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27/maio

Chegamos ao final de mais uma temporada de Chicago P.D. que, apesar de ter nos entregado mais episódios a desejar que o normal, resolveu nos brindar na prorrogação com um finale que resgatou a lembrança distante do modo de operação da saudosa e inesquecível S1.

 

O encerramento de mais um ano trouxe de tudo um pouco enquanto se apoiava na essência que não estava tão presente neste 3º ano da série. Teve o jogo na rua, Hank chutando o balde, os detetives em ação e sem saberem o que fazer a não ser seguir o fluxo, o bolsa Voight, Antonio finalmente deixando de ser sombra, gestos Linstead e segundos Lingess. De última hora, todo mundo foi paparicado – menos Burgess, pra variar.

 

Meu coração foi socado várias vezes com os desdobramentos deste finale que empurraram, glória a Deus, Voight ao encontro do seu dark side – que sempre foi um fragmento de caracterização que ajudava Chicago P.D. ser muito mais rica e atraente por causa do seu fundador. Senti as mais variadas dores porque mexer com o Sargento me tira do sério. Não tem como não ser arrebatada pela energia desse personagem. Seja ela boa ou ruim.

 

O finale começou sacana, cheio das manhas que prepararam um terreno conhecido como segura que logo mais estilhaçaremos seu coração. Seguindo os passos do finale de Chicago Fire, P.D. centralizou o tema família na alegria dos Voight celebrando o aniversário do pequeno Daniel, com direito a mencionar Camille. Perfeitinho esse instante de felicidade para, mais tarde, engatar o drama a fim de enaltecer uma atmosfera tenebrosa, intensa e sufocante. A pitada de expectativa veio do antigo suspense sobre os próximos passos de um homem que teve seu coração quebrado. Deram-lhe a chance de jogar muito e de mostrar que, mesmo com uma caracterização a desejar na S3, ainda tem respeito e moral para ferver Chicago.

 

Fiquei com a sensação de que este episódio foi mais longo que o normal, mais pelo fato de ter muita informação na roda, o que automaticamente economizou nos movimentos. E por ter sido intenso e pesado. Impressões ainda mais reforçadas devido ao caso da semana que só teve um ponto de vista, o de Melissa, personagem que serviu de ponte para o assassinato de Justin. Não houve muito que fazer a partir daí, a não ser descobrir quem fez e por qual motivo, restando ao Beghe roubar a trama para si. Destaque sempre efetivo, não tem como discutir a atuação desse cara.

 

O instante que Voight abriu aquele porta-malas, me senti imersa em uma ducha fria. Independente da promo e da sinopse terem entregado essa iminente tragédia, foi um soco. Uma surpresa. Justin me pareceu muito pequeno ali. Quando o Sargento anunciou que ainda havia pulso me deixei levar pela chance de que o garoto sairia vivo. Simplesmente porque, dentro de mim, era inconcebível Hank perder tudo no âmbito familiar. Agora, só há Erin, personagem que nunca morrerá.

 

Quando o cofre reapareceu, ergui as mãos para o céu e disse vem monstro.

 

CPD-3x23---Justin-e-Voight

 

Os atos de Voight acenaram para o 1×07, a diferença é que a pegada aqui foi mais dark. Lá, o Sargento limpou a barra do filho pela primeira vez (para não dizer a milésima) e, a partir disso, vimos essa relação amadurecer. O pai ficou mais seguro ao despachar o filho para o exército, e o filho correspondeu satisfatoriamente essa segunda chance. Depois, veio o peso de Daniel, o neto, que poderia ter gerado mais uma treta devido à inserção de Olive na S2 – que soou como mãe solteira. A criança os fortaleceu ainda mais, detalhe frisado no começo deste episódio que relembrou todo esse caminho até arrematar Hank orgulhoso e Justin empenhado em crescer.

 

Neste finale, Hank se viu na mesma situação, só que pelo avesso. Justin não estava encrencado com a bandidagem, mas porque tentou ajudar uma amiga que era namorada de seu companheiro no exército. Daí, temos a ligação militar, embora o episódio não tenha explorado essa discussão. Muitos dos relances entre Jay e Mouse respaldaram que um militar tende a ser muito leal ao outro. Ainda mais quando trabalham juntos em campo. Peter e Justin não tiveram suas histórias passadas contadas, mas a morte de Melissa disse muito dessa amizade que levou duas pessoas a combaterem alguém do crime e acabarem mortas.

 

Lá nas entrelinhas, houve também o papo de enterrar ou não o caso. No 1×07, a resolução foi prática justamente para continuar a expor o caráter de um Sargento que ainda não era confiável – e precisavam mantê-lo assim. Agora, encontraram espaço para reverter a versão full de bondade que os escritores deram a esse personagem, uma que passou a S3 dizendo amém (um absurdo!). Antes tarde do que nunca, Voight resgatou seu delicioso jogo do mal, não querendo condolências, mas sim ação. Ele mentiu e vetou, aos poucos, o trabalho da UI para resolver tudo por conta própria – atitude influenciada sabiamente por Crowley. Se um afunda, os outros também.

 

Hank optou por enterrar o caso, não com a papelada, mas retribuindo o que fizeram com seu filho. Gritei com o apoio do clube dele. E gritei como ele foi excluindo os detetives para ninguém pagar o pato. Esse é o Voight que fez tanta falta no decorrer desta temporada. Nada como dar um bom motivo para haver mais honestidade na sua ação, algo que essa season também não propiciou. Na S3, só o vi explodir por questões a desejar e desgastando a gaiola.

 

Agora, temos o retorno do seu pior lado – que é o melhor no quesito trama. Fico até contente que a promoção nada inocente de Crowley não tenha rolado. Como se fosse rolar, né, gente, tendo em vista que nem Erin ficou na força-tarefa.

 

CPD-3x23----Voight

 

Voight deveria ter sido mantido no clima da S1, mas, claro, sem perder tanto das suas características mais afáveis. Usando um exemplo, que acredito que não será tão difícil relacionar, cito Klaus de The Originals. Klaus foi pintado de vilão em The Vampire Diaries até conquistar uma série que o tornou o principal. O que o faz atraente é a vilanização que vem da necessidade de proteger a família e o mesmo se aplica ao Voight. A diferença é que Plec teve dificuldade de moldar seu personagem pelo protagonismo ao contrário do que se viu em Hank que é dual naturalmente, tendo seu lado turrão mais destacado ao do vovô querido.

 

Para acertá-los de maneira equilibrada, não é preciso anular completamente o que os tornam fortes e com presença de trama. No caso, ser impiedosos e fãs da justiça com as próprias mãos – que em excesso fica um saco. É preciso da dose certa de empatia, algo que Hank ganhou demais na S3 e claramente não funcionou (sério, me dava preguiça). Esses dois personagens são vilões e heróis ao mesmo tempo. Isolá-los só no heroísmo ou na vilanização não funciona por serem faróis que iluminam o resto. Bastam ver como Hank ficou apagado e, automaticamente, isso rebateu na Inteligência (isolando Platt, Roman e Burgess que pertencem a outro arco).

 

O Sargento é o desafio. Uma vez que não oferece isso, não há muito para os personagens interligados a ele fazer. O mesmo se aplica aos casos semanais que foram rasos e repetitivos. O inverso aconteceu com Klaus, mantido 100% mal. Isso o tornava repetitivo e previsível, e apagava o brilho do cast.

 

Resumo da obra: não há problema em humanizar um personagem outrora vilão implacável. Desde que não o humanize demais por ter sido desenvolvido antes como antagonista (que é seu ponto atraente) para ser protagonista (que é importante, mas não tanto quanto sua posição de inimigo). O mesmo vale da transição protagonista para antagonista. Tem que manter aquele 1%, já dizia o Safadão.

 

Fazia muito tempo que não via o melhor de Jason em CPD. Teve o crossover, mas, particularmente, não sou fã de Voight 100% fofurinha. Ele não é assim, embora seja gracinha acompanhar seu lado humanizado, que é onde mora o equilíbrio da sua caracterização. Ele é herói e vilão da própria série e por terem torná-lo tão herói, P.D. perdeu seus melhores tópicos de roteiro e de locações vistas na S1: a rua, os bandidos, a corrupção, detetives vs. caráter. Por ser bom, e ao mesmo tempo meliante, Hank é quem dá energia à sua Unidade e isso não aconteceu na S3. Basta ver este finale, que mostrou tudo que faltou em quase 22 episódios desta season.

 

Este finale foi ainda mais especial porque criou vários paralelos com a S1. A começar pela história de Antonio que relembrou o potencial de uma série recém-nascida em 2014. Jay com a responsabilidade de dar as más notícias ao Voight e Ruzek sendo aquele que está certo, mas poderia ter mandado a mensagem para o Al a fim de evitar o micão. Teve muita coisa boa neste roteiro e nem dá para acreditar que colocaram o juízo no lugar ao bolarem um encerramento que denunciou abertamente o quanto Chicago P.D. perdeu na S3.

 

E que 10 minutos finais, amigos. Voight me fez de otária como há muito tempo não fazia.

 

O secundário como plot device tem limites

 

CPD-3x23----Voight-e-Justin

 

Não sei se estou bem com a morte de Justin por mais que tenha transcorrido dentro de uma bela dramatização. O filho foi usado para resgatar o pior de Voight e, dentro de mim, isso está errado porque começo a pensar em Fire e em Med. Gabby foi situada na maternidade porque não havia mais história para ela e Will ficou preso ao posto de mala do hospital até a temporada acabar. Descaracterizações por motivos de histórias pobres, vide Burgess.

 

O que vejo, na frieza do meu ser, é que Justin só ressurgiu para ser o gatilho direcionado a salvar um personagem que perdeu o brilho ao ser suavizado, inicialmente, por causa de Linstead.

 

Adoro Linstead, mas o shipper fez o que não era para ser feito: amolecer 100% um personagem que sempre foi crítico e firme em suas decisões. Ver Voight ceder ao romance, sem argumentar, sem ao menos emparedar Halstead, o “moleque” que tanto encrencou, o empurrou ladeira abaixo. Afinal, para que tanta festinha se a resolução seria como comprar cigarros? Desde quando ele não opina? E, outra, desde quando ele facilitaria o caminho para Lindsay depois da espiral do luto por Nadia? Não souberam como fazê-lo abaixar a bola, fizeram de um jeito nada condizente, e depois não souberam resgatá-lo. Simples assim.

 

Aproveito até para dizer o quanto a morte de Nadia significou vários nada. No fim, foi plot device para Linstead também. Afinal, tanta coisa que faria Erin voltar para UI e escolheram logo Halstead? Sou fã, mas não sou trouxa.

 

Voltando ao Voight, nem me atrevo a mencionar Daniel. A criança aponta para a família. O ponto de sanidade.

 

Tiveram que encontrar um excelente motivo para o Sargento voltar a ser como era antes. Hank mudou de opinião sobre vários tópicos da vida de Erin, tão discutidos e frisados na S1 e S2, como Jay fala de um apartamento. Erraram muito feio e viram em Justin a solução dos problemas. Nada como ter secundário.

 

Agora, deixando de ser coração duro, a situação de Justin foi efetiva para uma trama que se jogou em algumas investidas arriscadas, abraçando um tangível efeito dominó. O filho de Voight caiu e empurrou uma equipe a um trabalho intenso sem opção. Não consegui tirar os olhos de Jay, aquele que sempre cutuca, e lá estava o embate do quanto o que Hank fazia era errado, mas havia certo motivo. Os detetives viram o cru do seu chefe, um lado que era exclusivo ao Olinsky, e quero pensar que isso seja discutido na S4 por se tratar de quebra de caráter.

 

Inclusive, a quebra de vez da ingenuidade de que a justiça só segue pelas burocracias, encontrando uma saída no Voight’s Way – que não deixa de ser errado. O quanto isso mudará esse time? Quantos deles se sentirá no direito de fazer o mesmo no futuro?

 

Quem representou esse debate muito bem foi Crowley, que só estava ali para relembrar que tudo o que viria em seguida neste finale seria antiético. E foi. Foi pesado, ainda mais quando pensamos que Voight chegou muito perto de matar Pulpo e não o fez por causa de Jay.

 

Todo o receio e a verdade dessa situação foram bem centralizadas em Erin, cujo único instante na companhia de Burgess me emocionou verdadeiramente. Ela me fez chorar ao contrário de Voight que injetou expectativa sobre o que aconteceria depois do tombo de Justin.

 

CPD-3x23----Erin

 

O discurso de Erin para Burgess amarrou o ato de Voight enterrar o caso sem pestanejar. Aquele homem com medo de perder o distintivo? Não havia mais e Lindsay tentou evitar que isso se tornasse real. A perda foi sentida por ambos, mas, no fim, o que pesou foi a realidade de que Justin não merecia passar por isso, provocando o debate do que é justo nesta vida.

 

Fazendo um breve desabafo, desde que o Brasil virou essa palhaçada, não consigo me conformar de que as pessoas más conseguem suprimir as pessoas boas em tão curto espaço de tempo, sem nenhum empecilho, com uma facilidade sem precedentes. Às vezes, penso que sou muito ingênua, mas é a velha história do benefício da dúvida. Uma coisa é acompanhar séries, ler, ver uma péssima notícia da vida real aqui e outra ali. Outra é a verdade dar na sua cara, mostrando que vilões sempre vencem e que temos que conviver à mercê deles.

 

Estou nessa neurose de inconformismo e quando Lindsay começou a meter o textão só consegui pensar nisso. Por que nada que é bom tem prevalência? Qual é mensagem? Isso me faz pensar na minha teoria: a vida sabota quando você se sente verdadeiramente feliz/seguro. Ainda mais quando você vem de um arco de superação, que não blinda ninguém de mais trollagens da vida.

 

(e peço, por gentileza, que não abracem minha teoria para a vida. Vão ser felizes!)

 

Justin, melhor exemplo. Foi uma perda chocante pela maneira brusca como foi apresentada, mas, voltando a ser chata, quando é que os roteiristas tomarão vergonha na cara para matar alguém da equipe e não secundário? Não quero flanela na cabeça, quero sentir a dor, xingar no Twitter e depois entender que era um mal necessário. Escolher a criança de Voight foi meio infeliz por se tratar de um personagem que não é tão querido, o que deu vida a teoria de avulsos/esquecidos sendo estepes. Trazendo falso movimento em tramas preguiçosas. Hábito que vimos em Fire e, somando essas duas séries, só penso na cilada que Med nem se meteu ainda.

 

Apesar dos pesares, a mensagem foi destacar o heroísmo de Justin. Sua redenção que culminou na “ruína” do pai. Se analisarmos bem, o motivo da tragédia foi tão fraco quanto de outros episódios, e o que pesou mesmo foi a tentativa de resgatar quem o filho de Hank era para o que se transformou agora. E, depois, empurrá-lo para o Sargento voltar ao dark side.

 

Esse foi o claro objetivo, mas quando é que essa zona de conforto se dissolverá?

 

(e, vamos combinar, esse plot foi igual Nadia vs. Erin, só que com outro resultado).

 

Um parecer geral

 

Antonio

Imagens exclusivas da minha mente quando penso em Lobo e amigos destruindo a Trilogia

 

Esta temporada de P.D. começou até que bem, mas perdeu o tom antes mesmo do hiatus de final de ano. Dentre tantas coisas que me incomodaram, destaco o completo isolamento dos personagens que em sua maioria não brilharam. Se eu for contar nos dedos, ninguém evoluiu. Usaram de eventos nada desenvolvidos ou relevantes para indicar que houve movimento – casamento da Platt (amei, mas filler)? Saída de Roman? Tiroteio em Justice?.

 

O mesmo vale para os casos que deixaram de ter impacto emocional e que não fizeram questão de desenvolver o background dos detetives, artifícios da S1-S2. Eles foram muito repetitivos, Erin Lindsay que o diga, a engajada em investigações iguais.

 

Quando penso que Gabby meio que se deu mal em Fire (por motivos de falta de história), Erin recebe o pódio de desenvolvimento zero. Ela não cresceu absolutamente nada nesta temporada, sendo impedida de até sofrer por Nadia. A detetive já deveria ter sido transferida para SVU (sou dessas) porque o seu risco de trama é cuidar das mulheres. E não sei se é coisa minha, mas essa personagem, depois dessa S3, berrou que não pertence ao universo P.D..

 

Foco aqui: P.D. é P.D. pela criminalidade nas ruas. A atenção em casos em torno de tráfico de mulheres, estupros e afins são muito bem-vindos, mas não combinam com a temática dessa série. Podem notar que as conclusões são ok por não haver a envergadura moral de SVU, embora o miolo do desenvolvimento seja de tirar o fôlego.

 

Essas pautas femininas são do universo de Benson e lá tem sim muito efeito do A ao Z. Por mais que esses casos voltados para a mulher tenham tido sua força de impacto em P.D., chegou uma hora que se tornaram desgastantes e mais uma desculpa para mover Lindsay – que, fora isso, ou salvava Jay ou era salva pelo Jay.

 

Acrescento ainda a verdade de que tá rolando um comodismo com relação às histórias de Erin por se tratar de uma personagem interpretada pela Sophia. É como se “é a Sophia, então, tê-la em cena é o que basta ou ter beijos com Jesse” – outro que teve um mega arco na S2 e contou com vários nada na S3. Lindsay foi reduzida a casos iguais e ao relacionamento, e não, isso não é nem um pouco legal. Não quando ela é uma protagonista e tem representatividade na mão.

 

Não quando essa baixinha sambou horrores na S1-S2.

 

Erin parou no tempo enquanto Burgess foi jogada escada abaixo. Cadê a justiça? Ah, num teve.

 

Incluo nessa mala de infelicidade o quanto Linstead se tornou filler. Ambos foram isolados em episódios temáticos para ostentarem o relacionamento que nem Burgess vê (a divulgação do sofá foi o fim da picada, parecia coisa da CW). Podem ver que a maioria dos episódios fracos desta temporada pertencem a eles por causa dessa atenção exclusiva (sendo que nunca precisou). E o casal nem desenvolveu na S3, tendo suporte de diálogos um tanto quanto fúteis em comparação aos da S1-S2.

 

A tristeza também bate com a investida de personagens secundários criados para dar atrito temporário. No caso de P.D., eles vieram e foram completamente esquecidos. Filha do Al? Esposa do Al? Gente, a Bunny? Cadê a Bunny que só faltou fazer vomitaço pro Voight?

 

Foi um ano muito a desejar, mais que a S4 de Chicago Fire que ao menos tentou resgatar a essência do passado e acabou se perdendo também. Este ano de P.D. sobreviveu de instantes, alguns que permitiram o doce recordar da era de Ouro e outros que não sabiam o que trazer em cena. Vários roteiros poderiam ser excelentes, como as duas tentativas de Black Lives Matter e o desarmamento. Recuaram tão cedo assim para mostrar serviço?

 

Uma vez que P.D. anulou o background dos personagens, se perdeu a força. Não é à toa que os melhores episódios, apesar dos pesares, pertencem ao Voight. Mas e o resto?

 

O finale foi perfeito, mas não anula os flops que enumerei acima. Chego aqui com a bela sensação de nada com esta temporada de Chicago P.D.. Se eu for pensar em algum episódio marcante, foi Justice por ter sido ruim demais. Houve momentos, só.

 

(e o outro inimigo desse ano, de novo, foi a popularização dessa série, o que a fez a nova “pessoa” para inserir qualquer coisa que o pessoal assistirá e muito provavelmente gostará. Até onde sei, tudo começa em Fire, certo?).

 

Concluindo

 

CPD-3x23----Voights

 

Gostei muito do finale por ter justamente resgatado quem P.D. foi há dois anos. Voight mostrou que precisava ter sua gota de maldade de volta para energizar os outros personagens. Um belo jogo de caráter que sempre foi, e sempre será, o coração dessa série. Do Sargento ser o demônio da casa e fazer com que cada detetive sinta o que é perder a cabeça mais pelo que acham pessoalmente correto e não pela lei. Deu gosto de ver os personagens ritmados entre a dúvida sobre o que era justo e o medo do que o líder da gangue faria em nome do seu filho.

 

O finale mostrou comprometimento e lealdade de uma Unidade com seu superior. Uma tarefa que nunca, nunca mesmo, foi fácil, embora todo mundo já lide um com o outro há 3 anos. Espero que isso – e tudo que citei no “parecer geral” – retorne com mais gás na S4. Será bem difícil aturar mais um ano na nave da Xuxa e os detetives com cara de paisagem.

 

Para finalizar, que despedida mais sem tato a de Roman, né? Não que esperasse uma festinha, mas até Patterson de Fire conseguiu um parabéns e um brinde. Bom é, se é que é bom, é que a missão de Burgess ficar na patrulha se desfez. A promessa feita em nome do parceiro morreu uma vez que ele foi embora. Tenso é que darão um anel de castidade para ela e já bem vejo Burzek voltando no 4×02. Estarei com meu binóculo apenas observando de perto o que farão com essa personagem daqui por diante. Justice não passará!

 

Bush Kiss

 

Então é isso. Desculpem mais um textão – fiquei passada que ficou grande – e acho que consegui expor meus sentimentos. Como encerro as atividades com a Trilogia por aqui, só tenho a agradecer a vocês por ler as resenhas, por desabafar comigo, por ser tão lind@s com esta pessoa que vive para fazer textão. De novo, foi uma experiência maravilhosa, independente dos fiascos de cada Chicago.

 

Obrigada mesmo, de coração, por acompanharem as resenhas das Chicagos aqui neste site. Retorno na próxima fall com o mesmo objetivo de desmascarar Lobo e Amigos. Porque Lobo e amigos não passarão! <3

Stefs
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