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14/jul

✔ Temperatura do amor: ❤❤❤❤

✔ Colete à prova de balas é uma opção;

✔ Emily, me ajuda a te ajudar.

 

Gente, I can’t com este “enterro” do Rollins. Minha opinião não se alterou sobre o incidente que para meu próprio descontentamento ganhou entonação de hecatombe. Pra que sendo que não foi nada de mais considerando os parâmetros de Pretty Little Liars? Apenas iniciaram um Eu Sei o que Vocês Fizeram na Rosewood Passada nível 2.0. Marlene, estou de olho!

 

O cenário que deu continuidade ao cliffhanger da semana passada se resume no que Hanna berrou para as amigas: ninguém pensa em tudo em momentos como esse. Automaticamente, ninguém apaga os próprios rastros perfeitamente. E não há crime redondinho. Não em Rosewood. Tendo em vista que as Liars nunca conseguiram acobertar nada por muito tempo, foi impossível levá-las a sério neste episódio. Ainda defendo a bandeira da polícia junto com Aria, mas, isolando essa parte, os primeiros minutos foram intragáveis (e internamente cômicos, desculpem) e se salvaram pelos curtos momentos de choque de uma Liar e de Ali. Só.

 

Não teve A.D.. Não teve Mary que, do nada, se esqueceu do parceiro de treta para surgir em um momento solto só para se revelar como a agora responsável por Ali. A inserção do novo policial paquerando Spencer também foi muito sem pé e nem cabeça (para não dizer uó). Enfim. Pior que isso só o carro que Hanna usava ser de Lucas e seu sumiço como o carro voador dos Weasley – até Mona se revelar como a faxineira das lerdezas das Liars. Nada de novo. Nada de impactante. Mais uma fitinha de mais do mesmo.

 

E, gente, quem é que ainda deixa as provas tomando vento depois de tantos anos de experiência com A?

 

E, digo mais, quais seriam as chances disso dar certo tendo em vista que Pretty Little Liars anda pecando no suspense? Obviamente que vários zeros à esquerda. Quando o carro desapareceu, tive que rir. Igual ao telefone “descartável”. Igual a pulseira de Hanna. É meio impossível ignorar esses fatores tendo em vista que as meninas não passam por um dilema desses com ineditismo.

 

Está certo que recomendo ignorar todos esses detalhes acima porque PLL já mostrou ano após ano que certos costumes não são alteráveis. Só comentei mesmo porque foi muito feio.

 

O foco do episódio foi manter as meninas ocupadas com o enterro de Rollins ao mesmo tempo em que se esperava algum tipo de link entre o médico fake e Mary. Por enquanto, só um lado teve um “suposto fim”, mas somos inteligentes para saber que fantasmas sempre retornam para infernizar as meninas. Marlene e Cia. ainda nos acham burros, não é possível. Ainda bem que já passei da fase de ficar chocada com alguma coisa em PLL. CeCe acabou com a graça.

 

Pretty Little Liars - 7x04 - Mona

 

Mona foi sim a salvação de última hora, estava com saudade dessa linda, mas até quando as Liars precisarão de uma mão extra para limpar a sujeira? Considerando que foram 6 anos de série mais o salto de 5 anos, cadê a perspicácia diante de um jogo que não tem nada de novo? Continuam a pecar nisso e por pecarem nisso temos esses deslizes bobos. Deslizes esses que acabaram justificados do jeito que menos gosto: por diálogo repetitivo. No caso, “ninguém acreditaria na gente”, sendo que nunca realmente tentaram provar inocência, só quando o calo apertava.

 

Como sempre, Mona apareceu em momentos decisivos, sabendo bem aonde encontrar as Liars, de quem era o carro no meio do nada (sendo que Lucas e ela não tiveram uma nova interação ou sequer confirmaram que sabem um da vida do outro, a não ser que sejam cúmplices) e sacando que faltava o telefone extra de Rollins. Ok, a personagem viveu todo o A chapter, mas podiam ter disfarçado um pouquinho e botado dificuldade, né?

 

Ela fez falta nos episódios passados por ser pura energia e pressão – dois detalhes positivos. Porém, tem horas que essa trava de não deixar as Liars pensarem por conta própria, não sentirem o peso de seus erros, para assim saltarem a um novo arco, incomoda. Isso, pensando no arco adulto.

 

Incomodou tanto que, considerando o ponto de vida que elas se encontram, pareceu surreal. Em contrapartida, Mona deixou o episódio inteligente, o que só injetou mais estresse nas Liars.

 

Um estresse que me fez gostar de ver o grupo completamente fora de sincronia, como se só se aturasse porque não havia outra opção. Isso contribuiu demais para trazer a agonia e o desconforto que o mistério não tem engatado. Deu para sentir em alguns momentos que uma ou todas saltariam do barco a menor oportunidade – e só ficaria Emily porque Emily sempre fica. São nesses instantes que é possível ver quem realmente amadureceu e quem só está em movimento porque o jogo retornou.

 

Pretty Little Liars - 7x04 - Hanna e Spencer

 

Resultado: Hanna e Spencer são o real deal. Sempre foram, mas sem essas duas tenho certeza que Pretty Little Liars não teria aguentado tanto tempo. Depois do salto e o retorno do jogo, ambas têm reagido dentro de algumas expectativas de mulher adulta (pelo menos isso, né?) e é formidável elas se darem o direito de se dividirem entre a vida pessoal e o drama de A.D..

 

Na adolescência, o quarteto não tinha muito que prospectar. O real medo de perder aconteceu na S6A por causa da faculdade, mas agora há muita bagagem que Hanna mostrou que não está disposta a abrir mão. Spencer o mesmo, e amei seu discurso sobre voltar àquilo sendo que tinha se desprendido. Ela pode ter sido demitida, mas ainda se mantém no mundo real devido ao Caleb (o que tem lá seus pontos positivos e negativos).

 

Agora, Emily só tem esse jogo para se mover – e antes tinha muito mais para lidar. Aria só se move no conflito quando Ezra não está em cena, mas ainda consegue amor porque tem química em parceria com Hanna ou Spencer. O mesmo não se aplica a menina Fields.

 

Quis dormir quando Emily cobrou o comprometimento de Spencer. Ela nunca foi boa em liderar e quando lidera quer passar por cima das meninas como um trator. Sério, a personagem tá bem irritante, a maneira como tem tratado as manas não está bacana e me lembra da fase em que queria porque queria provar a inocência de Ali (e caiu do cavalo). Confesso que é sim estranho ver Hastings abatida, comendo pelas beiradas, mas é meramente pelo hábito de vê-la chefiar. Compactuo isso, sinto falta dessa Liar dominando o rolê, mas os tempos mudaram.

 

Ok que Spencer afogada em Caleb ainda muito me irrita, mas seguimos.

 

Tinham que acertar em alguma coisa quanto ao amadurecimento das Liars e esse foco pessoal tem dado certo na medida do possível. O que Spencer tem agora é limites, como Hanna. Como Aria que suja as mãos em meio aos seus escândalos sobre o quanto as medidas são óbvias, mas, a menor oportunidade, quer sua vida normal. Não que Emily não queira sua vida pessoal, mas a personagem está 100% tragada e não estamos mais na adolescência. E, outra, não lhe deram storyline decente.

 

Você vê a diferença quando se tem Mona em cena. Contida, toda disposta a fazer o babado acontecer enquanto Emily agiu como se um caos desse acontecesse pela primeira vez. A Liar está mais movida pela culpa por ter denunciado Ali, tudo bem, mas chegou a hora do freio.

 

No geral, estão sabendo balancear essas emoções pessoais porque seria muito nave da Xuxa se todas demonstrassem alta disposição em brincar com A.D..

 

O retorno de Jenna

 

Pretty Little Liars (7x04) - Jenna

 

Nem sei o que dizer. A personagem foi há tanto tempo esquecida que nem me lembro mais como me sinto com relação a ela. Só penso na palavra descartável.

 

O retorno da personagem era o assunto mais esperado do episódio e não surtiu nenhum efeito que se possa dizer: agora a trama vai. Mesmo modo de operação de interligá-la com quem morreu para durar o mistério e sua permanência em Rosewood. Nada grandioso.

 

Esse é aquele momento de opinião impopular: Jenna, e tantos outros personagens confirmados para retornar, não tem mais o que fazer em PLL. Primeiro: Marlene e Cia. deixaram de se preocupar com muitos deles em meados da S3 e qualquer mistério ao redor dessa turma, principalmente da meia-irmã de Toby, nunca vingou e quando vingou recebeu ponto final. Os escritores juram reticências, mas isso me cheira a meter os pés pelas mãos.

 

Segundo: repetiram a explicação via diálogo para preencher a timeline de Jenna que não aparece desde o 5×13. Um tempo em que recorreu à proteção de Ali (que buscava aliados contra A) junto com Sydney (outra desnecessária que retornará no summer finale). Para dar uma incrementada (e disfarçada), inventaram treta com o pai Cavanaugh e, claro, conexão com Rollins-Archer.

 

Até então, não cativou interesse, mas espero que preencham os buracos da história de Jenna (história que não se conta desde praticamente a S5). Por mais que não tenha sido a mais cativada por sua pessoa, ela é interessante. Só não souberam usá-la direito.

 

Os outros plots

 

Pretty Little Liars (7x04) - Spaleb e Hanna

 

Eu preciso, muito, elogiar a cena entre Caleb, Spencer e Hanna. Comentei na S6B que o trabalho de edição/direção de Pretty Little Liars tem melhorado bastante, e este episódio esbanjou esse novo poder a torto e a direito. Geralmente, o diretor corta cenas desse tipo ao focar apenas o casal em questão e ao deixar a outra parte ouvindo atrás da porta. A captura dos três ficou incrível, um panorama geral de emoções esparramadas, sem cortes secos, sem troca rápida de frame. Foi uma cena linda de terrível e digo terrível porque não aguentei esses três chorando.

 

Aria me anda meio estranha desde o início da temporada. Bato palmas por ela preferir ser honesta a mentir, e penso que essa honestidade é o que tem me incomodado. Afinal, todo mundo prefere mentir nessa série. O mesmo aconteceria com as outras meninas, acredito eu, mas sempre tive uma pulga atrás da orelha quanto a essa Liar e ela tem voltado a coçar – e coçou um pouco mais neste episódio, pedindo para eu ser trouxa.

 

As cenas com Ali a favoreceram de novo e isso me fez feliz. Contudo, um escorregão não passou batido: parece que as meninas se esquecem que vivemos em um mundo informatizado e que uma clínica como aquela obviamente tem câmeras para todos os lados. Duvido que no futuro Toby não chegue até esses vídeos e, sinceramente, seria o cúmulo se simplesmente não chegasse.

 

Ver Ali e Hanna em choque depois do atropelamento de Rollins me deu um pouco de esperança de que pelo menos uma não se recuperará completamente no final desse trajeto. Não que todas serão saudáveis, mentalmente elas nunca serão, mas é de se esperar uma montanha-russa de looping eterno porque ninguém fica bem enterrando um corpo – a não ser que seja um psicopata, algo que as Liars não são (até que se prove o contrário).

 

Vale uma estrelinha para o flashback com CeCe. Cena que ensinou que o problema consumiu 3 dos 5 anos do salto temporal.

 

Concluindo

 

Pretty Little Liars (7x04) - Ali

 

Deixando de lado minha desaprovação quanto à investida que deu fim ao Rollins, o episódio foi muito bom. Particularmente gostei, bem superior ao 7×01 embora tenha seguido o mesmo molde de compasso e deixado novos rastros de perguntas. A intensidade do drama salvou muita coisa e cheguei a acreditar que a amizade das meninas ia dessa para melhor. Um detalhe que, penso eu, seria interessante de ver já que só se sabe que elas ficaram separadas no início da série e depois no salto temporal. Por mais que as adore juntas e defenda essa amizade, sabem quando o clima estava ideal para uma virar a cara pra outra? E você torcer por isso porque juntas não tá dando certo? Bem isso.

 

(só não inventem treta boba. Mantenham o nível Spencer e Hanna que está tudo certo).

 

O episódio venceu no intenso drama. Na pressão de ter que tomar decisões em curto espaço de tempo. Pena que a condução desse desdobramento continuou a desejar, mas nem tudo tem que ser perfeito, né?

 

Com a primeira eliminação da temporada, se abriu um novo arco que tem Jenna no volante e isso muito me preocupa. Quando você meio que obriga quem assiste a voltar muitos episódios para relembrar o que um personagem do passado fez/deixou de fazer e onde a história dele parou, e esperar que os escritores façam o mesmo, é capaz de dar em cilada. Foram sim espertos ao darem uma história fresca para essa moça, com a intenção de não ter que voltar muito. Ao tê-la interligada ao médico fake, o seu tempo em Rosewood encurtou para 3 anos. Um tempo que dá para fingir que ela não sumiu por mais que isso já que está inclusa no círculo Mary-Rollins.

 

Foi esperto, mas, considerando que certas motivações ficaram desconexas, o que esperar de Jenna? Mexer com esses personagens-buraco é perigoso e a revelação da CeCe está aí de prova. Vamos ver como esse viés se estende e se desenvolve. Já guardo um pouco de animação por causa da promo do 7×05 que mostra Ali em sua melhor forma. Com certeza, a proteção da Queen custou alguma coisa para a meia-irmã de Toby (que teve a casa destruída, vale lembrar).

 

RevelAções e perguntinhas

 

Rollins se chama Archer que rima com A.D.. Se a combinação dá match, isso explicaria a ausência das mensagens. Mas ainda não confiaria nisso.

 

Quais favores Ali e Jenna têm pendentes? O que rolou entre os Cavanaugh?

 

E o que tem Jenna e Rollins?

 

O passo a passo mais do mesmo das meninas pode se salvar pelos erros seguidos de Spencer – e quero acreditar piamente nisso. Alguma coisa nesse suspense tem que se salvar, né? A Liar falou para o policial aka Vic que estava ocupada enterrando um corpo e li uma teoria que dizia que a personagem pagou a conta com o cartão do Rollins. Quero que isso aconteça, sim.

Stefs
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