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18/ago

Poderia chamar este episódio de completo filler. Em alguns momentos, achei que ele não acabaria de tamanha que foi a sensação de eternidade, mas até que coisas boas rolaram. Este novo capítulo de Pretty Little Liars teve o intuito muito claro: centralizar Noel, a atual ponta solta, e nos convencer de todas as formas possíveis de que olhamos para A.D.. Investida que bateu várias vezes na trave e me vejo parcialmente inclinada a crer nessa “teoria”.

 

Além de ser dono dos holofotes, Noel rendeu um episódio 100% investigativo. Muita coisa soou assertiva em demasia, o que calhou na impressão já sentida de que tudo está deveras fácil. Simples. Para quem está acostumada com a mão fechada de Marlene e Cia. quanto aos mistérios, botar os pés com firmeza no solo sobre esse cidadão é pedir para ser trouxa.

 

Somado ao personagem, ainda ganhamos a confirmação confirmada de que há outra criança Drake que perdeu a completa atenção para uma Hanna que resolveu ser difícil. Confesso que rolou uma gota de irritação sobre seus comportamentos esta semana porque adoraria que a Liar lidasse com o trauma acarretado pelo cativeiro de outra maneira. Deve ser porque sou muito apegada a essas histórias de superação e é bem capaz que Ezra me dê isso.

 

Agradeci pelo pesadelo que abriu o episódio ser um pesadelo porque foi irritante – mas bonitinho por causa das meninas reunidas. Simplesmente porque o artifício falsamente destacou que as Liars não aprenderam com os anos anteriores. Minto. Apenas Hanna. Ficar repetindo que fulano é A, A.D., ABCD, é tão antigo que não consigo mais aceitar quando essa mesma canção é tocada. Fiquei aliviada por ser um sonho ruim, mas senti de novo um nervosismo diminuto quando o imaginário veio para a realidade. Avisei que Marin não lidaria com seu trauma de um jeito fácil, talvez inesperado, não disse? Então é isso que ganhamos: seu isolamento.

 

Forcei-me a relembrar do trauma de Hanna e foi aí que me coloquei no lugar dela. Sentir-se irritada com uma das meninas é algo tão habitual que, às vezes, dá para esquecer o motivo de tanta chatice. Salvo Emily que é a única que não muda e que já desisti. No fim, a conclusão é simples – essa Liar tem todo direito de pisar no acelerador sobre a identidade de A.D.. Além de Ali, ela foi quem mais sofreu nesse novo arco de mistério e de vingança.

 

Pretty Little Liars - Resenha

 

Hanna partiu para sua própria justiça e os retrocessos sobre seu tempo no cativeiro assentou a intenção que a deixara cega sobre Noel. Quero acreditar que ela está errada sobre o caráter não tão duvidoso assim desse personagem – e ficou no ar se ele realmente empurrou a garota na festa que Ali levou as meninas. É uma atitude e tanto, mas movida essencialmente pelo trauma que não foi lidado. Em vez de conversar e pedir ajuda, a Liar resolveu sujar as mãos, sem nem ao menos pensar nos riscos que correrá daqui pra frente.

 

Se eu fosse escolher uma delas para tomar essa decisão de investigar por conta própria seria Spencer. Lembro-me do quão feliz fiquei ao vê-la infiltrada no “A” Team e, infelizmente, não rendeu muita coisa. Afinal, a Liar tomou essa decisão mais pelo Toby que pela necessidade de saber quem era A. Tudo bem que uma coisa estava embutida na outra, mas, agora, temos Marin que bateu no peito para tomar a problemática para si e deu as costas para as amigas e para Caleb.

 

Isso é deveras corajoso, confesso que estou admirada. Contudo, não deixa de ser preocupante e, talvez, um pouco egoísta. Um egoísmo fácil de compreender uma vez que ninguém sabe o que Marin sente. E ninguém jamais saberá a não ser que passe pela mesma experiência.

 

Bom é que a súbita bitolagem de Hanna não afetou tanto assim a trama e deu para ceder um pouco de credibilidade devido à presença de Grunwald. Por fugir de vários spoilers da S7, confesso que não esperava esse retorno. Ainda bem que não soube porque ignoro qualquer coisa que remeta à Ravenswood. Sou relutante a inserir esse universo em Rosewood, mas a senhora tem seu jeito de prender o interesse. Graças à personagem, se reforçou a impressão de que Noel é vilão, sendo que é provável que ele represente uma parte do problema.

 

O bacana mesmo da presença de Grunwald foi assentar o clima sobrenatural que, às vezes, considero destoante em PLL. Dessa vez deu certo, casando com a busca do Dr. Cochran. Amarração que ressaltou um dos climas que Marlene tanto gosta de inserir na série e curti bastante. Amei o flashback tenebroso em torno da profissão desse mané, o sutil contraste de diferentes épocas que rebateu no que fazia no Radley. Retrocesso cerejinha para aguçar a curiosidade porque ficou no ar o sexo da criança.

 

De novo, eis a impressão de que tudo está vindo fácil. Noel atrás do mesmo médico que as Liars e detentor do arquivo da sua possível mãe – e ninguém sabe se foi ele que furtou – tá bom demais para ser verdade. Sacadas que reforçaram que esse rapaz é a criança perdida da família Drake. E não quero!

 

Parte de mim se agarra à Aria e ao Wren – principalmente Wren. Esse último, com o retorno marcado, dono de uma caracterização que remete demais a de Archer por causa das origens e que pode justificar a suposta predileção de Mary pelo charme britânico.

 

Por não ter tantos personagens em cena, PLL tem sido esperta em tirar o sulco do que tem, muito embora algumas coisas ainda fiquem a desejar. Noel segurou o suspense que ganhou nuances de horror, mas não quero crer ainda que estou olhando para o filho perdido ou A.D.. Ou os dois.

 

Aproveito para dizer que a “facilidade com que Mary encontrava problema” rima muito com Peter Hastings. Estalido que me ocorreu quando Spencer revisita o álbum de família. Voltei ao 7×01 em que essa mulher foi atrás do pai do pop (pra não dizer outra coisa). Posso colocar essa Liar na lista de possíveis crianças da Sra. Drake? Se Jason nasceu por um mero acidente de Jessica, quem garante que Mary não se passou por ela pra brincar também?

 

As outras Liars

 

Pretty Litte Liars - Resenha

 

Quem estava forte esta semana foi menina Ali. A única que estava preocupada com as coisas da vida real, como ter emprego e dinheiro. Detalhes que venho cobrando e que, magicamente, surgiram neste episódio. Isso me fez uma pessoa muito feliz, de verdade.

 

O bullying contra Ali era um ponto que não esperava. Talvez, cochichos tendo em vista que sua internação deve ter se espalhado em Rosewood. O show de black hoodie foi o sarcasmo de Marlene em ação, conheço esse traço geminiano e teria feito igual. Fiquei passadíssima e fico satisfeita em ver DiLaurentis reagir e não fugir.

 

E, claro, encontrar a mensagem de A.D. que sinalizou estar a poucos passos à frente das meninas. Só que Noel ainda me soa fora dessa rota.

 

Quem me fez feliz também foi Spencer que sem amarras românticas voltou a nortear parte do jogo. Estava sentindo falta disso, que Emily nunca mais assuma essa responsabilidade porque não deu. Inclusive, minha abstinência Sparia foi um pouco suprida.

 

Não tenho muito que dizer sobre as demais Liars. Abstenho-me de qualquer comentário sobre Paige, tudo bem que parte de mim até gostava dela com Emily, mas a moça nem me afeta mais. O timing que a personagem vazou da série foi ideal porque o relacionamento estava perto do insuportável.

 

Agora, quero acreditar que Emison terá uma construção de storyline mais digna que todos os romances de Emily. Porque se tudo isso for isca, já podemos separar as panelas para o panelaço.

 

Acho que não preciso dizer nada sobre Ezra também. Tudo que vinha comentando sobre ele se escancarou neste episódio. Enquanto não superar Nicole, não falem em Ezria perto de mim. E penso que nem depois de ter superado porque claramente o ex-teacher se tornará muito dependente emocionalmente de Aria.

 

Desde a semana passada venho notando as fechadas de câmera dele tateando as mãos dela, ficando muito perto, a voz tremendo só de pensar que ela cairá fora. Isso pra mim já saiu da rota eu te amo pra rota toma cuidado, sinto muito.

 

Quero saber onde estão meus feelings Haleb. Sério, não tá vindo e tô me sentindo sozinha.


Concluindo

 

Pretty Little Liars - Resenha

 

A intenção do episódio foi poupar os saltos carpados porque as próximas semanas serão decisórias para essa primeira parte da 7ª temporada. Se não fosse Grunwald e Dr. Cochran, seria mais um dia sobre romances, retornos e despedidas. Ou seja, sem conflitos. O interessante é que a decisão de Hanna tem tudo para mudar o modo de operação já batido de Pretty Little Liars porque uma delas finalmente resolveu quebrar o ciclo vicioso. Os minutos finais alteraram a carinha da série e me sinto meio esperançosa (?).

 

Este episódio foi mais investigativo que revelador, pesando no lado sombrio dessa história que continua centrada em revelar quem é A.D.. Um climinha que parece que será estendido no 7×09, uma vez que Hanna brincará de Pânico + Lenda Urbana + CSI. O que ela tem de desafiadora, ela tem de imprudente, e são nos deslizes que podem transcorrer que me agarro a partir de agora.

 

Nem toda determinação rende algo bom. Se Grunwald disse que a “áurea” de Hanna está carregada, muita coisa dá para se esperar dessa medida desavisada.

 

PS¹: pergunto-me se o apartamento fora alugado graças às artimanhas de Mona. E cadê Mona?

 

PS²: rolou uma dorzinha nas cenas de despedida porque fim de PLL.

 

PS³: Quero imagens de Brookhaven.

Stefs
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