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19/ago

Não sei como começar este diário de escrita porque muitas coisas acontecem na minha mente por segundo. E é por isso que resolvi começar esse projetinho porque preciso colocar meus pensamentos no lugar, SOS. Algo que tem acontecido muito pouco, se querem saber.

 

Nas minhas passeadas neste site, senti falta de textos sobre eu, Stefs, a moça que escreve. Inclusive, uma introdução básica das pentelhagens na escrita. Só tenho falado do We Project, e agora do Dias de um Passado Esquecido, e, literalmente, me esqueci da minha pessoa.

 

Finjam que este texto é uma biografia autorizada com foco na minha “carreira” de escrita.

 

Não lembro exatamente o momento em que me vi inclinada em um pedaço de papel. Por ter tido um crescimento bastante conturbado, tenho flashes, como usar o caderno de desenho para criar histórias sentada na escada da casa do meu padrinho durante as férias. Tem também o flash de uma tentativa de fanfiction (que nem sabia que era fanfiction na época) sobre os Backstreet Boys, em que me inseri pra beijar o Kevin sem ao menos me tocar que isso daria cadeia devido à diferença de idade. Depois há as aventuras inspiradas em Harry Potter que me são muito marcantes porque usei a saga como refúgio da realidade.

 

Os instantes mais claros da minha relação com a escrita vêm dos diários. Não conseguia viver sem ter um embaixo do braço. Atualmente, voltei a escrever um e tem sido revigorante. Há também as redações escolares que amava muito produzir, o único momento que me sentia relativamente mais Hermione que todos. As boas notas nessa matéria me mimaram e não me prepararam para o jornalismo. Profissão famosa por mudar toda minha concepção de escrita.

 

Era 2004 quando escrevi minhas primeiras fanfics no papel. Assim, de usar os tempos de tédio no trabalho e descer o braço em uma criação que nem sabia o nome. Ainda era nova no fandom de Harry Potter e fui pegando os macetes dessa atividade vagarosamente.

 

O empurrão veio no encontro do falecido Edwiges Homepage, em que passei a bater ponto, invejando a coragem daquelas pessoas em publicar histórias malucas. Foi lá que fiz minha primeira amizade potteriana. Uma amizade com uma escritora de ficção de fã que me empurrou a escrever. Lembro até hoje quando ela me disse: apenas escreva, sem se importar com o tamanho. Seria ela a culpada dos meus famigerados textões?

 

Ela escrevia fics dos Marotos e eu nem sabia quem era Marotos na época também. Dou a ela esse crédito, pois, passada as tretas de shipper, só foquei na turma de James Potter. Mas, antes disso, escrevia muito sobre o Remus e Harry/Hermione. O shipper me deu popularidade como ficwriter em um fórum e fiz muitos amiguinhos virtuais. Não demorou muito para minha dedicação ao casal (casal sim, não me toca) desaparecer junto ao fim da saga e migrei completamente, full-time, para a Era Marota. O buraco que consagrei essa minha “profissão” de escritora de ficção de fã.

 

Como Rowling nunca dissera como James, Sirius, Remus e Peter eram e agiam, como se davam suas relações, me vi explorando diferentes gêneros e situações com eles. Sinceramente, sinto falta dessa fase. Escrevi comédia, drama e até uma história de terror. Seria eu versátil?

 

Não sei, mas o ápice dessa experiência veio com uma fanfic que se finalizou em 64 capítulos. Foram 5 anos escrevendo e ela praticamente contribuiu para minha evolução na escrita. Esse é aquele material que quando bato o olho vejo o quanto mudei em construção de história. De capítulos sem profundidade, aprendi a dar profundidade. Isso me tornou uma pessoa que se estende e não vejo isso como algo negativo, de verdade, porque trabalho com emoções.

 

Bem… Quem acompanha minhas resenhas sabe do que falo. Eu jogo o coração no texto.

 

Esses 64 capítulos me fizeram ligada ao famoso português também porque sim, tinha o hábito de ler por cima e publicar. Meramente por preguiça de revisar porque não gosto de revisar. É muito engraçado rever uns erros grotescos do passado, meldels, tipo WTF?.

 

Cinco anos me deram 64 capítulos de um drama/romance. Anos que também me serviram para me curar de uma barra amorosa. É uma história meio autobiográfica, se querem saber. Meio porque James e Lily são os personagens e adaptei muitas coisas para o POV de ambos. Várias vezes senti vontade de abandoná-la, mas descobri outra coisa sobre mim no processo: não consigo deixar história aberta. Posso demorar anos para finalizá-la, mas dou um jeito de finalizar. Pode estar um fiasco, mas vou terminar por questões de honra. E assim seguimos.

 

Já contei sobre o trauma de escrita que aconteceu entre 2010-2011 que não repetirei. O evento influenciou em todo meu processo de escrita. Nessa época, já sentia a vontade angustiante de escrever algo original. Porém, a única coisa que me forçava a escrever era a fanfic de 64 capítulos que tentava finalizar a muito custo junto com a faculdade. Foi até fácil porque ainda usava o nickname que me protegia, então, ninguém sabia quem eu era.

 

Ao contrário do que rolava na faculdade em que toda parte de mim que acreditou que escrevia bem desmoronava aos poucos. Veio o desânimo e com isso o hiatus da escrita.

 

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Por ter terminado a fic de 64 capítulos em 2012, a vontade de criar falou mais alto que meu trauma. Emendei outra fanfic inspirada em um jogo de RPG da Era Marota. Terminei-a mais rápido, inclusive, e percebi de novo que minha forma de escrita já era outra.

 

Percebi o que me deixava mais confortável, não que fosse um segredo, mas é bom ter essa realização por menor que seja: 3ª pessoa e dois POV. Não sinto minha história completa se não tiver dois personagens narrando a mesma coisa. Parece que me falta algo, juro.

 

Em setembro de 2012 nasceu o que batizei de We Project. A ideia era matutada há certo tempo e só precisava mesmo sentar e começar a moldá-la. Escrevi o Prólogo em uma sentada e mandei imediatamente para a minha metade. Pessoa que me impulsionou nos meses seguintes a não largar o projeto, sendo minha leitora beta e me dando insights milagrosos.

 

Em 2013, já estava eufórica com a 2ª parte do We Project e em 2014 terminei o primeiro manuscrito do que não considero uma trilogia (sabe aquela sensação de que dá pra juntar tudo e fazer um livro, só? Bem isso). Só que a história se tornou seu próprio mutante, mudando da mesma forma que eu ia amadurecendo. Muita coisa que eu achava necessária, conveniente e fofinha, não remete mais a pessoa que escreve. Isso dá outro post no futuro.

 

Se eu acreditasse que estava bom no dia que terminei e começasse a editar o We Project, provavelmente estaria agora na luta tentando publicar o primeiro volume. E tenho certeza que se tivesse autopublicado, estaria mortalmente arrependida. Minha necessidade de ter certas coisas no lugar sempre fala mais alto e quando ela bate eu preciso ouvir. E tenho escutado ao ponto de nascer o Dias de um Passado Esquecido. O drama atual.

 

Dias de um Passado Esquecido bem chamaria de spin-off do We Project, mas é a origem do We Project. Tem sido meu trabalho atual, que tem me rendido insights novos por ter saído um pouco da bolha de uma leitura viciada. De um enredo viciado. Tem sido muito gostoso explorar esse POV.

 

Mas só isso que você escreveu Stefs?

 

Feliz ou infelizmente não. Se eu fosse tornar cada fanfic em um livro ou e-book, seriam mais de 36 histórias. Há as aventuras inconclusas do NaNoWrimo, mais insights não desenvolvidos e um romance completo. Se eu tivesse coragem como E. L. James, minha vontade mesmo é reeditar a fanfic de 64 capítulos por ser Universo Alternativo aka fora de Hogwarts aka é uma história original e publicar. Só precisaria trocar os personagens.

 

Eu só falo muito do We Project porque foi meu convencimento de que precisava escrever essa história. Precisava ver se era capaz de escrever algo diferente que não fosse fanfic e que começasse do zero. Escrever por escrever faço o tempo todo, vide este site, ação nascida por meio de um caderno de desenho.

 

Por essas e outras que sou muito grata pelo meu período com as fanfics. As fanfics me trouxeram até aqui e me desafiaram de várias formas. Foi meu laboratório e continua a ser. O mesmo vale para o RPG que passei bons anos jogando no Orkut, brincadeira que mantinha (e mantém porque voltei a jogar) meu processo criativo nas alturas. Se eu for pensar agora, sempre estive muito envolvida com a escrita. Só faltava eu reconhecer essa relação.

 

Atualmente, escrevo aqui no Random Girl sobre o We Project e o Dias de um Passado Esquecido. Também escrevo o Help, Escritor!. Com este diário de escrita, poderei falar mais da minha rotina.

 

E vocês? Por onde começaram? Qual é sua biografia? Compartilha aí nos coments.

Stefs
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