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10/ago

O aniversário da incrível Anna Kendrick foi ontem (09.08), mas o post de hoje é deveras atemporal. Sem contar que tem tudo a ver com um bocado de relação e de inspiração da minha parte. E, sim, era pra ter postado no dia certo, mas a tendinite diz olar!

 

Kendrick pode não fazer parte do alto escalão de atrizes de Hollywood, mas vive no circuito independente. Embora seja bastante requisitada, com um projeto colado no outro mais um livro que será lançado em novembro, ela vence pelo carisma e pela simpatia. A pequena já afirmou incontáveis vezes que faz o que faz para alegrar, o que denuncia a afinidade por comédias. Gênero que é o pontapé de muitas coisas na sua carreira, mas não é unicamente o que faz, fica a dica.

 

Está aí uma serumaninha versátil. Kendrick pode dar vida a uma adolescente fofoqueira como em Crepúsculo. Ou a uma jovem adulta que não quer se acomodar como em Amor Sem Escalas. Ou a uma universitária que quer ser produtora musical como em A Escolha Perfeita. A atriz atua em pontos extremos e a união deles acontece pela verossimilhança de suas personagens. Palavrinha que a faz especial e diferente por escolher histórias que conversam com quem assiste.

 

Pelo menos é assim que funciona comigo. Fico passada com cada filme da Kendrick porque me vejo dizendo: mas essa personagem sou eu mesma.

 

Para celebrá-la, trago uma pequena lista com as personagens das quais mais me identifico. Sim, eu, Stefs. Não é lista de favoritas porque amo todas. Faria um top 10, mas preferi um top 5 por motivos de não me estender demais – como sempre. Principalmente porque o IMDB dessa mulher é mais extenso que meus textões.

 

Aproveito e faço uma propaganda dos filmes de Kendrick que vocês precisam ter na vida.

 

1. Cathy – Os Últimos 5 Anos

 

Cathy - Os Últimos 5 Anos

 

I am a good person
I’m an attractive person
I am a talented person
Grant me Grace!

 

Já resenhei este filme-musical aqui no Random Girl e meu amor por essa personagem nem tem a ver com o seu relacionamento fofinho (e insuperável) com Jamie. O que mais me moveu foi o fato dela correr atrás do seu sonho de ser atriz e acabar sendo esquecida pelo universo. Inclusive, pelo marido que conseguiu ser bem-sucedido na carreira que queria (a de escritor) e, no fim, *spoilers. E você não faz isso com a pessoa que você jura com 3 Js que ama de paixão e promete amar até a morte…

 

Mas o *spoiler de Jamie não dói tanto em comparação ao que o filme esconde: a impressão de que o mundo se esquecera de Cathy. Ao ponto de nem dar os famosos sinais de salvação.

 

Resumidamente, Cathy é minha personagem por tentar o impossível: carreira no mundo artístico (e eu só quero ser escritora, ué). Nossa trilha da vida é Climbing Uphill, cuja letra narra seus esforços em insistir no sonho, sem muito sucesso, enquanto Jamie vive o dele. Ela resume a própria jornada em uma amarração sonora que reconta o pedido de casamento, os persistentes testes e o desejo de não ter uma vida escorada.

 

Meu coração se trinca toda vez que Cathy retorna ao acampamento de teatro porque sinaliza insucesso. Ela é esforçada, vai atrás dos testes, tem talento e é dedicada, mas o mundo parece que não vê tudo isso. Chega a ser frustrante! A personagem canta umas letras enaltecedoras sobre seu status e sobre seus desejos, mas nada corresponde à sua realidade.

 

Conforme alguns críticos, essa foi sua dita melhor performance. Por mais que tenha conquistado seu boom em Amor Sem Escalas, com direito a várias indicações, é aqui que dá para sentir quem é Anna Kendrick. Até porque ela já falou em várias entrevistas que se dependesse dela só faria musicais. E seu coração mora em musicais, então…

 

E, sério, não superei Os Últimos 5 Anos ainda. Aquele maldito final!…

2. Beca – A Escolha Perfeita

 

Beca - A Escolha Perfeita

 

Fiquei na dúvida entre Beca e Cathy no pódio. Como não superei Os Últimos 5 Anos ainda, deixei a personagem de A Escolha Perfeita em segundo – sendo que também é primeirona.

 

Ao contrário de Cathy que quer porque quer a carreira de atriz, Beca quer ser produtora musical. Ao contrário de Cathy que é toda fofa e tem uma vida marital, Beca é a jovem adulta que acabou de ingressar na faculdade e não quer saber tanto assim de sedimentar vínculos no campus porque o foco é realizar seu sonho. Ao contrário de Cathy que se apaixona por Jamie e faz tudo por Jamie (não pense como algo negativo porque nesse caso não é), o amor de Beca é a música e é com ela que tem um relacionamento sério (muito embora se apaixone depois). Cathy é leve, o contraposto de Beca que é rockstar com seu forte lápis de olho.

 

Enquanto Cathy é mais livre na sua escolha de ser atriz, abandonou a cidadezinha pequena destemida a não terminar apenas como a esposa com um bebê nos braços, Beca tem que engolir o pai que quer que siga uma carreira “séria” já que seu sonho soa como hobby. Típico. A personagem de A Escolha Perfeita me faz lembrar do dia que contei para minha mãe que abandonaria um trabalho que me fazia infeliz para passar um tempo comigo e para escrever.

 

Beca sabe o que quer, assim como Cathy. Para atingir o que deseja, a personagem de A Escolha Perfeita tem que quebrar estereótipos e isso rola ao entrar no grupo feminino de a capela. Grupo esse que está com um repertório um tanto quanto desatualizado pro seu gosto. As meninas usam as mesmas canções batidas, do bailinho dos nossos pais, e não ganham o carisma do público conforme quicam entre competições.

 

Além do grupo, Beca também tenta se infiltrar na rádio da universidade. Em A Escolha Perfeita 2, ela consegue um estágio em uma produtora e é considerada uma ameaça para a chefia. Um aviso cômico que afirma que ela é muito boa no que intenciona fazer.

 

O que gosto na Beca é o mesmo que gosto em Cathy (e não deveria porque se alimenta um Kraken): o surrealismo de correr atrás de algo no mundo artístico e magicamente dar certo. Só no caso de Cathy que a história falha, mas Beca norteia sua própria jornada com uma deliciosa independência e consegue ter sua voz ouvida.

 

Elas meio que somam um casamento perfeito da mensagem de que cada pessoa pode buscar o que deseja. Kendrick tem essa predileção de personagens e com ela não tem erro. Cathy e Beca são opostas, mas almejam a independência de suas vidas com base no que amam. E nada disso tem a ver com conquistar um boy, tipo que Anna não encarna a não ser que haja motivo e mensagem.

 

3. Natalie – Amor Sem Escalas

 

Natalie - Amor Sem Escalas

 

Outra escolha difícil nesse top 5 porque Natalie entra no hall de melhor pessoa e de personagens mais quotáveis da história. Se pudesse, tatuaria todas as suas frases. Ela só ficou no nº3 porque não há foco nas artes.

 

Gosto muito de Natalie. Muito mesmo. Ela samba no discurso e na pentelhagem de não querer uma vida acomodada como a do personagem de Clooney. No meu mundo mental, Cathy e Beca poderiam ter uma conversa com Natalie sobre “faça o que ama”, algo que não acontece a princípio com a jovem adulta de Amor Sem Escalas.

 

Esse pódio de 3 é justamente sobre isso: três personagens que poderiam ser BFFs. Três personagens de filmes diferentes que poderiam bater um papo bacana em algum boteco. Cathy casou com Jamie, mas não desistiu do seu sonho até estar cansada demais de ter que dividir seu coração entre a arte e o marido que a *spoiler; Beca já estava casada com seu sonho, mas alimentou outros sonhos do grupo a capela; e Natalie engatou uma profissão que não amava mais por ter perseguido o cara que achava certo para ela e caiu do cavalo.

 

Natalie foi atrás do boy por crer no seu Happy Ending. Por crer na estabilidade aos 23 anos, que se resume em ter o pretendente perfeito e a carreira dos sonhos. A personagem silencia sua própria inteligência e as artimanhas que há em seu currículo por algo incerto. De quebra, ela ainda demite pessoas na companhia de um cara cético pra caramba sobre a vida. Ela o escuta menosprezar relacionamentos e se recusa a viver daquele jeito, de aeroporto em aeroporto. Ela quer ter tudo, mas precisou se aventurar de escala em escala para ver isso.

 

Geralmente, é de um impacto pessoal que precisamos para mudar o norte das nossas vidas. Natalie poderia conversar com Cathy depois do que acontece em Os Últimos 5 anos. E Cathy poderia ligar para Beca a fim de montar um projeto musical. Apaixonada estou com essa ideia.

 

Outra coisa que admiro muito em Natalie é sua determinação. E, claro, o melhor quote sobre “eu digito com propósito”. Queria ter metade do foco dela para fazer as coisas porque sou 100% distraída e sempre mudo meu percurso de tão geminiana que sou.

 

4. Jillian – Get a Job

 

Jillian - Get A Job

 

A participação de Kendrick nesse filme é meio curta, mas o suficiente para mostrar a decepção que é se dedicar ao trabalho e depois tomar um toco. Ela tem muito da Natalie, centrada, determinada, perfeccionista, e acaba do mesmo jeito: enxergando do jeito mais difícil que nem tudo se resume a um job. Ambas são certinhas e carregam essa necessidade de estabilidade.

 

Jillian consegue ser ainda mais certinha que Natalie (e acho que ela é mais nova que Natalie). Assim que perde o job, a personagem engata comportamentos inconsequentes que se privara por achar juvenil. Ela é a famosa adultona até perceber que não há mal algum em ser um pouco relaxada. Desapegar um pouco.

 

Inclusive, parar de metralhar regra. Já fui assim na época da escola, mais precisamente nos dois últimos anos do ensino médio. Achava que tinha controle sobre tudo, sendo que era o ambiente que me controlava. De novo, baques são importantes para que a vida seja vista de um tom diferente e Jillian também tomou uma rasteira como Natalie.

 

No fim, ela diz que não faz a menor ideia do que fazer em seguida, mas tudo bem. O importante é continuar tentando.

 

5. Martha – Mr. Right

 

Martha - Mr. Right

 

Aqui há um divisor de opiniões: não curti o filme, mas Martha é tão awesome que dá para relevar. Tudo que acontece em Mr. Right é irritante, principalmente esse foco no Sr. Certinho que surge do nada na vida da personagem. Até aí, tudo bem, mas não há desenvolvimento de trama, a não ser o frisar de que ela não bate bem dos pinos e sempre é a trouxa no amor.

 

Ser feita de trouxa poderia ser uma ajuda para Martha despertar, mas ela volta a ser feita de trouxa pelo tal Mr. Right. E ela o aceita. É isso que me incomoda porque eu já fui essa pessoa. É um filme dissimulado, que se fosse levado a sério pelos roteiristas daria margem ao famigerado relacionamento abusivo porque a personagem é manipulável em alguns aspectos. Confesso que fiquei desconfortável em algumas cenas e me senti como a não entendedora da piada, mas tudo bem.

 

O importante é que o foco foi mesmo torná-la um escopo de Francis aka Mr. Right. Ela e ele nasceram para ser atiradores mortais, tipo assassinos de aluguel, a premissa dessa comédia que se torna interessante só no final do filme. Nada mais que isso.

 

Aproveito até para admitir que tenho certo medo das comédias de Kendrick. Na verdade, comédias em geral. Sério, é muito estranho ter uma parte do seu cérebro desconstruída e começar a botar defeito em todas as comédias, principalmente as românticas, que um dia você amou. A forma como as mulheres tendem a ser retratadas chega a beirar a vergonha alheia.

 

Por mais que esse filme tenha me deixado mais irritada que feliz, a personagem é maravilhosa! Kendrick está fora do controle, dando vida a mais uma mulher que precisa ser ouvida. Martha é sempre jogada para escanteio, ninguém a leva a sério, e a resolução é empoderá-la – de um jeito meio torto, mas basta peneirar o que se deve e seguir adiante.

Menção Honrosa – Jessica Stanley da saga Crepúsculo

 

Jessica Stanley - Crepúsculo

 

Assim como meio mundo, foi com Crepúsculo que conheci Anna e estava ansiosa na época para ver como essa interpretação se daria porque fui (e ainda sou, não minto) muito fã de Jessica Stanley. Na época, eu ainda estava entregue à vibe dessa saga, fui à pré-estreia do filme sem medo de ser feliz, até chegar em Amanhecer e perceber que coisa é essa meu Deus?. E, claro, anos depois a gente vê que a história não passa de um relacionamento abusivo.

 

Stanley é o clichê da menina popular, que gosta do cara popular e que faz fofoca de quem não pertence à sua roda. O bacana nela é que Meyer não apostou no famigerado bullying. A representante dos humanos na saga acolheu Bella, embora tivesse um ciuminho por causa de Mike. Só tenho a agradecer por Edward ter entrado no meio porque não suportaria cat fight.

 

E apesar dos pesares, eu tenho um pouquinho, pouquinho mesmo, de xodó com o primeiro filme dessa saga. Só porque na época estava muito na vibe e as lembranças que tenho são boas (escrever fanfic, participar de site, fazer mig@s).

 

Outros filmes que Anna está maravilhosa

 

Anna - 50%

 

O Que Esperar Quando Você Está Esperando: ela não aparece muito, mas o filme é fofinho e retrata maternidade e paternidade. Divertir-me e chorei à beça. E Rodrigo Santoro <333.

 

50%: é difícil ver Anna sendo adulta (gif acima). Adulta, não jovem adulta. Neste filme, ela interpreta Katherine que paga de terapeuta para Adam, personagem de Joseph Gordon-Levitt. Faz muito tempo que o assisti, não me lembro exatamente como me senti, mas muito provavelmente chorei por motivos de câncer (considerando que é um dramédia). Ela é a força motora que aconselha um cara que tem 50% de chance de morrer ou viver.

 

Sem Proteção e Marcados para Morrer: outros filmes em que ela é adulta e tenho dificuldade em aceitar Anninha adulta. Ela é tão pequena que para mim sempre será uma adolescente fofinha. Nesses dois filmes, temos uma agente e um interesse amoroso de um policial. Ambos os filmes são bem interessantes, um choque perto do currículo cômico de Kendrick.

 

Gente, sério, Kendrick tem muito filme e todos valem a pena (Scott & Pilgrim <333). E nenhum deles é parecido, embora algumas personagens se assemelhem. Se você for tranquil@ no quesito cinema – que é bem meu caso – o entretenimento é garantido.

 

Poderia continuar falando e falando dessa mulher, mas vamos deixar para um perfil, sim? Ao menos, vocês agora têm uma lista tremenda do IMDB se procuram uma oferta diversificada de filmes.

 

(e se assistirem algum, venham me contar <3).

Stefs
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  • Isis Renata

    olha elaaaaa ♥
    tão querida essa Kendrick. Assim como eu, movida a musica *-*
    acho que ela é tão simples que dá vontade de colocar num potinho. Nada exagerada, e nem necessita mesmo. O que ela quer passar, ela passa
    Vou anotar esses movies para ver sempre, afinal amo/sou musicais
    xoxo