Menu:
01/set

Saber do fim oficial oficializado (porque nem oficializado estava) de Pretty Little Liars pode ser uma oportunidade de tratar os desdobramentos conseguintes com novos olhos. Afinal, depois do summer finale teremos a última partida das meninas contra A.D.. Quero muito acreditar que isso aconteça comigo porque tudo que senti neste episódio foi uma onda sem fim de irritação, por vezes aliviada com risinhos desacreditados que me forçaram a voltar ao pensamento citado. São nessas horas que você tem que pensar que é dessa série que estamos falando para não cobrar muita coisa.

 

E nem dá pra cobrar mais nada, convenhamos.

 

Não digo por vocês, mas mais por mim. Não tinha expectativa quanto ao summer finale e mesmo assim fui abatida pela mesma sensação do season finale da S6. Era um fato que a aventura de Hanna daria errado, não porque o roteiro precisasse disso. A personagem não sabia absolutamente nada do que fazia, algo normal uma vez que PLL não é uma série policial. Inclusive, nunca moldou as meninas a serem mais donas de si dessa forma (um eterno erro considerando que se passaram 5 anos). Porém, tendo em vista todo o talento esbanjado pela Benson nas últimas temporadas, foi desgastante vê-la em um subplot medíocre que fez pouco caso da sua atuação.

 

Não esperava muita coisa depois do baque na cabeça de Noel. Nem muito menos do instante em que a Liar retornou ao convívio das amigas. Porém, o conjunto da obra me pentelhou por ver uma boa atriz sendo usada à toa e render vários nada.

 

O mesmo sentimento se aplica à Mona, um descaso nítido que ajudou a aumentar minha irritação. Personagem perfeita que está inutilizável. Fiquei de cara em vê-la ressurgir como no 7×01 só para ser o movimento de uma tramoia e uma mão para Hanna (repetição descarada). Como se as Liars não soubessem se proteger ou pensar mais – Spencer ainda existe, né?.

 

Mona poderia ter contado com mais neste summer finale se os roteiristas tivessem dado prioridade ao mistério. Algo que pode ter sido intencional, uma vez que ela tende a ser parte do diagrama A.D.. Independente disso, a personagem não está sendo bem aproveitada e foi frustrante vê-la apenas de sentinela. É sempre um favor tê-la de volta, a moça muda toda a entonação do texto graças à sua autoconfiança e à sua liderança, mas podia crescer, né?

 

A única parte boa da presença de Mona foi ter mexido com os ânimos quentes praticamente ausentes da trama. A famosa falsa sensação de que houve movimento, mas fomos enganados.

 

A Emboscada

 

Pretty Little Liars - Resenha

 

Mesmo que tenha me incomodado com os serviços de Hanna e de Mona, nem foi isso que me deixou bastante, bastante, irritada. De novo, bati de frente com o motivo. O bendito motivo que me tira do eixo desde que CeCe foi revelada como A. Eu sabia dentro de mim que as causas de Noel e de Jenna seriam fracas e que muito provavelmente não harmonizariam com a narrativa de PLL. E foi exatamente isso que aconteceu. Cinco anos se passaram. Tempo suficiente para amadurecer todas as circunstâncias desse stalk, não? Enquanto uma apelou para a tal fixação (que destoou muita coisa da história da série), Marshall usou a cegueira de novo. Tipo?

 

E, outra, eu não aguento mais as piadas sobre a cegueira dessa personagem. Marco, você tem meu carinho, mas não dá close errado na próxima vez.

 

E, outra, não tem mais motivo essa fixação por Ali, na boa. Ter uma birra, ok, até eu tenho, mas cinco anos se passaram e acho que a pessoa poderia desconstruir isso, não?

 

Nem posso criticar Noel porque ele não deu motivo nenhum e ficou claro que não precisava. Era-lhe natural ser um psicopata e um maldito sádico. O personagem queria poder e controle, e aposto forte que seu trabalho na Dollhouse foi por gostar e não por raiva. O que esse cidadão poderia temer sobre quatro adolescentes (na época) quando claramente tudo que via era o próprio umbigo?

 

Não tinha nada tangível na mesa que tornasse a emboscada contra o quinteto interessante e convincente. Com todo respeito, chegou a ser cômico ver as meninas subindo e descendo as escadas; Marshall zanzando, só faltando a bicicleta do bonequinho de Jogos Mortais. O cenário estava perfeito, casando com os ânimos de Jenna e tudo mais, mas a cena me pareceu muito mal ensaiada. Pior que isso, só a cabeça de Noel rolando escada abaixo.

 

Essa era a morte chocante? Será que não se ligaram que era summer finale e não episódio especial de Dia das Bruxas? Sério, eu dei muita risada porque foi assim, me desculpem, tosco demais.

 

A cena inteira me deixou em um estado de indignação cômica. Dava para uma das Liars derrubar Jenna pelas costas em vez de três delas ficarem espremidas na parede. Como se tivessem sido emboscadas pela primeira vez e isso me deu nos nervos. A forma como Noel também “caiu” foi muito vergonha alheia. Marlene, deixa a gente te ajudar.

 

E podiam ter feito a emboscada pelo menos uns 20 minutos antes do episódio acabar, né? Eita vício de fazer tudo acontecer em 10, sendo que 5 tem que ser reservado para o cliffhanger.

 

Isso me faz entrar no quanto o episódio pareceu picotado. Sem ordem alguma. A começar pela sequência da história de Noel que ficou confusa. Assim, somos forçados a acreditar desde que PLL se entende por série que há duas pessoas trabalhando porque não tem como uma estar em vários lugares ao mesmo tempo. Nisso, entramos na edição do episódio passado: ele encontra Hanna, do nada “passa” na casa de Spencer por causa do pen drive (tudo bem que a sombra denunciou o capuz que aponta para A.D., mas seguimos) sendo que nem tinha retornado à cabana para saber que o bendito tinha sumido e nem teve chance de saber porque recebera uma paulada na cabeça. Daí, do nada o pen drive aparece na bota dele, Jenna sabe da existência e Mona acha com facilidade.

 

Eu tô bem achando que esse pen drive é fake. Existe só pra confundir.

 

Uma sequência confusa, destoante, que se repetiu quando Marin ligou para Mona e, do nada, a moça apareceu na cena seguinte. Sem darem timing para o suspense (tudo bem que chamar logo essa moça era óbvio, mas podiam enganar). Depois, a bagunça da emboscada que entra personagem, sai personagem, chega A.D. e… Uma coisa emendada na outra que mais atrapalhou que ajudou.


Romance e afins

 

Pretty Little Liars - Resenha

 

A enrolação com os romances amornou pouco a pouco um episódio que culminou de ser igual ao anterior e com uma conclusão próxima ao 6×20. A trama perdeu demais com os revivals amorosos que poderiam sim ser empurrados pra abril. Porém, foi a parte mais proveitosa do episódio e que fez sentido.

 

Marlene disse que três shippers se dariam bem no summer finale, mas o único que deu certo para mim foi Haleb. Quando Caleb metralha Hanna sobre as manias dela eu disse: me beija! Antes tarde do que nunca, reencontrei o amor que não sentia pela dupla desde o fervo Spaleb. Se eu fosse escolher um endgame seria o deles, sem sombra de dúvidas, muito embora Ezria permaneça na obviedade de acontecer. Mas… Ouvi boatos de que agora rolarão dois casamentos. Ou seja…

 

Só tenho um elogio na cena de amor Haleb: o jogo das cicatrizes. Ma-ra-vi-lho-so.

 

O que dizer sobre Ezria? Particularmente, acharia uma falta de respeito Aria correr atrás dele depois do evento televisivo estrelando os braços dele em torno de Nicole. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, quero acreditar que Ezra ame Aria como diz, mas esse romance está zoado demais.

 

Vim falando desde que a série retornou que o cara não se recuperou, não está nada bem dos neurônios, e a prova viva estava neste episódio. Volto a apostar em uma rendição/conclusão porque é inconcebível dar uma decepção dessas para Aria e seguir como se tudo fosse muito normal, tudo muito aceitável. Porque não é.

 

Apesar dos pesares, confesso que choquei com Nicole porque acreditei que a moça tinha batido as botas graças ao veredito do 7×09. Olhem, não aguento Aria sendo magoada não.

 

Tenho um amor imenso por Spoby, mas confesso que não gostei do pedido de Spencer. Foi como decretar que ela é a mulher mais carente do mundo e que precisa sempre reafirmar suas emoções amorosas com base na aceitação do outro. Spaleb foi praticamente isso ao ponto de derrubá-la de uma maneira que ainda não perdoei. Está certo que é uma nuance dessa Liar querer validação em vários aspectos porque viveu à sombra de Melissa. Mas dá pra melhorar, né?

 

Assim, não havia clima para esse shipper desde fins da temporada passada. Marlene abusou na cara de pau da vulnerabilidade de Spencer para agradar quem torce pelo shipper. Não reclamo porque sou uma dessas pessoas que sente falta dos dois juntos e que queria um agrado, mas não acompanho PLL para ver forçada de barra amorosa. Esses dois venceram na angústia. Que retorne a angústia.

 

O mesmo cabe a Emison e me afoguei no papel de trouxa. Repetiram a mesma vibe do primeiro beijo das duas e ganhou meu nope. O desencadeamento aqui estava indo tão bem, de verdade. Inclusive, amei a reação de Ali sobre Paige, um estalido que disse muito mais que o súbito desejo de DiLaurentis em beijar a amiga. Não havia emoção para este momento e repetiram o moto que afetou Spoby: usaram da vulnerabilidade feminina para render beijos.

 

O que não é ruim, mas depende muito do contexto. E o contexto aqui não estava favorável.

 

Antes que me ataquem, tenho um carinho muito grande pelos casais de PLL. Sempre os respeitei porque de alguma forma Marlene e Cia. davam um jeito de manter os caras no compasso das meninas. Agora, as meninas estão no compasso dos caras e estou achando isso muito errado. Afinal, antes a série conseguia equilibrar mistério e romance. O que aconteceu? Por que estão usando dessa vulnerabilidade para deixá-las “mais fracas”, desprotegidas e sufocadas pelos antigos pares, sendo que lá na adolescência elas eram muito mais destemidas, unidas e um tanto mais independentes?

 

Está certo que agora há o peso dos traumas e cada uma tem sua urgência pessoal, como Hanna que pisou feio na bola por teimosia. Por mais que seja incômodo esses pequenos retrocessos, não me sinto no direito de dizer muito porque o grupo não ultrapassou a linha da Dollhouse. Ou seja, não superaram. Um peso maior em comparação em só assistir à morte alheia.

 

Uma vez que sentiram na própria pele A, e agora A.D., tomar outras atitudes foram necessárias. Contudo, penso que está na hora de usar toda essa bagagem das trevas para endurecê-las de vez (e direito) e os homens voltarem lá pro background.

 

Concluindo

 

Pretty Little Liars - Resenha

 

O summer finale foi tudo menos natural. Parecia uma dança que precisava de mais ensaio e, às vezes, penso se não seria melhor ter dado os velhos 25 episódios para não correrem desse jeito. Não que eu queira, sempre achei um exagero, mas se é pra encerrar, que tenham a dignidade de encerrar com a menor transparência possível de preguiça. Este episódio foi preguiçoso demais.

 

Enfim, não direi muita coisa sobre o tombo de Spencer porque pedi o spoiler (sim, cheguei a esse ponto), mas dei um grito quando meu pensamento de que ela é filha de Mary se tornou real. Foi o melhor momento da summer finale para mim. Único instante que me senti completamente representada! Até que enfim, se é que podemos botar dessa forma, deram algo pertinente e atrelado ao mistério para uma das meninas. Sério, eu ainda estou aos berros!

 

Dando um tapa geral, a primeira parte da S7 começou muito bem, mas perdeu sua força nos últimos episódios. O que posso esperar da 2ª parte é que não enrolem na questão de A.D., presença que deu a entender que acompanha Mary – porque não é possível que ela não tenha visto Jenna ser levada.

 

A pulga que fica é: Spencer é filha dela (e pode ser mentira, vamos pensar assim) e não é a pessoa por detrás do capuz. Sendo assim, e considerando que é um negócio da família DiLaurentis, quem é esse suposto parente que provavelmente dará cabo em Jenna?

 

A.D. é o Wren porque a gente tá pedindo sim! #aquelas

 

Reclamações finais

 

Pretty Little Liars - Resenha

Bye Felicia

 

Então que as Liars sabem demais. Então posso dizer que Jenna e Noel trabalhavam para Mary? Que Mary estava na casa sem Jenna e Noel saberem? Quem afanou o pen drive? Sério, se A.D. não queria que as meninas soubessem do 2º baby, como é que Sra. Drake me revela isso com tanta normalidade? E Jenna e Noel queriam A.D. antes que as Liars? Aff Maria!

 

Não aceito Ali grávida. Será que ela já não sofreu o bastante? Tinham mesmo que fazê-la passar por mais essa tendo em vista que a criança é do seu torturador?

 

E o que Toby tinha que sofrer um acidente? Tentando entender, sem sucesso.

 

E não quero acreditar que o acordo de Mona com Jenna influenciou em todo o resto.

 

Todas as participações de avulsos poderiam ser iguais a de Sydney: nem vi e nem verei.

 

Alguém cancela a Paige logo? Outra que não supera Ali, qual é o problema desse povo?

 

Tá, agora acabei mesmo. E obrigada pelas visitas! <3

 

Pretty Little Liars retorna só em abril para seus últimos episódios.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3