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27/maio

Chegamos ao final de mais uma temporada de Chicago P.D. que, apesar de ter nos entregado mais episódios a desejar que o normal, resolveu nos brindar na prorrogação com um finale que resgatou a lembrança distante do modo de operação da saudosa e inesquecível S1.

 

O encerramento de mais um ano trouxe de tudo um pouco enquanto se apoiava na essência que não estava tão presente neste 3º ano da série. Teve o jogo na rua, Hank chutando o balde, os detetives em ação e sem saberem o que fazer a não ser seguir o fluxo, o bolsa Voight, Antonio finalmente deixando de ser sombra, gestos Linstead e segundos Lingess. De última hora, todo mundo foi paparicado – menos Burgess, pra variar.

 

Meu coração foi socado várias vezes com os desdobramentos deste finale que empurraram, glória a Deus, Voight ao encontro do seu dark side – que sempre foi um fragmento de caracterização que ajudava Chicago P.D. ser muito mais rica e atraente por causa do seu fundador. Senti as mais variadas dores porque mexer com o Sargento me tira do sério. Não tem como não ser arrebatada pela energia desse personagem. Seja ela boa ou ruim.

 

O finale começou sacana, cheio das manhas que prepararam um terreno conhecido como segura que logo mais estilhaçaremos seu coração. Seguindo os passos do finale de Chicago Fire, P.D. centralizou o tema família na alegria dos Voight celebrando o aniversário do pequeno Daniel, com direito a mencionar Camille. Perfeitinho esse instante de felicidade para, mais tarde, engatar o drama a fim de enaltecer uma atmosfera tenebrosa, intensa e sufocante. A pitada de expectativa veio do antigo suspense sobre os próximos passos de um homem que teve seu coração quebrado. Deram-lhe a chance de jogar muito e de mostrar que, mesmo com uma caracterização a desejar na S3, ainda tem respeito e moral para ferver Chicago.

 

Fiquei com a sensação de que este episódio foi mais longo que o normal, mais pelo fato de ter muita informação na roda, o que automaticamente economizou nos movimentos. E por ter sido intenso e pesado. Impressões ainda mais reforçadas devido ao caso da semana que só teve um ponto de vista, o de Melissa, personagem que serviu de ponte para o assassinato de Justin. Não houve muito que fazer a partir daí, a não ser descobrir quem fez e por qual motivo, restando ao Beghe roubar a trama para si. Destaque sempre efetivo, não tem como discutir a atuação desse cara.

 

O instante que Voight abriu aquele porta-malas, me senti imersa em uma ducha fria. Independente da promo e da sinopse terem entregado essa iminente tragédia, foi um soco. Uma surpresa. Justin me pareceu muito pequeno ali. Quando o Sargento anunciou que ainda havia pulso me deixei levar pela chance de que o garoto sairia vivo. Simplesmente porque, dentro de mim, era inconcebível Hank perder tudo no âmbito familiar. Agora, só há Erin, personagem que nunca morrerá.

 

Quando o cofre reapareceu, ergui as mãos para o céu e disse vem monstro.

 

CPD-3x23---Justin-e-Voight

 

Os atos de Voight acenaram para o 1×07, a diferença é que a pegada aqui foi mais dark. Lá, o Sargento limpou a barra do filho pela primeira vez (para não dizer a milésima) e, a partir disso, vimos essa relação amadurecer. O pai ficou mais seguro ao despachar o filho para o exército, e o filho correspondeu satisfatoriamente essa segunda chance. Depois, veio o peso de Daniel, o neto, que poderia ter gerado mais uma treta devido à inserção de Olive na S2 – que soou como mãe solteira. A criança os fortaleceu ainda mais, detalhe frisado no começo deste episódio que relembrou todo esse caminho até arrematar Hank orgulhoso e Justin empenhado em crescer.

 

Neste finale, Hank se viu na mesma situação, só que pelo avesso. Justin não estava encrencado com a bandidagem, mas porque tentou ajudar uma amiga que era namorada de seu companheiro no exército. Daí, temos a ligação militar, embora o episódio não tenha explorado essa discussão. Muitos dos relances entre Jay e Mouse respaldaram que um militar tende a ser muito leal ao outro. Ainda mais quando trabalham juntos em campo. Peter e Justin não tiveram suas histórias passadas contadas, mas a morte de Melissa disse muito dessa amizade que levou duas pessoas a combaterem alguém do crime e acabarem mortas.

 

Lá nas entrelinhas, houve também o papo de enterrar ou não o caso. No 1×07, a resolução foi prática justamente para continuar a expor o caráter de um Sargento que ainda não era confiável – e precisavam mantê-lo assim. Agora, encontraram espaço para reverter a versão full de bondade que os escritores deram a esse personagem, uma que passou a S3 dizendo amém (um absurdo!). Antes tarde do que nunca, Voight resgatou seu delicioso jogo do mal, não querendo condolências, mas sim ação. Ele mentiu e vetou, aos poucos, o trabalho da UI para resolver tudo por conta própria – atitude influenciada sabiamente por Crowley. Se um afunda, os outros também.

 

Hank optou por enterrar o caso, não com a papelada, mas retribuindo o que fizeram com seu filho. Gritei com o apoio do clube dele. E gritei como ele foi excluindo os detetives para ninguém pagar o pato. Esse é o Voight que fez tanta falta no decorrer desta temporada. Nada como dar um bom motivo para haver mais honestidade na sua ação, algo que essa season também não propiciou. Na S3, só o vi explodir por questões a desejar e desgastando a gaiola.

 

Agora, temos o retorno do seu pior lado – que é o melhor no quesito trama. Fico até contente que a promoção nada inocente de Crowley não tenha rolado. Como se fosse rolar, né, gente, tendo em vista que nem Erin ficou na força-tarefa.

 

CPD-3x23----Voight

 

Voight deveria ter sido mantido no clima da S1, mas, claro, sem perder tanto das suas características mais afáveis. Usando um exemplo, que acredito que não será tão difícil relacionar, cito Klaus de The Originals. Klaus foi pintado de vilão em The Vampire Diaries até conquistar uma série que o tornou o principal. O que o faz atraente é a vilanização que vem da necessidade de proteger a família e o mesmo se aplica ao Voight. A diferença é que Plec teve dificuldade de moldar seu personagem pelo protagonismo ao contrário do que se viu em Hank que é dual naturalmente, tendo seu lado turrão mais destacado ao do vovô querido.

 

Para acertá-los de maneira equilibrada, não é preciso anular completamente o que os tornam fortes e com presença de trama. No caso, ser impiedosos e fãs da justiça com as próprias mãos – que em excesso fica um saco. É preciso da dose certa de empatia, algo que Hank ganhou demais na S3 e claramente não funcionou (sério, me dava preguiça). Esses dois personagens são vilões e heróis ao mesmo tempo. Isolá-los só no heroísmo ou na vilanização não funciona por serem faróis que iluminam o resto. Bastam ver como Hank ficou apagado e, automaticamente, isso rebateu na Inteligência (isolando Platt, Roman e Burgess que pertencem a outro arco).

 

O Sargento é o desafio. Uma vez que não oferece isso, não há muito para os personagens interligados a ele fazer. O mesmo se aplica aos casos semanais que foram rasos e repetitivos. O inverso aconteceu com Klaus, mantido 100% mal. Isso o tornava repetitivo e previsível, e apagava o brilho do cast.

 

Resumo da obra: não há problema em humanizar um personagem outrora vilão implacável. Desde que não o humanize demais por ter sido desenvolvido antes como antagonista (que é seu ponto atraente) para ser protagonista (que é importante, mas não tanto quanto sua posição de inimigo). O mesmo vale da transição protagonista para antagonista. Tem que manter aquele 1%, já dizia o Safadão.

 

Fazia muito tempo que não via o melhor de Jason em CPD. Teve o crossover, mas, particularmente, não sou fã de Voight 100% fofurinha. Ele não é assim, embora seja gracinha acompanhar seu lado humanizado, que é onde mora o equilíbrio da sua caracterização. Ele é herói e vilão da própria série e por terem torná-lo tão herói, P.D. perdeu seus melhores tópicos de roteiro e de locações vistas na S1: a rua, os bandidos, a corrupção, detetives vs. caráter. Por ser bom, e ao mesmo tempo meliante, Hank é quem dá energia à sua Unidade e isso não aconteceu na S3. Basta ver este finale, que mostrou tudo que faltou em quase 22 episódios desta season.

 

Este finale foi ainda mais especial porque criou vários paralelos com a S1. A começar pela história de Antonio que relembrou o potencial de uma série recém-nascida em 2014. Jay com a responsabilidade de dar as más notícias ao Voight e Ruzek sendo aquele que está certo, mas poderia ter mandado a mensagem para o Al a fim de evitar o micão. Teve muita coisa boa neste roteiro e nem dá para acreditar que colocaram o juízo no lugar ao bolarem um encerramento que denunciou abertamente o quanto Chicago P.D. perdeu na S3.

 

E que 10 minutos finais, amigos. Voight me fez de otária como há muito tempo não fazia.

 

O secundário como plot device tem limites

 

CPD-3x23----Voight-e-Justin

 

Não sei se estou bem com a morte de Justin por mais que tenha transcorrido dentro de uma bela dramatização. O filho foi usado para resgatar o pior de Voight e, dentro de mim, isso está errado porque começo a pensar em Fire e em Med. Gabby foi situada na maternidade porque não havia mais história para ela e Will ficou preso ao posto de mala do hospital até a temporada acabar. Descaracterizações por motivos de histórias pobres, vide Burgess.

 

O que vejo, na frieza do meu ser, é que Justin só ressurgiu para ser o gatilho direcionado a salvar um personagem que perdeu o brilho ao ser suavizado, inicialmente, por causa de Linstead.

 

Adoro Linstead, mas o shipper fez o que não era para ser feito: amolecer 100% um personagem que sempre foi crítico e firme em suas decisões. Ver Voight ceder ao romance, sem argumentar, sem ao menos emparedar Halstead, o “moleque” que tanto encrencou, o empurrou ladeira abaixo. Afinal, para que tanta festinha se a resolução seria como comprar cigarros? Desde quando ele não opina? E, outra, desde quando ele facilitaria o caminho para Lindsay depois da espiral do luto por Nadia? Não souberam como fazê-lo abaixar a bola, fizeram de um jeito nada condizente, e depois não souberam resgatá-lo. Simples assim.

 

Aproveito até para dizer o quanto a morte de Nadia significou vários nada. No fim, foi plot device para Linstead também. Afinal, tanta coisa que faria Erin voltar para UI e escolheram logo Halstead? Sou fã, mas não sou trouxa.

 

Voltando ao Voight, nem me atrevo a mencionar Daniel. A criança aponta para a família. O ponto de sanidade.

 

Tiveram que encontrar um excelente motivo para o Sargento voltar a ser como era antes. Hank mudou de opinião sobre vários tópicos da vida de Erin, tão discutidos e frisados na S1 e S2, como Jay fala de um apartamento. Erraram muito feio e viram em Justin a solução dos problemas. Nada como ter secundário.

 

Agora, deixando de ser coração duro, a situação de Justin foi efetiva para uma trama que se jogou em algumas investidas arriscadas, abraçando um tangível efeito dominó. O filho de Voight caiu e empurrou uma equipe a um trabalho intenso sem opção. Não consegui tirar os olhos de Jay, aquele que sempre cutuca, e lá estava o embate do quanto o que Hank fazia era errado, mas havia certo motivo. Os detetives viram o cru do seu chefe, um lado que era exclusivo ao Olinsky, e quero pensar que isso seja discutido na S4 por se tratar de quebra de caráter.

 

Inclusive, a quebra de vez da ingenuidade de que a justiça só segue pelas burocracias, encontrando uma saída no Voight’s Way – que não deixa de ser errado. O quanto isso mudará esse time? Quantos deles se sentirá no direito de fazer o mesmo no futuro?

 

Quem representou esse debate muito bem foi Crowley, que só estava ali para relembrar que tudo o que viria em seguida neste finale seria antiético. E foi. Foi pesado, ainda mais quando pensamos que Voight chegou muito perto de matar Pulpo e não o fez por causa de Jay.

 

Todo o receio e a verdade dessa situação foram bem centralizadas em Erin, cujo único instante na companhia de Burgess me emocionou verdadeiramente. Ela me fez chorar ao contrário de Voight que injetou expectativa sobre o que aconteceria depois do tombo de Justin.

 

CPD-3x23----Erin

 

O discurso de Erin para Burgess amarrou o ato de Voight enterrar o caso sem pestanejar. Aquele homem com medo de perder o distintivo? Não havia mais e Lindsay tentou evitar que isso se tornasse real. A perda foi sentida por ambos, mas, no fim, o que pesou foi a realidade de que Justin não merecia passar por isso, provocando o debate do que é justo nesta vida.

 

Fazendo um breve desabafo, desde que o Brasil virou essa palhaçada, não consigo me conformar de que as pessoas más conseguem suprimir as pessoas boas em tão curto espaço de tempo, sem nenhum empecilho, com uma facilidade sem precedentes. Às vezes, penso que sou muito ingênua, mas é a velha história do benefício da dúvida. Uma coisa é acompanhar séries, ler, ver uma péssima notícia da vida real aqui e outra ali. Outra é a verdade dar na sua cara, mostrando que vilões sempre vencem e que temos que conviver à mercê deles.

 

Estou nessa neurose de inconformismo e quando Lindsay começou a meter o textão só consegui pensar nisso. Por que nada que é bom tem prevalência? Qual é mensagem? Isso me faz pensar na minha teoria: a vida sabota quando você se sente verdadeiramente feliz/seguro. Ainda mais quando você vem de um arco de superação, que não blinda ninguém de mais trollagens da vida.

 

(e peço, por gentileza, que não abracem minha teoria para a vida. Vão ser felizes!)

 

Justin, melhor exemplo. Foi uma perda chocante pela maneira brusca como foi apresentada, mas, voltando a ser chata, quando é que os roteiristas tomarão vergonha na cara para matar alguém da equipe e não secundário? Não quero flanela na cabeça, quero sentir a dor, xingar no Twitter e depois entender que era um mal necessário. Escolher a criança de Voight foi meio infeliz por se tratar de um personagem que não é tão querido, o que deu vida a teoria de avulsos/esquecidos sendo estepes. Trazendo falso movimento em tramas preguiçosas. Hábito que vimos em Fire e, somando essas duas séries, só penso na cilada que Med nem se meteu ainda.

 

Apesar dos pesares, a mensagem foi destacar o heroísmo de Justin. Sua redenção que culminou na “ruína” do pai. Se analisarmos bem, o motivo da tragédia foi tão fraco quanto de outros episódios, e o que pesou mesmo foi a tentativa de resgatar quem o filho de Hank era para o que se transformou agora. E, depois, empurrá-lo para o Sargento voltar ao dark side.

 

Esse foi o claro objetivo, mas quando é que essa zona de conforto se dissolverá?

 

(e, vamos combinar, esse plot foi igual Nadia vs. Erin, só que com outro resultado).

 

Um parecer geral

 

Antonio

Imagens exclusivas da minha mente quando penso em Lobo e amigos destruindo a Trilogia

 

Esta temporada de P.D. começou até que bem, mas perdeu o tom antes mesmo do hiatus de final de ano. Dentre tantas coisas que me incomodaram, destaco o completo isolamento dos personagens que em sua maioria não brilharam. Se eu for contar nos dedos, ninguém evoluiu. Usaram de eventos nada desenvolvidos ou relevantes para indicar que houve movimento – casamento da Platt (amei, mas filler)? Saída de Roman? Tiroteio em Justice?.

 

O mesmo vale para os casos que deixaram de ter impacto emocional e que não fizeram questão de desenvolver o background dos detetives, artifícios da S1-S2. Eles foram muito repetitivos, Erin Lindsay que o diga, a engajada em investigações iguais.

 

Quando penso que Gabby meio que se deu mal em Fire (por motivos de falta de história), Erin recebe o pódio de desenvolvimento zero. Ela não cresceu absolutamente nada nesta temporada, sendo impedida de até sofrer por Nadia. A detetive já deveria ter sido transferida para SVU (sou dessas) porque o seu risco de trama é cuidar das mulheres. E não sei se é coisa minha, mas essa personagem, depois dessa S3, berrou que não pertence ao universo P.D..

 

Foco aqui: P.D. é P.D. pela criminalidade nas ruas. A atenção em casos em torno de tráfico de mulheres, estupros e afins são muito bem-vindos, mas não combinam com a temática dessa série. Podem notar que as conclusões são ok por não haver a envergadura moral de SVU, embora o miolo do desenvolvimento seja de tirar o fôlego.

 

Essas pautas femininas são do universo de Benson e lá tem sim muito efeito do A ao Z. Por mais que esses casos voltados para a mulher tenham tido sua força de impacto em P.D., chegou uma hora que se tornaram desgastantes e mais uma desculpa para mover Lindsay – que, fora isso, ou salvava Jay ou era salva pelo Jay.

 

Acrescento ainda a verdade de que tá rolando um comodismo com relação às histórias de Erin por se tratar de uma personagem interpretada pela Sophia. É como se “é a Sophia, então, tê-la em cena é o que basta ou ter beijos com Jesse” – outro que teve um mega arco na S2 e contou com vários nada na S3. Lindsay foi reduzida a casos iguais e ao relacionamento, e não, isso não é nem um pouco legal. Não quando ela é uma protagonista e tem representatividade na mão.

 

Não quando essa baixinha sambou horrores na S1-S2.

 

Erin parou no tempo enquanto Burgess foi jogada escada abaixo. Cadê a justiça? Ah, num teve.

 

Incluo nessa mala de infelicidade o quanto Linstead se tornou filler. Ambos foram isolados em episódios temáticos para ostentarem o relacionamento que nem Burgess vê (a divulgação do sofá foi o fim da picada, parecia coisa da CW). Podem ver que a maioria dos episódios fracos desta temporada pertencem a eles por causa dessa atenção exclusiva (sendo que nunca precisou). E o casal nem desenvolveu na S3, tendo suporte de diálogos um tanto quanto fúteis em comparação aos da S1-S2.

 

A tristeza também bate com a investida de personagens secundários criados para dar atrito temporário. No caso de P.D., eles vieram e foram completamente esquecidos. Filha do Al? Esposa do Al? Gente, a Bunny? Cadê a Bunny que só faltou fazer vomitaço pro Voight?

 

Foi um ano muito a desejar, mais que a S4 de Chicago Fire que ao menos tentou resgatar a essência do passado e acabou se perdendo também. Este ano de P.D. sobreviveu de instantes, alguns que permitiram o doce recordar da era de Ouro e outros que não sabiam o que trazer em cena. Vários roteiros poderiam ser excelentes, como as duas tentativas de Black Lives Matter e o desarmamento. Recuaram tão cedo assim para mostrar serviço?

 

Uma vez que P.D. anulou o background dos personagens, se perdeu a força. Não é à toa que os melhores episódios, apesar dos pesares, pertencem ao Voight. Mas e o resto?

 

O finale foi perfeito, mas não anula os flops que enumerei acima. Chego aqui com a bela sensação de nada com esta temporada de Chicago P.D.. Se eu for pensar em algum episódio marcante, foi Justice por ter sido ruim demais. Houve momentos, só.

 

(e o outro inimigo desse ano, de novo, foi a popularização dessa série, o que a fez a nova “pessoa” para inserir qualquer coisa que o pessoal assistirá e muito provavelmente gostará. Até onde sei, tudo começa em Fire, certo?).

 

Concluindo

 

CPD-3x23----Voights

 

Gostei muito do finale por ter justamente resgatado quem P.D. foi há dois anos. Voight mostrou que precisava ter sua gota de maldade de volta para energizar os outros personagens. Um belo jogo de caráter que sempre foi, e sempre será, o coração dessa série. Do Sargento ser o demônio da casa e fazer com que cada detetive sinta o que é perder a cabeça mais pelo que acham pessoalmente correto e não pela lei. Deu gosto de ver os personagens ritmados entre a dúvida sobre o que era justo e o medo do que o líder da gangue faria em nome do seu filho.

 

O finale mostrou comprometimento e lealdade de uma Unidade com seu superior. Uma tarefa que nunca, nunca mesmo, foi fácil, embora todo mundo já lide um com o outro há 3 anos. Espero que isso – e tudo que citei no “parecer geral” – retorne com mais gás na S4. Será bem difícil aturar mais um ano na nave da Xuxa e os detetives com cara de paisagem.

 

Para finalizar, que despedida mais sem tato a de Roman, né? Não que esperasse uma festinha, mas até Patterson de Fire conseguiu um parabéns e um brinde. Bom é, se é que é bom, é que a missão de Burgess ficar na patrulha se desfez. A promessa feita em nome do parceiro morreu uma vez que ele foi embora. Tenso é que darão um anel de castidade para ela e já bem vejo Burzek voltando no 4×02. Estarei com meu binóculo apenas observando de perto o que farão com essa personagem daqui por diante. Justice não passará!

 

Bush Kiss

 

Então é isso. Desculpem mais um textão – fiquei passada que ficou grande – e acho que consegui expor meus sentimentos. Como encerro as atividades com a Trilogia por aqui, só tenho a agradecer a vocês por ler as resenhas, por desabafar comigo, por ser tão lind@s com esta pessoa que vive para fazer textão. De novo, foi uma experiência maravilhosa, independente dos fiascos de cada Chicago.

 

Obrigada mesmo, de coração, por acompanharem as resenhas das Chicagos aqui neste site. Retorno na próxima fall com o mesmo objetivo de desmascarar Lobo e Amigos. Porque Lobo e amigos não passarão! <3

Stefs
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  • Mateus Moraes

    Bah vou te dizer, valeu ter esperado esse season finale, tudo o que os caras não produziram de bom durante o decorrer da temporada, se superaram no fim. Foi um episódio de tirar o fôlego, realmente acreditava que Roman iria ficar, mas não vai devido ao Brian ter decidido sair(extremamente chateado com isso).
    Em relação ao Hank, coitado, perdeu a esposa, um filho no parto, o pai, e agora mais um filho assassinado. Foi de tirar o fôlego o momento em que ele e a Erin encontram Justin no porta-malas brutalmente ferido, e depois quando ele chora junto ao Al. Essas cenas mostraram o talento dos atores da série e o que o tio Lobo pode extrair deles.
    Gostei muito da atitude do Antonio ao negar o convite de comandar a Inteligência e tirar Voight, se mostrou fiel ao cara que ajudou a salvar seu filho. Atwater coitado, é o arrombador de portas oficial da equipe, mal fala durante os episódios. Burgess deve estar igual a Dilma, tiraram tudo dela, e fazer o quê da vida agora?
    Estou muito curioso com o começo da S4, pelo visto Hawk vai voltar pro seu lado dark, e pelo que tô sentindo, Antonio vai tomar conta da Unidade enquanto isso acontece. Espero que Erin dê umas pisadas na bola, ela andando na linha no Lindstead tá muito sem sal.
    Também concordo contigo sobre a volta do Burzek, apesar de eu não ter gostado muito desse romance, mas é quase certo que ele retorne. E creio eu que também irá ser mais frequente o pessoal do Justice estragando a atuação do pessoal nas investigações;
    Bom, só pra concluir, fiquei triste pela saída do Roman, e pela decadência de Burgess durante essa temporada. Torço para que ela arranje um novo partner para voltar aos seus dias de glória. Hawk, espero que ele supere toda essa avalanche que tá passando. Agora é esperar para ver. Beijos e parabéns pelas belas palavras!! 😀

    • Hey, Random Girl

      Mateussssss! Respondendo comentários com delay porque tirei uns dias de folga hahahahaha. Pode demorar um pouco, mas resposta sempre tem.

      Concordo totalmente com você. Tudo que não fizeram ao longo da temporada, deixaram para o final. O que me aliviou um pouco foi o foco em Voight que, além de ser meu personagem favorito, tem uma baita bagagem que sempre rende o peso emocional na medida. E Jason é Jason, né? Não tem como falar mal desse homem.

      E fico muito magoada quando o magoam porque parece que a provação dele por todos os erros do passado não tem fim. O momento que ele abriu aquele porta-malas minha alma saiu de mim pra dar uma volta hahaahhaha Gente, por mais que já esperasse a morte, não esperava que fosse tão chocante. E se pensarmos bem não foi nada muito elaborado no quesito morte. O que pesou mesmo foi toda a reação de Hank no processo. Isso venceu o episódio e arrasou.

      Al sempre amorzinho. Gosto tanto dele também, principalmente do peso que tem na vida do Voight. O mesmo vale para Antonio que sempre é estelar quando tem um destaque digno e o posicionamento dele diante da mesma proposta foi de aplaudir. Dawson mostrou que aprendeu a ser leal ao ambiente de trabalho, que conseguiu moldar um ponto de confiança no cara que fez da vida dele um inferno – e que tomou seu cargo praticamente. Pena que não exploraram tanto esses e os outros personagens. Nisso, a S3 ficou muito a desejar. :(

      HAHAHAHHAHAHA Burgess igual a Dilma, GRITAY. Gente, taí uma personagem que me preocupa demais. Outra que perdeu tudo também. Pior que os produtores comentaram que agora ela voltará a focar em subir pra UI, mas tem Ruzek na roda, né? Queria tanto que essa linda ficasse longe do amor por meia temporada. Não custa nada!

      E sinto muito pelo Roman. Personagem que deu muito certo desde que entrou, mais que o pobre Atwater, ajudando até mesmo Burgess a crescer lá na S2. Uma perda grande e muito significativa. Não merecia um adeus tão pobre – pelo menos não morreu, né?

      Voight de volta ao seu lado dark é o que me dá força hahahahahaha Porque o personagem perdeu muito ao ser meio babão e passivo. Ele teve muita ceninha à toa nessa S3, só não no crossover e agora no finale. De resto, o usaram só pra dizer que tá tendo treta sendo que não tinha nada. Triste.

      Só o fato de Justice não ter tido espaço na grade da NBC (mesmo aprovada), já é motivo a mais para se preocupar. Com certeza enfiarão essa galera em CPD, e CPD pagará demais por essa clara ganância que não foi a gente que pediu hahahahaahahah. Só de pensar, sinto raiva @_@.

      Que nossos personagens contem com um ano melhor – e uma oração forte pra Burgess. Vamos torcer pra CPD voltar ao que era lá na S1, S2.

      Beijosss!

  • Joice Marçal

    Miga é lendo uns textos assim que fico feliz. Sou fã de Linstead e torci muito pra eles ficarem juntos só que chegou um tempo que eles foram muito usados pra tapar buraco! E tantos outros personagens que perderam sua voz ou ação simplesmente por não existir uma história que os fizesse mostrar caráter e força, que seja descer a porrada pq algo não os agradou. Espero que na s4 vejamos Antônio em ação, Voight e todos os outros pq acredito que como fã do show ainda tem muita história pela frente pra cada personagem. Agora uma parte desse EP que fiquei desacreditada foi quando Hank enganou sua equipe, mandando eles pra um endereço errado, foi uma cena de tirar o folego. Quando percebi que ele fez isso fiquei numa mistura de raiva e compreensão. Amo seus textos! Sempre me fazem ter uma visão diferente do EP. Esperando pela s4 e por seus textos na próxima temporada! Bjs…

    • Hey, Random Girl

      Joice maravilhosa! Obrigada pela visita e pelo comentário. Mil perdões pela demora em respondê-la, MAS A MIGA AQUI RESPONDE SIM! HAHAHAHAAHAHAH

      Concordo totalmente com você sobre Linstead e esse tapar buraco me chateia de uma maneira que não tem explicação. Por essas e outras que a S3 me fez sentir falta da angústia entre os dois, os flertes, os diálogos bem sacados no decorrer do trabalho, o rodear dentro da UI que também sempre tirava algo novo sobre os dois. Agora, com essa de episódio temático, com amorzinho que enfraquece todo o resto (algo que não acontecia na S1 e S2), é frustrante. Meio que desvalorizou os dois.

      Ambos não precisam de episódios especiais. Eles precisam voltar a se encaixar na dinâmica de todo o resto. Essa de isolá-los quebra todo o ritmo de trama (os episódios mais fracos foram por causa do destaque único a eles) e desprestigia a história. Inclusive, Jesse e Sophia que contaram com mais história individual no passado e na S3 não mais. Isso me deixa enraivecida porque compromete desenvolvimento. Daí, usam os saltos temporais como se tivesse tudo bem.

      Desculpa o desabafo, mas esse foi um dos pontos que mais me chateou nessa temporada. Amo o shipper, quero a felicidade, mas que tal fazer o trabalho direito? hahahahaahah

      Honestamente, não sei o que intencionaram para os personagens na S3 porque sempre tem spoiler pra todo mundo e na hora não é nada daquilo. Só sei que perderam um pouco do toque criativo. Essa de focar em um só personagem claramente não deu certo, embora Voight dê sempre conta do recado porque Jason é sempre rei. Mas saí dessa temporada sem saber nada sobre ninguém. Como se tivesse a passeio.

      E todo mundo ali tem experiência antes da UI, por que não explorar isso? Espero que a S4 venha com tudo e resgate todas as vozes dos personagens porque essa de isolar e dar atenção em um só desequilibrou toda essência.

      Fico muito muito MUITO feliz que goste dos meus textos. Estamos aqui pra dar pitacos bem como pra esbanjar amor. Volte mesmo na próxima temporada porque estarei aqui monitorando as Chicagos hahahaahah

      Beijossss!