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23/jun

✔ Temperatura do amor: ❤ ❤ ❤ ❤

✔ Não é preciso colete à prova de balas.

✔ Caleb desligando o celular na cara da Spencer, não aceito.

 

Voltamos aos trabalhos com a 7ª temporada de Pretty Little Liars e só há boatos de que esta será a última. Quero acreditar que seja porque não vejo pra onde mais a trama desta série poderá crescer, uma vez que a intenção de Marlene e Cia. para este ano é entregar quem é Uber-A. A mente desse jogo é a próxima maior revelação que está muito bem programada, mas teremos que aguentar outro longo caminho até alcançarmos o pote de ouro.

 

Não dava nada para essa premiere e fiquei espantada com o tom macabro que rodeou Hanna e Rollins. Não foi um retorno leve se pensarmos que é PLL, série que sempre apostou nas mensagens como seu motim para criar mistério e uma leva de questionamentos. Embora tudo tenha sido comedido a fim de destacar Mary e a situação perigosa de uma das protagonistas, deu para sentir medo em algumas cenas-chave, como Ali sendo sedada e o tratamento dado a uma Liar em cativeiro. Para quem brincava de trancar as meninas nos porões da vida, isso que chamo de avanço positivo.

 

O retorno foi muito feliz em continuar de onde parou, o que deu a sensação de que não houve pausa. Um artifício que tem funcionado em PLL desde a S6 e que dessa vez reforçou a importância de um desaparecimento que trouxe até um frescor no trabalho de edição. Amei forte as repartições na tela, a contagem de tempo e a troca de iluminação no cativeiro. Detalhes que perderam os holofotes uma vez que o gosto de Marlene por filmes de suspense estava impregnado nas cenas de Hanna. Foi com isso que o episódio mostrou potencial, saindo um pouco da zona de conforto. Fiquei passada!

 

Outro ponto notável veio do desafio que é repartir as histórias de maneira a gerar trabalho equiparado para muitos personagens em cena. É ainda mais difícil levá-los rumo ao mesmo fim e, de quebra, abrir um novo leque de informação. A premiere passou nesse teste e, ao contrário de temporadas passadas, soube administrar seu tempo. Isso é pra aplaudir porque sempre há espaço para avulso encher linguiça e estamos diante de uma exceção. Com 24 horas dadas à turma, o roteiro manteve o foco no que interessava, algo muito S6A.

 

Para enriquecer a corrida, houve o explorar de várias sensações, uma onda que veio das reticências do 6×20 e que se embrenhou na trama para acarretar novos incômodos. Tudo para esticar o medo das meninas sobre um/a vilã/o que só parece estar embaixo do nariz delas.

 

PLL-7x01---Grupo

 

Uma das outras promessas de Marlene para a S7 é um compasso mais rápido, artifício que deu para sentir neste episódio e espero que continue. O roteiro mostrou logo sua intenção e reuniu às pressas os personagens na busca de Hanna. Não havia tempo para que diferenças fossem discutidas, nem mesmo entre Caleb e Toby que estavam na mesma página depois da última treta. Um trabalho que trouxe muito de Mona também, que se destacou pela inteligência e pela perspicácia em lidar com o desconhecido. Ela não foi julgada como antigamente e digo amém porque não aguentava mais.

 

Mona foi muito rainha ao longo do episódio e magnificamente roubou o brilho de Spencer. Pago pau demais para a tecnologia que essa moça manja, mesmo que seja uma investida rasa (e que poderiam investir mais em vez de inventar detetive toda temporada) em Pretty Little Liars. Berrei quando ela manda todo mundo desabafar sobre quem teria matado CeCe, algo que jamais teria acontecido se estivesse de fora dessa panela.

 

Porém, o mais, mais, mais legal foi ver que a personagem também recebeu as mensagens de A.D. porque, dentre tantas coisas que almejo, a quero como parte do conflito e da vida das meninas. Quero um freio das Liars suspeitando de Mona e cansei um pouco da sua versão vilanizada.

 

Além disso, o episódio brincou com algumas referências do passado de PLL, como a igreja e o bar Ezria, algo que encheu meu coração de nostalgia por já estar conformada com o fim da série. Os retrocessos e os ecos Emison também me deram coisas por terem vindo de uma fase em que não se sabia qual era a da Rainha da Maldade para, no final do dia, Emily dar o bote – e ironicamente foi essa Liar a dar a rasteira no antigo crush de novo, I can’t.

 

Foi muito bom ver os personagens na mesma sincronia e presos na mesma intenção. As pinceladas românticas não atrapalharam em muita coisa, outro ponto positivo dessa premiere. A divisão em duplas manteve o ritmo acelerado e ansioso não só sobre o paradeiro de Hanna, mas também sobre os mistérios que agora crescem ao redor de Mary. Mulher que serviu de pilar importante para gerar suspense e conflito nesse retorno de PLL.

 

O drama de Hanna

 

PLL-7x01---Hanna

 

Nunca deixarei de admirar o amor de Marlene por terror e por suspense, gêneros vistos no sequestro de Hanna com direito ao clichê persistente de menina-loira-cara-de-rainha-do-baile-sequestrada-e-largada-de-blusa-e-de-calcinha. A cena do cativeiro mostrou que a produtora tem sim pulso para explorar os limites psicológicos das meninas, principalmente engatar medo sem a menor dificuldade. Apesar de ter meus problemas com essa mulher, não tem como negar que seu gosto pelo sinistro funciona, mas por algum motivo a série não ajuda.

 

O que aconteceu com Hanna neste episódio me faz voltar ao que disse bastante ao longo da S6: as meninas são adultas e merecem riscos de gente grande. Tomei abuso do pique da S6B que se perdeu completamente no suspense e se apoiou no mesmo formato de brincadeira de quando as Liars eram adolescentes. Sou dessas que ainda aguarda a mudança radical de PLL e o tom perturbador inserido em uma nova experiência traumática de uma Liar, praticamente sem as roupas e sendo torturada, me deu um pouco de esperança.

 

Não, não gosto de ver minhas meninas sofrerem desse jeito. Por mim, personagens femininas seriam felizes e blindadas, mas volto ao que disse em anos passados: não dá pra ter um inimigo dito tão desequilibrado na narrativa e manter as Liars intactas. Só não abusem, por favor, como Game of Thrones fez com Sansa.

 

A premiere lançou um toque tímido de horror e que pode ter potencial uma vez que Uber-A é dita como uma pessoa muito mais maligna³ e muito mais inteligente. Fiquei passada mesmo com a situação de Hanna, meio desorientada porque não esperava. Desacreditei dos choques e não consegui suportar tanta maldade. Contudo, uma vez que prometeram subir o nível de PLL, nada mais sensato que A.D. ser pior que a Dollhouse de CeCe. Não precisa escandalizar, pois o nível trazido neste episódio está ótimo. Deu para temer, se indignar um pouco e perguntar o que diabos estava acontecendo. Vai, Marlene!

 

Mary Drake é quem interessa

 

PLL-7x01---Mary

 

Como disse, a trama foi bem intencionada em criar confronto entre Mary Drake e A.D. enquanto o grupo corria atrás de salvar Hanna. Em poucas cenas, muito foi dado sobre o novo terror de Rosewood: uma pessoa dissimulada, cheia de idas e vindas no Radley, não deve saber lidar com crianças (motivo a mais para Jessica ter ficado com CeCe?), teve uma treta com a mana, se acha superior, parece inofensiva e faz a fina. O mais importante é que a personagem entra na lista de mais uma pessoa que conhece os Hastings há tempos e que com certeza deve compartilhar algum segredo. Senti o singelo interesse por Melissa.

 

(Seria muito louco pensar que uma das irmãs Hastings é parente dela? O cabelo longo da Andrea tão bonito igual ao da Troian e já vi familiaridades – me deixem viajar, socorro!).

 

Mary é aquela personagem que, se Marlene e Cia. estiverem bem inspirados, dá para inserir em vários momentos do passado, principalmente na noite em que Ali “morreu”. Vamos lembrar que havia praticamente todo mundo que essa mulher tem relação em cena – Melissa, provavelmente Bethany, Spencer e uma pá, Jason meio bêbado e a própria CeCe. É bem fato que tenho uma fixação por esse acontecimento/flashback porque muita coisa se perdeu. Quero acreditar em um conserto com a presença da nova vilã, mas…

 

Sem contar que temos uma personagem claramente dual e, por isso, podem jogar bastante com sua multiface. Inclusive, por meio dela, enriquecer o medo e a paranoia das Liars já que seu posicionamento na trama não requer o uso do capuz negro. Essa é uma vilã rara por basicamente ser a primeira que sabemos que é perigosa, dona de um relacionamento escancarado com A, e que não sumirá do nada ou voltará com o rabo entre as pernas para o time das meninas tendo uma desculpa esfarrapada na manga. Essa senhora não precisa se esconder ou fingir que é parceira do quarteto, e isso é muito bom. Mary é confiante, parece saber exatamente o que almeja em Rosewood, e gosto dessa sensação de incógnitas + possibilidades (e quebrarei a cara, eu sei).

 

Se os instantes de Hanna no cativeiro tinham um Q de Jogos Mortais, pensem no Lost Woods Resort como um hotel igual ao dos Bates visto em Psicose. Um lugar já visto na série e que também tem tudo para ser um grande personagem. Vejo futuro, mas não quero me empolgar tanto porque PLL é limitada e não consegue quebrar certas amarras.

 

A premiere ganha outro like por não ter forçado tanto a presença de Mary, que foi apresentada como uma vizinha recém-chegada que só quer reivindicar seu espaço. Apreciei a serenidade dela uma vez que vários revelados como parte do “A” Team fizeram uns carões que deram nos nervos (Ezra?). Já gosto muito dessa senhora, mesmo sendo claramente uma safada, porque a personagem soa como uma ameaça diferente, de presença regular, sem máscaras, e estou curiosa para saber que teia mental será montada com sua assinatura.

 

Não podemos esquecer de Rollins, o vilão a tiracolo que está 100% focado em destruir Ali. Ele tem uma ligação meio confusa com Mary e até com a dita pessoa em forma de A.D.. Meu cérebro bugou diante do conhecimento dele sobra a “esposa” ser supostamente a assassina de CeCe minutos depois que Caleb cedeu a jaqueta com exclusividade em troca de Hanna. Dá até para acreditar que estamos diante de uma grande parceria, ou de uma mesma pessoa, porque quem mandava a mensagem para as Liars queria saber quem matou A, assim como esse cidadão que surgiu todo sabido das coisas.

 

É sempre bom ter dúvidas, principalmente porque Marlene não descartou o grupo de estagiários que faz o trabalho sujo de Uber-A – e que pode ser formado só por Mary e Elliott.

 

Pelo que deu para sentir, Rollins se empenhará para enfraquecer e enlouquecer Ali, a moça que está completamente sem moral do ponto de vista das Liars. Nem sei se posso acreditar numa 3ª pessoa como Uber-A, de verdade, mas não culpo nenhum desses dois. Não ainda por motivos exclusivos de CeCe.

 

A primeira rodada de perguntas

 

PLL-7x01---Elliot

 

Se ignorarmos alguns pontos fracos do roteiro, o episódio foi um brinco. Teve bons momentos, foi muito equilibrado e nada esparso para uma série que ama jogar tudo no ventilador em suas premieres para depois sair correndo por não saber o que fazer. A pergunta que fica vem do que Marlene afirmou depois do 6×20, sobre as Liars cometerem um grande erro no 7×01 e Uber-A se aproveitar disso. Pergunto-me se tem a ver com o fato delas terem entregado Ali sem pensar duas vezes porque não deixou de ser uma baita trairagem. Daí dá para crer que, realmente, tudo não passa de uma grande parceria e o importante é saber quem manda em tudo.

 

Não posso esquecer de mencionar a cena de abertura, que mostrou Spencer, Aria e Emily aos prantos durante o esforço de cavar uma sepultura. Por mais que tenhamos visto Hanna fugir, Hanna não estava presente nesse momento, então, o que que tá acontecendo?

 

Outra coisa que me encucou foi Ali que estava pedindo perdão para…? Soa como ponto de conveniência uma vez que geral a culpou pela morte de CeCe e a trama precisava de um suspeito para liberar Hanna. Um delírio que só serviu de motivo para as Liars entregá-la. Não podemos cair nessa!

 

Concluindo com pontos negativos

 

Rolou certa indignação da minha parte ao ver as Liars lixando as unhas à espera de Hanna ser libertada. Foi terrível e, sinceramente, não senti firmeza na preocupação delas. O peso de Ali estava muito maior em comparação ao da Liar sumida e isso não deveria ter acontecido uma vez que a tag promocional era #SaveHanna (que virou #SaveAli).

 

E o que foi a fuga? Ela tirou um pouco do crédito do terror escrito por Marlene. Por outro lado, fico aliviada por Hanna não ter encontrado um caminho fácil para se salvar.

 

Pior que isso só a jaqueta. Tinha que ser coisa da Emily, a Liar que me lembra o quanto PLL não pode ser perfeita. Tem que ter o momento de meter os pés pelas mãos e abusar da nossa inteligência, né? Mais tenso que isso é que minha miopia não viu o sangue no tecido. Como lidar?

 

Até que tudo fluiu muito bem. Marlene apostou em alguns esclarecimentos a engatar mais nós, outra coisa que espero que continue uma vez que ela prometeu revelações toda semana. Estamos de olho!

 

Agora, ficamos com Mary de frente pra Hanna. Vamos ver o que essa aventura promete.

 

Agora², me digam o que acharam da premiere. Não me escondam nada.

Stefs
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