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05/maio

Por algum motivo já fixo na minha mente, pensei que este episódio de Chicago Med focaria um pouco mais em casos de saúde mental. Até teve, mas o aceno agraciou um dia chato liderado por Robocop Halstead e que não trouxe o melhor de ninguém – a não ser de Choi.

 

Os atendimentos da semana foram fracos ao ponto de contarem com a ajuda extra de Brett. Ela permaneceu em Med pelo tempo de um chamado da ambulância em Fire e não sei se gostei dessa súbita inserção no contexto desta série. Por mais que adore as tomadas fora do hospital e as visitinhas de outros personagens, essa investida acarretou ruído e não escondeu a intenção de tapar buraco já que os outros médicos não contaram com histórias impactantes e nada a mais sobre a vida pessoal de cada um foi dado. Acredito que teria gostado menos se alguém não saísse beneficiado e agradeço bastante pela presença de Choi. Salvou o rolê!

 

Chicago-Med-1x16---Choi

 

Choi rendeu bons momentos neste episódio. A cada semana, a história desse personagem é fortalecida graças ao seu background que continua a ser um trabalho em progresso. Enquanto os outros pararam no tempo depois do show de Halstead, esse médico tem conquistado os holofotes e passou por um novo desafio que testou os limites do seu estresse pós-traumático. O ápice desse chamado (chamarei de chamado porque não deixou de ser) foi vê-lo mergulhado em tanta tranqueira ouvindo os tiros referentes ao tempo de exército. Ficou demais, especialmente porque gerou conflito entre o que está na mente vs. a realidade.

 

A casa de Paul garantiu certa dose de tensão, como o corte de Choi que me deixou apreensiva porque tinha de tudo naquele lugar (tétano?). Lá, se esparramou o agridoce da vergonha regado com a pergunta de como uma pessoa vive em um muquifo. Uma situação que me fez recordar o 1×04 de P.D., em que a mulher vivia nas mesmas condições com a diferença de que afugentava uma criança. Partiu o coração, pois, de fato, é difícil evitar o julgamento.

 

Quis que o médico conversasse mais para saber como Paul afundou e fiquei triste pela situação não ter sido explorada. Mas valeu, especialmente pelo papagaio que me fez chorar.

 

E Stefs chorou com o cachorro também, cla-ro. Nunca aconteceu comigo ou com alguém próximo, mas taí uma coisa que acredito e quando se tornou real na trama me estabanei. Fez-me lembrar da minha cachorra que ama enxugar minhas lágrimas e é surreal explicar como ela me olha, sempre sinalizando que alguma coisa está acontecendo ao ponto de se sentir no direito de lamber minha face (e eu afastar com gentileza haha). Tudo para tentar ajudar de alguma forma. Como não amar cachorros, Natalie? Quebrei e a reação das meninas foi deveras preciosa.

 

Chicago-Med-1x16---Clay

 

Falando em quebrar, Rhodes mandou um beijo para os inimigos ao assumir a operação de um paciente que não brilhou tanto quanto eu gostaria. Amo casais de idosos, tenho vontade de me meter no meio quando vejo um para perguntar por que tão lindos?, mas não fui arrebatada pelos Clay. O amor sempre é destacado quando fazem essa escolha na ficção porque há anos e anos envolvidos e tende a ter uma boa história para contar. Não teve e pareceu superficial, talvez, porque Nora nem chegara a ter uma interação direta com Nathan – a não ser o chamado dele por ela que fez meu coração doer. Focaram na culpa que a senhora sentiu pelo diagnóstico errado e não me comovi.

 

O conflito entre neuro e cardio foi o responsável em tirar a emoção dos Clay e gerou outro ruído no episódio ao dividir (e desviar) a intenção e (a complexidade) de uma situação que terminou bem-sucedida. Esperava morte feat. Connor tomando na cara porque a bolha quentinha desse cidadão precisa estourar – e só tem rendido histórias repetitivas. Ele chegou e sentou em Chicago Med como aluno, médico e filho perfeito, e está mais do que na hora de meter a família Rhodes no rolê para trincar a outra camada de vidro que esse médico pôs em seu teto.

 

Em contrapartida, gostei da reação de Downey que explicou certinho como diferencio confiança de arrogância. Rhodes foi confiante e cedeu ao seu altruísmo por ter se comprometido a salvar o paciente. O ego nem interferiu tanto no processo.

 

Enquanto tudo isso acontecia, lá estava Ginger Robocop Halstead (todo dia um flash pro Will e tá virando alívio cômico) e seu GPS, lidando com a crise ao procurar emprego e dando o que pensar sobre sua saideira fake. Esse cidadão só teve close errado esta semana, mas deu para perdoá-lo ao ajudar as manas a limpar a mijadeira.

 

Fato é que não está claro o que Halstead objetiva. Ele está lá, fazendo o dele, mas…? O caso Jennifer deu um pouco do seu caráter profissional, mas, agora, Will resolveu ser pentelho porque não está tendo aonde se apoiar. Geral o detesta e está evidente que tentar dar conta de tudo sozinho não tem dado certo. O médico simplesmente se perdeu depois do processinho e estou aqui no aguardo do retorno à superfície. Claramente alguém precisa de ajuda.

 

Concluindo

 

No fim, não gostei tanto deste episódio. Teve muito caso picado, não dosaram bem as emoções e houve certo conflito nas histórias. Culpo o dia de vistoria no hospital que se saiu como a prioridade, mas rendeu um dia muito bagunçado aka em desordem.

 

O saldo da semana é esse: vários nada, mas o importante é sorrir depois do expediente. Pena que a risadinha morre quando penso sobre o que aguarda menina Natalie na semana que vem. Não estou pronta para essa baixaria, ainda mais quando se tem a presença dos namoradinhos.

Stefs
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