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26/set

A sensação que ficou depois da premiere da 2ª temporada de Chicago Med é que finalmente abriram as portas do inferno. Gente, fiquei muito estressada e não digo com quem – mentira que conto logo mais aí embaixo. Por mais que tenha tido dois atendimentos pra lá de emocionantes (e que me fizeram suar pelos olhos), me senti como uma funcionária desse hospital e só queria que cancelassem esse dia. Puxado, hein?

 

Os minutos iniciais representaram uma ótima sucessão de atualizações. Nada muito novo se pensarmos que a série mostrará seu potencial agora. Foi um lembrete de quem é quem e quem fará o que, e gostei bastante desse climinha pós-férias. Imaginei que haveria aquela coisa meio Grey’s Anatomy chamada boas-vindas aos residentes, considerando que o bonde de personagens principais mudou de posição. Não foi o caso (no finale meio que rolou isso) e nem sei se estou contente ou chateada.

 

Porém, é bem fato que Med continua a ser uma panelinha em que um ego confrontará o outro. Espero que sejam gentis no decorrer dos próximos episódios.

 

A premiere apostou nas relações e no situar desses médicos (vou somar tudo em médico, me deixem) tendo como apoio um saltinho temporal que mais me pareceu um bendito furacão. As mudanças foram sentidas e parece que a maioria foi enaltecida para pior. Reese que flopou no season finale passado estava melhor que todos os outros que só faltaram competir pela coroa do Burger King. Vejam pelos olhos dela o que se chama humildade. Por isso que a amo tanto que chega a doer.

 

No fundinho, não foquei tanto nos atendimentos, mas na rotação dos personagens. Algo meio parecido com P.D. na S2 e não tenho uma opinião formada porque não mudou tanta coisa. Por mais que os minutos iniciais tenham sido um frescor e uma dança perfeita, tudo voltou a ter a mesma carinha. Bateu aquela sensação de que esse espaço está limitado e não sei se estou no bloco do eu sozinho.

 

Se Chicago Med pretende seguir do jeito que foi na S1, já estou me preparando pra morrer de tédio, desculpa. Pelas alas serem muito próximas, o espaço não tem sido explorado. Sem contar algo que menciono desde as resenhas passadas: que custa encontrar mais atendimento na rua? Renderam vários bons momentos para a série e fez um pouco de jus ao que acontece em Fire e em P.D..

 

Fato é que poupei muito do meu argumento na S1 de Med e aviso que essa fase passou, ok? Quero mais sujeira nessa série, tá tudo limpinho demais.


Will Halstead em: alerta vermelho

 

Chicago Med - Halstead

 

Desde que alteraram a storyline de Will, parece que o personagem não se encontrou. Nem mesmo depois de quase tomar um processo na traseira. Rhodes e Choi estão “um pouco mais desenvolvidos” enquanto aquele que anteriormente tinha experiência em NY parou e ficou. Foi meio decepcionante vê-lo agir como na S1, principalmente pra cima de Jeff. Natalie o deixou na friendzone e era de se esperar que o adultão seguisse em frente, mas né? Halstead nem é Calypso, mas só dá show (é show!). Nem Jay que tem um temperamento forte bateu o pezinho para cima de Lindsay, pelo amor da Deusa! Evolução aqui ASAP!

 

Will deve ser do signo de Gêmeos porque ao mesmo tempo em que está com uma mega dor de cotovelo, ele vai lá e mete as frases bonitas para as amigas (eu mesma). Prezo a união dele com April porque é o instante em que Halstead é ele mesmo. Torço para que nunca, nunca mesmo, ultrapassem essa linha tênue, pois temos uma amizade preciosa que rendeu um dos momentos mais bonitos do retorno de Chicago Med. Queria acreditar que a enfermeira trará o melhor dele, uma vez que Maggie não arriscará a não ser pra dar a mão na cara. Vamos ser um pouco otimistas porque, sinceramente, não dá pra levar o ruivão no azedume pela S2.

 

Quem é você Choi?

 

Chicago Med - Choi e Will

 

Ele foi um dos primeiros personagens que me cativou nessa série devido ao investimento no pessoal. É mais fácil criar esse tipo de conexão quando a vulnerabilidade é ponto de partida, ação que tem sido complicada com Halstead em que só apostam no profissional (cadê a história com Jay?). Agora, Choi me deixou meio assustada porque o bonde do ego em Med não precisa de mais ego.

 

Boatos de que esse personagem terá sérios problemas com Maggie pelos motivos mostrados no decorrer do episódio. O cidadão quer dominar o espaço das enfermeiras e digo hell no! Will mereceu uma estrela por ter sido sensato em dizer que as manas é quem mandam e ri horrores do deboche para cima do celular. Choi muito metidinho pra quem sentou na janelinha.

 

Só sei que está rolando muita arrogância pra pouco homem nesse hospital. Já estou me preparando psicologicamente para tomar vários tiros de Choi porque ele mostrou suas garras. Quis morrer ao vê-lo interferindo na treta Will-Jeff porque só vi a dupla do bullying. Se as Chicagos já incomodam com essa oferta de homem branco, cis e privilegiado, pensem somar tudo isso com o bonde dos reizinhos.

 

(e eu só queria um bonde LGBT bem lindinho e gostosinho).

 

Charles e Reese: vou proteger

 

Chicago Med - Reese e Charles

 

Ao contrário de Will e de Choi que me deixaram raivosa, o amor voltou a acalmar meu coração com Charles e Reese. Meus favoritos desde que Med nasceu e o amor continua muito forte. A finale da S1 deixou uma pulga atrás da orelha sobre o futuro dessa personagem e o grito que eu dei sobre as possibilidades de fazer carreira em psicologia não foi gravado porque não sou obrigada a pagar mico. Ela toda pequena na cafeteria, gente, sério? Como não amá-la? Quero livrá-la de todo mal – e do Joey que nem devia estar no episódio junto com Noah.

 

O atendimento de Emmie me deixou sem chão. Poderia dizer mais nesta resenha, mas é possível que o texto vire um artigo de 20 páginas. Então, vamos ao conselho da tia, que acha mesmo que as redes sociais são mais malefícios que benefícios para alguns jovens. Chorei com Charles dizendo que a idade sofredora é 15, o que me fez concordar com todas as glórias. Meus problemas comigo mesma, principalmente de perfeição, começaram nessa fase e só lágrimas.

 

Só restou rir tragicamente ao ver a filha de Charles fissurada em likes na tenra idade. Fico triste que o bonde de psicologia não é tão explorado porque dá para realizar tanto debate em cima de algumas coisas.

 

Reese topando ser “estagiária” de Charles fez meu coração feliz. Vimos a personagem quebrar várias vezes nos atendimentos, o que a impulsionou a querer Patologia por não se sentir obrigada a estabanar o emocional de tal forma. Ela é mesmo o título do episódio, um toque suave na alma, e quero acreditar que dê tudo certo. Dona da premiere sim.


Outros acontecimentos

 

A ressurreição surpresa do pai, meldels, pra quê? Golpe baixíssimo e que deixou um gosto amargo na garganta porque não descobri ainda qual foi a moral. Uma experiência jamais vista pelos médicos, como se houvesse uma força maior e que rebateu logo no mais cético aka Will Halstead. Queria acreditar que isso servirá de luz para o ruivo, mas não confio.

 

Esse atendimento central serviu mesmo para destacar o Dr. Latham e não tenho uma opinião formada. Mas, pergunto: o que ele fez na sala de operação não foi um tanto quanto abusivo? Assim, me fez lembrar de um chefe que tive, mesmo naipe de ignorância. Quando li que Connor teria um mentor pior que Downey, imaginei um arrogante que vale por mil Halstead. Não um aparente dissimulado que suga o emocional da sua equipe e depois paga de desentendido mediante ao fato de que o posto o protege. Foi isso que vi nesse encontro e estou preocupada. Rhodes não tem temperamento para aguentar gente babaca.

 

Por fim, mas não menos importante, a preocupação com o bonde feminino – com exceção de Reese que conseguiu se realocar muito bem em Med – persiste. Pergunto-me de onde veio todo esse distanciamento de Natalie, essa surpreendente insistência em ser ouvida (o que está correto, mas achei OOC) e não ouvir e parecer distante e fria. Para mim, a moça me pagou de projeto de Will e foi uó o apelido. Sabem o que vi? A própria Burgess na redução.

 

Manning estava outra personagem, não consegui lidar. Fingirei que essa endurecida nada tem a ver com a presença de Jeff. Conheço essa poesia: farei-me de iceberg pra você me derreter. Pior que isso só Halstead de plano de fundo filmando esses dois (eu filmando a vida e rachei o bico).

 

De uma maneira geral, o retorno de Chicago Med valeu pela tomada externa de helicóptero (e me perguntava seriamente quando isso aconteceria porque artifício obrigatório em série médica) e pela Reese. Porém, e honestamente, fico com o piloto. Meu coração tremeu mais no início da jornada.

 

Foi uma premiere com sua dose emocional, mas repetitiva em alguns aspectos. Hora de girar a roleta, dar uma misturada nessas relações, mas sem se esquecer do apelo pessoal de cada um. Estamos de olho.

 

PS: não ia dizer nada, mas a barriga daquela mãe, nossa senhora, falsa demais, nem disfarçaram.

Stefs
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