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12/maio

Mais uma semana sem grandes acontecimentos em Chicago Med. Esperei algo estrondoso, considerando que a temporada está prestes a terminar, mas fui enganada. O episódio jogou no seguro e não deixou de ser parecido com muita coisa que já rolou até aqui. Não há nada a se pensar e nem as cócegas de expectativa no coração com relação ao season finale.

 

O episódio apostou de novo na reflexão sobre atender ou não o pedido de um paciente. Um debate que dividiu o hospital entre team médicos e team enfermeiras, encabeçados por Will e April. Na lateral, tínhamos Rhodes e Downey presos na mesma discussão, sobrando Choi a ver navios e Reese e Charles ocupados no relacionamento aberto da 3ª idade. Goodwin foi quem marcou o golaço que impulsionou a saideira fake de um ruivão que percebeu de vez que suas burocracias médicas não têm vez ali. Burocracias que são lindas no papel, mas não na prática.

 

Muito me intriga o que planejam para Will no futuro de Med porque o personagem se tornou preocupante e ao mesmo tempo maçante. Sem contar que ele está preso em um looping, sem nada de novo, como o namoradinho Rhodes. O Robocop tem boas intenções, mas o grande conflito aqui é querer seguir regra contra uma maioria que já tem seus vícios de rotina. Esse jovem é novo nesse espaço, embora tenha praticado conforme os aprendizados de P.D.. Só que é fato que não há como combater sozinho um ciclo que está enraizado no local de trabalho.

 

Sendo assim ou Will cede ou vira 100% insuportável com a sua preocupação regrada.

 

Halstead vem cambaleando desde o caso Jennifer, que sim, ainda penso que foi terrível a maneira intrusiva da qual se posicionou. Esta semana meio que provou que, com ele, uma vez na regra, sempre na regra, e isso pode ser nocivo para o desenvolvimento desse personagem. Já não é de hoje que geral ali o ignora e passa por cima das suas decisões. Por birra ou por estar enraizado na forma de trabalho de cada um, esse cidadão só tem se prejudicado.

 

E tá ficando mais chato que Rhodes e Downey operando corações.

 

Med-1x17---April-e-Will

 

April roubou a cena esta semana ao mostrar porque escolheu sua profissão, o que diz muito sobre os esforços em pagar parte do ensino de Noah. Isso me fez pensar que o posicionamento dela entre Chuck e Will não se tratou apenas de quebrar ou não as regras. A personagem vê/trata o paciente não como uma cirurgia bem-sucedida, mas como ser humano. Com desejos que, por vezes, precisam ser respeitados. Halstead tentou salvá-lo empurrando a reabilitação e forçando a limpeza do organismo. Não estava errado, mas o homem não queria. Assim como Jennifer não queria ser ressuscitada. Assim como não é todo mundo que quer ser salvo.

 

Mesmo pensamento que se aplica ao Rhodes, que passou por cima da religião que embasou a decisão dos pacientes. Ele partiu para a arrogância dessa vez e não deu a mínima. Só se importou depois que Downey foi lá e puxou a orelha, caso contrário o médico mostraria os dentes como Will fez ao inserir Jennifer em um tratamento por detrás das câmeras.

 

Nisso, vemos melhor como Med é dividida: médic@s são homens e enfermeir@s são mulheres. Ou seja, o fato delas sentirem e ajudarem é errado e contra a regra porque estão abaixo da hierarquia do hospital. Elas não representam a autoridade, sendo isoladas na zona emocional da série. Foi basicamente isso que Will reforçou esta semana. Embora Maggie tenha autoridade, e até mesmo Sexton, esse grupo não tem voz por não serem médicas. Aka, não manjam das decisões.

 

Amo as Chicagos, mas, meldels, toda vez sendo problemáticas. Nem Natalie se safa, mesmo tendo posto influente. Ela já foi tombada várias vezes porque é mãe e sente demais.

 

Compreendo a frustração de Will e quero acreditar que a nova rasteira o faça enxergar que nem tudo é salvar (toda semana desejo a mesma coisa, vão vendo). Às vezes, é preciso ouvir. Sem querer, o episódio resgatou a teoria do Deus da medicina e, ironicamente, a equipe masculina quem a representa. Só que tem o Deus maior que se chama Goodwin e tem que ser muito dono do martelo de Thor para derrubá-la.

 

Rhodes e Halstead voltaram a atender a si mesmos e não o que os respectivos pacientes queriam. É a regra, e toda regra é quebrada, e é por isso que tem médico que passa dos limites. É para ficar com raiva? É. Por essas e outras que os profissionais dessa área são ora heróis, ora vilões. Só não pode desmoralizar as amiguinhas ou cometer erros, algo que April rebateu, toda maravilhosa, ao falar umas boas para Will – e que cena, amigos, só vi poder.

 

É um debate meio complicado porque só na situação para chegar a uma conclusão. Tentei interiorizar este episódio para ver o que a Stefs faria e a Stefs decidiu chorar no banheiro igual a Reese. Sou de gêmeos e dou amém que meu ponto forte não é exatas – porque sou inexata.

 

Med-1x17---Natalie

 

Natalie foi a ponta emocional do episódio e ela partiu meu coração. Imaginei que a personagem seria diagnosticada com algo que poderia mudar sua vida completamente, mas não passou de uma síndrome do coração partido. Que não deixa de ser grave, claro, porque é nosso limite como ser humano sendo testado. Dou estrelinhas por terem tato de fazê-la se libertar emocionalmente de Jeff antes de sentir algo por Will. Seria o cúmulo fazê-la se apaixonar pelo ruivão do nada.

 

Finalizaram esse arco da vida de Natalie com dignidade. Mostraram realmente o quanto a influência de Jeff é pesada na vida e nas lembranças dela. É difícil abrir mão de quem amamos, ainda mais nessas condições, e a brincadeira com a aliança, o último fio que a ligava a ele, deixou de ser um mero item decorativo para ser o coração do episódio. Foi bem bonito.

 

No mais, Charles garantiu aquela finalização que me deixa na bad. Dessa vez, foi porque estou prestes a fazer aniversário e lá fui eu me identificar com algo que esse personagem fala. Sim, é verdade que você vai envelhecendo e certas coisas do passado deixam de ser importantes. Esse senhor completo de razão, toda vez.

 

Percebi que o ceticismo de Reese sobre algumas coisas começa a me deixar na corda bamba. Já sei quem partirá meu coração várias vezes em Chicago Med.

 

Não pisei tanto na jaca ao chutar Downey para o fim desta temporada e não sei o que pensar sobre esse novo debate entre acatar ou não o pedido de paciente no finale. Talvez, seja o que Rhodes e até Halstead precisem para abaixar um pouco a bola de Deuses da medicina. Vamos aguardar!

 

PS: olhei pra Mags e procurei o Finnick.

Stefs
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