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07/jul

Este episódio relembrou os motivos dos quais eu externo muitas coisas quando o assunto é desenvolvimento de trama em Pretty Little Liars. Não tiro os méritos dos escritores em tentar renovar o suspense em cima de tanto nó (ninguém é perfeito, foquemos no singelo esforço), mas o que aconteceu esta semana me fez querer enfiar a cabeça em um buraco. Sim, desde meados da S5 a série tem brigado para manter a mesma qualidade das temporadas passadas, mas uma vez que Marlene e Cia. engataram revelações a desejar a coisa tem desandado. Parece que ninguém mais sabe o que criar considerando que as escolhas para vilã/o não convencem. Tudo ainda parte da encheção de linguiça por meio de avulsos e, pelo visto, parece que esse artifício não mudará.

 

A prova para quem ainda tinha dúvida de que PLL entrara no comodismo estava neste episódio. De novo, as Liars se comportaram como as adolescentes que não são e a oferta de conflito desta semana rendeu erros bobos que deram aval a conclusões mais bobas ainda. Não sei escolher qual foi o pior momento do 7×03, mas posso dizer, sem pestanejar, que a maioria pertence à Emily. Essa personagem entrou na minha lista de exclusão sem dó e nem piedade – e agora sem volta. Por que é tão difícil fazê-la crescer? Essa preocupação dela com Ali só pra dizer que tá tendo Emison só a deixa insuportável.

 

O foco da vez foi desvendar quem era Rollins e que tipo de ligação tem com Mary. Tinha. Ponto de partida que me animou e confesso que esperava demais deste episódio – porque revelações, boas ou más, sempre gosto pra falar bem ou mal. Além disso, estava no aguardo de um motivo para a tortura de Ali, que poderia render mais uma brincadeira de verdadeiro ou falso. Vi muito potencial nesse viés, mas lá foi Marlene e Cia. apostarem no comodismo. E por terem apostado no comodismo, lá estavam as Liars sendo as garotas de 15 anos que não são.

 

No fim, de talentoso Rollins não tinha nada, vão vendo.

 

Foi um episódio infantil (?). Tão infantil (?) e só restou a indignação, sentimento que ignorei um pouco quando a jaqueta se saiu como a suposta prova de que Ali matara CeCe. Foi bem frustrante ver Spencer (e revoltante para o calibre intelectual dessa mesma personagem) somar essa “evidência” ao comportamento alterado de Rollins como se estivesse lixando as unhas – e as outras estavam na mesma vibe de tédio. Com Toby e Ezra, por exemplo, houve todo aquele rebuliço, aquele medo, aquelas descobertas avassaladoras. Não podemos dizer o mesmo sobre o médico fake que rendeu um amadorismo que deixaria até Jason morrendo de vergonha.

 

E, sério, que demora foi aquela em descobrir para que serviam os remédios? Google não faz corpo mole nesse quesito, pfvr!

 

Esperava flashbacks entre Rollins e CeCe também, justamente para que, ao mesmo tempo em que as meninas o perseguissem, fosse engatilhado o motivo que o fizera abraçar essa agenda contra Ali. Até então só Mary tem causa e circunstância devido à morte da sua filha, mas e o médico fake? O personagem salvou um pouquinho o episódio ao segurar os instantes de suspense com sua dualidade, mas a descoberta por parte das Liars, sobre ele ser um fanfarrão, foi deveras relaxada. Por ter sido uma resolução fraca, se tirou toda a força dele e toda a força do raciocínio delas.

 

PLL-7x03---Aria

 

Venham cá: quem em sã consciência tiraria os objetos de um possível psicopata (que são detalhistas) do lugar? O que foi Aria largando a chave de qualquer jeito (e achei muito proposital) sendo que dava tempo de botar no lustre certo?

 

De novo: elas-não-são-mais-adolescentes! Dá para torná-las ainda mais perspicazes a fazê-las repetir os erros que eram justificáveis na época em que eram teens. Agora, não tem como defender esse “risco” que Aria enfrentou. Foi micão tour.

 

Esse foi o pior momento do episódio. Aria me tirou tudo do baú para bater as fotos, contaminando evidências do abuso contra Ali (muito fácil A.D. usar isso contra elas). Ato proposital para as meninas irem lá e enterrá-lo, sinalizando o quanto já se perdeu a coerência do texto porque a morte de Rollins seria fácil de provar inocência. Afinal, o personagem foi atropelado. O máximo que teriam que fazer é explicar porque as Liars estavam no meio do mato, algo não tão difícil de mentir para quem cresceu mentindo.

 

Mais mico foi o jeito como Rollins descobriu que fora descoberto (repetindo a palavra mesmo, com licença). Somando isso ao pouco que foi dado sobre seu mistério do 7×01 ao 7×02, Marlene e Cia. mostraram de novo que anda rolando uma dificuldade tremenda em criar suspense. Em criar nós. Assim, ele não sabia que as Liars eram xeretas? Que elas não deixariam em hipótese alguma Ali internada uma vez que a Queen ligou para Emily? Como uma pessoa me entra nesse jogo sem saber quem enfrentará para manter a vingança? Será que CeCe nunca contou a ousadia do quarteto e a sede que elas têm em vasculhar o que lhes provoca curiosidade?

 

Se Rollins era tão talentoso, como, de repente, se mostrou tão sem talento? Para um cara claramente desequilibrado e claramente movido por uma paixão doentia em torturar Ali, era de se esperar uma superação rápida no momento que a máscara caiu. Não tinha pressão para fazê-lo cometer burradas, de fazê-lo se perder no próprio raciocínio, porque o médico fake mostrou domínio na hora de derrubar as Liars com tanta simplicidade ao mostrar que sua “esposa” estava estável. E as fotos de Aria poderiam ser facilmente desacreditadas porque ela tirou tudo do lugar.

 

Driblar as Liars foi o único instante de ouro desse personagem, demonstrando ser um cara esperto, um cara a se temer. Capturei potencial na hora, mas, depois disso, sua tramoia seguiu ladeira abaixo.

 

Sei que a intenção de Marlene é ir mais rápido na S7, mas se for para engatar tudo com essa falta de vontade, que retornem os episódios enrolativos. Pelo menos, as peças conseguiam ser mais trabalhadas (daquele jeito) em comparação ao que aconteceu esta semana.

 

PLL-7x03---Rollins

 

Fato é que lidamos com um principiante que nem deveria ser principiante. Apesar das expressões odiosas, Rollins tinha futuro, mas acabou descartado pelo óbvio: os revivals dos personagens antigos para agregar um mistério ainda sem motivo. Ou seja, tinha que ir pra dar espaço. O médico fake parecia muito sagaz e deveria ter mudado o plano no primeiro conflito com as Liars após a internação de Ali. Foi lamentável vê-lo correr para esconder as coisas e tirar menina DiLaurentis do hospital depois de ter mantido a atuação de bom profissional. Esse cidadão acabou desvalorizado, como costuma acontecer em Pretty Little Liars. Principalmente quando se tem essas migalhas de mistério.

 

E, outra, como um cara tão desequilibrado tem medo de 4 mulheres sem poder de influência para combatê-lo (pensem em ser da polícia, por exemplo, migos)? Nem Wilden saiu correndo para as colinas, gente, e sempre fez questão de desacreditá-las.

 

Por terem feito tão pouco quanto ao mistério de Rollins (que ainda acho que será trabalhado por Mary), as Liars criaram conexões simples e facilmente encaixáveis. Foi um segredo dado de bandeja, sem a menor dificuldade, com direito a reprise do mesmo estilo de fuga de Hanna. Pecaram demais em matá-lo porque ele era um meio de compreender o que aconteceu no período em que CeCe esteve internada. Eles namoraram, não esconderam o relacionamento e se beijavam provavelmente pelas costas de Ali. Combo de informações que sinaliza que alguma coisa mudou – antes da morte da famosa A. Tudo soou meio que imediato – tipo ele beija as duas e depois escolhe Ali e não CeCe. CeCe morre = vou me vingar. Er. Não faz sentido.

 

O importante é o lembrete: no futuro, Ali ainda mantém o nome Rollins. Não vamos nos esquecer das meninas surgindo na sala de aula falando que alguém está a caminho.

 

No fim, restou a velha indignação desde o salto de 5 anos: é inaceitável de preguiçoso que escrevam para as Liars como se ainda tivessem 15/16 anos. De novo, bato na tecla de que elas precisam de desafios adultos e não invadir casas como faziam antigamente para encontrar pistas de graça. Uma vez que são mais velhas, os desafios precisam ser mais difíceis. Não basta apenas aumentar o drama psicológico – que não tenho do que reclamar.

 

Os outros plots

 

PLL-7x03---Aria-e-Hanna

 

Se o desenvolvimento do mistério e do conflito foram decepcionantes esta semana, o mesmo não se aplica aos comportamentos individuais das meninas dentro de suas vidas pessoais.

 

Nunca escondi que gosto muito da maneira como Pretty Little Liars sempre conciliou romance e drama, bem como em criar personagens masculinos recorrentes que não fossem babacas. O que me intrigou dessa vez é que, por algum motivo que não saberei explicar agora, as meninas se mostraram melhores sem seus parceiros. Não que isso seja uma novidade, mas o contexto do episódio permitiu a fácil visualização do quanto o trio (tirando Emily) melhora sem eles.

 

Spencer estava mais forte e mais presente neste episódio. Honestamente, estava me irritando vê-la centralizada em Caleb. Ok, é amor, mas comecei a ficar preocupada porque não me lembro de tê-la visto dessa forma pelo Toby (que teve o peso de ser do “A” Team). Ela arrasou nos discursos, sentia falta dessas explosões mesmo que em alguns casos sejam por razões hipócritas. Vê-la focada de novo no conflito me fez feliz.

 

Aria também estava outra pessoa e provou – de novo – que com Ezra não lhe sobra nada para contar (e ela simplesmente desaparece). Essa personagem, isolada, sempre foi ótima na ação, gosto do jeito esbaforido dela em lidar com algumas coisas. Vê-la norteando o episódio (por mais fraco que fosse) me deu vida. Não aguentava mais essa Liar presa naquele livro, juro.

 

Hanna provou a ideia de externar sua dor e muito me tranquiliza (ao menos por enquanto) que ela não tenha começado a lidar com tudo de maneira negativa. A personagem segurou a marimba e rendeu a única ligação pertinente dessa tramoia ao redor de Rollins: o seu possível cativeiro. Embora as memórias alternem, o drama não relatado da Liar tem tudo para consumi-la, principalmente porque o médico fake morreu de cara colada na dela. Precisava?

 

E, gente, o que dizer da Emily? Culpo sim essa necessidade de empurrar Emison (nada contra ao shipper, mas sempre me incomodarei quando comportamento e atitude de uma personagem, seja ela quem for, mudam 100% por causa de romance sendo que pode se contar com mais que isso). Ela não evolui e não aguento mais essa mesma caracterização, essas mesmas pisadas de bola, essa falta de respeito. Sei que ela é leal, jamais deixaria uma das meninas na mão, mas a ultrapassada de limites movida pela culpa foi mais desnecessária que necessária.

 

Isso irrita de menos em comparação ao fato de que essa Liar voltou a ser centralizada nas crush da vida. Esse ponto sempre, sempre, sempre irritará mais porque todo ano é a mesma coisa e deixou de ser agradável para ser repetitivo feat. não proporcionar progresso. Parece que só há esse tipo de história para Emily e é muito lamentável. Uma vez que só escrevem o mesmo tipo de subplot, fica complicado esperar atitudes e comportamentos que não rimem com o mais do mesmo. Espero que seu trabalho no antigo Radley traga algo interessante.

 

Concluindo

 

PLL-7x03---Hanna

 

Gostei muito dos diálogos deste episódio. Spencer contra Caleb mostrou que ela tem autoestima o suficiente para não querer namoro de piedade; Aria foi muito maravilhosa ao insistir na dor de Hanna (eu teria feito o mesmo porque dor de mana é dor minha); e Hanna foi muito específica e clara sobre o que sente e sobre o beijo com o ex. Essas três estavam poderosas esta semana, amém, se preservando, sendo vocais. Enquanto Emily estava lá, intragável invadindo a festinha de noivado do Toby. Certas coisas têm limites…

 

E, outra, elas sozinhas mostraram que seus boys do passado continuam meio imaturos (Ezra precisando de babá, Caleb querendo beijar as duas moças, aff, não, ainda bem que Toby existe, obrigada Deusa). Tragam Liam e Jordan de volta, obrigada, de nada.

 

Outro diálogo que gostei muito foi entre Yvonne e Spencer. Da mesma forma que os escritores têm tomado cuidado para não criar rivalidade entre Hanna e essa Liar, o mesmo vale para a noiva de Toby cuja atitude ganhou selo Stefs de aprovação. Dois campos diferentes que poderiam trazer o mesmo tipinho de história mean girls e não sou obrigada a assistir isso.

 

Sei que Caleb tem sido irritante de uns tempos para cá, mas lhe deram falas boas também. Ele foi covardão em mentir sobre o beijo, mas nem me atrevo a julgá-lo porque é uma condição que todo mundo pode passar um dia. Então, menos hipocrisia. Esse cidadão tem lá sua integridade e a confusão sentimental resgatou esse seu lado que um dia valera mais. Foi bom vê-lo interessado em fazer dar certo com Spencer, mas foi melhor ainda Spencer sair dessa furada.

 

Inclusive, Caleb serviu de reflexo para situar os outros amores das meninas na história – outra sacada boa dos diálogos – que ainda não se sabe quem terminará com quem.

 

Fora os diálogos, amei Ali dando uns tapas em Rollins. Pelo menos, ela conseguiu descontar sua ira nele e achei ótimo. Resta saber como seu retorno impactará as meninas e, claro, como ela se sentirá ao saber que o primeiro cara que depositou confiança total queria destruí-la.

 

Então que a morte de Rollins aponta para o buraco aberto no 7×01. Não gostei nem um pouco. Ok que carregar a morte de uma pessoa não é fácil, mas, depois de assistir a promo do 7×04, tenho que concordar com muitos comentários: sério mesmo que elas acobertarão sendo que foi um acidente? Ali está livre, teoricamente não há mais necessidade de temer que ela termine na cadeia (como Aria percebeu em meio a discussão sobre denunciar o médico fake), então? Péssimos hábitos de novo e afundar as Liars por causa disso tem tudo para dar errado. Desapega, Marlene!

 

Todos os holofotes agora estão em Mary. E semana que vem tem Jenna (pra quê?).

 

Perguntinha

 

A história daquela comunidade vai pra frente? CeCe deu as bonecas para Eliza antes ou depois de se revelar como A (deu a entender que foi depois)? Já tem dois points de mistério para uma temporada que quer ser mais rápida. Apenas observo.

 

E cadê A.D.? Acho que essa pessoa mexeu nas drogas de Ali porque a menina tava muito alerta naquele carro (e li teoria de que a mensagem de SOS foi por parte de A.D.).

 

Agora resta todo o dinheiro.

Stefs
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