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19/maio

Chegamos ao primeiro season finale de Chicago Med e tenho que lhes dizer que gostei muito. Justamente por causa das cenas externas que anularam a impressão de que toda semana acontecia a mesma coisa no hospital. Sem contar que foi o momento de encerrar algumas histórias para criar reticências para outras, o que dá um pouco de perspectiva e de esperança de que o ritmo desses 18 episódios contará com mudanças.

 

Embora a temporada em si tenha mostrado mais serviço nos atendimentos ao lado pessoal, este fez jus à troca de turnos e aos dilemas particulares dos personagens. Investidas que estavam em falta e que se revelaram como aliadas de Med quando não tem muito o que contar. Algo que rolou neste finale.

 

O fim de temporada apostou na perda de Downey e na suposta decisão de Rhodes, mas quem chateou e emocionou foi menina Reese, a verdadeira estrela deste episódio. Em meio ao dilema pré-festinha de graduação, ela se viu novamente entre as paredes de seguir rumo à patologia ou de batalhar pelo espaço que pisou em cima por bons episódios. Era bem óbvio que isso aconteceria e me vi tanto nessa personagem esta semana ao ponto de adotá-la de vez como minha mais nova spirit animal.

 

Quando Reese apareceu nos confins do hospital, com seu jaleco de Doutora feat. destinada a trabalhar em patologia, me vi no instante em que recebi meu diploma de jornalismo. Assim como ela, abri mão de muitos empregos que não me faziam feliz, mesmo ciente de que essa minha não tão querida profissão não oferece um balde de opções – a não ser que você crie as oportunidades ou tenha uma seleção de padrinhos mágicos ou QI. Senti tudo que ela sentiu, entre a certeza de que não queria mais aquilo somada a incerteza do que faria depois.

 

E o amor ficou ainda mais forte porque ela se formou com a idade que me formei, ou seja, já começando a dar na cara do mundo e enfrentando a realidade de não ter emprego até ter um.

 

Chicago-Med-1x18---Reese

 

Espero que as cenas de Reese não diminuam na 2ª temporada de Med, pois acredito que ela tem muito a ensinar. Essa jovem conseguiu se relacionar com todos os personagens e deixou várias mensagens no meio do caminho, principalmente na companhia de Charles – e ri demais dele jogando a gíria, aonde encontra um psicólogo desses?. Dentre as poucas do cast feminino, Sarinha foi a que me conquistou logo de cara e já entrou na minha lista de protegidas.

 

E peço, por gentileza, que Joey saia de cena o mais rápido possível e quero acreditar que isso aconteça tendo em vista que Reese se demitiu de uma profissão que não era só sua, mas dele também. Esse rapaz voltou a me irritar (mesmo com aqueles cachinhos gracinha) e a jogadinha do laboratório (quero o emprego dele na próxima encarnação) aniquilou qualquer chance de simpatia. Bem fato que o personagem pode até não ter envergadura moral para lidar com pacientes, mas senti que todo o problema está nele. Como vinha sentindo há tempos.

 

Joey não me parece dono de uma vida social interessante ou que consegue confrontar as pessoas. Ele fica ali no laboratório mais para se esconder. Vamos nos lembrar do episódio Tinder, que não julgo quem usa, mas, nesse caso, sinalizou a dificuldade desse personagem em criar relações ao vivo. Sem contar que ele mente sob pressão. Como confiar?

 

Seus argumentos para cima de uma perdida Reese tinham mais a ver com ele, com sua insegurança particular, e nada com a situação da qual ela se encontrava. Até porque a não mais estudante contou que não queria patologia e Joey voltou a pressioná-la neste episódio. A manipulação aqui mandou um beijo e um abraço, e ainda bem que essa linda não é tão ingênua para morder a isca. Não sei, ainda aguardo um ímpeto furioso dele, sério.

 

Chicago-Med-1x18---Sharon

 

Outra personagem que emocionou foi Goodwin, cuja situação me lembrou a do Chief de Grey’s Anatomy lá no começo dessa série mencionada. Inclusive, pensei até no famigerado momento de Annalise Keating tirando a maquiagem, só que nesse caso foi ao contrário porque a dona de Med tinha que se recompor e passar o batom para enfrentar o dia. Cena que rendeu essa familiaridade instantânea por causa da delicadeza em colocar os brincos e o close nos sapatos.

 

Embora tenha ficado tocada com os desdobramentos do seu casamento, muito me incomoda vê-la só de passagem e falando do marido. Sorte é que Goodwin traz Maggie para o centro da problemática, o que me fez ignorar o vácuo de qualquer desenvolvimento não só da chefia, como da amiga, mas podem fazer mais. Relevo por motivos de 1ª temporada.

 

O mesmo vale para April que entrou para minha aba vermelha de preocupação, especialmente agora que está doente. Para somar com Noah que a apaga, agora tem o crush com um pedido de casamento feat. larga o trabalho. Posso começar o apitaço para exigir uma proteção aqui? A resolução de temporada dessa personagem foi a mais injusta para não dizer sem pé e nem cabeça.

 

Mas as cenas com Will tão amor, pena que sou Manstead.

 

Os demais

 

Chicago-Med-1x18---Trio

 

Halstead permanece na minha zona de preocupação também, principalmente com a chegada de Jeff, mais conhecido como Clarke. Close que respaldaram a reciclagem do ator/personagem e nem dá para descer a lenha igual fiz com a Dora. Porém, que preguiça de escalar gente nova, né?

 

Todo ano alguma Chicago tenta introduzir um triângulo e todo ano falha. E quero acreditar que falhe em Med porque, apesar dos closes errados, Will não merece passar por isso. Se há uma coisa que aprendi é que o ruivão é inseguro demais, vide a cartinha que lhe rendeu uma promoção (por assim dizer) e o desconforto de estar entre Natalie e o xará do falecido – a expressão dele de perdi a chance para sempre deu dó. Ao menos, Halstead fica e quero acreditar que haverá desenvolvimento de storyline e não treta de paciente na S2.

 

Connor bem tentou emocionar, mas a conclusão da participação de Downey não fez tantas cócegas no meu coração. Foi bem triste o decorrer da entrada do teacher como paciente atrelada ao envolvimento emocional imediato do pupilo (Colin chorando é muito lindo, dá vontade de abraçar). Perda que o impulsionou também a uma mudança de carreira, sendo que a única coisa que quero para a S2 é o barraco da família Rhodes. Quero saber da mãe e não da profissão dele, com certeza mais interessante porque o pai cheira a coisa ruim.

 

Concluindo

 

Enfim, Med passou do experimento com seus 18 episódios e tem muito que explorar na S2 para mostrar que realmente há um diferencial. O finale foi emocionante ao ponto do papagaio me fazer chorar, pensem. Queria dizer que detestei isso, mas, de uma forma bizarra, ficou mais gracinha que a tartaruga que visitou Fire.

 

Em um parecer geral, a temporada começou legal, mas depois ficou cansativa e repetitiva. Pelo menos, a lição do drama esteve presente com todos os louros, muitas vezes nada decepcionante. Só falta aquele famoso desenvolvimento de personagem – e isso também me apavora.

 

Não tenho nenhuma outra reclamação grave, ao menos não ainda, mas insiro uma notinha: depois de um tempo, o peso de um episódio ficou nas costas das mulheres e gostei, juntamente com as já citadas cenas externas. Tenso é que todas tinham um homem nas sombras e sabemos que a tendência é o jogo virar (elas perderem a ação pelo cara).

 

E, sério, mais mulheres nesse hospital em postos influentes fixos e não de passagem.

 

Em uma opinião pessoal, o finale poderia ter contado com um atendimento que unisse mais os personagens ao mesmo tempo em que mantinha a vivência pessoal de cada um e a troca de turno. Mas isso é um desejo surreal visto em Code Black, e lá esse rolê deu tão certo porque a proposta médica é diferente. Fica a alfinetada de que Downey foi importante para um, mas não para todos, e careceu de um fim de mais impacto.

 

Fato é que trocava este episódio pelo 1×13, o real season finale de Med.

 

Espero que tenham gostado das resenhas. Foi uma experiência de marinheira e curti bastante. Agora, nos vemos no próximo ciclo da fall em que Chicago Med retorna nas quintas-feiras. Isso significa que as resenhas brotarão aqui aos sábados (junto com How to Get Away with Murder). Repito o que disse em Fire: obrigada a quem leu, a quem não leu, a quem comentou, a quem não comentou. Cês são muito amados!

Stefs
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