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12/maio

Sabe quando você chega numa festa e não sabe exatamente com quem falar ou pra onde ir? Assim que me sinto com relação a este episódio de Chicago Fire e sei que me sentirei da mesma forma com relação ao season finale. Cadê meus drinques?

 

Quando os créditos subiram, minha mente entrou em retrospecto. Relembrei o quanto esta temporada começara bem, amarradinha junto com a tríade, para chegar a mais um derradeiro final apostando em personagem avulso e em histórias que não significam muita coisa. Penso que se não fosse pela inserção de última hora de Louie, estaríamos a ver navios. E penso também que essa criança linda será a solução do fim da temporada, já que rolou a fofoca de que Fire não investirá na típica fórmula de encerramento.

 

O episódio começou pesando no assunto pais e filhos por meio de um chamado que tentou criar uma conexão entre o tema e Dawsey (e quem acabou com as emoções agitadas foi papai Herrmann). Uma situação que só serviu para abrir margem ao intento agora fortalecido de menina Gabby em adotar Louie. Estou feliz e não estou feliz. Ainda decido o que sinto porque o lado da gêmea má quer invadir a NBC e a gêmea boa está morrendo de amor.

 

O reencontro com Louie me fez morrer e voltar mil vezes. Desmanchei com a alegria dele em ver Gabby, mas ainda carrego o agridoce da falta de desenvolvimento da história dessa personagem ao longo desta temporada. Aflorar o lado mãe ainda me soa como desculpa esfarrapada, só para dizer que ela está em movimento – de última hora, diga-se de passagem.

 

A falta de diálogo entre Dawsey tem ajudado a intensificar essa minha má impressão. É estranho demais vê-los zanzando ao redor um do outro e não engatar uma conversa de adulto. Algo que tem rolado desde que ela negou a ideia de casamento e ele fez carão. Isso remete à fase em que Dawson queria ser bombeira e Casey não engoliu.

 

Agora, o mesmo processo se repete: ele vai lá, dá um apoio, que não passa de falsa esperança. Quando Casey não concorda com algo e esse algo dá errado, ele ri internamente. E ela vai lá mostrar que consegue fazer o rolê acontecer, não importa a previsão do tempo. É exaustivo, pois ambos entram no ciclo de um passar por cima do outro enquanto transmitem a sensação de naturalidade que claramente não há. Impedir a fala, ainda mais sobre um assunto atual, que é um giro de 360ª graus, compromete demais o caminhar da storyline deles como casal. O que recebo de sinal é que esses lindos só são lindos sem desafios e quando têm nada funciona.

 

O que os dois farão? Gritarão um com o outro. E, sinceramente, estou farta disso. Quero meus tempos de flerte de volta porque ali eu era feliz e nem sabia.

 

Chicago-Fire-4x22---Gabby

 

A parte boa é que o encaminhar do processo Louie e a firmeza de Dawson não afetaram o âmbito amoroso tanto assim. Quando Casey se destacou como o escolhido para ser perseguido esta semana, imaginei uma catástrofe – que deve estar programada para o finale –, que até teve ao assumir a forma de Antonio. Não defenderei o detetive porque aquela ceninha foi muito micão.

 

De verdade, implorei para que o detetive parasse de passar vergonha. Essa de empurrar o ama ou não ama, tem que casar ou não, é igual minhas tias perguntando sobre os namoradinhos. Ok que deve haver um mega tradicionalismo entre os Dawson, mas, uma vez que uma mulher da família se torna bombeira, o que vem depois é mais quebra de regra.

 

Dei-me o direito de ficar furiosa com Antonio, nada a ver berrar para Casey “dar um jeito”. Da mesma forma que Gabby não é obrigada a casar, o mozão também não é. E como fica? Draminha desnecessário que, pelo menos, fundamentou uma ação boa. No fim, o processo encaminhado e o chilique do detetive não criaram tanto estresse no OTP. Meteram uma luz no final do túnel, que não indica necessariamente felicidade e casamento, melhor que fechar o tempo de vez.

 

Confesso que sentia falta de detestar Gabby (a S2 foi meu teste com essa mulher e, às vezes, até entendo o carão do Casey) por alguns segundos e este episódio me fez dar unfollow nos minutos iniciais e depois follow de novo. Quando ela está tão cega por algo, tenho que relembrar o quanto essa pessoa se dedica para realizar seus desejos. E isso basta. A personagem é determinada, queria eu ter tanto peito assim. O fato de centralizar Louie, fazer cursos (queria tanto ver isso!) e mandar ver no encaminhamento do processo de adoção, fortaleceu uma história que, se eu me despir de toda a problemática por detrás, já é muito querida.

 

Mas não deixei de pensar na rotina que essa moça leva, em quem tomaria conta dessa criança, já que Casey e ela trabalham, e não há nenhum parente nas redondezas (alow antiga mozona do Antonio, volte pra nós, saudade!). Gabby fez os cursos, mas e o dia a dia? Indagação que se tornou preocupante quando Boden afirmou que todo chamado pode ser o último. Aviso que deu um braço e um rodopio para o que acontece na promo do season finale. Como lidar?

 

Só para não perder o hábito, volto a amaldiçoar o salto no tempo que deu a entender que essa investida de Gabby é muito simples. Romantizaram o processo de adoção até aqui para jogar todo o conflito nas reações de Casey. Ele não é babaca, mas precisa ser e digo apenas não.

 


De repente, Jimmy Borelli

 

Chicago-Fire-4x22---Danny

 

Emocionei-me com o único chamado que foi pertinente esta semana. Jogaram o episódio nas costas dos Borelli, odiei por alguns segundos e depois só me restou ficar no cantinho. Embora a escolha de Danny para morrer tenha se tornado evidente ao associar seu súbito aparecimento, a promo e a entrada no prédio, o incêndio deixou tensão no ar uma vez que todos os bombeiros entraram. A última vez que isso aconteceu, Shay foi dessa pra melhor.

 

Obviamente que a escolha do morto da vez foi deveras decepcionante. Nessas horas que mastigo o quanto deve ser insuportável escrever série porque sou fatiadora. Brincaria de Jogos Mortais, juro! Se personagem é um reflexo da realidade, ela/e não é imortal a não ser que pertença ao mundo de Julie Plec, segue a dica.

 

Danny me saiu como a irmã gêmea de Chili. Quem é? De onde veio? O que faz? Sua morte me deixou com cara de paisagem igual ao drama da ex-paramédica. De novo, faço a famigerada pergunta: como se relacionar com um personagem que não tem a história desenvolvida? Quem salvou a situação foi Jimmy, mas só porque a expressão dele de eterno Jeremy Gilbert me fez voltar à era The Vampire Diaries em que só chorou. Uma eterna criança!

 

A emoção acabou na hora que Jeremy, digo, Jimmy resolveu vestir cosplay Chili de rebelde do luto. Reciclagem berrante dada a outra dita estrelinha deste ano de Fire e mando outra dica para essa turma: parem de soltar spoiler e promessa de storyline se não cumprirão. Imaginem se a ex-paramédica e ele fossem os planetas? Assim, cada vez mais decepcionante.

 

Dou todos os créditos desse resgate ao Boden. Bela dramatização! Não tem como fazer cara de paisagem para esse senhor e vê-lo resgatar Jimmy foi uma baita surpresa. O mesmo vale para a continência, que sempre dá uma derrubada, independente da situação. O chamado em si salvou a trama, embora tenha se apoiado em ações e em escolhas não tão novas para o contexto de Fire.

 

E deixo a pergunta: quem era Danny em Chicago?

 

Concluindo

 

Chicago-Fire-4x22---Jimmy

 

Dar ao Jimmy uma parte do finale é desesperador porque, de novo, como se relacionar com quem não teve um pingo de história no decorrer de 22 episódios? Bom jogar no seguro, né? Otis teve que aparecer para fazer nada a fim de mostrar que o desapego não é uma ordem.

 

Dias se passaram deste episódio para o anterior, e muita coisa foi engatada, rebatendo no pensamento do qual abri esta resenha: estava na festa, mas não sabia a quem dar atenção porque as fofocas transcorreram e tive que me contentar em sentar na janelinha. Se Danny como escolha para gerar dor e impacto foi péssima, quem dirá o retorno de Grant para se meter entre Kidd e Severide (casal de engraçadinhos que não quero amar, mas amo).

 

A única coisa que realmente interessa agora é Gabby e Louie (amém!), mas quem me garante que isso dará certo? Sinceramente, continuarei na minha bolha quentinha, sem ler spoiler, e completamente na poker face com relação ao término de mais uma temporada de Chicago Fire.

Stefs
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