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23/set

Voltamos para mais uma temporada chamada sou fã, mas não sou trouxa, estrelando Chicago P.D.. Ao contrário dos anos anteriores, minha animação para o retorno não existiu e nem fiz tanta questão de reativar esse sentimento. Preferi ficar aqui no meu canto, vendo uma coisa aqui, outra lá, para não ser contaminada com bad vibes. Tirei férias mesmo para investir em um retorno de mente limpa. Contudo, o tratamento de choque falhou em alguns aspectos, pois já tenho alguns pontos futuros aqui na minha lista para dar as famosas alfinetadas.

 

A premiere de CPD não teve promessa alguma, a não ser concluir o season finale da S3. Nada surpreendente, trabalho de praxe considerando que as outras temporadas começaram com esse tipo de jogo. O episódio foi puxado apenas para um angustiado e não recuperado Voight que, mesmo na dor, mostrou que não é e nunca será (até que se prove o contrário) estúpido na hora de fazer justiça com as próprias mãos. A dança que tentou capturá-lo não gerou suspense porque, bem, falamos de um protagonista e protagonista não é banido das Chicagos. A não ser que o artista em questão peça demissão ou seja demitido, claro.

 

Resumidamente, o que venceu no retorno da série foi o drama regado de melancolia e de expectativa sobre os novos caminhos entre Lindsay e ele. Nada mais. Foi bom? Olhem, até que foi considerando minha desesperança.

 

Se há uma coisa que Voight preza mais que Lindsay é o distintivo. Confesso que não via a hora de Crowley sumir porque a personagem trabalhou em cima de um ponto cego. Ela cutucaria, cutucaria e cutucaria sendo que a resolução era tão prática quanto a que ocorreu com Erin no 3×01. Tentaram vender essa de que o Sargento finalmente deslizara ao deixar os rastros de um “suposto” crime, graças às emoções do momento. Deu ruim, principalmente porque esse homem jamais mancharia seu spot em um ato estúpido. Só acreditou nisso quem quis, sinceramente, já que o fim aqui estava claro antes mesmo de ter começado. O que considero uma pena porque Hank não chegou perto de perder a estrelinha e nem ser afastado da Unidade (isso se ignorarmos o arco de Fire). Algo que viria a calhar uma vez que Antonio não anda tendo muita voz na série.

 

O estouro da premiere foi a realização de que Voight perdeu praticamente tudo no âmbito pessoal e perderá ainda mais uma vez que Lindsay morará com Halstead. Não sei bem como lidar porque se passaram muitos anos para eu dizer: “ele mereceu por tudo que fez”. Perder Justin e depois a companhia de Olive e do neto poderia me forçar a tal assertiva de que foi retorno do universo, mas não consigo. Não nego que faz um pouco de sentido uma vez que houve toda uma reconstrução do personagem para chegarmos aonde chegamos. O resultado positivo deste episódio só seria possível se o humanizassem, tarefa executada com sucesso em 3 temporadas.

 

Para impactar, só enaltecendo-o para melhor e depois desmantelá-lo. Uma ação que meio que responde ao que algumas pessoas sentiram durante a sua fase corrupta. Mas, no fim, o que vimos foi mais uma interpretação maravilhosa de Beghe e contra isso não há argumentos.

 

Erin Lindsay em: alerta vermelho

 

Chicago P.D. - Erin e Jay

 

Nunquinha que Stefs largaria o bonde da alfinetada. Nem por Sophia Bush. Senta aí e vem.

 

Ver Voight em sua honesta fragilidade é sempre de derrubar qualquer emocional, mas, pelo visto, não foi o bastante para Lindsay. Ela pagou de magoada o episódio todo e não gostei tanto assim por causa da inserção de Halstead. O fato dela oscilar mais pela proposta de morar com Jay em vez de se voltar para sua necessidade pessoal me deixou frustradíssima. Eu poderia ter levado tudo bem de boa, mas, sinceramente, irritou todas aquelas expressões e dar de ombros, como se a moça não tivesse vivido o finale da S2. Me poupe, se poupe, nos poupe dessa discussão do sujo querendo falar do mal lavado.

 

Assim, não tiro a razão dela em ficar enraivecida. Nem de usar essa ferida pra dar uma movimentada na própria vida. Está corretíssima, afinal, Voight a descartou ferozmente no finale da S3 e revelou que Erin não o conhece tanto assim. O que resta? Mágoa. Pra curar? Um distanciamento.

 

Porém, voltamos ao mesmo problema que ocorreu na premiere do 3º ano de Chicago P.D.: Halstead sendo estepe para todas as decisões de Lindsay. A detetive voltou para a UI a fim de salvá-lo e agora quer sair da sombra de Voight para morar com o mozão. Oi? Você acredita que certos vícios se foram, mas, ao redor dela, estão apenas iniciando um processo de repaginação de coisas vistas na temporada passada.

 

E, sério, começa a rolar uma raivinha aqui. Afinal, você toma uma decisão por você, independente de pressões externas. A última pessoa que anda tendo esse tipo de oportunidade particular em Chicago P.D. é essa personagem e não estão fazendo jus. É permitido abrir a aba desespero?

 

Juro que tentei engolir essa de que finalmente Erin tem alguém com quem contar, que ela quer mesmo tentar de verdade com Halstead. Acho lindo, acho ótimo, serião. Mas é assim que começam a afundar personagem feminina como tem acontecido com Dawson em Fire. Afinal, está todo mundo feliz com o OTP, então, só dar o OTP. Isso me dá febre de 40 graus.

 

Na mente dos roteiristas é mais fácil arremessá-las na companhia do boy e esquecê-las lá. Vide Burgess. Sem contar que Halstead merece mais que ficar preso ao que sente por Lindsay e pagar de fofo que chega me dá raiva de tanta lindeza. Até ele parou de desenvolver por causa desse relacionamento que fermentou e ninguém sabe como.

 

Da série de mistérios sobre Linstead: ninguém viu o amor crescer depois de tirado da embalagem. Foi comprado prontinho pra uso. Sad but true.

 

Ainda é cedo para mensurar o tamanho dessa minha preocupação + irritação, mas adianto que a culpa não é necessariamente das ações e das reações dela sobre dedurar Voight. O que me deixa na defensiva é essa pressa de empurrar Linstead para ter “o que segurar” em CPD. O shipper virou bait descarado. É uma redução sem precedentes de ambos os lados, principalmente de Erin que sempre quis sair da sombra de Hank, mas migrará para a sombra de outro cara. É a segunda vez que dão na mão dela a chance de se posicionar por si mesma, mas quem a posiciona é Jay. Seria romântico se não fosse trágico quando conversamos sobre desenvolvimento de personagem.

 

Daí, se colocarmos a situação em comparativo, Erin continua à mercê desses dois homens e não à mercê de suas opiniões. Ela segurou o bonde porque Voight salvou a vida dela no passado, lhe deu um teto, lhe deu o benefício da dúvida e lhe norteou para a carreira policial. Ao não conversar com Crowley, a detetive deixou a balança equilibrada e, pelo que dizem, não haverá mais motivo para que a moça se sinta presa às regras de Hank. Ótimo e seria ainda mais ótimo se a brecha fosse usada para a personagem finalmente moldar sua personalidade na UI. Fazer seu nome.

 

Inclusive, depois do caso Bunny, Lindsay precisava de um tempo sozinha. A cura milagrosa das Chicagos em ação.

 

Apoiei muito Erin sobre essa libertação, desde a força-tarefa – que revelou seu caráter de alívio para Linstead acontecer sem render grandes explicações. Afastar Voight desse jeito é mais para continuar a não dar explicações sobre o casal – porque claramente não souberam desmantelar a regra da casa. Jogo esperto de resolução porque não precisa de floreios, mas Lindsay poderia ter se imposto individualmente em ambos os casos e não ser direcionada sempre ao seu par romântico. Tá virando péssimo hábito, fatos reais. Não vejo mal algum em Jay ser um apoio, a detetive não tem muito disso na vida, mas ele não pode ser o quadro inteiro da sua storyline.

 

Esse é o ponto que sei que vai me irritar bastante porque está aí uma personagem que vem perdendo muito nesse arco romântico. Sem contar que não estou vendo esse desenvolvimento todo com Linstead e espero que a S4 trabalhe melhor essa relação. Por terem se tornado iscas, as chances de manterem as histórias pessoais de ambos no raso são altíssimas. Amo Jay e Erin, mas os amaria mais se não estivessem empacando a série.

 

Welcome, Tay (ou goodbye Tay?)!

 

Chicago P.D. - Tay e Burgess

 

De novo a missa se repete: Stefs quer amar e proteger esse núcleo porque parece que é o único que male, male funciona. Senti falta do azedume de Sean, porém, Tay conseguiu dar uma esmagada bem boa na lembrança do antigo parceiro de Burgess.

 

Considerando alguns (sérios e dolorosos) descuidos com personagens femininas nas Chicagos, como a própria Lindsay, imaginei que Burgess-Tay seriam arremessadas de cara em algo domiciliar, nada demais, bem fraquinho igual leite com Toddy. Meio mundo sabe que tenho tesão por Kim correndo desvairada e fui obrigada a beijar a tela porque essa mulher me dá vida. Gostei do bate perna de ambas e o grito da pantera que eu dei com a novata pendurada no carro renderia um viral. Obrigada a todos os envolvidos por tratarem esse subplot longe de qualquer angústia que rememorasse Sean e Ruzek – ao menos por enquanto.

 

E bafônica a história de assédio, mas seria ainda mais bafônica se as manas não tivessem me falado que Li sumiu do set de Chicago P.D.. Pode chorar?

 

Concluindo

 

Chicago P.D. - Voight

 

A premiere da 4ª temporada de Chicago P.D. foi um tanto quanto superior a da S3. Senti bastante neste episódio uma pegada mais S1/S2, que me lembrou dos acontecimentos que custaram Julie e Jin. Além disso, aquele gosto de boa polícia estava presente também. Grande parte disso se deve ao Voight, que reivindicou de novo o posto de melhor personagem. Mesmo no ódio, na bad, no heart eyes, ele não se descaracteriza.

 

O Sargento não arregou um só minuto, nem quebrou durante uma investigação que serviu para parti-lo um pouco mais. Por breves segundos, considerei deveras injusta a forma como Erin o tratou porque entramos na questão do benefício da dúvida. Mas já dizia aquele ditado né? Eles estão empatados agora e só resta torcer para não piorar.

 

A aposta na dramática deixou o episódio um pouco arrastado, mas não menos emocional e relevante. Salvação que também veio por meio dos diálogos que estavam mais intencionais que os casos propriamente ditos – e fraquíssimos. Nem reclamo nesse último quesito porque a trama precisava de um low motion por motivos de Voight. Além disso, houve umas tomadas incríveis que reforçaram não só a imensidão do conflito, mas a zona que agora separa Hank e Erin.

 

Outro ponto positivo foi a investida benéfica em outros personagens que só contavam com uma linha de diálogo, tipo o Atwater. Ruzek estava ótimo, mas melhor que isso só Antonio cuidando da casa e da criançada como bom chefe que costuma ser. Queria ter esperança sobre esses dois personagens em questão, mas me poupo aqui também porque não quero sofrer.

 

Não tinha muito que esperar do episódio por ser uma trama de conclusão. O 4×02 trará mais a carinha dessa temporada e já estou pronta para expor Lobo e Amigos na internet.

 

PS: Casey mozão <3.

Stefs
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