio ou Nárnia (já viram o tamanho dele?).

 

Muitos pegaram um livro pela primeira vez por causa de Rowling e a experiência se tornou uma marca. A pessoa tem que ser mente fechada para falar o contrário.

 

E a mesma pessoa que escreveu esse trecho acima diz que começou a desgostar de Harry Potter com base no hino diário dos anti: não aguento mais o buzz dessa saga, alguém faça parar!.

 

Ah… O buzz. Harry Potter foi um dos raros livros que conquistou adaptações no cinema em uma época que autores não eram bem pagos (ainda não são, só os sortudos que em vez de escreverem livros, escrevem roteiros com lombada) e que o cinema os ignorava absurdamente. Hoje é mera ganância (e, sim, Animais Fantásticos é ganância, não sou cega), mas o mesmo poderia ter acontecido com Tolkien, rei de um universo tremendo e que também dá bilheteria. Se ele estivesse vivo, vai que rolava um Pottermore da Terra Média?

 

Meu tesouro é melhor que o seu

 

HP 3

 

Há fãs assíduos de Jogos Vorazes que dizem que a trilogia é melhor que a saga do menino bruxo. Um processo que se repetiu e se repete toda vez que lançam livros para esse público-alvo e o engraçado é que a grande maioria (se não a maioria) nada tem a ver com o mundo mágico de Rowling que está muito bem incluso na minha lista de únicos na companhia de O Senhor dos Anéis e Nárnia. Como medir algo se não há nada próximo para comparar?

 

E, outra, não faz sentido comparar universos totalmente diferentes. A não ser que seja para dar respaldo de informação. Algo que difere se você não curte o gênero. Aí é outra conversa.

 

Quando digo a defesa do tesouro, esse é aquele momento que o gosto particular afeta o ver além da linha tênue. Hoje, temos livros aos baldes regados com os famigerados triângulos amorosos feat. shipper que batalha contra o mal e que ainda consegue casar e ter filhos no Epílogo (isso não faz sentido, ok?). Qualquer livro para adolescentes que não siga isso é lixo, efeito do boom de Twilight que repaginou o cenário literário para os jovens depois de Harry Potter.

 

A maioria dos leitores jovens de hoje consome em peso esse molde de história, o que dificulta um pouco mais qualquer simpatia para com o universo do menino bruxo. Tenho um incômodo particular sobre esse quesito, que nada tem a ver com HP, mas pelo fato de se tratar de uma fórmula que amarra o mercado editorial a um tipo de história e o autor/a que aparenta não saber escrever outra coisa (John Green? Cassandra Clare?) por estar preso/a ao contrato. Isso não é correto.

 

Pode ser gosto de quem escreve, mas sabemos que há quem aproveite a onda para lucrar. Resultado: livros ruins e prateleiras saturadas do mais do mesmo. Fatores negativos, especialmente do ponto de vista de quem produz, de quem já tem influência e não a usa para explorar outros caminhos a fim de enriquecer a mente e o coração de seus leitores.

 

Doa a quem doer, Harry Potter é uma leitura enriquecedora.

 

Tirando o ódio por causa do buzz (que nem é argumento), penso que a complexidade da história seja a maior dificuldade para ela não chegar ao coração de algumas pessoas e fazer cócegas. Há muitos detalhes, muitas informações, muitos personagens. Ele é narrado em 3ª pessoa, que pode ser somado a outro fator de antipatia já que o leitor de hoje pegou o nado de livros em 1ª. Passar da Pedra Filosofal só mesmo os fortes porque há muita pouca ação.

 

E não dar a ação logo de cara hoje em dia faz muitos leitores fugirem para as colinas.

 

Em um passeio no Goodreads, encontrei uma resenha assim: alguém mais odeia, além de mim, Harry Potter? Foi em 2008, época que Twilight ganhava fama (e que Rowling terminou de lançar todos os livros). Nos comentários, há menção sobre o quanto Edward Cullen é maravilhoso, elogios de que os fãs de HP são idiotas, de que não há propósito na saga… Argumentos reais que tendem a vir também de um lado que ovaciona só o seu favorito e não aceita que há algo melhor além do seu tesouro. Um disco de repetição eterna.

 

Quem detesta Harry Potter em demasia vem da fase Twilight. Essa foi a treta principal, pois, com o fim da saga de Rowling, a história de Stephenie Meyer veio com a ideia de suprir o buraco que o menino bruxo deixou. Admito que fui muito fã de Forks, comprei ingresso para a estreia do primeiro filme (sou a que fica no limbo entre fandoms, com licença) e pulei do barco com aquela catástrofe chamada Amanhecer. Levantei, e ainda levanto, a bandeira de que Twilight não é melhor que Harry Potter, mas não tenho dificuldades de abrir mão do meu tesouro para reconhecer que sim, há livros melhores.

 

Twilight contribuiu para fomentar um novo estilo de literatura para jovens, em que a mocinha não consegue viver sem o mocinho até Suzanne Collins mostrar que a mocinha pode ser heroína e sanguinária para Veronica Roth repetir o mesmo (sem se esquecer, claro, do mozão). Isabella Swan criou moda e depois veio The Vampire Diaries para fortalecer que o amor é um triângulo. Inclusive, que toda história boa deveria ter esse conflito amoroso em vez de uma forte construção de trama.

 

Rowling fez o inverso, trama over romance. E isso é chato porque exige raciocínio devido às famosas entrelinhas dessa mulher que nos empurrou para fazer/ler várias teorias. Outro ponto que, na minha mente, faz Harry Potter chato porque só quem realmente está disposto vai em frente.

 

Mas esses fãs de Harry Potter não param de chorar?

 

HP 2

 

Outra coisa que não entendem é porque os fãs possuem tanto choro livre sobre Harry Potter. Vamos lá!

 

Desculpem se foram mais de 10 anos de história, desculpem se Rowling deixou um legado, desculpem se ainda gritamos com o menor dos sinais que essa mulher dá no Twitter. O potterhead das antigas (1999 – 2007) cresceu junto com esses livros. Viraram a noite para terminar de lê-los. Brigaram com os pais para terem os livros que receberam a fama de ser do demônio.

 

Não menos importante, a saga proporcionou vínculos de amizade além das telas do computador, formou gangues de viciados pela saga, e muito disso permanece na vida dos fãs. Presente que alguns fandoms novos não conseguem podar e manter.

 

Resumindo com base no que já disse neste texto: Harry Potter proporcionou vínculos além das telas de computadores. Corremos atrás de sermos um fandom em uma época que não havia internet de ótima qualidade. E há amizades que duram até hoje (oi, migas!). Somado a isso, muitas crianças que se sentiam isoladas do âmbito escola tinham os livros como companheiros inseparáveis. Isso é realmente desimportante?

 

Harry Potter tem o direito de fazer os fãs chorarem e ponto. Você acha mesmo que os fãs de Star Wars não suam pelos olhos a cada coisa nova da história amada deles (e esse fandom é praticamente o fundador da palavra fandom junto com a comunidade de Star Trek)? E os fãs da DC? E os da Marvel (que tive o prazer de sentir essa energia na CCXP do ano passado)?

 

Quem dá esse pitaco, não conhece o impacto dessa história, seja cultural ou pessoal, o quanto ela mudou vidas, o quanto ela tirou várias crianças do armário embaixo da escada e as impulsionou a ter amigos, a enfrentar batalhas sozinhas ou em grupo, e a explorarem a própria imaginação. Digo como prova viva que meu amor pela escrita não teria nascido se não fosse por Rowling. Àquelas horas escrevendo fanfics moldaram demais quem sou agora.

 

Mas é um direito seu não gostar

 

HP 5

 

Eu sei que Harry Potter não é agradável para todo mundo. É uma questão de gosto. Minha irmã custou muito para lê-lo e desistiu por representar uma geração que quer consumir tudo rápido. É o perfil impaciente e prático (mas há amor pela saga por meio dos filmes, o processo inverso para quem pegou o bonde das adaptações), outro fator possível para que alguns pulem a leitura.

 

Só acho que sem argumento, não há direito de intriga.

 

Da mesma forma que você protege seu tesouro, protejo o meu também, né?

 

As meninas da livraria disseram que HP é chato. Ok ser chato. Aceito o chato. Harry Potter tem uma narrativa maçante para quem está acostumado com a dinâmica do John Green ou de outra autora YA ou que gosta de muito clássico, por exemplo. Rowling é uma escritora britânica, tem Jane Austen como inspiração, o que já fala muito do seu estilo de escrita. Ela é mais detalhista e descritiva, itens que livros em 1ª pessoa poupam demais (porque realmente fica chato em alguns casos). E, claro, há leitores que não engatam com longos parágrafos ou não vão adiante se não tiver romance.

 

Não sei, tenho a sensação de que quem não pegou nem que fosse uma gota do fervo da comunidade de fã de Harry Potter criou essa barragem. O novo leitor não teve a experiência do fandom de 2000 – 2007 (fandom BR com base no lançamento dos livros), então, não entenderá o quão querida é essa obra. Não entenderá o que é crescer ano após ano junto com os protagonistas (e isso é real também). A saga é mais do que uma saga, mas uma amiga que deu as mãos para crianças e adolescentes que se sentiam incompreendidos e que remoíam em silêncio o que os faziam diferentes.

 

Há quem julgue porque não entende a mensagem ou diz que não tem uma mensagem (what?), já li comentário de que a saga é muito sombria e nojenta (vai ler de novo que cê leu errado) ou o famoso não gosto porque todo mundo gosta (não seja essa pessoa). Ou simplesmente diz que não gosta por preguiça de entender o significado dessa obra na vida dos seus fãs (entreviste um potterhead).

 

Há quem realmente não goste de Harry Potter porque simplesmente não é fã do gênero, ou não gosta do estilo de escrita ou da própria autora. De novo, questão de gosto.

 

Só não me venha com antipatia para cima de Harry Potter sem ter lido ou com esse pensamento de que ninguém para de falar sobre, ok? Ok.

 

Se você acha que tem mais nessa lista de antipatia, compartilha! <3

 

PS: não sei se já expliquei no RG, mas, quando falo de HP, pego minha vivência pré-histórica com a saga. Quem faz parte do fandom hoje em dia também tem meu respeito e meu amor, mas, às vezes, não os incluo porque não sou tão ativa quanto em meados de 2000 (e seria legal ter alguém mais novo para falar sobre a sua experiência nessa comunidade atualmente ♥).

 

Gifs via Tumblr.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Daniel Salles

    Sinceramente, li alguns livros do HP, e não dá,é muito ruim. E esse argumento de que “quem não gosta é pq não deu uma chance” é chatice dos fãs. Mas enfim, cada um , cada um.

  • Rafinha

    Eu era uma dessas pessoas que falava: “Não sei o que vocês veem de tão legal em Harry Potter”. Mas no ano passado (eu tinha 12 anos) eu estava mofando na casa da minha prima e comecei a ver os livros que ela tinha, na verdade, ela só tinha duas séries: As Garotas da Rua Beacon e Harry Potter. Comecei a ler a primeira mas não gostei então falei: “Vai Harry Potter, né”. Melhor decisão da minha vida. Terminei os sete livros antes de ela terminar o sexto (o que na verdade não é muita coisa já que ela praticamente não lê). Hoje em dia, só não tenho TUDO de Harry Potter porque não tenho dinheiro, mas é minha vontade.
    Harry Potter é vida. Deem uma chance!

    • Hey, Random Girl

      Rafinha, tudo bem? Mil perdões pela demora em responder seu comentário, vida pessoal e seus impasses. </3

      ISSO É MARAVILHOSO!!!!!! Sério, eu me considero um pouco fora da bolha agora porque a idade chegou e não estou mais ligada quanto antes, mas tive a mesma sensação quando li pela primeira vez. E por ter mudado tanto minha vida, há alguns argumentos que não aceito – assim como vários outros fãs mais velhos (tipo na casa dos fins dos 20 e começo dos 30). Sempre que alguém mais novo fala que leu e gostou, sinto uma vontade imensa de chorar PQ É LINDO DEMAIS, SINTA-SE AMADO!.

      E desculpa de novo a demora em responder. <3 Volte sempre, será mais que bem-vindo!

  • Karla Kélvia

    Eu lembro bem de quando dei uma chance a mim msm para ler este livro: 2003, eu no ensino médio, lembrei que uma amiga tinha A Pedra Filosofal e pedi emprestado para ver “se era tão bom assim msm”. Eu li tudo em 3 dias! Eu já lia tudo que tinha na minha frente desde que fui alfabetizada; eu adorava ler antes de HP, mas a saga, na época em que li, e como vc falou aí no texto, foi MAIS, e até hoje é mais que simples livros. HP é de uma época em que eu não tinha grana para comprar os livros, pegava emprestado onde e com quem fosse; catava moeda para comprar revistas que falavam sobre a história; recebia as novidades por correio de um fã clube do qual fazia parte. E claro, tb catava moeda para ficar horas na lan house e ler fic de HP, por exemplo hahuahuahua. É de uma época em que eu fiz amigos e aprofundei amizades que já existiam por causa da saga. Eu até entendo essa geração posterior que já vem com td muito mais mastigado do que a nossa ( essa geração que teve uma infância e adolescência ainda nos anos 80/90, início dos 2000, e viveu a transição para um mundo superconectado). Porém, eu acho que quem não gosta, deveria dar uma chance para ver a superioridade, em termos literários mesmo, em relação a outros livros que vieram depois. A prova de que J.K. costurou com muita densidade e sabedoria td a trama é que, hj em dia, ela pode dar o direcionamento que quiser e tudo está fazendo sentindo, não há grandes furos ou algo assim. Harry Potter tem uma importância tão enorme na minha vida, na vida de tantos, que enquanto os outros ladram, a nossa caravana simplesmente passa.

    • Hey, Random Girl

      Nossa caravana se fortalece mesmo com o blá-blá-blá daqueles que falam que não gostam e nem se atreveram a pegar um dos livros para matar a curiosidade. Esse quesito que não gosto, pois sou daquelas que se forçou a ler 50 Tons pra ter direito de falar mal HAHAHAHAHAHAH.

      Eu peguei HP pela primeira vez em 2001, com a Câmara Secreta (eu sempre com os delay na vida). Depois fui pegando na sequência, daí me vi juntando dinheiro para comprar revistas, pôsteres e afins. Vi-me gastando tinta da impressora da empresa pq queria ter as fotos promocionais dos filmes na minha pasta. Fui a pessoa que não conseguia não usar fichário com o símbolo de Hogwarts no ensino médio e fiquei bem triste quando pararam de vender. Esse é o grande contraponto com a geração de agora. A gente corria atrás, não tinha nada mastigado, e conseguíamos criar amizades e cultivá-las. Criamos uma família, fizemos uma saga ser permanente enquanto outras serão esquecidas daqui 2 anos.

      E concordo com vc sobre Rowling: ela escreveu e deixou muita coisa nas entrelinhas para serem trabalhadas no futuro. Eu só acho que ela deveria investir mais nisso que pegar livrinho de 30 páginas pra criar trilogia nova HAHAHAAHAHAHHA #antiAnimaisEuSou HAHAAHAHAHHA

      Beijos, sua linda! <3

  • Mônica Oliveira

    Revirei tanto os olhos lendo esse post que corri o risco de ficar com olho torto pra sempre. Eu aceito gente mais velha falando que não gosta de HP sem ter lido. É válido, os livros chamaram a atenção de poucos adultos. Mas gente nova falando que qualquer livro YA é melhor que HP? Pelo amor de deus, vai estudar e para de falar borracha. E infelizmente eu escuto esse tipo de coisa dos meus alunos com uma certa frequência… “who is Harry Potter?” “Harry Potter? I don’t know teacher, I only saw the first movie.” :( Tentarei corrigir essa gafe das novas gerações quando tiver filhos.

    • Hey, Random Girl

      HAHAHHAAHAHAHAH ~olho torto pra sempre~ MORRI! HAHAHAAHAHAHAHA

      Eu tbm aceito a galera mais velha falar que não gosta de HP porque não faz parte da linha do tempo dela e não terá a mesma carga emocional para a criança que agora é um senhor ou uma senhora de quase 30 anos ou mais.

      E, sim, tem gente que acha qualquer YA melhor que HP. Acredite em mim. Precisamos salvar a juventude urgente! hahaahahahah