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17/abr

Quanto amor e quanto ódio em um só episódio, meldels, estou exausta com tanta rasteira. O que aconteceu esta semana em The Originals me fez recordar de um tempo em que desejei com todo meu coração que os Mikaelson perdessem a autoridade de trama e que enfrentassem uma ameaça de um jeito completamente desesperador. Meu desejo se tornou realidade (obrigada aos envolvidos), só que estou dividida porque gostei de ver essa família humilhada. Porém, me subiu uma raiva porque não tenho simpatia pelos causadores do estresse.

 

O dia foi daquele tipo que nasceu para dar na cara, sem uma gota cinza do luto por Finn que não foi contemplado e nem mastigado. A perda não pareceu impactar os Mikaelson verdadeiramente tendo em vista quem é Lucien agora e isso me incomodou de uma maneira um tanto quanto positiva porque quero acreditar em evolução de personagens.

 

Vejam bem: Lucien se tornou um ser sobrenatural turbinado e de mordida letal que fez o que fez e não foi levado a sério. Elijah continuou a zanzar, Freya continuou a ser pressionada por causa do seu papel de bruxa e Klaus partiu com impaciência na sua síndrome do imbatível. Vale até mencionar os demais do Quarter que encaravam o relógio até a vez deles chegar. A ameaça não é igual a nada que já lidaram antes e mesmo assim agiram como se fosse simples e banal. Saída da zona de conforto se faz necessária, com certeza.

 

Bom é que teve muito trabalho em equipe e isso encheu meu coração de amor.

 

A cena de abertura entre Lucien e Aurora me fez revirar os olhos. Por que não aniquilaram a ex de Klaus quando tiveram oportunidade? Nossa, estou com Cami e espero que esse poupar renda em algo interessante. A personagem é desnecessária e mostrou o quanto continua a ser desnecessária ao ser usada como tapa buraco do episódio. Foi terrível aguentar o reencontro dela com Klaus para ouvir o repeteco de diálogo com as mesmas juras falsas e o mesmo jogo psicológico. Que preguiça!

 

Ainda bem que houve a quebra de Lucien e de Vincent na trama porque seria difícil suportar essa interação solitariamente. Um esforço que terminou em tombo vindo de uma Cami que transformou sua impotência em força, ou seja, mais do mesmo para Aurora. Porém, foi um dos melhores momentos do episódio, além do silêncio abençoado da ex de Klaus. Só é preocupante porque a moça tomou a fórmula turbinada e ela é o real perigo por ser instável.

 

Aurora não trouxe nada de interessante enquanto Lucien segurou a trama do começo ao fim. Ele mexeu no nervo sensível, o da proteção, e tirou os irmãos do castelinho. O personagem foi apenas o reflexo do que comentei no início desta resenha: a repetição do modo de operação dos Mikaelson. Foi até engraçado ver a família que tudo pode e acontece sem uma linha de raciocínio segura por estar adaptada a vencer, com toda a arrogância de ser imbatível, sendo que o esforço maior sempre vem, e veio, da ala fraca – que roubou o episódio em vários momentos para amenizar estragos. Ver um a um tombar a cada golpe do primogênito de Klaus foi demais. De quebra, contar com o auxílio dos ancestrais para desbancar Freya foi uma bela cerejinha.

 

TO-3x18---Lucien

 

Independente de ser The Originals, vimos mais uma vez que ninguém de um universo que possua assinatura, parcial ou completa, de Plec pode ser 100% mal. Tudo tem que voltar para algum amor não correspondido ou para algum atrito de família. É repetitivo, desvaloriza a/o personagem em questão (que tende a ser novata/o) por dar em mais do mesmo. Lucien e Aurora têm tudo para se aproximar de um fim semelhante ao de Dahlia, que chegou toda perigosa e desnorteante para ter aquele fim que ainda não me conformo de tão a desejar.

 

Posso tentar me enganar, mas vejo o mesmo se repetir com Lucien. E não quero.

 

Enquanto assistia ao episódio, me lembrei de Esther e do seu objetivo em restaurar o balanço da natureza. Ela queria que os filhos retornassem à forma humana por ter quebrado os limites da própria magia – por assim dizer – e os ancestrais praticamente fizeram a mesma coisa ao reinventarem o primogênito de Klaus. O que posso pensar é que a Besta da profecia tem prazo de validade, pois Lucien veio da natureza e a natureza pode destruí-lo. O personagem não deixa de ser uma aberração, bem pior que os Originais, e uma vez que o plano for finalizado não haverá mais necessidade de ter esse cidadão na jogada.

 

Vale até lembrar o sumiço de Klaus que, pelo que deu para notar, nada teve a ver com os inimigos que bateram no Quarter para cobrar as dívidas pós quebra da sire line. Uma coisa deve estar unida a outra, mas isso é apenas uma teoria da minha mente que pode ser interessante para um final de temporada. Não acho que resgataram um ponto tão pertinente da história dos Mikaelson só para fazer charme – e espero mesmo que não.

 

A bruxaria no comando

 

TO-3x18---Kol

 

Essa era outra coisa que desejei desde o desenrolar desta temporada: o destaque dos covens porque são eles o coração de The Originals. New Orleans sempre foi comandada pelas bruxas, foi por causa delas que os Mikaelson transitaram para o Quarter, e deixá-las de lado não era mais uma opção. Esse balanço foi quebrado pelos assuntos familiares (e repetitivos) e fico cada vez mais satisfeita de ver a bruxaria reivindicando seu espaço para retomar o comando.

 

Um comando que começou a rebater em Kol. Como disse na semana passada, era fato que ele não tinha voltado só para fazer Kolvina acontecer. TO teve que se provar nesse quesito, pois retorno de personagens em nome do fandom é coisa de TVD – série que sofreu e sofre com essa investida. A ideia de sair do Quarter soou cabível, pois Buzolic está como participação especial e matá-lo de novo para dar um jeito de trazê-lo não cola mais. Gostei da solução dada para mantê-lo até o fim desta temporada como parte do conflito central.

 

A nova história dada ao Kol começa a ganhar minha simpatia e foi sensacional vê-lo dissecar assim que cruzou a fronteira da cidade. A serenidade dos ancestrais em mostrar que o barato custa caro. Ótima barganha que rendeu uma das melhores reviravoltas deste episódio.

 

O que pergunto é: vampiros mordem humanos. E Kol está faminto e raivoso. Qual é?

 

TO-3x18---Vincent-e-Davina

 

Vincent mostrou ter mais caráter que o próprio Marcel ao compensar Davina pela puxada de tapete que rolou no começo desta temporada. Gostei da união inicial dos dois e queria acreditar que a bruxinha amadurecerá de verdade a partir desse confronto. Ela tem confiança na execução da magia, evoluiu no quesito poder, mas continua sendo facilmente minimizada.

 

Queria que Freya se unisse a eles, outra personagem minimizada o tempo inteiro e que só faz freela – até de babá, vejam bem. Ela é forte, aos meus olhos pertence ao mesmo patamar que Vincent, e já que o Quarter virou terra de ninguém poderiam lhe dar uma chance. Merece, né?

 

Outro golpe veio no impeachment do Vincent. Perguntei-me desde o episódio passado como os ancestrais agiriam com a sabotagem do não mais Regente que se refugiou para evitar seus afazeres. Se os ancestrais estão em todos os lugares, claro que saberiam que o bruxo burlava as regras. O resgate de Van foi pertinente, pois amarrará o que Davina fez e muito provavelmente testará o caráter dos covens que claramente estão divididos. A citação da mãe desse jovenzinho chato me fez tremer na base porque essa mulher era uma cínica.

 

Com todo esse desenrolar bruxesco de fundo, volto a pensar que Lucien é peão temporário. A magia está no poder decidindo quem faz o que e a meta é expurgar a vampirada. Matar os Mikaelson é só um tiro certeiro para dar aval ao efeito dominó, só que quem fica no bloco do eu sozinho são os vampiros de Klaus – o que me faz pensar que foi até esperto liberar o híbrido por causa da influência em The Vampire Diaries. Fora ele, qualquer um pode morrer com o tombamento do respectivo Original e me pergunto quando é que Rebekah aparecerá.

 

Os Mikaelson para o abate

 

TO-3x18---Klaus-e-Aurora

 

Meio mundo sabe que meu problema particular se chama Klaus Mikaelson. Vê-lo tombado mais uma vez nesta season, em curto espaço de tempo, fez meu coração feliz – e entendam que não é porque não gosto do personagem, só me irrita vê-lo imbatível o tempo todo. Depois de se ver em zona de fragilidade na mão de Aya, agora foi a vez de Lucien lhe dar na face.

 

O mais interessante é que não tiraram tudo de Klaus. Mesmo perto de morrer, há a regra de que ele não pode perder a inteligência para assim manter o jogo e mandar uma mensagem. Nisso, até eu concordo e foi sensacional a blefada que culminou no coração partido de um iludido Lucien. Um momento significativo que mostrou que o híbrido ainda consegue usar tal momento como vantagem. A olhadela para a câmera me fez rir bastante.

 

Não é todo dia que vemos Klaus ser humilhado e sem chances de vencer. Quando isso acontece, o deguste é autorizado. O personagem poderia ter morrido se Aurora tivesse mais pulso firme, mas nem coragem ela teve para “renascer como uma fênix”, só hesitando e enrolando. Depois de beber o serum, a vampira tinha a faca e o queijo na mão para detonar aquele que a machucou, mas se foi o tempo em que um/a personagem era mau, completamente born this way, de morrer pelas maldades cometidas. Não há necessidade de romantizar vilã/o a todo o momento. Perde o respeito.

 

Aurora vacilou ao ter sua saúde mental cutucada. Aurora mudou de plano ao ver Cami e como Klaus urrou para que a ex poupasse seu amor enrustido atual. O mesmo vale para Lucien que, pelo visto, desviará dos interesses dos ancestrais para seguir a própria agenda. Ele foi lá e mordeu a pessoa que seu criador mais preza e até então não há uma cura. Fez o que fez por recalque.

 

Pela milésima vez, foi vingança de coisas do passado que envolvem mágoa amorosa, descaracterizando quem deveria ser vilão. Por essas e outras que TVD e TO têm perdido tanto porque sempre encontram um motivo de mostrar a humanidade de geral. É bacana, mas depende muito do caso.

 

E esse definitivamente não é o caso. Não quando os Mikaelson hipnotizaram os primogênitos para se passarem por eles e serem iscas de Mikael. Um terror de muitos anos que fala por si só e que não tem porque perder o apelo por causa de uma sequência de corações partidos devido a relacionamentos que não deram certo. Nem tudo é vida de casal, meldels!

 

Concluindo

 

TO-3x18---Cami

 

O episódio ensinou que tudo não passa de um plano maior das bruxas, só que Lucien criou um desvio ao morder Cami. Item que me faz voltar ao que disse antes deste tópico: a mágoa por não ser correspondido por Aurora renderá medidas estúpidas. I can’t!

 

Freya fez mais do mesmo, igual Elijah que solicitou a presença do Strix para combater Lucien (e que cena, socorro!) e Klaus foi desvalorizado. O auxílio veio daquelas pessoas que um dia desejaram a família morta, o que não deixou de ser irônico por se tratar da ala fraca do Quarter. Era isso que tanto cobrava também, um caos que desmantelasse a família, que a deixasse perto dos frangalhos e fragilizada ao extremo. Espero que esse viés conte com uma resolução avassaladora para mudar como os Mikaelson pensam na paz e na guerra e como precisam ser mais unidos, especialmente depois de Finn.

 

O importante é que o plot de Lucien e de Aurora funcionou como perfeito atrito de uma trama que desmantelou o castelinho dos Mikaelson. Ambos fizeram poucos movimentos, mas acertaram na ferida e entregaram um episódio estressante e regado de impacto. Os dois transmitiram a sensação de que não haveria saída para a turma do bem e só me resta acreditar que essa qualidade será mantida e que não terminará como rolou com Dahlia.

 

E sério que Cami sofrerá de novo (tem mulher sobrando nessa série mesmo, né?)? Matt teve vantagem de ser humano ainda e de ter contado com um anel especial que sempre o trouxe à vida.

 

E Aurora pode ser nome da Bela Adormecida, mas a Aurora do Quarter é uma monstrenga agora.

 

The Originals retorna no dia 29 de abril.

Stefs
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