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27/out

Posso dizer que este episódio foi meio que diferente? Estou na corda bamba porque Chicago Fire mostrou que funciona sem tantos resgates. Esses que esta semana passaram em um piscar de olhos. Em contrapartida, senti falta deles (mesmo fracos). Só sei que, em um balanço geral, o espaçamento menor dos chamados deu mais tempo de tela para alguns personagens e isso foi ótimo. Artifício que proporcionou a chance de um desenvolvimento pontual em comparação ao que normalmente acontece. Algo que reforça o que venho comentando bastante sobre essa série e as irmãs pularem etapas, mas, de alguma forma, consegui ver que é possível mudar um pouco a carinha aqui ao diminuir as tomadas na rua. Seria um processo reverso, mas, pelo menos, penso que a investida daria mais dessa turma que está sim há muito tempo estagnada.

 

Foi possível notar o quanto a diminuição de chamados pode ser interessante no drama. Um ponto que ficava cada vez mais a desejar em Chicago Fire. Esta semana, essa pegada permaneceu firme e forte ao redor de Dawsey e tem se desenvolvido em um ritmo apropriado. Sem pisar em ovos. Sem cara de maratona. O casal abriu o episódio como os anteriores desta season, em um clima gostoso que desvaneceu assim que o problema da adoção veio à tona. Imaginem meu pânico e nem foi por culpa do OTP, mas da realidade de que quem sempre se dá mal nesse assunto é a criança. Louie presenciando ambiente de estresse me deixou com o coração na mão. Não toquem nesse menino ou vai ter panelaço feat. apitaço feat. buzinaço, o que for!

 

O episódio foi Team Dawsey do começo ao fim. Morri e voltei incontáveis vezes. Vê-los fora da zona de treta e de dramas aleatórios têm me deixado confiante. O que não pode porque Chicago Fire tem o seu talento para me fazer de otária. O conflito da vez é doméstico, o que tem rendido cenas intensas devido à exigência do emocional de ambos em cena. Monica e Jesse precisavam disso, são ótimos atores e estavam jogados na nave. Além disso, prefiro dramas domésticos porque se explora mais o background em comparação ao caos do trabalho que é resolvido com salto temporal. Por esse motivo que amei o que rolou esta semana (também) porque esticaram o impasse de forma que os talentos fossem aproveitados e valorizados.

 

Ao saberem dividir tempo em cena, deu para ver melhor o quanto Gabby e Matt mudaram dentro do relacionamento. Um não fala mais alto que o outro, o que particularmente me irritava. O que tem ganhado é a cumplicidade, o que os dois atropelavam por motivos de ego.

 

Esse é o combo de personagens que, do nada, os roteiristas resolveram tratar mal ao contrário do que tem acontecido desde que a S5 começou. Entre a S3 e a S4, empurraram o casal para chegar mais rápido a um fim de maratona e só decepção. Algumas coisas que deram a eles falharam, daí engataram outras em cima e, no fim, Dawsey não lidou com nada. Atropelaram demais esses dois, sendo que a angústia aqui costumava ser uma prioridade. Lembro-me como se fosse ontem da tortura que era acompanhar Casey e Gabby no chove e não molha. Porém, nada se compara a frustração das storylines rasas depois do pedido de casamento. Via-me com a sensação de que pegavam os capítulos da história do OTP e investiam apenas nos primeiros parágrafos. Por essas e outras que tenho medo de que essa liga inicial se perca.

 

Resenha Chicago Fire - Dawsey

 

Quero acreditar que retomaram a mão com Dawsey. Quero também acreditar que continuarão com essa pegada de agora, mais firme e um tanto quanto mais segura. Digo firme e segura porque a storyline política vs. adoção está se desenvolvendo bem. Além disso, é bom saber que, ao contrário da S4 que deu essa reviravolta muito fácil, sem nenhum empecilho, é possível quebrar o casal de outro jeito. No caso, pôr a prova o quanto estão dedicados nessa brincadeira de casinha. Principalmente Casey que é o ponto alarmante.

 

Da mesma forma que Casey age sob aquilo que acredita, do nada ele muda de opinião e mela o processo. Daí lá vai eu estalar os dedos para falar mal dessa criança e exausta. Por enquanto, só elogios. O moço estava maravilhoso em vários aspectos deste episódio e destaco o posicionamento diante de Susan. Outstanding. O diálogo que o fez se referir a si mesmo como uma pessoa dá hora, mas com limites, me fez aplaudir à la Meryl Streep. O personagem quando explode é pior que Severide, fatos, e só dessa vez posso dizer que amei. O argumento não veio de um ponto de injustiça ou de ego machucado. A cara dele no over party da falsiane foi sensacional, pena que senti no meu fraco coração que Matt terminou de abrir as portas do inferno. Segura!

 

E sei que precisaremos segurar muito porque, como foi dito, as circunstâncias se resolveram fáceis demais. Quando Susan me aparece pimposa, dando boas notícias, poupando qualquer comentário sobre o que conversara com Dearing, o alarme falsa apitou rapidinho. Fiquei aliviada em ver que o mesmo alarme apitou na mente Dawsey porque Louie podia cegar os dois. Seria normal porque pais. Tremi quando vi que ambos estavam dispostos a deixar a sacana passar e Casey merece um amém ao ser esperto. E acho graça porque o bombeiro não quer se corromper, mas acabou corrompido ao agir como político. Usou seu poder em cima do 4º poder aka mídia, gargalhadas.

 

Com a afronta para cima de Susan, só penso em grandes nhacas daqui por diante. Ela é a pessoa que gosta de estar entre os políticos e fazer acontecer. Sinônimo de frustração quando perde um processo, principalmente Casey que é uma pessoa interessante. Tendo Dearing como cliente, não penso em muita luz para Matt. Principalmente porque ele foi grosseiro e amedrontador pacas. Considerando que o bombeiro é um ponto frágil que essa mulher conhece, por ter convivido por tempo suficiente para saber que há um coração bom ali, só me resta pegar o lenço e sofrer.

 

No fim, estão de parabéns por não terem feito Dawsey uma dupla de ingênuos e cegos por Louie. Ambos foram estratégicos e amei. Gabby surpreendeu na semana passada ao se posicionar contra qualquer coisa que infligisse a adoção e ela permaneceu no mesmo posto em meio a sua vulnerabilidade. A guarda altíssima. Achei que a personagem fosse perder as estribeiras com a presença de Susan, mas quando a gente conversa sobre maturidade o rolê é outro. Casey cumpriu sua promessa de que o mundo deles não ruiria e não ruiu. Até agora.

 

Os demais

 

Resenha Chicago Fire - Severide

 

Severide pode não ter bebido ou usado drogas, mas está enfiado no mesmo tipo de história e eu não aguento mais! Quando ele me acorda com ressaca, revirei os olhos pelo menos umas 10 vezes. O personagem não está mais para isso, basta comparar a compostura dele agora com a de 2 anos atrás. É um tempo curto, mas Kelly em parte da S3 e da S4 estava outra pessoa e eu quero essa pessoa de volta. Ele não é “moleque”, calejou bastante, mas insistem em fantasiá-lo de “moleque”. Quis morrer quando a moça surgiu desfalecida e quis morrer de novo quando o bombeiro descobre que a mesma foi deixada na sarjeta para receber atendimento. Caramba!

 

Não vejo objetivo nessa união Severide e Travis porque ouvi o mesmo discurso que rola toda vez quando o bombeiro tem uma nova conexão: somos parecidos, temos os mesmos objetivos e não temos raízes. Tipo: você é um flopado e lidará com pessoas flop. Assim não tem como um personagem evoluir (mesmo tendo evoluído bastante perto da S1). Kelly dá seu melhor em casos como os de Kidd e não sendo assessoria de web celebridade. Já dizia aquele ditado fenomenal: me poupe, se poupe e nos poupe. Hora de empurrá-lo para algo melhor.

 

O subplot é batidaço, mas, pelo menos, Severide não foi infantil. Esse era o meu grande medo, fatos reais. O bichinho estava sensacional. Mas, por favor, não embarca nessa do Travis. Cilada!

 

Kidd teve um ótimo espaço esta semana também, provando que a rotatividade dos personagens está A+ nesse início de temporada. Acreditei que depois de Grant a mesma seria enfiada nos fundos do caminhão e estou com uma ruga a menos. Gostei da proposta, meio que surtiu um alívio na sua storyline. Ela merecia mostrar algo diferente, mais de si além de um relacionamento abusivo. Foi tocante e genuíno.

 

Pena que não posso cobrar o mesmo de Otis e de Herrmann. Quanto mais eu protesto aqui, mais fico cansada. Não tenho mais idade. Mesma coisa com o Molly’s, mesma obsessão em ser pop, mas o coração derreteu com o lado nerd do mozão de bigode porque saudade ele morando com Shay e Severide (ou quase porque o garoto tocou o terror). Amo meus supérfluos, eles me fazem feliz, mas ficaria tão mais contente com um desenvolvimento.

 

Brettonio me moveu com eficácia dessa vez. Estava mais suave em comparação ao empurrão inicial que me deixou com um pé atrás. Independente de estar imersa em histórias fracas, Brett continua uma caixinha de surpresas. Isso desde que chegou. Bastam dar oportunidade que a tire da sombra e tudo fica bem. Amei a assertiva para cima de Antonio e ri horrores dela projetando o detetive para a história. Eu mesma com os crush.

 

E vale dizer a bênção que é Gabby na ambulância sendo iluminada e iluminando mana Brett. Quem era Chili mesmo?

 

Concluindo

 

Todas as partes deste episódio foram muito queridas e até agora não sei se sinto falta dos resgates ou não. Eles foram muito breves e só da ambulância foi tocante – e trouxe o melhor da Monica em nome dos velhos tempos porque foi a gente que pediu sim! Sério, estou desconfiada de minha pessoa falando bem por 3 semanas de Chicago Fire. Não que eu queira falar mal (#mentira), mas está irreal. Essa pessoa do roteiro tem que ser exposta na internet para ser motivada a continuar.

 

Fiquei esperando o último chamado bombástico, mas só o fato de um deles ter norteado a história da semana fico feliz. As Chicagos têm perdido muito em deixar de contar histórias que importam e quero acreditar que esse detalhe seja retomado.

 

PS: meu desinteresse por Justice é tão grande que nem tchum pra personagem dessa mana falsa entre nós em Fire. Já deixo até avisado que comigo não morreu Chicago Justice e não me esforçarei a fazer nenhum comentário a não ser que seja muito necessário. Mexeu com Burgess, mexeu comigo!

Stefs
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