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20/out

Alguém segura meus brincos porque a mão treme depois deste episódio de Chicago Fire. Nhaca para todo lado, do jeito que gosto muito, e a única coisa que pensei foi: manda mais que tá pouco. No geralzão, a semana foi ótima em vários sentidos, como se de repente lembrassem que tipo de storylines fazia Fire/Fire. Apesar das situações da bad, o foco continuou nas resoluções, responsáveis pela tensão e pelo drama. Praticamente, foi uma continuação do anterior em que tivemos Grant e Jimmy como pontas soltas e indefinidas – e as fontes do wake-up call.

 

Contudo: reluto em acreditar que a S5 engrenará em nome dos velhos tempos. Fingiremos que a intenção é perfeita considerando que logo mais teremos um marco importante.

 

Começarei a falar da nhaca de número 1, estrelando Grant, cidadão que me fez oscilar entre o amor e a raiva por Stella. Os primeiros minutos representaram aquela chuva ácida, regada de indignação, porque o rapaz saiu na maca como vítima e Severide respondeu por alguns instantes como o culpado. Ainda bem que esse viés não foi prolongado porque seria revoltante. Apesar disso ter rendido um ínfimo desconforto, o posicionamento de Kidd venceu graças a sua falsa passividade. Assim, a personagem estava com claro medo e deu a entender que retrocederia, o que fez da sua decisão conclusiva, acima de tudo, pertinente.

 

Até a reviravolta, fomos enganados pela moça que deu o over party em Grant. Se eu já tinha alguma dúvida sobre amar essa mulher, essa não existe mais (e nunca existiu). Fortíssima, determinada, vulnerável, tudo ao mesmo tempo e quero protegê-la. A cena diante do ex foi de rachar a mente porque, quando o cidadão murmurou Stella-Bella, acreditei que a montanha-russa entraria em pane de novo. Fiquei muito, mas muito receosa, com a possibilidade da personagem retornar aos antigos hábitos. Principalmente pelo que comentei na resenha passada sobre as possibilidades de abuso emocional – e o episódio deixou isso claríssimo.

 

Resenha Chicago Fire - Grant

 

Está certo que me perguntei qual era a liga entre Grant e Stella. Queria detalhes da obsessão dele além da doença e da necessidade dela em ser a mãe dele praticamente. Mesmo sem uma resposta escancarada, a conclusão dessa história foi forte porque rendeu libertação. E toda mulher quer se libertar de um cara desses. Além disso, encontrar um ponto de segurança e ter controle da situação. A personagem pode ter isolado a ajuda, o que achei um risco no decorrer da trama, mas, no fim, a queen sabia o que fazia. E amém que até certo ponto tudo deu certo.

 

O impacto da história de Stella rebateu em Severide. Não sei se estou feliz com o retorno dele aos velhos hábitos na companhia de Travis-Rei-Top-De-Chicago-Só-Topzeira. Assim, quando o bombeiro não está envolvido com uma mulher diferente por semana, o enfiam em bebidas e baladas para ser imprudente no trabalho. Não dá mais. Kelly já passou por muito desde a morte de Shay, período que, inclusive, ele estava ótimo antes de Vegas. Continuar a reduzi-lo porque não suporta uma negativa ou um aspecto da vida porque é “difícil” amadurecer passou do ponto. Antes era legal porque dava um contraste no certinho Casey, mas agora dá preguiça.

 

Contudo, não posso deixar de elogiar a sutil mudança no posicionamento dele na trama. Severide fez o correto ao colocar um pouco de luz na mente de Stella. Não tirei uma palavra sequer porque me senti uma completa otária com Grant não ser preso. Alguém tinha que intervir e fiquei feliz não só pelo papel dele como de Dawson também. Felizmente, nada dessas “intromissões” foram em vão porque Kidd deu um jeito de encontrar o fim da linha.

 

O fim da linha mesmo e espero que não a esqueçam no caminhão. Inclusive, Severide que nem quero pensar sobre o futuro de trama.

 

Casey em nhaca de número 2

 

Resenha Chicago Fire - Casey

 

Confissão de última hora: este episódio de Chicago Fire me fez rir horrores. Antes que me prendam, não foi riso negativo, muito pelo contrário. É bom ver alguns personagens sair do mais do mesmo, e quem anda saindo é Dawsey. Apesar dos meus resmungos quanto a esse plot, está bem melhor que uma aposta em traição, por exemplo. Até quando? Só a Deusa sabe!

 

O episódio me deixou com a sensação de que comi palhacitos e o novo drama Dawsey reforçou isso. Porque, como disse, rolou muita coisa boa – que se pode traduzir para ruim no quesito trama. Entre a tensão de Stella, Casey regou o drama, contribuindo para um climinha parecido com o 5×01. Não é algo que ainda se pode chamar de formidável, mas notar que algumas coisas da S4 não foram largadas e resolvidas em menos de 10 minutos me fez rir à toa de alegria.

 

Se a finalização de Grant me deixou satisfeita, mais pela decisão de Kidd, o que bateu no tambor do OTP me tirou risos e aplausos. Baixou a maldita em mim, desculpem, mas é carência de tragédia pra xingar no Twitter!

 

Na S4, vimos esse homem relutar e relutar e relutar para manter sua postura de político unicórnio. Aquele que jura com 3Js que não será derrubado pela corrupção, seja de grana ou de caráter. Em sua campanha, Casey deixou claro que não mudaria nada de si para exercer o cargo, mas o universo tem suas maneiras de testar o ser humano e cá estamos. Se gritei? Gritei! Simplesmente porque aqui temos uma bela lição: não dá para controlar o inevitável.

 

Casey tem que passar por isso tanto por trama quanto por concisão com a realidade. Muito difícil alguém entrar na política e ficar de boa em uma maré de tubarões. Susan pode ter vazado (temporariamente porque a moça retornará para pane geral), mas tem a corja de Chicago. Amo. Mas só em Fire, hein?

 

O triste é que a sequência dessa storyline de Casey mexe com a adoção, mas penso que isso tem muito a ensinar a ele. Principalmente por causa do posicionamento de Gabby que foi excepcional. Pensei que ela abriria o berreiro e foi totalmente o contrário. Senta, Matt, senta.

 

Mesmo que tenha tido o peso de Grant, confesso que o OTP foi minha parte favorita do episódio. Vi o casal bem para depois migrar para o início da ladeira por meio de uma história contínua e nova. Mesmo que Casey ceda agora, duvido que ele aguentará ser palhaço por mais tempo. Já vi esse cara dar mancada e ele consegue ser pior que o próprio Severide. A diferença é que Dawson não dará mole porque lutou por Louie praticamente sozinha. Amei essa imposição porque testará ainda mais Matt. Quero muito porque exausta de tanto desamparo na storyline desses dois. Quero caos em fogo não em lágrimas.

 

E já que estou nela, como é bom finalmente revê-la na trama, não é mesmo? E, digo mais, como é bom voltar a pensar em Dawson como paramédica. Por isso que defenderei a ambulância até fins de Chicago Fire. A personagem nunca deveria ter saído, mas, às vezes, principalmente neste episódio, penso que seria desgastante se a mesma não tivesse mudado um pouco. Bateu essa verdade. Em contrapartida, Gabby ficou tanto tempo longe dali, tanto tempo na sombra do caminhão, que me pareceu tudo novo.

 

Amei, inclusive, ela sendo bossy com Brett no chamado delas. Algo que me fez lembrar de Shay que tinha sempre a inclinação de deixar a vulnerabilidade entrar aonde não era bem-vinda. Voto não para Gabriela Dawson voltar ao caminhão.

 

Os demais

 

Resenha Chicago Fire - Jimmy e Boden

 

Um dos pontos maravilhosos deste episódio é que houve o truque das emoções. Uma fórmula muito presente lá no início de Chicago Fire, em que a trilha ou o silêncio valiam mais que a previsibilidade de que tal secundário morreria (por ser secundário). Stella fez parte desse combo diante da hipótese de ser maleável com o ex-namorado abusivo e o mesmo se aplicou ao Jimmy. Aonde enfia a cara depois de ter falado mal dele desde que saltou no 51º?

 

Ok que pela promo deu para supor que o cortado seria Borelli (a sobra da S4). Porém, o segredo veio no investimento e no elevar da raiva de Jimmy a um nível insuportável para cima de Boden, que rebateu no Batalhão. O começo do seu fim em Fire deixou aquela sensação de culpa entre quem tretou com ele (e em quem escreveu falando mal dele, eu mesma). E isso não é ruim! É sinal de que as coisas deram certo! Depois daquele panelaço de se o little Gilbert estiver no caminhão ninguém trabalharia, aonde enfiar o shame?

 

Sério, me senti bem mal por todas as vezes que ralhei Jimmy ao ver o que chamo de conclusão da sua história. Mostrar a queimadura foi um tapa na face seguido da informação de perda do olho esquerdo. O conjunto da cena foi terrível de angustiante, com Brett tendo que se segurar e Dawson e sua frieza no trabalho controlando as marimbas. Foi um puta momento, me desculpem o palavrão, que moveu o repúdio em cima de um garoto mimado para o remorso de um garoto que agiu e reagiu conforme um luto mal digerido. A grande nhaca da semana.

 

E a pergunta que fica é: como Boden seguirá?

 

Concluindo

 

Assim como o episódio anterior de Chicago Fire, este alimentou meu vício por reviravoltas e cliffhanger. Queria acreditar que serei abençoada com isso em tempo integral. Além disso, amando a separação dos chamados porque dá mais tempo de tela à tríade – sendo que nem ligo porque só quero Dawson aqui na minha cara.

 

Agora me dá mais Gabby porque não sou obrigada!

 

PS: E Brett iludida com a Rowling de Chicago? Eu mesma. O quanto eu tô amando esse subplot = vocês não têm ideia.

Stefs
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