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13/out

Posso depositar aqui meu inconformismo anual quanto ao fato de Chicago Fire ser chutada para retornar perto do Natal? Sim, sou exagerada, tenho esse direito porque é algo que me incomoda bastante. Primeiro: é a irmã mais velha. Segundo: não faz sentido deixá-la para depois sendo que aqui há (havia) a tendência de puxar todo o resto. Mas não estou aqui para fazer desta resenha um choro livre porque minha saudade do Batalhão estava enorme. Estou contente porque a premiere foi família e conseguiu dosar suspense e drama muito bem. Amo.

 

Não tivemos nada consideravelmente novo, só aberturas para possíveis catástrofes com base no season finale da season 4. E a mão treme. Em um clima que oscilou entre denso e cômico, Dawson foi a personagem destaque graças à reviravolta em sua vida. Se tinha suspirado pelas fotos Dawsey cuidando de Louie, vê-los juntos enalteceu uma emoção completamente diferente e que, ao mesmo tempo, me deixa receosa. O casal começa bem para descer a ladeira, e não sei se serei capaz de suportar tendo em vista que agora há uma criança no meio.

 

Por enquanto, o que se pode tirar de positivo é que a presença desse gracinha posicionou argumentos válidos. No caso, não ter como manter a mesma linha de pensamento sobre uma rotina perigosa. Além disso, um breve refletir sobre certas perspectivas pessoais, como o posicionamento de Casey nesse brincar de casinha. Somado a isso, há a verdade que acompanhamos dois adultos que pularam várias etapas para chegar aonde chegaram – que é um ponto negativo.

 

Quando digo pular etapas, me refiro, não exclusivamente, ao processo da gravidez. Por mais que Gabby tenha um coração enorme para muitas coisas, ela não “cultivou” o sentimento materno. Sim, a personagem chegou perto, mas imagino que nada se compara a ter a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento do bebê mês a mês. Bolar o enxoval. Fazer exames. Tudo virou de ponta cabeça e pisaram bastante no acelerador quando Louie surgiu na temporada passada. O prejuízo? Suas emoções após uma tragédia homérica não foram trabalhadas e continuam a não ser trabalhadas. Ninguém se cura de um acontecimento desse de uma hora para outra.

 

Ok que para bom entendedor, a adoção basta, porque consigo ver nesse plot o remendar de Dawson. Porém, Lobo e amigos amam queimar etapas da turma das Chicagos. Vide as curas milagrosas de Mills e de Casey nas temporadas passadas de Fire.

 

Por essas e outras que ainda rola uma irritação da minha parte com esse plot porque por mais que você tenha essa empatia e sinta vontade de adotar, o processo não é tão fácil quanto Chicago Fire mostrou. Está fofo? Está muito. Contudo, o leque mãe e pai entre Dawsey é baixíssimo e calaram um desenvolvimento por amor. Ok, tudo bem, mas independente de salto temporal, a vida não se molda tão rápido assim.

 

Talvez, Casey seja o mais experiente com kids, mas confesso que fiquei com o pé atrás por ele estar de boa considerando o show na S4. Taí uma pessoa que não perde um show porque é orgulhoso pra caramba. A sorte aqui é que Louie é uma criança crescidinha, o que anula o aspecto da loucura de ter um recém-nascido. Mas só acho que a figura materna e paterna Dawsey precisa ser desenvolvida também – e quero acreditar nos spoilers, nas promos e afins, mas estou virando cética.

 

Quero acreditar que Dawson sentirá coisas diferentes devido à presença de Louie (e o mesmo para Casey). Quero ver esse processo. Principalmente porque está aí uma personagem presa no mais do mesmo e em mesmos sentimentos que podem ser deixados para trás porque agora temos uma Gabby mãe. Ela não é mais a paramédica solteira ou a bombeira meio casada. Ela tem uma criança em casa e espero que explorem essas emoções do jeito que a moça merece. Não sou palhaça.

 

Resenha Chicago Fire - Dawsey

 

Para não dizer que foi pouco, a premiere ainda contou com a famosa rotatividade de personagens, como manda a regra da casa. Os dois chamados engataram a nova transição de Dawson e haja nostalgia. Foi um movimento sutil do roteiro que chegou perto de passar despercebido. Estranhamente, foi uma troca natural do caminhão para a ambulância, lugar que ela nunca deveria ter saído, mas mudemos o disco.

 

Simplesmente porque agora é a hora de soltar vários gifs e de celebrar esse momento de Dawson. Li o spoiler sobre o retorno à ambulância, mas, como Chicago Fire me passa pra trás todo ano com essa transição, fiquei no acredito vendo. E meu coração explodiu like a boss! É possível que seja temporário, não sei, mas ficaria contente se a personagem permanecesse porque o número 61 tem um jeito único de desenvolver sua storyline.

 

Sem contar que seu afastamento desse lugar matou a memória de Shay e é inadmissível. O rememorar do letreiro feito em homenagem à ex-paramédica me deixou no chão, como sempre. Porém, o golpe foi mais forte dessa vez porque a premiere pagou certinho com abraço quentinho, toda familiazinha. Vamos combinar que Fire não anda com tanto fogo para quebrar tanto gelo e estou meio convencida de que só esse arco até o nº 9 será bom.

 

Mesmo com tanta coisa boa em alguns aspectos na rotina Dawsey, é inegável que o casal é “imaturo” no âmbito familiar. Por estar tão fácil e tão bonito, temo o futuro porque Lobo e amigos amam zoeira. Em contrapartida, é fato que o familiar cai bem aos dois, ambos estavam leves nesta premiere, com brilho, considerando o que enfrentaram em fins da S4. A preocupação de Dawson foi válida, Herrmann um mozão sem fim, e só quero proteger.

 

Não tem muito que dizer sobre Casey, mas agradeço pela segurada de bola. Dou os parabéns também pela maturidade ao lidar com Susan. Pensei que ele seria infantil, mas conseguiu sair do entrave sem grandes escândalos. Além disso, o bombeiro me pareceu mais disposto a tentar, o que é ótimo uma vez que o personagem só saberá o que quer vivendo nesse mundinho doméstico.

 

E Severide, gente? O que a gente faz com tio Severide?

 

Os demais

 

Resenha Chicago Fire - Grant

 

Além do drama, o episódio prendeu bastante por causa de Grant. Sou meio suspeita pra falar de suspense, por mais frouxo que seja, porque fico ligada e nesse caso não foi diferente. A situação preencheu o vácuo da falta de desenvolvimento de trama com um receio que me fez temer o pior. A cena de abertura foi assim de doer na alma porque, considerando as resoluções rápidas de Fire, cogitei que em menos de 10 minutos teríamos um parecer dessa gigantesca ponta solta. Não é que os roteiristas resolveram ser milagrosamente espertinhos? Devia acontecer isso todo dia.

 

Fato é que esperava tombos de Stella ou de Kelly, não de Grant. E agora?

 

A situação em si me fez refletir sobre a tese de que Stella passou por um baita relacionamento abusivo (que estava escrachado), mas no âmbito emocional. Desde o início, ela passa a mão na cabeça do ex, voltava para ele e o defendia sem hesitar. Não é normal, principalmente neste episódio em que rolou o benefício da dúvida que me fez dar a mão na testa. Não diria que é gaslighting, talvez seja, mas a resolução meio que mudou esse aspecto. Talvez, ela só queria salvá-lo, o que também não deixa de gerar desgaste emocional e dependência. Grant só precisava usar fraldas, true. Sem contar que agiu como um completo abusador, colocando a mulher para baixo porque foi rejeitado ao ponto de querer matá-la. Morre diabo!

 

Severide estava tão gracinha na premiere e deveras leve também. Vê-lo responder por defesa no futuro me deixa em pane. Se eu virar a situação do avesso, isso é bom porque exausta de dez mulheres por episódio para fazê-lo ter crush temporário. Agora com Miranda regular, quero piamente acreditar que esse homem terá um relacionamento decente. Está mais do que na hora.

 

A pergunta que vale a careca do careca Haas: por quê Jimmy ainda está em Fire? Os chiliques dele me fizeram rir porque Steven é ruim demais! Desculpem a sinceridade, mas não dá para levar o personagem a sério. Até Chili conseguiu se sair melhor. Borelli sendo criança mimada e que conseguiu o que queria me deixou exausta. Mas, é aquele ditado, poderia reclamar mais, mas esse pentelho facilitou para Gabby retornar e permanecer na ambulância. Então, obrigada, mas continuo a me agarrar de que esse subplot é descartável e Boden é awesome demais pra isso.

 

E exausta de Boden ser acusado de tudo. Renovem o plot.

 

Brett deveras sassy neste episódio, hein? Eu sabia que amaria essa história de fanfiction porque Mouch seria eu mesma escrevendo fanfic no ambiente de trabalho. Ri horrores, especialmente de Otis, Herrmann e Cruz considerando Connie e ela 100% nem aí. Amo minha zona de supérfluos de Chicago Fire e vou protegê-los até o fim dos tempos.

 

Agora, sabia que começariam a investir em Brett e Antonio, mas posso dizer que esperava algo mais… Sutil? Não sei, Dawson me pareceu desesperado, mas acredito que vem da realidade de que nunca vi esse gatão flertando. Posso me dar no direito de culpar a transição para Justice? Só assim para justificar a correria e ficou meio forçadinho a princípio.

 

Concluindo

 

Estou meio passada com essa premiere de Chicago Fire porque, em linhas gerais, não teve nada de relevante, mas foi muito boa. E teve cliffhanger, o grito da pantera! O plot twist ficou por conta de Grant. Ok. Teve a inserção de Travis. Ok. Gabby transitou e Casey quer focar no papel de bombeiro. Ok. Só vácuo, e tenho apenas a creditar a troca de emoções constantes porque foram elas que prenderam.

 

Agora, vamos abrir a porta do inferno porque tragédias are coming.

Stefs
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