Menu:
02/out

“Este é o andar onde bebês morrem”

 

Honestamente, esperava um resultado diferente deste episódio de Chicago Med e é por isso que gostei mais dele com relação à premiere da S2. Sim, achei que Alicia morreria para dar aval ao transplante de Timothy, e fiquei maldosamente feliz que isso não tenha acontecido. Digo maldosamente porque, se dependesse de mim, os bebês sobreviveriam. Contudo, a proposta foi basicamente uma escolha de lados e acabei me vendo na torcida pela Natalie. O motivo é simples: cansada do povo montar nela, na real. Não vamos nos esquecer da travessia que Will fez em um atendimento de Manning na S1 e foi deselegante pacas.

 

O episódio me lembrou a primeira vez em que tivemos uma experiência com Chicago Med (que nem se chamava assim oficialmente), lá no crossover 2×20 (Fire)  e 1×12 (P.D.). Embora o tempo seja um inimigo para qualquer comparação, relembrar o passado de uma série que nem tinha se pensado na época mexeu com meu juízo. É verdade que me apeguei a todos aqueles personagens aleatórios e confesso que ainda não me desceu o fato de que não rolou manter Alec. Afinal, ele se saiu como o elo emocional que construiu o plano médico. Não que eu esteja desmerecendo o que tem agora, é cedo para eu me prestar a esse papel. Contudo, quando revi os citados episódios no começo deste ano para escrever o post da Burgess, meio que houve um choque tremendo porque o atendimento da vez trouxe similaridades. Só não o mesmo impacto.

 

Uma criança salvando a outra, quem lembra? Fiquei nostálgica porque esse é de longe meu crossover favorito. Por isso que o resultado deste episódio meio que me surpreendeu porque aguardava o repeteco de uma ideia que não é lá tão exclusiva. Houve sua carga emocional graças ao impasse de saber “qual médico venceria” para no final rebater no aviso sutil de Goodwin sobre ter cuidado. Um cuidado indireto sobre se envolver demais com o paciente. Se a lição foi aprendida? Acredito que ela nunca será, principalmente se tiver todo o apelo entre Timothy e Rhodes. Um recontar que, inclusive, deixou meu coração aos frangalhos.

 

Se eu for dizer o que aprendi é que, apesar dos pesares, Rhodes é mais controlado que Halstead no aspecto de passar dos limites. Connor faz a tonta e chama de canto. Porém, ambos se assemelham nesse de querer salvar seus pacientes acima de tudo. Ao ponto de querer ferir a ética pessoal e de outros médicos. O foco da vez foi a ética de Manning, claro, e estou é cansada de vê-la como ponto de rebote. Exausta da sua centralização no meio de dois homens que estão mais do que na hora de começarem a desinflar esse ego. Isso porque Chicago Med nem começou direito, pensem.

 

Resenha Chicago Med - Natalie e Connor

 

Falando em Manning, a mulher estava outra pessoa e não pensarei que é por causa do reatar de memórias com Clarke (sim, eu sei que é, mas seguimos). Tenho uma opinião sobre que só será lançada se minha tese for confirmada, então, por enquanto, ficamos com a obviedade de que esse romance é só pico do iceberg para Halstead. Está certo que há balanço entre esses personagens, graças ao fato de “terem um histórico”. Seria muito sem noção iniciar esse processo do nada. Nem me apegarei porque sei que vai ter golpe.

 

Fora isso, Natalie estava maravilhosa neste episódio e representou o tema. E que tema agridoce, né? Ganhar, mas com gosto de perda. O famoso sacrifício ou reviravolta surpresa do universo. Ela mandou em seu próprio atendimento e não deixou ninguém se meter. Ao menos, se desconsiderarmos a influência de Rhodes. Mesmo se deixando levar pela ideia antiética do colega, a personagem continuou a batalhar pela pequena Alicia, atitude positiva pelo fator médico e um tanto quanto negativa considerando que se aniquilou as chances de Timothy.

 

Está aí uma coisa que me deixa triste: bebês sofrendo sem ao menos viver. E quando digo viver, faço relação aos perrengues familiares e sociais.

 

Tramas que envolvem crianças me deixam na lama. Não importa a abordagem. Soarei meio ateísta (e não sou ateísta), mas não consigo aceitar que o poder lá de cima “deixa” serumaninhos sofrerem na tenra idade. Pra quê? Como sou aquela que acredita que tudo que vai volta, será um mistério eterno na minha vida compreender tanto sofrimento prematuro. Lição para os pais? Não sei, mas me parte perceber que injustiças começam assim que você vem ao mundo. E isso é injusto.

 

Mas o mundo é injusto e só um bebê conseguiu sobreviver, descarrilando muitas emoções dentro do meu coração uma vez que quis ver os dois bem. O resultado foi apropriado devido à proposta do roteiro, mas essa mania de Med deixar resoluções nas entrelinhas e não voltar para elas começa a ser outro ponto do qual me agarro para criticar depois. Meramente porque não sinto conclusão efetiva. Chega o pico da adrenalina e depois só escuto grilos. Tanto caso bom para retornar ou dar uma conclusão mais impactante. Sim, ainda quero aquela criança malvada de volta. Quero saber como se deu o tratamento, não custa nada.

 

Só acho que Chicago Med poderia encontrar seu diferencial segurando um personagem na dramática por alguns episódios e dá para fazer isso com a turma de psicologia. Vide Choi e Charles que não só prenderam o interesse pelas consultas, mas foram introduzidos mutuamente no contexto da série.

 

A conclusão meio que amornou o peso do episódio. As interações de Rhodes-Manning foram até que boas, salvaram o drama do atendimento em si. Porém, fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa.

 

Os outros plots

 

Resenha Chicago Med - Will e Charles

 

 

Will cansou de chupar o dedo e fingi que nem vi a aproximação dele com Nina (que está prevista de rolar sim). Por um lado, isso é até bom porque Natalie deixou claro que não o queria e é sensato ele seguir a vida. Espero, mesmo, que Halstead não use Shore como usou Zoe.

 

Apesar de eu estar positiva com o que Will e Natalie andam intencionando para suas vidas amorosas, só de imaginar a torta de climão por ciúme Manstead eu quero estar morta. Em vez de desenvolverem o interpessoal de ambos apostam em romance random, pra quê?

 

Fora dessa bolha de flerte, ainda não sei quem é Will Halstead. O cara é tão pé no saco, como disse Maggie, que chegou ao ponto de fazer seu mimimi sobre não ter dinheiro + ter que vender coisas + ser desagradável ao comparar sua vida com a do MacGregor. Esse último fator me fez fechar os olhos porque não acreditei que deram essa fala ao personagem. Tudo bem, sempre tem um babaca, e esse babaca é a personificação do nosso ginger. Contudo, eu, Stefs, não tem paciência para esse tipo de caracterização, na real. Ruzek taí pra provar isso (e em um passado não tão distante quem ocupava o pódio era Severide).

 

E por pensar que Severide não “evoluiu” mais em Fire, tenho medo que algo parecido role com Will. Porque é mais seguro manter o que os tornam “interessantes”, só que não. Halstead é um pé no saco, mas ele é tão legal que dá raiva e dá raiva quando não é legal. Ri demais da sua busca por roommate e sinto dó de quem for o felizardo. As besteiras dele não deixam de fazer sentido porque faz parte da sua caracterização, mas o bichinho é irritante!

 

O que salvou Will foi as interações com Charles. As interações sempre o salvam, fatos reais. Atendimento que serviu de apoio para o que Halstead vivia no momento. O cara é tão focado em si que precisa de paciente para voltar ao mundo real e o tenso é que não estou vendo início de mudança. Mas valeu a mensagem.

 

Fato é que nem todo mundo que está na lama se sente triste ou fica amargo, Will Halstead. Conheço várias histórias desse nível, minha própria mãe se encaixa. Esse personagem, assim como muitos de nós, apenas frisou indiretamente que somos egoístas quando emergimos nos nossos problemas. Não olhamos para o lado. O próprio cidadão em questão que nunca passou dificuldade e não hesitou metralhar bobagem.

 

Reese me dá tanto gosto que quero sequestrá-la para sermos amigas. Quando ela me fala que leu o DSM eu deitei no chão e fiz anjinho. Senti falta das interações dela com Charles, a personagem ficou meio solta e a ver navios, mas valeu pelos seus diagnósticos pessoais que atingiram até Maggie e April – melhor cena, inclusive.

 

Tento gostar de Joey, de verdade, mas não consigo. Reese mostra que o namorado não é tão ruim assim, mas ainda tenho bad feelings. Acho que virou cisma.

 

Choi voltou a ganhar meu amor porque eita monstro complexo. Amo! O personagem estava com a bola baixa, me conquistou com seus relatos do exército e ao ser meio que mentor por um dia de uma pessoa que servirá seu país. A parte de segurar as emoções me fez rir internamente porque está aí um médico que não segura o que sente considerando seu transtorno. Esse homem só aprendeu a camuflar o estresse pós-traumático e quando Torres diz que espera ter esse mesmo controle eu fui ali chamar um táxi para ir pra Paris.

 

April com essa ideia de casar me revolta. E amei Rhodes com os novatos.

 

Concluindo

 

Mesmo com o apelo emocional, Chicago Med entregou um episódio focado na técnica. Foi mais uma aula que um drama. Digo amém pelas tomadas diferentes, parece que me ouviram ao resmungar sobre a falta da rua. Além disso, foi legal haver um paralelo para reforçar o que senti com relação aos bebês: a vida é injusta pra caramba, só não vê quem não quer.

 

PS: e perdoem a demora. Mudanças estão vindo neste site e claramente estou usando o tempo para fazer corpo mole.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3