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25/out

Amo quando Chicago Med abre seu dia com tomadas externas, mas, esta semana, parece que filmaram tudo aleatoriamente para depois exercerem um milagre na sala de edição. Senti uma mega sensação de cena picotada por conta do atendimento-medida-extrema de Will, fatos reais. Se não fosse pelo grande momento dele, capaz da proposta ter dado em ruim porque a sequência do episódio ficou tão a desejar que nem contou com peso de um background.

 

Sem peso de background, Will levou o episódio nas costas. Foi bom? Foi ótimo. Depois de tanto tempo, o personagem teve chance de brilhar sem quebrar regras e meus ânimos agradeceram. Cansada de vê-lo resmungando o tempo todo e sendo o mala que me faz revirar os olhos e me perguntar pra quê?. Halstead vestiu o cosplay “outra pessoa” e isso abriu brecha para que meio mundo decida se gosta dele logo de uma vez ou aumenta a fila dos haters.

 

O que me irrita nesse cidadão nem é mais o fato de ser cabeça dura. Porém, não minto que meus sentimentos sobre ele oscilaram bastante no começo de Chicago Med devido à ultrapassagem de limites 100% antiéticas. Eu mesma queria empurrá-lo da escada. Porém, a irritação real vem do medo dele ser caricato, ou seja, só representar o azedume e ficar preso a isso. As Chicagos têm dessas, de prender um personagem na mesma caracterização por motivos que jamais entenderei.

 

Temos Platt que é alívio cômico junto com Otis e Herrmann, predominância que me deixa feliz e ao mesmo tempo infeliz porque esse grupo não desenvolve. Por causa dessa impressão, estava vendo a hora de Will não evoluir porque sua “inconveniência é very cool e vamos deixar assim porque precisamos”. O que seria um saco porque caracterizações como a dele precisam de equilíbrio ou ficam saturadas.

 

As atitudes de Will podem ser irritantes, bem como muito do que diz, mas eu consigo dar risada da cara dele. Contudo, ainda é pouca leveza para um personagem que teve toda sua storyline alterada. Por isso reclamo da falta de desenvolvimento porque é o que mais tem me frustrado. Assim, sabemos que Choi é tão legal quanto chato, mas ele é um amorzinho. Ao contrário do ruivão que só jogaram no ventilador os aspectos negativos, não suavizaram, e o retorno da S2 engatou os mesmos aspectos em torno de Halstead. Está exaustivo, independente do revirar de olhos que o cidadão provoca.

 

Por essas e outras que este episódio caiu como uma luva. Beneficiou demais o personagem e lhe deu a tão aguardada suavizada. Tudo bem que houve uma entrelinha imposta nessa mudança e me recuso a engolir. Pensam que sou tonta, mas Lobo e amigos querem que eu credite Nina por esse milagre? Aham, tá bom!

 

Deu a entender que Nina encorajou Will a iniciar um procedimento médico no meio da rua. Ok, ele anuiu para ela, mas me recuso a declarar que o impacto dessa súbita melhora, dessa súbita razão, dessa súbita noção, veio graças a essa personagem. Não tem como negar que o raso desenvolvimento desse romance está melhor que entre Natalie e Clarke, mas, para pessoas antenadas, o motivo dessa “prioridade” é óbvio. Se eu entrar em detalhes, tem treta.

 

Então, entro na mania dos roteiristas em usar passagem de tempo para pular etapas. Nina e Will surgiram do nada como quase casados neste episódio e não sou obrigada a aceitar isso de boa. Além disso, Halstead nunca deu a entender que precisa de validação alheia para fazer o que tem que ser feito. Soltar essa mudança na mão de Shore foi ofensivo demais. Foi como gerar uma cratera na caracterização do ruivo. Deram-me um futuro médico cego pela profissão e agora ele hesita por… Romance? Um “romance” que ninguém vê fluidez? Um “romance” que eu dormi e acordei e já estava lá? Me poupe!

 

Se era para fazê-lo pensar antes de agir, April estava bem ali, na mesma cena. Ela é a personagem feminina que mais se aproximou de Will na virada S1 e S2. A enfermeira era sim a pessoa ideal para impulsioná-lo a salvar uma vida a céu aberto, sem tecnologia e às cegas. Sem contar que perderam a chance de mostrar o talento de Sexton que voltou a ser ofuscada pelo irmão. Preciso invadir essa sala de roteiristas!

 

Inventar que Nina é, atualmente, o maior apoio de Will é… Invenção. Ela chegou ontem sendo que a relação Halstead-Sexton está mais madura. Não fez sentido!

 

Resenha Chicago Med - Will

 

Tirando esse “instante decisório”, Will me surpreendeu bastante. Não que o achasse um zero à esquerda, muito pelo contrário. A real vem do apelo emocional e do paralelo com a S1 que voltou e deu no meio da cara dele. Amei! Acostumado em ser o maioral, o cidadão hesitou devido ao histórico de uma perda sob seus cuidados, o que entregou um trauma pessoal. Jennifer agiu como uma sombra nas ações de um personagem que estava temeroso. E foi esse temor que rendeu o conflito mais o drama do episódio.

 

Resgatarem meio que indiretamente um drama particular não lidado foi o que tornou o atendimento interessante. Por mais que Will seja difícil na maior parte do tempo, suas ações e suas atitudes passaram a camuflar o impacto de uma experiência anterior e que precisava ser confrontada. Uma hora ele tinha que lidar e nada mais justo que ser no trabalho. Vê-lo receoso mais porque a decisão para mover o atendimento era sua foi precioso demais. Mas nada mais precioso que vê-lo quebrar a cada tomada nova desse processo nada articulado e só restou sofrer.

 

As mãos tremeram quando teve pausa dramática com puppy face. Ele bem quis controlar seus impulsos, mas ou fazia ou vazava. Mesmo na adrenalina engatilhada pelo medo de fazer nhaca, o personagem se mostrou focado, mas todo seu racional veio das pessoas que compartilharam o mesmo atendimento. Quando o ruivão deixaria isso acontecer uma vez que também faz o tipão que ama ser rockstar?

 

Essa de “tem que salvar vidas e dane-se opinião de paciente” não se fez presente e revelou que há sim um lado hardcore impregnado em Will. Um lado que não é alimentado porque estão preocupados com os resmungos de Rhodes. Quando Connor deu a patada, eu dei bye Felicia. O ruivão desmontando, um paciente sangrando, e o leite com pera Connor querendo causar pra cima. Sério?

 

Ainda bem que Rhodes amenizou rapidamente porque se prosseguisse com a encheção de saco chamaria de dor de cotovelo. Afinal, o personagem só estava presente em cena para fazer os mesmos resmungos para cima de Goodwin – e está chato demais, diga-se de passagem. A parte boa é que Will não se deixou vencer pelo elogio do colega porque sua vida naquele hospital foi marcada pela experiência com Jennifer. O atendimento o quebrou por completo e Ignacio se saiu como meio para escancarar o que não foi discutido. Nem tudo fica embaixo de uma pedra por tanto tempo, né?

 

Nada como disparar emoções falsamente adormecidas em meio à nova proposta de ultrapassada de limites que poderia render em morte. Ficou claro que o personagem não suportaria mais um saldo negativo e a choradeira de alívio pedia Jay em cena – para dar mais do passado dos dois porque precisa.

 

Tudo isso soa como libertação? Como baixada de bola? Não sei, mas penso que Halstead precisava passar por um processo parecido para notar que não está bem quanto aparenta. Pelas Chicagos sempre pularem etapas, estava surreal demais vê-lo com tudo sob controle. O processo de Jennifer foi estressante e quase afundou sua carreira. Só por isso o episódio foi ótimo porque deram um revival indireto nesse impasse que causou autodúvida. Agora, sabemos que Will está longe do autoconfiante que diz ser. Foi uma experiência visceral para quem estava muito confortável em se limitar meramente por medo de causar outros erros.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Med - Connor

 

A falta de sincronia deste episódio berrou nos outros atendimentos que contaram com o mesmo teor raso de alguns episódios. Natalie não fez nada de interessante a não ser dar palmadinhas nas costas de um Clarke que nem chegou direito e está reclamando. Confesso que também estão cansativas essas situações de é ou não e não foi e alguém paga gratuitamente. Goodwin e o divórcio fizeram cócegas no coração, mas está na hora dessa mulher contar com mais. Charles e Reese se mantiveram como apoio e não fizeram nada pertinente, mas pelo menos deram um pouco mais da história de Sarah e agradeço. Só não continuo com a bad porque gostei da situação de Olga. Histórias com idosos me partem.

 

Se não fosse pelo peso pesado em Will, não teria nada neste episódio. Foi tudo sem propósito.

 

Mas o importante é que Danny volta esta semana e preces atendidas (E One Chicago também, mas prefiro fazer a muda).

Stefs
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