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19/maio

Pelo menos uma coisa foi cumprida neste season finale: a fuga da típica fórmula que tem acompanhado Chicago Fire em toda conclusão de temporada. Intimamente, pensei que esse seria um risco porque há o que chamo de costume. Inclusive, a realidade de que os episódios depois do hiatus de final de ano perderam gradativamente a força até alcançarem o beco em que não tinha mais nada a ser contado. Pelo menos, engataram um roteiro significativo, longe daqueles classificados como “passa batido” devido ao foco no tema família.

 

E quando focam na família, a chance de erros é baixa.

 

A memória de Danny só serviu para fortalecer a atmosfera meio pesada do season finale. Intenção sentida por Boden, que ainda carregava o luto ao ponto de resgatar uma tradição que, ao ser revelada, me deixou no chão. Novidade que sinalizou o quanto o chefão ainda mastigava os últimos acontecimentos, lhe restando apenas ser um bom paizão para Jimmy, o ainda novato que lidava com uma catástrofe pela primeira vez e que teve que aguentar as ordens de um homem que sabe o que faz mesmo sendo julgado por medidas que podem não ser errôneas. Foi uma troca de emoções curta, mas que conseguiu se entremear ao dilema de Dawson, a responsável em arrebatar o fim da S4.

 

Gabby estava apreensiva e com razão: se via na reta final para fazer a adoção acontecer. Instantes que renderam ótimos paralelos que reforçaram a mensagem a ser transmitida. No caso, o poder da família na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Com muito sufoco (isso, se ignorarmos a rapidez com que o processo se desencadeou), a personagem conquistou algo maravilhoso em meio a tanta coisa ruim, se tornando oficialmente mãe adotiva de Louie.

 

Lá no fundinho, pensei que não daria certo e estava prevenida para qualquer tipo de desilusão. Quando o caminhão saiu e revelou Louie ali, prontinho para ser acolhido por Gabby, chorei como se tivesse ganhado na loteria. Como fugi dos spoilers, foi um baita choque para mim porque sou uma pessoa conformada de que nenhum presente sai barato nessa série.

 

E quase não foi barato porque Dawsey se agitou enquanto o processo não era concluído. Esperei o pior aqui também tendo como base a promo e meu coração jaz aqui muito aliviado. Por estar tão preparada para um apocalipse em forma de finale, imaginei que Louie só estaria presente para afastar um casal que falou, falou e falou praticamente nada.

 

Vamos ser sinceros: não tinha motivo para Louie se tornar uma fina dor de cabeça que nem deveria se chamar de fina dor de cabeça. Dawsey se pinicou nos últimos episódios embasado em número zero de argumentações válidas.

 

No fim, e para minha alegria, Louie ficou e tem tudo para fortalecer um casal que perdeu muito desde a mentirosa gravidez dada pelos escritores de Fire. Seria o cúmulo separá-los sem uma conversa real, pois tudo que ouvi um do outro foram resmungos sem sentido.

 

Chicago-Fire-4x23---Dawsey

 

Assim, Casey não estar pronto para a paternidade foi a indireta que mais não teve sentido nessa “treta” e devo admitir que Dawson me deixou frustrada ao declarar isso de novo. A curta discussão deles neste episódio me fez passar mal porque ambos estavam completamente errados. Tudo bem que o Tenente não facilitou, mas foi uma questão de minutos se compararmos o quanto ele foi difícil quando Gabby engatou a carreira de bombeira e assistiu na miúda uma transição de extremo sucesso. Neste caso, o que aconteceu foi um efeito osmose.

 

Casey acatou a decisão de manter o amor sem troca de alianças lindíssimas em dourado. Depois, não soube lidar com a decisão imediata da mulher que ama em adotar uma criança (até eu faria cara de paisagem por mais lindo que fosse). Independente de ter rolado aquela impressão de “risinho interno para um plano errôneo”, o personagem mostrou uma diferença ao querer, pelo menos, estar presente. Ao contrário de antes, em que era muito mais pentelho, ele não insistiu, não jogou indiretinhas, seguiu a vida e retornou.

 

Dificilmente tomo o lado dele, mas, dessa vez, queria chegar na mana Gabby e perguntar WTF?. Foi bem difícil engolir o mozão sendo julgado por “não querer Louie” para depois Dawson fazer carão só porque ele resolveu tomar conta da carreira longe de Chicago.

 

Esse atrito não teve coerência. Uma tensão puramente criada à toa para dar a impressão de grande caos, pois não tinha mais o que fazer depois da assertiva de Gabby sobre adotar Louie (a não ser negar a adoção). No sossego, só restou a Dawsey aceitar os limões que a vida foi lançando nas suas respectivas direções. Isso, desde que fizeram aquela barbaridade de gravidez de mentirinha.

 

No mais, deu para temer muito pelo relacionamento desses lindos durante a edição de cena que mostrou o quanto os dois viviam em realidades diferentes. Partiu meu coração.

 

Aproveito para destacar o único ponto negativo dessa interação entre Dawsey, que pertence à Susan por fazer o que era óbvio desde que apareceu: tentar algo com Casey. Precisavam mesmo disso para, supostamente, o mozão perceber que seu lugar é com Gabby? Isso ficou tão ofensivo, de verdade. Como se o personagem realmente não se importasse, sendo que só faltou chorar e se ajoelhar ao rever a mozona. Poupassem-me disso!

 

Inclusive, seria de mau gosto separá-los a essa altura da temporada, não só pelo beijo piegas de Susan, como também por causa de Louie, ação que acarretaria a má impressão de que a culpa da pausa na relação seria da criança. E isso não seria legal!

 

O OTP abraçadinho no finale fez meu coração derreter e quero muito ver como Casey se relacionará com Louie. Honestamente, é a única ponta que me interessa com relação a S5. Ao contrário da conclusão da S3, dessa vez podemos dormir em paz porque Dawsey escolheu fazer uma limonada a simplesmente deitar na sarjeta tomando os bagaços na face. Tem que brindar porque não é toda temporada que tem shipper feliz e se amando em Chicago.

 

Jimmy who?

 

Chicago-Fire-4x23---Jimmy

 

Ainda tento entender o que foi essa do Jimmy. Cada cena dele, só via Chili. Jimmy-Chili retornando ao Batalhão cheio de marra, Jimmy-Chili fazendo vista grossa para Boden, Jimmy-Chili querendo causar como se estivessem muito certos sendo que falavam acima da dor que sentiam. Brett não merecia passar por isso, personagem que entrou no freezer das Chicagos e só saiu de lá para ser babá de quem não tinha storyline nesta temporada.

 

O que intriga é que Jimmy não estava no memorial e o que me dá sono é que há a intenção de segurar esse “drama” até o início da S5. Atitude que me soa ao mesmo que rolou com Erin – se passarão semanas tendo em vista o que transcorrerá com Kidd e Severide e a resolução virá nos minutos finais com alguma luz no túnel que o fará voltar a ser um cidadão melhor.

 

Apesar que fiquei com a impressão de que o 5×01 será horas depois ao 4×23, não sei.

 

Fato é que Jimmy foi o enchedor de linguiça porque o finale só engatou e ficou com cara de finale nos famosos 10 minutos. E ele não teve nada a ver com isso.

 

E lá vai personagem ser estepe de tragédia…

 

Chicago-Fire-4x23---Grant

 

Porque tem mulher sobrando em Chicago, não é mesmo? Estou chateada com o que pode acontecer com Kidd, pois é de se esperar que ela tenha se dado mal no fim das contas – até parece que Severide sofrerá sendo que ele só tem prestado para ficar nu. Lá vai esse cidadão para Vegas de novo.

 

Dou um pouco de crédito ao Grant que conseguiu regar os minutinhos finais com certo medinho, porém, queria que trabalhassem a dramática das drogas. Vale até dizer que esse cliffhanger me soou com o de Casey e Katya na S3, mas não perdeu a dignidade de ter sido sinistro ao ponto de já partir meu coração. O último balão da temporada mostrou que é completamente instável e tem ódio da ex, então, o que esperar da sua nobre tortura pessoal na companhia de uma faca?

 

Aquele desabafo

 

Dawson

 

Antes de tudo, fico triste de pensar que mais uma personagem tem chances de ser chutada a troco de nada sendo que o elenco de Chicago Fire precisa de uma renovada urgentemente – e de mais mulher em cena. Mais um ano e o cast é mantido – o que diabos Otis fazia ali sendo que estava de licença?. Parece que só esperaram o momento para tirar Shay de cena, pois, depois disso, só secundário pagando o pato sendo que isso deveria acontecer com os principais e os avulsos.

 

As duas mulheres regulares de Fire – Dawson e Brett – foram completamente esquecidas na S4. Elas chegaram perto de ter histórias, mas foram jogadas nas sombras de Casey e de Jimmy-Chili, e lá ficaram. Pergunto-me até agora o que rolou com a Dora porque a moça foi promovida com a mesma rapidez com que foi demitida. Por mais que sua personagem fosse irritante, ter a atriz no meio de tanto homem me fez acreditar por um tempo que as coisas mudariam no Batalhão em benefício do elenco feminino. Mesma coisa que senti quando Miranda surgiu. Fui trouxa, claro.

 

Somado a isso, vem o outro incômodo que traduz o maior erro da S4: secundários inseridos do nada e pessimamente desenvolvidos para não dizer que houve zero desenvolvimento (saudade da era Clarke e Jones). Não posso esquecer de incluir as mortes de personagens que nem existem, vistos somente pelos roteiristas, como a gêmea de Chili e até Danny Who. Preguiça de escrever?

 

Nem todo personagem novo compensa o investimento. Jimmy-Chili são a completa prova da preguiça de criar e desenvolver os secundários de maneira que casem com o clima do Batalhão e criem laços com quem assiste.

 

Outra coisa que me incomoda e ao mesmo tempo me preocupa é que essa temporada ensinou que o desapego não mora no 51º Batalhão. Não transfiro tanto esses sentimentos para os principais porque, óbvio, nenhum deles pode sair ou não haverá mais Fire. Porém, os que fazem papel de parede já deram tudo o que tinham que dar – que é equivalente a vários nada. Por mais que ame os personagens e o elenco, um 5º ano para uma série que tem a proposta de risco de morte 24 horas é igual a começar a abrir mão do que tem. Esse trabalho de morrer não pode mais ser largado nas mãos de secundários ou de personagens que não existem.

 

Esta temporada de Chicago Fire conseguiu se superar da S3 em alguns aspectos, mas pecou nos personagens. Ela começou como nos velhos tempos e segurou a antiga essência de trama até o 4×09. Depois disso, tentaram amarrar algumas histórias, mas claramente não conseguiram inventar algo que pudesse ao menos deixar os últimos 3 episódios interessantes – algo que a S3 fez com Nesbitt. Não tiro o crédito da situação de Gabby que foi a salvação de última hora, mas esse novo finale escancarou a realidade de que pararam de desenvolver as storylines como no passado.

 

Inclusive, Chicago Fire caiu no redemoinho de ser previsível.

 

E abusaram tanto de salto temporal nesta temporada que…

 

Está ficando cansativo. Se ao menos tivessem segurado a tríade unida, não teria muito do que reclamar. Porém, a S3 ensinou que esses três totalmente individualizados não funcionam tão bem em comparação quando tomam a cena juntos. Por serem o coração de Fire, os três podem e devem ter suas respectivas storylines pessoais, mas jamais se separarem na ação. Parte da S4 só foi linda e cheirosa porque esses personagens assumiram uma história em conjunto. Depois, só música do Magic Mike com direito ao intervalinho eleitoral.

 

O balanço é uma Dawson a ver navios. Casey político. Severide quase gogoboy. Brett fez vários nada igual a todos os avulsos do bando de Herrmann e Herrmann que nem contou com um crossover digno. Fire tem jogado no superficial desde a S3 e chegou perto de recuperar o fôlego no início da S4. Porém, não estão sabendo mais o que priorizar.

 

Concluindo

 

Chicago-Fire-4x23---Gabby

 

I want you to know that the life I’ve lived, the sacrifices I made, it was in the service of helping others. Sacrifice is the hardest of all human actions, but anyone who puts on a uniform to help others knows it’s also the most important. We pay a price for our service. And sometimes that price is beyond our limits.  I’ve made mistakes and bad choices, but life has a way of giving all of us second chances. Never doubt the power of goodness in one’s heart or for a single second that together we make an incredible family.

 

Aos meus olhos, a S5 virá como um teste final, pois Chicago Fire está no empate de 2 temporadas maravilhosas e 2 que encontraram a poça de lama. O novo ano precisa de mais riscos, de praticar o desapego como antigamente, ser mais criativo nos chamados (só tem prédio em Chicago?), unir mais os protagonistas e criar secundários de relevância. Chegou a hora do tudo ou nada, pois, sendo bem realista, não dá mais para o Batalhão brincar de casinha.

 

Gostei do finale mesmo tendo sido fraco para os padrões de Fire. Apostaram nas emoções e foi efetivo. A narrativa de Gabby resumiu o propósito do episódio ao destacar o peso da família, dos sacrifícios que seus membros fazem, e do quanto há amor envolvido até nos dias ruins. Um momento bobo que respaldou essas palavras foi quando a maioria se levantou de pijama para atender ao último chamado, todos de cara amassada, e não houve julgamentos só propósito.

 

E o finale fez questão de refrisar que nessa rotina tudo é uma questão de propósito. Temos super-heróis nesse Batalhão, mas, infelizmente, todos não têm contado com histórias marcantes como no arco S1-S3. Contudo, pode não ter havido a tragédia na cara (Dawson e Kidd naquele prédio mancada absurda por ser isca de morte de mais personagem feminina), mas a dramática da escrita estava presente e marcou uma resolução do bem.

 

Só que, mesmo com um encerramento satisfatório, sem a fórmula de finale bombástico, lá estava o pequeno grande problema: a fórmula do comodismo.

 

Então que concluímos mais um ano e chegou a hora das férias. Obrigada a vocês que acompanharam as resenhas de Chicago Fire, que chegaram a comentar, que leem às escondidas, que me marcam lá no Twitter. Só tenho amor por vocês!

 

Sim, vai ter Stefs na próxima fall desmascarando Lobo e amigos. ♥

Stefs
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Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Sara Regina

    Oi! Não conhecia a serie! Tem pouco tempo que vejo
    Vejo online todos os dias! Virei fã de carteirinha rsrs
    Meu coração tá apertado com a 5 temporada, pois tenho receio que mudem alguma coisa.
    Não quero que separem Casey lindo e Dawson, não teria mais graça sem esse casal lindo e agora com um filho. Louie precisa de um pai e de uma mãe! Agora seria uma família, claro que Casey e Dawson não casariam, pois não poderiam trabalhar juntos! Mas nas temporadas anteriores os dois decidiram em esperar não ter troca de alianças devido ao trabalho, mas continuavam morando juntos. O final da 4 temporada foi legal, pois deu a entender que eles estariam juntos, todos os três como família. Agora é esperar o dia 11 de outubro e ver o que vai acontecer. Aiaiaiai meu coração !

    • Hey, Random Girl

      Sarinha, tudo bem? Mil perdões pela demora ENORME em responder seu comentário, mas tive alguns impasses e agora quero acreditar que tudo funcionará. É MUITO bom ter mais alguém na família Chicago Fire porque é xodó demais essa série <3 E amar Dawsey é amar o universo.

      Tá acompanhando a temporada nova? Se estiver, VOLTE AQUI VAMOS CONVERSAR! HAHAHAHAAHHA

      Beijos sua linda! Obrigada pela visita e pelo comentário <3

      • Sara Regina

        Estou vendo a 5 temporada e amando! Obrigada por me responder!