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23/maio

Apesar de todos os últimos aborrecimentos (alguém traz Cami e Davina de volta? Esse retorno do além não reclamaria, juro), gostei demais deste season finale. Gostei tanto que estou surpresa comigo mesma. O roteiro foi completamente diferente do que eu esperava ao fugir do mais do mesmo que nada mais é centralizar Klaus como o ceifeiro dentro do seu individual senso de justiça. Com a diminuição do elenco (não entendam isso como algo positivo porque não é), entregaram um episódio bem ritmado e focado nas prioridades. Engataram a tensão rapidinho, regada de um gostinho leve de um novo luto, amarrando a ação e arrematando um encerramento superior ao da S2.

 

Nem tem espaço para reclamar da nova participação da Claire porque pensei que seria encheção de linguiça, mas não é que ela foi útil sendo meio vilã por um dia? Amei!

 

O season finale foi muito bem executado para uma temporada que começou trôpega, dependente da pauta profecia que só serviu para vários episódios transmitirem a sensação de que estavam perdidos. Sem saberem o que priorizar até chegarem à metade do percurso. No fim, o que era pertinente deu um jeito de se encontrar, mas os parabéns vão para o peso dramático. Peso que foi o ponto mais alto do episódio e que raramente dá erro.

 

Pela milésima vez, lá estava a pergunta: vale tudo pela família? Questão enriquecida pelos flashbacks já vistos entre Marcel, Klaus e Elijah, e que resgataram as memórias de que um dia Sr. Gerard foi bom e ingênuo, mas não menos querido. Por mais que tenha sido “morto” e tenha ficado revoltado, ele não estava lá para ver o quanto o ato do Mikaelson mais velho se tornara (temporariamente) um fardo eterno insuportável de carregar. Inclusive, de ver Klaus mastigando mais um luto em curto espaço de tempo sem ao menos ter planejado tal “morte”. Querido o pupilo é, mas se voltou tanto à própria arrogância que só fez burrada. Aqui temos um ensinamento sobre o quanto a superioridade pode deixar uma pessoa estúpida.

 

Marcel ressurgiu como se tivesse passado uma borracha no seu passado. Ideia muito presente quando se ergueu fazendo cosplay Besta (literalmente, vamos combinar), dissolvendo memórias em um ato que respondeu o teste do serum que aconteceu na semana passada. A tal falta de interesse dos Mikaelson sobre tal medida encaminhou um show de arrogância sem fim e Vincent me representou ao revirar os olhos. Até mesmo Rebekah que tentou em vão resgatar a consciência justa do crush, outra completa perda de tempo. Saudade Davina.

 

A verdade é que todo ano tem alguém a fim de derrubar os Mikaelson e, quando sentei para ver este episódio, estava convencida de que o julgamento não passaria de pressão à toa. Como aconteceu com Dahlia, que surgiu toda poderosa para ser um tremendo fracasso.

 

Nisso, Vincent fez uma colocação que resumiu perfeitamente os 3 arcos dos inimigos em TO: a realidade de que ninguém chega próximo da família preocupado em fazer o que é necessário para todos, mas o que é necessário para si. Um aviso discutido no começo e no fim do episódio, destacando o mesmo tipo de comportamento de Marcel no posto de Besta.

 

O mesmo tipo de comportamento de Lucien. Iguaizinhos.

 

Marcel só fez o que achava correto movido pelo seu ego ferido, como Lucien. Ambos não tinham agenda de vingança contra aqueles que os subjugaram. A prova disso foi a falta de necessidade de trazer os inimigos de Klaus para o Quarter, que garantiram até um pouco mais de tensão, mas se saíram como acréscimos para o showzinho desse personagem.

 

Se quisesse mesmo botar a profecia para girar e finalizá-la, Marcel deveria tê-lo feito sem pestanejar. Porém, é o que Vincent falou: há uma diferença de ter poder para ser justo ou para matar. A última opção me rendeu uma gota de confiança de que a Besta faria a diferença também devido a sequência de mordidas que botou Elijah e Kol para padecerem. Um ato que, se tirarmos a ação, foi muito fácil porque o agora rei do Quarter não ligava para eles. Com Klaus é outros quinhentos, o mesmo Rebekah que voltou a ocupar seu posto de café com leite.

 

O resumo é: esse cidadão jura que é glorioso e justo, mas só foi ficar turbinado para não perder tempo em usar o seu poder para determinar quem vive e quem morre. Ele não precisava atacar o falecido Strix sendo que o foco era unicamente Klaus.

 

TO-3x22---Marcel

 

Marcel quis pagar de diferentão, mas caiu na mesma arrogância injustificada de Lucien. Depois das mordidas em Kol e em Elijah, minha empolgação diminuiu um pouco porque ninguém derruba Klaus e o pupilo começou a ficar deveras irritante. Quem derruba Klaus, gente? E lá foi Klaus ser derrubado e fiquei passada! O golpe doeu na minha alma mortal.

 

Sabe aquela reviravolta nos minutos finais de uma partida de futebol? Senti-me assim. Afinal, The Originals vive para vender que os Mikaelson são imbatíveis e estava muito lindo, uma completa ilusão, vê-los no saldo negativo nos últimos episódios. Dentro de mim, havia o filete de que a profecia não se concluiria. E se concluiu e foi uma grata surpresa. Um efeito em cadeia de ótimo timing, apesar de Marcel ter agido por metidez e não por mágoa pelas perdas.

 

A mesma metidez que o fez dar várias mancadas com Davina, crente de que fazia o certo – e a magoou incontáveis vezes. Ele mergulhou na sensação de invencibilidade, cuja justificativa se tratou do falso desejo de vingança. Inclusive, o ascender da 2ª Besta ressaltou o mesmo modo de operação de Lucien, sem um pingo de interesse pela tal justiça e mais focada em botar a família no seu devido lugar – e ninguém sabia que lugar era esse. Duvido que esse personagem teria pensado em um julgamento sem a presença de Rebekah e aplaudi Vincent que pontuou o quanto esse cidadão foi desleixado. Só intencionado em mandar a mensagem de que se tornara o mais forte de todos e que merecia agora todo o respeito do mundo – igual Lucien.

 

O julgamento foi um show de hipocrisia e fiquei contente de ver Klaus muito de boa com relação ao fato de que não tinha que pedir desculpas para ninguém. Essa cena só deu certo porque o híbrido estava limpinho de qualquer sede de vingança. Parecia até gente.

 

TO-3x22---Klaus

 

O formidável dessa troca entre mentor e pupilo foi o destaque do quanto a reputação de Klaus é nociva e irreparável. Em minutos, voltei à realidade de que o híbrido tem poder não pelo amor, mas pelo medo, o que não o faz necessariamente querido ou respeitado. Ao longo do julgamento, e do seu último sacrifício, ninguém se atreveu a indagar se estava tudo bem depois de Cami ou se planejou a morte de Davina. Ele criou essa redoma maligna e uma vez que se abrisse, muito provavelmente ninguém acreditaria (eu não acreditaria).

 

A culpa dos desdobramentos finais desta temporada foi de Elijah (e Freya), mas jogar tudo em Klaus se tornou um hábito. Justamente pela fama inquebrável de master mind das desgraças.

 

A mudança da caracterização de Klaus após a morte de Cami foi deveras notável e muito preciosa. Nos últimos episódios, os escritores pelo visto aprenderam que não é absurdo esse personagem manter seu lado tacanho e brutal ao mesmo tempo em que mantém seu juízo no lugar para bolar planos mais inteligentes que impulsivos. O híbrido foi travado em uma armadilha, mas não aniquilaram sua insolência e nem sua humanidade – que geralmente são substituídas pela ferocidade de matar tudo e todos mais por ele que pela família.

 

Vê-lo mais controlado e mais calmo diante de tanta perda foi a melhor investida desta temporada e aliviou totalmente o finale. Fato é que esse Klaus Mikaelson deveria ter surgido assim que Hope nasceu, mas, é aquele ditado, antes tarde do que nunca.

 

Meu medo para a S4 é o reacender malévolo da essência desse personagem. A ira desenfreada, pois, por mais que tenham segurado sua imprudência neste season finale, não acho que ele ficará de boa assim que conseguir sair da parede de tijolos. Marcel está ferrado, especialmente por ter “enterrado” o mentor nos moldes de Aurora. Adorei essa ironia.

 

Um parecer geral

 

TO-3x22---Mikaelson

 

Esta temporada de The Originals campengou muito mais em comparação a passada. As tramas foram até que boas, mas não fugiram daquela sensação de que tudo aconteceu fácil demais. Ninguém sabe de onde surgiu o boato do cavalinho de carvalho, o que continuará a pentelhar minha mente por ter sido feito há séculos por Klaus. O mesmo vale para Tristan que não teve sua história explorada e para Aurora que ninguém sabe se realmente morreu sendo que a botaram para dormir por causa do serum da Besta. Lucien teve até história, mas se tornou previsível e muito mais irritante, sem um pingo de peso. Strix, então, nem se fala, tinha aquele coven maravilhoso para dar em simplesmente nada.

 

E os ancestrais? Juro que esperei o rebote dos inimigos invisíveis, mas…

 

E Cami e Davina? Nunca, jamais, perdoarei. Baixas que não precisavam, na boa.

 

Foi um ano de momentos e de uma clara bagunça porque não souberam o que priorizar. Tiveram que segurar a profecia para o final e não trabalharam bem o miolo que poderia ter sido dedicado totalmente aos primogênitos e a esse ponto da vida dos Mikaelson. Três personagens mal aproveitados, bem como os subplots que os trouxeram à mesa.

 

Não é à toa que a temporada só foi crescer dois episódios antes do hiatus de final de ano, resgatando certo potencial. Porém, as reviravoltas desta season não foram tão impactantes em comparação às da season passada. Mas fico com esta conclusão, justamente por ter feito o que citei lá em cima: fugir da mesma resolução. Estou muito satisfeita com isso, de verdade.

 

Mas há o porém: quanto de tempo pularão até Hayley encontrar e elaborar a cura (de novo esse papo de cura, socorro!)? Está certo que quero sonhar com essa personagem sendo a boss da série e quero acreditar que tirarão o maior proveito da sua solidão. Depois da heresia contra Cami e contra Davina, só resta a ela a responsabilidade da série e estou na expectativa – e espero que honrem.

 

Concluindo

 

TO-3x22---Hayley

 

Juro, não esperava essa conclusão, que foi linda, diga-se de passagem. Reticências muito bem posicionadas que casaram com a proposta da profecia. Todos caíram, mas não necessariamente para abraçar a morte. Por esperar uma repetição do modo de operação, uma reviravolta que faria Klaus retornar aos velhos hábitos e os Mikaelson saírem vitoriosos na sacada de casa, só tenho a dar 5 estrelas para um final que não deixou de ser simples, sem tanta complexidade, mas que respondeu ao previously irritante (todas as séries deveriam abandonar esse previously) de Freya.

 

Todos caíram. Vivi para ver esse momento chegar. Isso me fez relembrar das resenhas passadas em que dizia e repetia que não aguentava mais ver os Mikaelson ganhar. Resmunguei tanto que, quando os irmãos tombaram para dormir, fiquei meio perdida. Aguardei a reviravolta do pop, expectativa que morreu com os caixões de cada membro da família e chorei.

 

Sério, considerando que The Originals jogou por dois anos na zona de conforto, aqui temos o que chamo de conclusão atípica. Freya pode não ter feito nada durante a S3, mas se provou de novo a pessoa mais inteligente ao resgatar o feitiço de Dahlia e amarrá-lo aos ensinamentos da S2. Sem cura, nada como retardar os efeitos colaterais da mordida dormindo.

 

O encerramento desta temporada ficou ainda mais de bom gosto ao incluírem menina Hope, acompanhada de outra narrativa linda do Klaus. Um ciclo bem fechado e que tem a chance de começar outro mais inovado. Considerando que TO não entrou no cronograma da fall deste ano, não tem desculpa para entregar trama fraca e personagens fracos na S4.

 

E ficamos com Marcel, que se tornou a única preocupação do Quarter e penso que ele imporá medo nas redondezas por não ter controle do poder que tem. Ser a Besta é só um título porque, por mais que tenha vivido entre os Mikaelson, esse personagem não aprendeu e não sabe lidar com tantas fichas nos bolsos. Não é à toa que repetiu todas as abomináveis ações do seu mentor. Ele voltará a ser vangloriado porque botou Klaus para dormir e espero que o único Coven da cidade tome alguma providência. O que duvido considerando a saída dos ancestrais.

 

Mas tem Vincent, melhor pessoa. Meu sonho é que ele se rebele de vez. Mas o bruxo é tão igualdade, luta pelos direitos dos outros, e mal posso esperar para ver seu impacto no Quarter. Afinal, o personagem votou sim para vampiros, bruxas, lobisomens, fadas e assim por diante.

 

The Originals não tem previsão de retorno, pois foi jogada para o midseason. Ou seja, as resenhas muito provavelmente só rolarão ano que vem. Obrigada a todos que leram, que não leram, que comentaram, que não comentaram. Nos vemos em algum tempo do futuro.

Stefs
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  • Autran Kevinlyn

    Oi, Stefs. Ufa, quanto tempo, hein? Eu já tinha em mente que queria fazer uma crítica mais analítica desse episódio e me dei tempo para isso, já aque Diane nunca decepcionou numa finale e aqui não foi diferente.
    Pszinho: coisa que o Young fez, me decepcionar.

    Acho que toda Nola sabe o quanto odiei o híbrido naquela finale passada, aquela cretinice toda e o que ele fez com os lobos(junto isso a morte de Jenna e da Prefeita Lockwood, sou meio rancoroso.) E por mais que tenha durado pouco essa coisa do “volta o Klaus arrependido…” eu curti o crescimento dele, que foi discreto, uma opção certeira. Mas o que não estava preparado era para inversão. Lembro de ser totalmente #teamelijah na season passada, mas dessa vez migo, não tinha como defender mesmo. E não, a morte da Davina não tinha justificativa, ele e Freya foram dois canalhas sim. Como disse Finn (3×17) que o que apodrecia a família era aquele maldito juramento. Como você escreveu no inicio da resenha, vale tudo pela familia? O quanto os Mikaelsons se tornaram cego para tamanha atrocidades em nome da familia. Confesso que a cena da Davina e da Freya no círculo mexeu muito comigo, os Mikaelsons perderam vários pontos comigos, até porque não sou desses que defendo um personagem só porque gosto, prefiro opinar racionalmente. Klaus disse: “Não há vitória a ser comemorada.” e não havia, porque tinha invertido de papel com os irmãos. A morte de Cami, a empatia pelo Kol, o desprezo de Marcel o tornou outro.

    “Marcel só fez o que achava correto movido pelo seu ego ferido, como Lucien. Ambos não tinham agenda de vingança contra aqueles que os subjugaram. A prova disso foi a falta de necessidade de trazer os inimigos de Klaus para o Quarter, que garantiram até um pouco mais de tensão, mas se saíram como acréscimos para o showzinho desse personagem.”

    Tá, ok, ego ferido sim. MAS ELE AMAVA A DAVINA, POXA! Concordo que ele abusou do poder sim, porém ele anulou todo aquele discurso de ódio aos vampiros originais quando se tornou a besta, mas o motivo ainda era Davina. Nunca foi o ego, ele se sentiu a abandonado. Elijah foi muito hipocrita em dizer que ele sempre foi da família.
    Achei muito acertada a escolha da Besta, inesperada para mim, apoiei o motivo sim. Davina era como uma filha para o Marcel, ainda que ele e os roteirista tenham cagado para ela.

    Ainda assim me assombro com a evolução de Klaus, que por séculos carregou a familia num caixão, cerceando sua liberdade e agora servindo de âncora para sua família. E as relações Klaus/Freya/Elijah? Será que foi tudo perdoado facilmente?

    HAYLEY E HOPE DONAS DA PORRA TODA!
    VINCENTTE AMO! (Que puta cena aquela com o Marcel, hein?)

    ELIJAH E FREYA. ODEIO VCS. MORRAM. BJOS.

    ATÉ 2017 EM NOLA, STEFS

    • Hey, Random Girl

      MELDELS AONDE É QUE VC TINHA SE METIDO? HAHAAHAHAHAHAH Nossa, eu fiquei perdidona com esse comentário e por alguma razão achei que tivesse sido em Murder, SOS. Não lembro das coisas que comentei nas resenhas (porque eu as releio em época de retorno), então, se eu entrar em contradição vc me desculpe! hahahahaha

      Sim, essa temporada inverteu total os papéis de Klaus e de Elijah e gostei muito disso. Também sou super Team Elijah, mas o que temi ao longo da temporada é que Klaus repetisse o mesmo piti das anteriores. Esse foi meu maior medo real do começo ao fim porque não superei aquela nhaca toda em fins da S2. O personagem conseguiu milagrosamente se recuperar, amadureceu bem mais em comparação ao que nos foi dado antes e me simpatizei mais com esse cidadão – o que é algo sempre difícil considerando essa pessoa.

      Esse juramento dos Mikaelson está mais que na hora de morrer! Pelo que me recordo, essa temporada foi uma bagunça em vários momentos para render em umas mortes que não tiveram a MENOR explicação. Cami e Davina nem tinham desenvolvido e simplesmente foram cortadas. Pra quê? Para colocarem mais avulsos com ódio dos Mikaelson no futuro? Na verdade foi pra criar man pain e isso foi REVOLTANTE. Honestamente, eu quero mesmo que Vincent toque o terror nessa turma. Não passo mão na testa de personagem algum também, aqui é honestidade geminiana, amo.

      Marcel ainda tenho meus contrapontos porque ele foi muito fdp com a Davina. Ele é o culpado dela não ter crescido e não o perdoo mesmo. Por mim pode sair de cena ou melhorar 100% na próxima temporada. A minha filha morreu para criar angústia masculina aka entre Klaus e ele, e isso enfurece uma feminista. Não sou obrigada, cê me respeita.

      Elijah tão hipócrita falsiane junto com Freya que desacreditei kkkkkkkkkkkkkkk Só rindo pra não chorar desses dois.

      Não quero nem ver esse povo quando acordar HAAHAHAHAHAHAH. Hayley precisa ficar pelo menos uns três episódios sozinha, mas a quantidade de episódios já aniquilou essa minha ideia.

      Que venha as trevas do Vincent pq sim.

      ATÉ 2017! <333 E obrigada por passar aqui (e me perdoa a demora em responder) <3