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15/maio

Pensei que este episódio seria meramente encheção de linguiça, mas souberam dividir o roteiro entre Marcel e os ancestrais. Tenso é que o vácuo de Davina e de Cami foi sentido demais esta semana, o peso masculino do elenco vindo de todos os lados, ao ponto de Hayley e de Freya não fazerem absoluta diferença. Nesse quesito, não me senti nem um pouco representada, algo que nunca me incomodou nos anos anteriores de The Originals.

 

Marcel conquistou completa atenção neste episódio e finalmente contará com uma história. Praticamente na prorrogação, o parasita de storyline alheia se tornou o big thing, saindo da penumbra como a causa que concluirá a profecia. Pergunto-me como é que Lucien foi enganado, pois os ancestrais não seriam tão tolos em dar a chance para o primogênito do híbrido antes de chegar ao antigo rei do Quarter. Pelo que deu a entender desde o início, os inimigos sem rosto planejaram e escolheram pessoalmente quem seria a Besta.

 

Vale lembrar que Lucien estava convicto em clamar que foi destinado para essa missão, como também em afirmar que o assunto continuaria na roda com ou sem ele. Duvido que esse salto de Besta em Besta terá uma explicação, até porque o plano do além não tem mais interferência no Quarter. Mas senti um vácuo aqui.

 

A raiva de Marcel foi muito bem justificada. Esse papo de que todo mundo é da família dos Mikaelson sempre se tratou de uma mentira descabida. Ninguém pertence a esse grupo a não ser que seja um Original. O personagem em questão falou poucas e boas, tantas verdades lindas e maravilhosas que só conquistaram certo convencimento porque Klaus estava às escuras. O híbrido não fazia a menor ideia do que estava acontecendo e meteu também seu discurso que partiu de um ponto honesto, sem uma gota de manipulação para conseguir vencer o dia.

 

Pela primeira vez, o híbrido estava completamente alheio à problemática central, ao contrário dos episódios iniciais desta temporada em que fez muitas besteiras impulsivas. Aqui temos a diferença de Cami na vida dele, uma força que o tem feito agir diferente e que estava mais presente esta semana em comparação a anterior. Porém, por mais que tenha gostado de ver Klaus mais ponderador e meio maduro, nada apaga a injustiça de matá-la para melhorá-lo.

 

Pelo menos, não houve margem para os instantes irracionais de Klaus e fico contente. Não queria uma repetição da S1 e da S2 que sinalizaria que, em fim de temporada, não sabem o que escrever para esse personagem, a não ser fazê-lo perder as estribeiras. O peso de Cami o manteve no status contemplativo, algo que rebateu na sua conversa com Marcel que foi muito sensível, delicada, e até de boa para quem tem a completa mania de não pedir desculpas por qualquer empreitada vinda da sua família.

 

Tenho gostado de vê-lo assim, sem pisar no acelerador ou fingir que não se importa com os irmãos, sentindo de verdade as perdas ao ponto de mastigá-las em vez de atacar geral. Klaus às cegas tem sido maravilhoso de assistir.

 

Gostei dos argumentos e das réplicas entre pai e filho, mas, no fim, a verdade camuflada está sempre ali: quem não tem sangue Mikaelson não é absolutamente nada. Quem não pertence ao castelo não pertence à corte e todas aquelas pessoas não passam de efeitos colaterais.

 

TO-3x21---Marcel

 

Fiquei chocada quando Elijah arrancou o coração de Marcel, mas entendi igualmente os motivos dos quais ele fez isso. Tudo para proteger a família em um golpe inesperado. Só caí na real de que não era morte matada quando Vincent lançou o famoso sorrisinho maligno nos minutos finais do episódio. Admito que fiquei contente com a ideia do antigo rei mortinho da silva e admito também que minhas expectativas aumentaram sobre essa ideia porque Freya não tem mais como conter qualquer Besta – e não há, supostamente, mais acesso aos ancestrais.

 

Fui enganada porque me concentrei na preocupação de como essa nova “perda” chacoalharia Klaus. Nem pensei na hipótese de tudo isso ter sido proposital, pois fiquei mais tensa com a possibilidade de retorno do híbrido à versão explosiva por somar 2 perdas sobre os ombros. Aquela desejosa em empalar os irmãos e arregaçar as mangas para dar um jeito no Quarter sozinho.

 

Marcel se revelando como a Besta foi uma reviravolta de impacto juntamente com o serum, cujo jogo foi deveras convincente. Mais que a busca pelo famigerado cavalinho de carvalho branco. Acreditei até o último segundo que o personagem não o tinha ingerido e que buscou no decorrer do episódio os motivos para não fazê-lo. Não desconfiei, nem mesmo depois da visão completa da profecia, porque o modo de operação dos Mikaelson seguiu o típico raciocínio – descobrir a causa e tentar interrompê-la. O plot twist merece estrelinhas para uma história que tem vendido a queda dos Originais desde o início. Amarraram direitinho.

 

Agora, espero que essa profecia faça jus porque eita assunto que aparenta ser desnecessário desde o início. Até porque os Mikaelson nunca morrem, nem com todas as juras de morte. Pela promo, Kol recebeu uma mordidinha e Rebekah estará na roda e queria muito que a personagem fosse cortada logo de uma vez para pararem com essa graça de vai e volta. Ainda carrego que esse papo de “todos cairão” é lorota, e só respeitarei se houver corte no elenco masculino de mesmo peso para compensar Cami e Davina.

 

Adeus ancestrais?

 

TO-3x21---Kolvina

 

Quando vi o nome da Danielle nos créditos, quis acreditar que meu “supostamente morta” estivesse correto. Infelizmente, não passou de uma despedida e fiquei bastante emocionada. É minha filhinha! A bruxinha teve direito as suas últimas palavras no plano dos inimigos e só me restou lamentar de novo a queda de uma personagem que, pelo menos, ganhou também o direito de derrubar quem lhe deu várias rasteiras. Por meio dela, há boatos de uma nova era para as bruxas e fico me perguntando com que bruxas sendo que só há Vincent na roda.

 

Kolvina também teve o direito de despedida e ficou muito bonitinho. Por mais que tenha meus problemas com o casal, nascidos nesta temporada, o adeus foi justo. Quem sabe em breve ambos não se encontrem no plano do além, já que me parece que esse jovem morrerá.

 

Da mesma forma que achei o fim do último xamã de TVD fácil para a proposta de conflito, o mesmo vale para os ancestrais. Imaginei muitos estragos e não consegui segurar o riso com a presença de Kinney. Assim, Cami sai de cena como única humana para investirem em outro Matt? Tudo bem que o encaixe desse avulso até que fez sentido para o contexto, pois Vincent só poderia esclarecer todo seu plano na lábia e não na ação.

 

Apesar da resolução, a facilidade de derrubar os ancestrais também muito me encuca porque não são eles que comandam a Besta? Lucien pode ter se saído como o primeiro escolhido, considerando que o serum dava dois drinques, mas, com Marcel, eles não deveriam estar presentes para uma retaliação?

 

Vincent continua a honrar o posto de melhor personagem com suas reviravoltas inteligentes, considerando que é de The Originals que estamos falando. Se haverá alguma vitória no Quarter, não sei, mas que esse cidadão merece prêmio de melhor jogador, ah!, merece.

 

Concluindo

 

O episódio ajustou a arma letal: Marcel como a Besta. Toda a treta com Klaus foi para respaldar este momento e dou meu like. Pensei que dividiriam a tarefa do amigo, inimigo e família pelos homens que restam e que estão fora da bolha dos Mikaelson, mas é bem fato que o primeiro rei do Quarter representa essas três facetas. Ele carrega muito motivo para destruir essa família (embora tenha aquela gotinha de egoísmo por tudo que o híbrido fez por ele) e mal posso esperar para o julgamento que vem aí.

 

Quero só ver como entregarão o finale e espero que seja melhor ao da S2.

Stefs
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