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19/out

Primeiramente: perdoem a demora! Tive uns dias embaçados. :(  Esta semana fica tudo certinho com a graça de Merlin!

 

Fiquei me perguntando quais os motivos de ter gostado deste episódio de Chicago Med. Sei o que gostei, mas tomou certo tempo para eu compreender o motivo. Por ainda ver essa série como nova, é um pouco difícil entrar em um acordo mental porque ela tem mudado um pouco a cada semana. Ao contrário da S1 que teve uma pegada de igual para igual, a S2, por enquanto, quer conquistar mais território. O que é muito bom porque sai da monotonia.

 

Mas eu Stefs sou muito apegada a histórias e grande parte dos episódios dessa série que gostei engatou meu emocional e me fez arquivá-los na pastinha mental Chicago Med. E esta semana foi regada de histórias e amei muito. O que tornou tudo interessante foi um atendimento interligado ao outro, tática que trouxe um pouco de expectativa sobre a origem da bactéria intrusa que só faltou levar três pacientes para o saco. Não foi um show de perfeição uma vez que certos escorregões persistem, mas o peso familiar em contraste com a preocupação médica fez esta semana mais especial que tantas outras.

 

Além disso, pacientes como Eddie e a mulher aos cuidados de Maggie têm dado oportunidade para revelar mais o espaço do hospital. Detalhe que considero de suma importância. Além deles, mal acreditei que depois de tanto tempo investiram em uma reunião com Goodwin antes dos médicos meterem o pé na jaca. Sério, fiquei passada mesmo, principalmente porque tinha Rhodes envolvido – e parece que alguém aqui resolveu abaixar um pouco a bola. What a day!

 

Quem ficou com a responsabilidade de perder a cabeça foi Choi e é meio bizarro como tratam esse personagem diferente de Rhodes e de Halstead. Enquanto esses citados agem mais por impulso, por causa do quote pronto “estou aqui para salvar humanos”, o médico em destaque teve um ponderar relevante no meio do caos sobre atuar em um hospital vs. em zona de combate. Ele destacou o quão difícil é ter que depender de uma pessoa para poder trabalhar, sendo que no exército não há perguntas, só ação. Esperar uma resposta para salvar vidas deve ser mesmo chato, mas esse homem segurou o tanto que pôde e juro que esperei uma treta gigantesca porque a única pessoa que ouviu o “save me” foi ele e a gente.

 

(e o save me me lembrou Marina Joyce, desculpem).

 

Resenha Chicago Med - grupo

 

Enquanto Choi dá bagagem, Connor e Will estão empacados. Isso é problemático uma vez que ambos precisam evoluir. Rhodes ficou de molho esta semana por já ter causado na outra, mas nada me impede de perguntar quando ele e seu amiguinho terão atendimentos mais pertinentes e que arrematem suas respectivas storylines. Estamos no 4º episódio e Rhodes tem tido muito destaque para vários nada. Cadê as suas experiências anteriores? Contudo ele está melhor que Halstead, o novo estepe de romance. Por ser estepe de romance, Manning vai junto e ambos ficam a ver navios. Só o falecido marido existe de história pra ela? Really?

 

Confesso que esperava muito do atendimento de Natalie considerando o título do episódio. Não sei se foi a intenção, mas faz referência ao nome oposto do filme My Sister’s Keeper. A menininha rendeu gatilho para o resto e a falta do diagnóstico errado me deixou frustrada. Posso começar a me preocupar com o desenvolvimento de Manning? Cada vez mais fraco.

 

Mesmo que tenha ficado tocada com Eddie e com menina Hayley, quem afundou o bonde emocional foi Reese e Maggie. O que dizer de Maggie? Essa mulher é a própria dona do hospital e ninguém notou ainda. Gostei bastante da investida da semana porque explorou mais o ambiente e mostrou a outra faceta do futuro de alguns pacientes. Foi de chorar a reação dela ao saber que solicitaram o desligamento dos aparelhos e o recontar da mãe me fez lembrar do senhorzinho que voltou à vida só pra ver a filha e a netinha. Óbvio que esperei alguém despertar milagrosamente, igual filme de terror. Não foi dessa vez, chateada!

 

Reese tem que sair da série porque exausta de ter que fazer um parágrafo do amor para ela. Só que dessa vez eu fiquei – de novo – frustrada com esse atendimento que começou de canto algum para ir para outro canto algum. Sério, nenhum paciente fica em modo permanente? Charles e ela são praticamente apoio de elenco sendo que podiam botar a psicologia em si em prática.

 

Até a novata Robyn contou com mais que esses dois, com direito a todo um tabuleiro de compreensão da doença e a uma discussão com Goodwin/Halstead/Manning. E isso soará favoritismo, mas é verdade que considero a ala de psiquiatria mais relevante e não está sendo bem usada. Alguns casos conseguem ser finalizados sem grandes promessas, mas o do Danny me deixou em um estado de revolta que me perguntei pra que diabos existe Chicago P.D..

 

Honestamente, mas honestamente mesmo, os atendimentos de Charles são os que têm mais peso em Med. Não digo isso apenas por ser minha parte favorita, mas porque é evidente que os pacientes que caem no colo dessa ala possuem um peso a mais e grande parte é negligenciada. Além disso, ganha final de reticências. Ok que alguns casos não têm como fazer uma intervenção, mas todos são assim. Penso que é aqui que mora essa sensação de fim não fim. Fica o agridoce de só isso?

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Med - Maggie

 

O episódio deu um jeito de explorar seus personagens em conjunto, um benefício graças à interseção dos atendimentos. Foi por isso que a trama prendeu, não dando tempo para a sensação de lentidão entre um paciente e outro. Porém, volto na questão de imperfeição: me senti no vácuo sobre toda a relutância do filho em salvar o pai; fiquei a ver navios com Danny; fiquei a ver navios com Eric; fiquei a ver navios várias e várias vezes.

 

Ao contrário de Fire e de P.D. que explora seus personagens mais pelas adversidades de uma rotina que os levam a cantos diferentes, Med rola em um lugar e não anda tendo uma oportunidade de reflexão mais longa. Fica aquela sensação de ok, faltam 10 minutos e agora vamos dar alta pra todos. Quando o FDA abafa caso e há tráfico sexual em um atendimento, é meio inaceitável não haver desenvolvimento.

 

Principalmente para uma série que vem de uma franquia de peso. Pode não ser papel de Med explorar isso, mas está faltando um pouco de tato em dar relevância.

 

Tirando isso, tenho gostado do pincelar do background de alguns personagens, mas continuam a pecar. Parece até que é difícil explorar Will, por exemplo, e detestei esse joguinho Manstead que só servirá para pular etapas do que possivelmente sentirão um pelo outro. Chato.

 

E cheguei a conclusão que em Chicago sou Latham, sem paciência pra joguinhos de Lobo e amigos.

Stefs
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