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09/out

As chances de eu puxar o saco deste episódio e cair do cavalo no futuro são grandes. Então, registro aqui minha insegurança para depois afirmar que gostei bastante do que aconteceu esta semana em Chicago Med. Houve alguns contrapontos que imagino que vocês saibam que me incomodaram, mas, no geralzão, é possível que estejamos mergulhando em um clima muito semelhante ao início das outras Chicagos: desenvolver personagens como caso da semana. É, eu poderia criar confiança aqui desde já, mas considerando como anda Fire e P.D. fico é triste.

 

Mas vamos externalizar um pouco o saldo negativo que anda as Chicagos. Foi bem gostosa a forma como o episódio abriu, dando destaque para Maggie e um pouco do seu cotidiano quando não está mandando em geral. Essa mulher é maravilhosa e a companhia de Will foi de suma relevância para estreitar a relação de amizade. Principalmente se ainda tivermos algum futuro Manstead já que essa personagem responde pela melhor amiga médica no âmbito amoroso.

 

Uma amizade que parece que terá sua floreada uma vez que Will é o médico do atendimento de Denise. O tal segredo da família de Maggie que rendeu meu tombo porque, considerando que é Chicago, tive que sair do ceticismo diante da informação de que a irmã-paciente é trans e foi interpretada por uma atriz trans. Por estar evitando o máximo de spoilers possível, isso mudou um pouco minha perspectiva deste episódio. Afinal, a franquia não anda esbanjando o melhor da representatividade na TV. Darei algumas estrelas por terem finalmente o tato de injetar um pouco de diversidade, mas, o que me deixa triste, é que essa personagem provavelmente será a primeira morte dramática em Chicago Med.

 

Um ponto negativo, pois, possivelmente, voltaremos às grandes falhas da fall season passada: quem é da comunidade LGBTQ é cortado de cena sem receio.

 

Resenha Chicago Med - Maggie

 

Apesar dessa sensação, o instante entre Maggie e Denise foi deveras bonito. Porém, eu mesma fiquei com a sensação de que faltou algo mais. Assim, o diálogo entre ambas estava superficial se considerarmos a questão do conflito. Precisava sim de um comentário mais forte sobre a transição de sexo mais o fato da personagem ter mantido os órgãos sexuais masculinos.

 

Se essa storyline for mantida, espero que não joguem no raso porque dá sim para discutir o assunto. Principalmente do ponto de vista de Maggie que aceitou o processo, mas não se desligou da memória masculina em forma de irmão. Além disso, em como o câncer impactará o corpo de Denise uma vez que há hormônios envolvidos para manter a aparência feminina. É muita expectativa da minha parte tendo em vista que nem Black Lives Matters Lobo e amigos trabalham direito. Não custa sonhar.

 

Quem me emocionou de verdade foi Will e estou batendo as panelas porque isso que chamo de milagre. Como disse na resenha do episódio anterior, ele se dá bem com interações, vide April, que nada têm a ver com seu posicionamento no hospital. Amei o que trouxeram sobre Denise, mas o peso maior veio dos cuidados do ruivão e das reações de Maggie. Tão pimposos!

 

Os outros plots

 

Resenha Chicago Med - Rhodes

 

A situação de Denise bateu na proposta de perder o que normalmente te representa. Ou ter que correr atrás daquilo que te representa. E é aí que entrou os outros médicos/atendentes/estagiários/figurantes e afins.

 

O peso emocional da trama pode ter se escorado em Maggie, mas Rhodes foi o gigante da semana e mandou ver no famoso núcleo do estresse. Na tentativa de reconstruir um departamento, ele foi lá e pisou na jaca. Unicamente para recobrar um status que o incluiria. Sério, eu preciso saber quem eu tenho que detestar em Med porque não sei dividir tal sentimento. É tanto ego espalhado que começarei a exigir um só para criar ranço.

 

Apesar da treta de ego, de querer fazer acontecer, a história contada por Rhodes esta semana foi deveras importante. Não só para destacar uma falha do hospital centrada no departamento direcionado a casos cardiovasculares que está meio abandonado, como também por resgatar a memória de Downey e sua herança. Latham ganhou minha simpatia neste episódio porque só disse verdades ao Connor. Ser copiloto é muito diferente do piloto propriamente dito e aplaudi as reações acarretadas pela postura egoísta do seu “assistente”.

 

Humildade entrou em cena de novo e quero ver se Rhodes segurará a onda ou continuará com essa de fazer acontecer. Não adianta nada correr atrás do que te representa atropelando tudo em curto espaço de tempo. Goodwin sempre sensata também em dizer apenas verdades. Vibrei com cada puxada de orelha que esse cidadão recebeu essa semana. Sei que Connor quer se provar por mérito, sair da sombra da família, mas não acelera o processo.

 

Melhor que isso só o lance da revista. Connor leite com pera rises.

 

E o que dizer dessa novata Bardovi que me lembrou da Chili? Cancela! E cancela junto Natalie e Clarke porque usar atendimento para criar faísca aonde não tem (ignorando o fato de que ainda há um equilíbrio entre ambos), é tentar me chamar de trouxa. Que atendimento mais reticente e que não agregou em absolutamente nada.

 

Sendo bem mala, até Will e Nina trazem um pouco de sentido porque é tipo pegação do trabalho. Agora, mandar paciente clamando que o casal tá bonito é coisa de CW.

 

Tento conter minhas emoções para falar de Reese, mas esta semana a personagem voltou a dar o seu melhor. O atendimento da vez é de minha curiosidade, desde a época longínqua em que ainda me dava ao trabalho de assistir novela. Sempre me foi misterioso essa de estar grávida e não estar, e o ataque emocional da mulher me deixou sem chão. Instante propício que resgatou o maior conflito pessoal de Sarah: dar o diagnóstico + prognóstico.

 

Reese enfraquece e se julga quando não consegue fazer o mínimo do que lhe é pedido. Ela não sabe separar a si mesma do trabalho. Não ainda. O maravilhoso é que o atendimento realçou o tipo de relação que a personagem fomentou com Charles. Parceria equilibrada e paciente, sem tanta cobrança. Para quem tem esse tipo de insegurança o clima está ótimo e sua dedicação tem tudo para ser recompensada.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Med - Will e Maggie

 

O que acontece quando você acha um final de semana melhor que os dias da semana em Chicago Med? Sério, foi uma trama gostosa. Mais solta do que a série tem apresentado até aqui e contribuiu bastante para desenvolver mais alguns personagens em lugares diferentes. Aprovei e deveriam agora usar o domingo e o feriado, just saying.

 

Repito o que disse na última resenha de P.D.: os personagens são os melhores casos. As Chicagos têm atores excelentes que estão sendo desperdiçados pelo mais do mesmo. Med é ainda um bebê perto das irmãs e queria acreditar numa espécie de influência entre uma equipe e outra para que essa fórmula de família, de passado ruim, de estamos juntos, volte para essas séries. Ok trazer caso da rua (quero mais que tá pouco), mas não se pode se esquecer de quem está no cerne.

 

PS: a bronca que eu tenho da falta de desenvolvimento entre os Halstead não está escrito no mural da NBC ainda. Will dizendo que Denise seria deserdada se fosse da família dele, WTF? Eu quero imagens. Quero uma sequência de ruivos se odiando. Pratos sendo quebrados. Parei!..

Stefs
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