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07/jun

Eu disse que teria uns posts amorzinho, não disse? Hoje, falarei um pouco de uma série xodó que me faz querer um romance nesse estilo, bem como ter um namorado como Jake McDorman. A má notícia é que ela foi cancelada em 2014 e sempre direi que foi uma decisão infeliz da ABC (mas existe torrent).

 

Lembro-me que baixei Manhattan Love Story junto com Selfie, mas, por motivos de Karen Gillan, dei mais atenção a Selfie que a Manhattan Love Story. Poderia dizer que se arrependimento matasse, eu estaria morta, mas vamos pensar que fugi do sofrimento que sempre tenho ao dar de cara com o cancelamento injusto das favoritas.

 

Algo que aconteceu com Manhattan Love Story que foi cortada da grade sem ao menos chegar ao final.

 

E digo de coração: Manhattan Love Story >>>>> Selfie.

 

Mas o que é que tem de bom nessa série?

 

Tendo em vista que ela foi cancelada, vocês devem pensar que se trata de uma grande porcaria.

 

Migos, se fosse, não teria gastado energia para escrever este post, grata.

 

Manhattan Love Story tem assinatura Jeff Lowell de qualidade e digo isso porque ele tem dedo num filme querido chamado Todas Contra John. A série é uma comédia romântica de 20 minutinhos que centraliza Peter e Dana, interpretados pelo meu OTP da vida real Jake McDorman e Analeigh Tipton. Só de ter esses dois, este post deveria terminar aqui, mas não farei isso porque vocês precisam conhecer os personagens.

 

De um lado, temos o cara garanhão que se acha dono da varinha mágica, que trabalha nos negócios da família, que é cético e cínico sobre quase tudo. Do outro, temos a moça recém-chegada na cidade que está iludida (e 100% perdida) com o novo emprego, vive com a melhor amiga e é ingênua no âmbito maldades. Para colocar esses opostos frente a frente, temos o primeiro dos clichês: Amy, a famigerada BFF, e David, irmão de Peter, arranjam um encontro às cegas entre essas duas pessoas que, em tese, não possuem nada em comum.

 

A partir desse encontro, David e Amy, o casal muito bem resolvido (ou quase) da série, sondam Peter e Dana sobre os próximos passos. O encontro às cegas não passou de uma grande furada e a dupla busca motivo para que o romance, que não é romance, entre os amigos vingue. Com empurrões dali, e outros daqui, Dana e Peter logo compartilham o primeiro beijo, mas o caráter de relacionamento aberto prevalece até decidirem que querem ser exclusivos.

 

Aí, você pensa: e ficou meloso. Não, migos, é aí que Manhattan Love Story fica ainda mais engraçada e embaraçosa, especialmente por causa do conflitinho entre um Peter que desconhece as regras de relacionamento sério vs. uma Dana que é claramente mais experiente nesse quesito, com direito a ter um noivado no currículo do amor. E nada disso se interrompe uma vez que se tornam exclusivos, pois a decisão abre espaço para que ambos se conheçam melhor. Ação que dá início a impressão de que não combinam em absolutamente nada.

 

Inclusive, de que todos os obstáculos que os empacam são sinais para que se separem – dizendo isso na voz de Dana que representa o lado mais dramático da trama.

 

Quem são Dana & Peter?

 

Manhattan Love Story - Dana e Peter

 

Os desencontros entre Dana e Peter logo dão vida a um namoro fixo ao mesmo tempo em que acusam saltos temporais na caruda, usados, talvez, para que o romance acontecesse logo e rendesse renovação. Saibam que essa pressa não atrapalha, pois Jake e Analeigh têm uma química berrante desde o piloto – ajudinha que fez esses dois se gostarem na vida real e iniciarem um relacionamento lindo e cheiroso – e seguram a marimba. Ambos são tão perfeitinhos e engraçados que bate saudade quando você os deixa pra trás.

 

Dana é um doce que todo mundo acredita que se magoará por qualquer coisa e que treme só de estar diante de Peter por medo de fazer uma burrada. Porém, ela é confiante, a não ser quando Amy insere uma dose de paranoia sobre a quantas andam o relacionamento com um furacão em forma de homem que não tem tato com o sentimento feminino. Um cara que vira e mexe tira sarro da sua face por considerá-la uma ingênua esperançosa.

 

Há outros fatores que tiram Dana do sério, como Peter se achar a pessoa mais certeira do universo, aquela que acredita que tudo que diz é lei, e ser cético demais para amar porque há sempre algo mais em qualquer intenção – até sexual. Praticamente, a missão dela é torná-lo um ser humano de valor, o que entrega a verdade de que a personagem sabe ser durona no amor e, acima de tudo, sincera sobre o que começa a rolar entre eles.

 

Só que a “missão” não é fácil porque o crush vende a ideia de garanhão indesculpável, que cai por terra quando ele realmente começa a se preocupar com o que a crush pensa de sua pessoa. Algo alimentado por Chloe, a irmã de Peter que age como um diabinho por cima do ombro (e essa personagem é maravilhosa!). Dana meio que quebra a invencibilidade desse cidadão 100% cara de pau, outro clichê, claro, porque o cara pegador que gosta de cantar vantagem acaba se apaixonando pela garota bobinha (que, nesse caso, não é virgem).

 

Manhattan Love Story - Peter e Dana

 

Quando ambos começam a namorar sério, as surpresas se revelam. Fiquei passada com alguns aspectos da caracterização porque esses personagens transmitem tudo o que não são. Tipo, Peter é grande fã de quadrinhos. Isso parece bobagem, mas, na minha mente, há uma linha que separa o cara da balada e o cara que lê quadrinhos. Para mim, essa dualidade não existe no mesmo homem, e Peter é exatamente assim para meu desespero. Ele ama tanto super-heróis ao ponto de não aceitar que Dana chame seus “quadrinhos” de “quadrinhos”, mas de Graphic Novels (que são Graphic Novels).

 

E Dana não manja nada disso, o que acusa a ideia de que a garota que o garoto popular quer não é nerd. Errado. Ela vende muito bem a impressão falsa de garota romântica que quer ter a carreira dos sonhos, casar, ter 5 filhos e só. Na verdade, a personagem quer muito mais e ama jogar RPG live-action com direito a cosplay, revelação que me espantou tanto quanto Peter (e esse episódio é tão gracinha, um dos meus favoritos).

 

Ambos têm muita coisa em comum, embora falhem no gosto musical, por exemplo. Peter, para minha 2ª surpresa, gosta de Pixies, sendo que acreditei piamente que fazia tipão balada ao som de David Guetta. Que morte terrível!

 

Embora o contexto da série, desde os personagens até a trama, sejam previsíveis, Peter e Dana são cativantes. Ambos garantem 20 minutos de trapalhadas românticas desde o instante que flertam até engatarem algo mais sério. As risadas são garantidas, especialmente porque o casal tem seus pensamentos narrados. Esse é o diferencial de Manhattan, que faz desse artifício fundamental.

 

Ouvir o que pensam nos encontros entretém com eficácia, pois é o que os coloca em frequente contradição. O que debatem mentalmente nem sempre coincide com as ações, e o casal se esforça para mudar o que pensaram segundos atrás. Confuso, mas é bem assim mesmo, e o ponto de vista de Peter é o mais engraçado. Simplesmente porque o personagem, às vezes, dá fala ao que acabou de pensar – e quem nunca fez isso sem querer, querendo?.

 

Se eu continuar falando deles, estragarei a experiência, mas saibam que Jake e Analeigh são preciosos demais!

 

Por que Manhattan Love Story é awesome?

 

Manhattan Love Story - Peter

 

Sim, há tudo de clichê que vocês podem imaginar em Manhattan Love Story. Só que a série me conquistou por não glamorizar o sentimento e, principalmente, por não ter feito Dana uma mulher desesperada para encontrar sua alma gêmea. Ambos até que incorporaram bem a casca de qualquer história de amor, que começa sempre como se fosse um sonho e, uma vez engatado, parece que se abre as portas do inferno. O casal passa por isso, mas de um jeito descompromissado e despretensioso.

 

E há tantas referências culturais que <3333

 

Manhattan Love Story foi, infelizmente, cancelada no 4º episódio e dou graças a Deusa por não ter acompanhado direitinho na época porque choraria no Twitter. Só sei que, assim que botei o piloto, fiquei viciada e sinto até hoje o vazio que Dana e Peter deixaram na minha vida – sanada por 40 minutos de um episódio em Limitless (outro xodó que foi cancelado).

 

A ABC tirou do ar uma comédia preciosa, que não era apenas uma comédia, mas uma história que aquecia o coração toda semana (e tem boa nota no IMDB). Selfie era extremamente fútil, mesmo tendo o peso da minha querida Karen – motivo de ter ido longe, com certeza, para depois passar pela mesma experiência de Manhattan e morrer na praia. Triste e não superei.

 

Além de tudo isso que disse, o que ainda faz Manhattan Love Story cantar no meu coração, e ter reprises constantes na minha televisão, é que Jake e Analeigh realmente se preocuparam em manter a chama desse projeto viva. Na época da exibição, os dois fizeram um vídeo muito fofo convidando as pessoas a encontrar suas histórias de amor. É uma lindeza:

 

Vídeo hospedado no YouTube e pode sair do ar a qualquer momento

 

E essa série é justamente sobre isso. Sobre encontrar sua história de amor e vivê-la. Libertar-se para o amor, algo que Peter e Dana tiveram que fazer, só que de um jeito mais destrambelhado. De se deixar levar por uma pessoa que não tem nada a ver com você e ao mesmo tempo tem. De permanecer junto independente das intempéries cômicas e desastrosas da vida.

 

Manhattan Love Story mostra a dúvida, o medo, a necessidade de adaptação para manter as impressões diante da pessoa da qual você tem interesse, de reconhecer o que sente para deixar de ser babaca e de se dar uma chance. O amor é isso e muito mais, e quando vem com pitada de estilo e de risadas, não tem como não se apaixonar. Essa série não tem nada de piada de mau gosto.

 

Peter não se achava ideal para Dana, e nem a achava ideal para ele, até lhe dar mais valor. Já Dana tentou fugir pela tangente porque não queria ser óbvia com relação aos seus sentimentos e nem um pé no saco na vida de um cara que, aparentemente, nem se importava com o que começaram a compartilhar. Ambos dividem instantes épicos em uma comédia romântica, com direito a recriação da cena de cartões do filme Simplesmente Amor – que me fez chorar e depois rir.

 

Manhattan Love Story é sobre sorrisos bobos. Sobre inseguranças, especialmente do lado masculino já que Peter é quem pedala mais ao mesmo tempo em que tenta pagar de desencanado até quando o namoro engata.

 

Manhattan Love Story

 

E sobre clichês: os ame ou os deixe. Sou protetora dos clichês e, dependendo dos casos, não reclamo porque vivo por eles. E os personagens dessa série me dão vida.

 

Sendo assim, Manhattan Love Story não é indicada para corações peludos, que negam romances mamão com açúcar e as obviedades desse gênero.

 

Sério, acompanho comédias românticas desde que me entendo por gente e sei que elas, quando são boas, são esplêndidas e marcantes. E me confortam, claro, porque sou uma romântica (embora não pareça).

 

Essa série atendeu todos meus requisitos, foi uma ótima companhia para todas as horas e me divertiu do 1×01 ao 1×11. Gente, até a uma intoxicação alimentar conseguiu ser romântica nessa série. Amo tanto Manhattan Love Story que ela entrou para o meu esquema de ficar eternamente salva na minha máquina para revisitá-la quando a bad amorosa vem me visitar.

 

E vocês podem assistir via Torrent. Só deixo a dica de que os últimos episódios são difíceis de encontrar e vem fora de ordem. Qualquer coisa, me gritem que ajudo!

Stefs
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  • Fran Crawfield

    Eu queria terminar por motivos de Jake McDorman mas agora me interesse pela trama tbm kkkk

    • Hey, Random Girl

      MENINA, Jake é tudo de bom nessa vida e nessa série ele está TÃO MARAVILHOSO! HAHAAHHHHAHAH Pois assista, vale a pena, e é rapidinho. ♥

      Depois me conte se gostou *-*

      Beijossss!