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10/abr

Os roteiristas de The Vampire Diaries perderam a sincronia. Algo sentido desde o 7×10, em que Damon e Stefan nadaram na pedra fênix e a situação rendeu em vários nada. E continua a render vários nada. A impressão que tenho desde esse ponto mencionado é que a história virou rotativa (não que não seja), em que cada um continua sem precisar ler o que o outro fez. Tudo às cegas e isso é muito perceptível nos diferentes tons de Defan que tem transcorrido desde então. Parece que ninguém sentou para alinhar o tom porque uma hora é legal e na outra intragável.

 

E, vejam bem, saltaram 3 anos para…?

 

Semana passada, embarcar nos conflitos Defan foi ruim e agora foi razoável. Não darei os méritos para a Plec porque ela é responsável por essa rotatividade com a Dries, e é papel de ambas ter noção, realmente noção, do que rola na série. Uma noção que está a desejar há muito tempo – desde a S4 para ser exata. Julie pode até ser #TeamSalvatoreBrothers, sempre enche a boca para falar deles, mas está na hora de um meio-termo que escape da repetição. Inclusive, sair da bolha Elena já que meio mundo sabe que essa moça só voltará no series finale. Continua incômodo esse diz que me diz que não diz nada que rola por um motivo nulo.

 

Este episódio intencionou encerrar o atrito de confiança entre os Salvatore, informação que perdeu o apelo por ter sido recortada em vários episódios. A relação deles deveria ter sido trabalhada lá na época Elena, no auge do triângulo, não agora quando não há motivo para tantas chorumelas. Ok que o intuito é ambos trabalharem as diferenças que sempre os separaram, mas esse processo só tem acontecido de um lado – o do Damon. Tudo por uma razão que não deixa de ser a Santa Gilbert (até deixar de ser nos minutos finais do segundo tempo) que continua a empacar os dois e é péssimo.

 

Não é uma razão forte, vamos ser sinceros. As novas mancadas de Damon poderiam ter sido proporcionadas por conflitos mais interessantes que Elena. Afinal, ele é egoísta, raivoso e impaciente, e amávamos isso (e sinto falta). Até o inferno pessoal do Salvatore mais velho desviou do propósito de libertação porque esse personagem não pensa em outra coisa a não ser a namoradinha. Se TVD quer fortalecer os irmãos, forçá-los a abdicar o que possuem por um amor que só existe de um lado (isso se incluirmos a necessidade carnal) não faz sentido e aniquila qualquer apelo mais dramático que essa treta eterna poderia ter.

 

Inclusive, não faz sentido Damon não botar o irmão em primeiro lugar a essa altura do campeonato. E também não faz sentido Stefan ser humilhado por uma pessoa que, repito, não existirá até o incogitável fim de TVD. Parem de passar vergonha!

 

TVD-7x17---Stefan-2

 

Apesar dos pesares, a trama foi interessante e agradável de acompanhar. Houve pinceladas emocionais e nada bombástico para conflitar com mais um dia difícil para Stefan Salvatore. Foi um capítulo leve na vida dos irmãos ao ponto de nem me abalar com a discussão Defan que encerrou o episódio. Sério, só ouvi ambas as partes dizendo mentiras. Minha opinião mudará quando realmente ver essas duas crianças maduras e independentes.

 

O início do episódio me deixou encucada em saber como Stefan parou no meio da estrada e completamente na derrota. Meu coração palpitou de alegria com a ideia de humanidade, pois sonho que nem uma otária com a possibilidade desse jovem perder os dentinhos afiados. Só que o vampirismo já é tão erva daninha – e a cura foi engolida por Elena – em TVD que nem tenho mais esperanças sobre esse tópico. Só lamento.

 

O looping do novo inferno pessoal de Stefan aconteceu na “vida real”, o que rendeu certo tempo para se adaptar e para saber aonde esse fragmento transcorria. Boa jogada para um capítulo até que inusitado, com sua própria trilha instrumental (que amei muito, diga-se de passagem), e com Paul quicando do começo ao fim entre duas facetas “diferentes”.

 

“Diferentes” porque vi Tom e Silas, cópias do Stefan com os nomes atualizados, conflitando e se encarregando do mistério da trama após a destruição da pedra fênix. Sempre tento me fazer de cega, mas as reciclagens de TVD incomodam cada vez mais porque elas não valorizam ninguém e fica à mercê do ator/atriz fazer milagre. A fórmula desta semana foi a dos Viajantes turbinada, mas valeu a menção ao que rolou com Jo. Alguma coisa tinha que dar certo nessa season.

 

Mesmo que tenha sido uma clara repetição, Paul aliviou este episódio ao ter sua presença reprisada em núcleos diferentes. Ele conseguiu segurar o interesse porque a situação era intrigante e fui otária em alguns aspectos. Quando vi a promo, achei que o reflexo do retrovisor pelos olhos de Marty-Stefan era Klaus. Senti-me naquela brincadeira “qual é a cor desse vestido”, sério. Rolou aquela decepção de leve por não ser Joseph, pois The Originals ainda não acompanha a timeline de TVD. Divaguei por longos segundos sobre o quanto seria maravilhoso e bizarro o corpo do híbrido sendo ocupado pelo Salvatore que tanto estima. Otária, eu mesma.

 

Gostei demais da individualização de Stefan, as circunstâncias forçando o personagem a se virar, sem celular ou qualquer proximidade com Mystic Falls. O momento na casinha abandonada foi precioso, bem como os resmungos do quanto ser humano não é tão legal assim – para depois devorar donuts igualzinho a mim quando estou na TPM. Independente da repetição, foi uma experiência bacana, nova e diferente tendo em vista o quanto essa temporada tem se esforçado para acertar um novo tom que dê vida longa à série (sendo que é para cancelar, né?).

 

E vamos relembrar que a última vez que Stefan surgiu como humano foi no 5×18 e foi maravilhoso!

 

A associação das almas com os vícios de cada corpo foi um ponto positivo do roteiro. Stefan sendo parasita de um alcoólatra, acenando para sua sede de sangue quando foge dos trilhos, completamente desastrado e com o instinto de herói ativado falaram demais por uma trama que dependeu muito do jogo de cintura desse personagem. Contrastes que calharam na discussão do instinto heroico que me levou ao dia em que ele confessa que almejou ser médico. Salvar é algo enraizado nesse Salvatore, bem como o instinto de sobrevivência.

 

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A curiosidade incitada pela trama aumentou com Stefan e seu parasita sem nome. A ausência de uma fechada de câmera no retrovisor me fez pensar no Klaus (#trouxa). Só que daí lembrei de Silas, essa de não ter um rosto (e descobrimos a questão das cópias) e o perfil de sociopata – que me parece pior que o do próprio líder dos doppelgangers do Tefinho. O relato de Ric nos minutos finais, o travamento da porta e o prazer desse novo personagem tomando o espaço que faz parte do seu modo de operação me deram arrepios. Primeiro porque Wesley sempre sambou sendo maligno. Segundo porque sou suspeita pra falar desses perfis (a viciada em série policial).

 

E espero que Plec e Cia. sejam inteligentes tendo em vista que esse serial killer nunca foi capturado. Criaram meio que uma lenda para dar força ao andamento da temporada e espero que haja um pouco de complexidade que não consiga ser superada pelos feitiços de Valerie.

 

No mais, é meio impossível não ser tragada para a atuação do Paul porque ele compreende Stefan e nos rega com vulnerabilidade na medida certa. Dói ver o personagem perdido na noite, especialmente quando o motivo é egoísta e não devido a uma catástrofe.

 

E lá vai o bonde Defan

 

Por mais que tenha contado com uma conversa pertinente, com um tom de dramatização que transpareceu os sentimentos de Stefan sobre o irmão e Damon “tentando” fazer a coisa certa, Defan se tornou uma parceria que perdi a confiança. Simplesmente porque volto ao motivo, Elena Gilbert, a pessoa que deveria ter contribuído em melhorar a relação deles em vida e não tombada. Essa treta entre ambos continua a ser mera encheção de linguiça. Não é à toa que investiram neles mais uma vez diante da falta de história depois do salto temporal.

 

As cenas finais entre os irmãos soaram como uma resolução, mas, como disse, não confio até ver a evolução. Durante o episódio, Damon continuou com seu discurso egocêntrico, não posso com isso, não posso com aquilo, enquanto Stefan se ferrava. Até quando?

 

O que aprendi é que não há nada que impede Damon de ser tudo o que ele foi, principalmente porque essa caracterização de egoísta e impaciente lhe foi dada para gerar contraste com Stefan. O personagem foi excelente na sua era de ouro (até a S3) e Elena foi capaz de amá-lo nessa fase – que perdeu todo o encanto por causa do famigerado sire bond.

 

Em comparação ao que aconteceu na semana passada, este episódio já veio com uma proposta completamente diferente quando conversamos sobre Defan. Está certo que a intenção foi a mesma, forçá-los a olhar para trás e ver se ainda vale a pena se preocupar um com o outro. Isso, tendo um peso maior para o lado de Stefan que continuou a desejar a presença de uma pessoa que não hesitou nenhuma vez em dizer-lhe não.

 

A conclusão foi linda e maravilhosa, mas, assim como Stefan, não confio no irmão mais velho. Não confio mais nessa de querer fazer o certo, de querer ajudar… São 160 anos, amigos, com uma mentalidade de 5, e não consigo ter simpatia pelo que tem ocorrido até aqui.

 

Só vi Damon agir como o irmão que deveria ser ao resgatar Stefan e alimentá-lo. Porque é isso que irmãos mais velhos fazem quando vê sangue do seu sangue toda vez na nhaca.

 

Daí, fico nessa: de que adianta admitir sendo que os dois não mudam? A série precisa e muito de situações mais maduras, pois isso rebate no elenco que resta. Não há mais o peso do triângulo para alimentar a trama, então, que tal investir em algo mais intrincado e em ação? Que tal realmente criar algo e parar de reciclar storyline e kibar o trabalho dos outros?

 

Os demais

 

TVD-7x17---Valerie-e-Ric

 

Gostei de Ric esta semana porque havia o resquício de caçador nele. Com o salto de 3 anos, o vimos mais seguro e mais maduro, claramente com seu mundo no lugar. Provavelmente, o personagem teve o mesmo estilo de vida que Matt e não me surpreendi nem um pouco quando ele deu aval para Rayna escapar. Queria mesmo que isso acontecesse porque a série pode se salvar se tiver um time anti-vampirismo fixo dentro da panela.

 

Valerie também foi uma voz importante e minhas esperanças de promoção da atriz morreram porque essa moça vai para Supernatural.

 

Rayna enlouquecendo foi meramente para dar a ela o que fazer. Sem espada, não tem mais o que esperar da caçadora a não ser matar os corpos com as almas indesejadas. Isso destaca a rotatividade de “vilão” já que continua impossível criar um novo Klaus não é mesmo?

 

Concluindo

 

TVD-7x17---Stefan

 

TVD anda perdendo o foco nesse final de temporada. Isso se havia um foco porque o que vejo é um looping sem fim ao redor de Defan que tem ocupado todos os minutos por episódio. Olhando bem, não há mais trama pertinente depois do salto, Armory sumiu para dar espaço à repetição do sofrimento de Stefan e ao mimimi do Damon. Mudem o disco!

 

Dar destaque ao Paul sempre é sinônimo de sucesso e vê-lo em duas situações diferentes me fez amargurar esse desperdício de talento em uma série que tem vampiros adolescentes com face de 30 e poucos anos. Ele trouxe mais uma dose da dor de Stefan que nunca vem de um ponto desonesto. Espero que o não perdão ao Damon não seja descartado de uma hora para a outra.

 

Foi uma semana palpável, humana e de quebrar o coração para TVD – principalmente aquela baixaria de deixar Stefan na neve. Foi confuso, dramático e curioso. E muito bem dirigido pela senhora Julie Plec, mas nem por isso essa mulher tem meu perdão.

 

Agora, ficamos com serial Stefan que provavelmente dará fim à trajetória de Rayna.

 

PS: pelo visto vocês terão a resenha da S8. De acordo com Ian, é a última temporada. Ouvi um amém? Só falta confirmação da CW e dos produtores.

Stefs
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  • rayanne

    Nossa, Defan é uma decepção sem fim. Dá muita vergonha perceber que esta relação nunca foi desenvolvida. Ainda sonho com os dois morrendo no final da série, tomara! Vi muita gente reclamando do Ric, mas como ele se tornou um personagem inútil para mim desde que voltou(porque o fanservice tem sempre a preferência) nem me interessei em saber o motivo de tanta revolta.

    Quer dizer que o corpo do Stefan está sendo ‘habitado’ por um serial killer? kkkkkkkkkkkkkkkkk não sei se a situação é pra rir ou chorar, mas fico feliz pelo Paul. Ele gosta de fazer personagens assim. E os outros? Cadê a Bonnie, o Matt e o Enzo?

    “Não darei os méritos para a Plec porque ela é responsável por essa rotatividade com a Dries, e é papel de ambas ter noção, realmente noção, do que rola na série. Uma noção que está a desejar há muito tempo – desde a S4 para ser exata.” Nunca li tantas verdades. Jamais esquecerei o dia em que li umas pérolas da JP em um evento, em que ela dizia delírios como: ‘Não somos influenciados pelos fãs’, ‘Eu percebia coisas na pós-produção que feriam a mitologia da série’ e blá blá blá… Esse foi o grande mal desde a S4: a série ficou em mãos incompetentes e o dano causado foi maior do que todas as tentativas de salvação do show.

    Kat disse que sairia na S8 e eu fiquei imensamente feliz por ela. Agora, quando o Ian disse que sairia também foi como achar o tesouro no fim do arco-íris. Que alegria! Acho que agora vai, finalmente essa fanfiction interativa que se tornou TVD chegará ao fim. Não da forma como eu queria, mas já passou da hora né?! Vamos comemorar, porque este elenco finalmente será liberto e o resto dos fãs também!!!

    • Hey, Random Girl

      Defan ainda gira em torno de uma personagem que nem faz mais parte desse negócio hahahahaahhah A tentativa de manter a angústia Elena viva sendo que claramente só traz episódios ruins quando é relembrada.

      Enzo e Bonnie voltaram esta semana. Matt só faz o featuring do featuring. Quando aparece, tem mandado melhor que todos os personagens juntos, fatos reais hahahahahaa

      Elas perderam completamente a noção de TVD. Focaram tanto em Delena que esqueceram de todo o resto. Daí, na S5 tentaram retomar mitologia + vilão e até hoje não conseguiram. Ambas reciclam o que rolou no passado com os mesmos vícios de escrita.

      Estou na torcida pra que TVD termine na S8. Ian ainda não voltou atrás de sair pelo visto, mas nada que um aumento não o faça ficar (taí um cidadão que se tornou uma decepção de profissionalismo pra mim hahahahaha)

      Beijosssssssssssss!