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04/abr

Tá escolhido: este é meu episódio favorito da temporada. Tudo fluiu tão bem que nem consigo me explicar porque estou bastante emocionada. Embora não tenha sido mencionado, deu a entender que não houve o mesmo salto temporal que ocorreu em TVD, ao menos não ainda porque não emendou com a busca de Caroline (Vincent continuou de onde tinha parado). Confuso, eu sei, mas o importante é que o artifício não afetou em nada, pois o raciocínio veio dos desdobramentos antes do hiatus e estou gritando ainda com o plot twist que me deixou passada. Gosto assim!

 

A roleta russa do resto de carvalho branco foi a tensão da semana e contou com uma conclusão extremamente simples. Elijah me deixou aliviada ao notar o quanto foi fácil obter a ameaça e dar um suposto fim nela, pois já estava pronta para sangrar os dedos nesta resenha. Tudo foi intencional e pela primeira vez senti realmente a influência da profecia.

 

Quem permanece no Quarter depois do rolo gerado por Aya não é tão confiável quanto aparenta. O engraçado é que o episódio mostrou que todo mundo é verdadeiro e cheio das boas intenções para impedir que as outras sire lines sejam destruídas. A trama propiciou muita união justamente para ninguém desconfiar da reviravolta que mudou a ordem do tabuleiro. Sacada genial.

 

Por mais que tenha sido interessante ver esses personagens na retaguarda e em vigilância constante, ter um minúsculo pedaço de madeira como conflito central da temporada ainda me deixa desconfortável. Há discrepâncias e queria muito que Kol estivesse certo sobre ter sido Finn a espalhar o rumor de que ainda há carvalho branco. Até então ninguém foi responsabilizado e esse Mikaelson cairia como uma luva se fosse propulsor desse boato. A ausência de uma origem ainda me deixa irritadinha porque só sendo da família para saber que o cavalinho dado a Rebekah era feito do veneno que aniquila os Originais.

 

Ninguém sabe como descobriram sobre o cavalinho e meio mundo correu atrás dele sem ao menos imaginar a forma – tipo como souberam da existência? O mesmo vale para o resto que girou, girou, girou e girou, mas teve uma justificativa rasa por causa dos ancestrais.

 

TO-3x16---Elijah

 

Não sei nem opinar para lhes dizer qual resolução seria preferível para a bala porque queria que Elijah queimasse esse negócio como também gostaria que Finn desse fim a sua existência por não querer ser quem é para todo o sempre. E também queria que a madeira fosse salvaguardada com o propósito de ser uma janela caso algum Mikaelson não queira realmente mais viver. Todas as opções foram ótimas, tornou essa roleta russa muito mais apreensiva.

 

Apreensão que engatou um soco em forma de Lucien. No pacote, há Vincent que deu um pouco de respaldo para a simplicidade desse provável último viés conflituoso da temporada. Além de ter sido uma busca fácil, os ancestrais comandaram de cabeça feita. Essa palhaçada era para acontecer de qualquer maneira e foi monitorada de perto para não flopar.


Lucien e Vincent em: não me arrasem não!

 

TO-3x16---Lucien

 

Jamais suspeitaria da trairagem de Lucien. Ele foi ignorado por tantos episódios que já o havia inserido na planilha de zero à esquerda. Depois disso, veio toda a passividade sobre os Martel, principalmente Aurora, a quebra do link com Klaus e a boa vontade com os Mikaelson. Como dono da bala, o cidadão agora se sente invencível. Não há risco de morrer via sire line, o que lhe dá autonomia de destruir a concorrência. Jogou muito.

 

Minhas opiniões sobre Lucien não mudaram, mas confesso que ele estava ótimo neste episódio. Mais comedido, algo que pode ser justificado devido ao foco na roleta russa. Ele estava ali, entremeado no conflito, sem julgamentos, só para checagem. Por meio dele também senti um pouco do peso da profecia porque alguém precisa botá-la em prática. Soa até justo ser logo quem a implantou, pensamento que dá força ao que Elijah disse sobre a ameaça estar embaixo do nariz da família e simplesmente amo quando isso acontece.

 

Primeiro porque não precisam inventar um personagem X para trazer o conflito. Segundo porque desenvolve quem já está na série. Terceiro porque amo essa de a ameaça vem daquele que se menos suspeita. Lucien estava tão avulso que só aguardava sua morte.

 

Incluir Vincent dá ainda mais força a esse conflito porque os bruxos não são fãs dos vampiros e nada mais sensato que incluí-los para acabar com essa família. Sem contar que esse personagem é muito forte, não conta com muito e o pouco que faz é o bastante para me deixar elétrica. A interrupção dos ancestrais me deixou novamente sem palavras e ri alto quando a revelação crucial desse fim de temporada veio à tona: ele tem que ajudar os migos a aniquilar uma renca de Mikaelson. Só de pensar que esses últimos episódios têm tudo para serem diferentes em comparação aos da temporada passada fico absolutamente feliz.

 

Almoço de domingo com os Mikaelson

 

TO-3x16---Kol-e-Finn

 

Essa família regou este episódio com vários draminhas que costumam fazer parte do convívio entre irmãos. A última vez que os vi assim foi em TVD e bateu uma saudade forte (Rebekah indecisa com que roupa usar, Klaus fazendo pinturas, Kol pentelhando horrores).

 

Apesar de ainda não ter um propósito, o reaparecimento de Finn ficou bacana, seguido de esperneio de Kol, da passividade de Freya e do autocontrole de Elijah – que pagou de pai o episódio inteiro. Parecia até uma linda família com problemas banais. Foi muito gostosa essa interação, independente de Davina ter aparecido para estragar o rolê. Deu certo esse ar de normalidade porque é algo que essa turma não encara todos os dias.

 

Fato é que Klaus aliviou muito esse lado da moeda de TO porque todos os conflitos se dispersaram e não ficaram centralizados no híbrido batendo o pé por causa dos seus inimigos. Essa foi a melhor coisa deste episódio porque deu importância para todos os irmãos e para o que todos eles sentem diante de uma ameaça que está longe de se assentar. Humanizaram essa turma que sempre está driblando a razão para impulsionar mais tragédias.

 

E Elijah foi muito importante nisso, todo maravilhoso sendo paizão da casa e tomando conta da criançada. Morri de rir com ele todo alegrinho curtindo a noite. É tão estranho ver um Mikaelson de boa na nave da Xuxa que parece até mentira. Fora isso, o personagem teve uma grande responsabilidade em tomar conta da casa sozinho (tradução: segurar o episódio “sem” Klaus) e conseguiu, sem consultar nada e nem ninguém. Tudo bem que houve certa dependência de Marcel por ele ser os olhos do Quarter, mas a compostura desse Mikaelson em lidar com os irmãos, os assuntos inacabados e o drama da bala foi de aplaudir.

 

Nem pareceu que Hayley partiu seu coração. Vejam como a vida é diferente aqui.

 

A única coisa que realmente desejei é que Finn ficasse e quando ele roubou a bala suei frio. Sou a que espera mudanças das pessoas e, geralmente, sou muito trouxa. Só que nesse caso, o personagem sempre esteve muito bem resolvido do que queria e ninguém seria capaz de tirar o desejo de ter um corpo humano para tocar a vida. Foi o propósito dele desde TVD, que se entremeou em TO na S2 e seria pedir demais que esse senhor se aceitasse só porque conseguiu se libertar do colar de Freya – algo sem resposta ainda.

 

Se Kol conseguiu mudar nem um pouco que seja, quem sabe com a estadia permanente haja mesmo uma mudança. Não necessariamente em se aceitar e amar a família de monstrinhos, penso que isso jamais acontecerá, mas, ao menos, lidar e se sentir parte dos Mikaelson. Algo que o pentelho conseguiu antes de morrer e quem sabe agora é a vez de Finn.

 

TO-3x16---KOl

 

Falando no pentelho, Kol continuou a ser Kol só que level 100. Eis as consequências de retornar sabe-se lá de onde e quero mais zona emocional. Ignorando o peso de Davina, o personagem permaneceu com sua petulância que intensificou com a trairagem de Finn.

 

Enquanto essas características são ótimas para ele como personagem, isso é ruim para Davina que fica cada vez pior devido à influência não totalmente invisível do que sente pelo crush. Já não é mais saudável, vamos combinar, e isso me preocupa porque falamos de uma adolescente. A bruxinha deixou de ser conveniente para ser intrometida e agir como se fosse a vingadora para depois chorar quando alguém pega no pescoço dela. Cadê a tal ousadia? A moça faz o que faz porque tem o boy de escudo (e para não perdê-lo) e quando não tiver?

 

Davina está tão cega que nem percebeu que Kol injetou pressão para fazê-la tomar providências contra Finn (“nossa felicidade comprometida”, o pontapé para o famigerado relacionamento abusivo). Uma manipulação pequenina, mas que jamais passaria despercebida.

 

Hayley e Klaus e o pacto de sangue

 

TO-3x16---Klaus-e-Hayley

 

Fato é que Klaus é uma pessoa melhor quando está na companhia das mulheres. Elas conseguem com ousadia e certa pureza dar na orelha desse cidadão que amém desafogou este episódio. Nada como distribuir histórias, né?

 

Klaus continuou a ser resmungão, mas não se fechou a partir do momento que lhe foi cobrado certa dose de sensatez. Isso é bom e esse personagem pode evoluir a partir daqui – mas não faço apostas porque homem evoluir nesse universo é igual trazer morto de volta. Hayley puxou as orelhas do híbrido com absoluta razão e sem perder a elegância. Gostei demais de vê-lo na zona da little wolf, um espaço que um dia o híbrido cobiçou, mas sem sucesso. Quero imprimir a foto deles juntos e beijá-los porque essa parceria tem tudo para dar certo.

 

Além da autoridade de trama de Elijah, houve muito do mesmo nas costas de Hayley e me apaixonei mais por essa moça. Fazia tempo que nada novo sobre a personagem era contado e fiquei contente por terem resgatado quem era essa mulher antes de ser tragada pelos Mikaelson. Sinto orgulho disso principalmente porque minha opinião sobre ela (e Phoebe) mudou demais com o passar da jornada dela em TVD e agora em TO.

 

No fim, percebo que se há uma pessoa que ainda me segura em The Originals é a little wolf e amém que não a estragaram como fizeram com Elena, Bonnie e Caroline (e nem ousem!).

 

Hayley também foi abençoada com diálogos certeiros, tanto para Klaus quanto para menina Kayla. Chorei com o cenário dedicado às pessoas que morreram em nome da maldição dos lobitos e fiquei sem palavras ao ver Klaus surgir e reconhecer que ser gentil e se importar não o torna fraco. Foi lindo!

 

Tenho que agradecer baby Hope por ter sido também uma ponte tremenda para começar a fortalecer essa relação que precisa superar o passado e tocar o terror. Ambos são híbridos e agora se encontram em uma situação similar que muito me interessa.

 

Mexer com os bolinhas de pelo? Estou curiosa porque Klaus sinalizou espanto. Quero ver como Hayley e ele funcionarão fora do Quarter e com uma trama que, até então, nada tem a ver com a profecia.

 

Concluindo

 

Semana que vem tem Lucien em Mystic Falls e não estou sabendo lidar. Desbancará tudo que acontece atualmente em TVD tenho absoluta certeza!

 

PS¹: Josh estava maravilhoso como sempre.

 

PS²: E não aguento mais Freya ser a trouxa da história. Sempre tem que ter o Stefan da turma.

 

PS³: E senti saudade da Cami, com certeza.

Stefs
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