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07/out

A vida é maravilhosa em Chicago P.D. quando conversamos sobre tramas que centralizam os personagens. Dessa vez, não estou tão ranzinza porque gostei do que vi e já botei o número 4×03 na seleção de favoritos da temporada. Está certo que a repetição de matar uma pessoa X para destravar uma emoção Y em Sargentos e em detetives está batida, mas não posso desmerecer este episódio considerando a vítima. A sinopse meio que entregou o que aconteceria com o daddy Platt e o início desse novo, e péssimo, capítulo na vida de Trudy se revelou no pumpkin para emendar no que chamam de pior faceta de um personagem.

 

Teve muitos pontos positivos neste episódio, a começar pelo poder que existe quando um personagem é destacado como um caso. O resultado veio de um tipo de investida que muito frequentemente acontece com Voight, ou seja, vamos estourar para ver até onde vai. A história dele com a de Platt meio que anda em paralelo, ele sempre por ela e ela sempre por ele, e há um lado negro que só precisa de um bom motivo para disparar. Porém, e digo mais de um ponto de vista pessoal, jamais pensaria que Trudy teria essa nuance uma vez que sempre pagou as pessoas com poker face. Além disso, sempre transmitiu a sensação de que supera as coisas rápido. Um reflexo do seu autocontrole que só é perdido por um motivo irreparável. Como esta semana em que essa mulher atingiu um pico de explosão que me deixou envolvida do começo ao fim.

 

E vale destacar que o pai foi o peso 100% deste episódio porque duvido que ela faria tudo isso em condições rotineiras. Tenho para mim que Platt confiaria em Voight sobre seu ataque e ponto.

 

Não é de hoje que Platt é uma personagem forte no sentido de marcante, multifacetada, muito embora não conte com o desenvolvimento que merece. Por não ter tal desenvolvimento, é bem comum ouvir galera chamando-a de chata. Ela é uma caixinha de surpresa, mesmo quando um episódio como esse entrega praticamente tudo. O que a torna cativante é que, ao contrário de Voight, em que vimos seu pico de humor em suma transparência, essa mulher vende a mesma caricatura desde o início de CPD. A Sargento tem suas fragilidades, partes de si que não são apresentadas a todo momento. Nem muito menos sua ira, algo que a distancia um pouco mais de Hank que é um poço de emoção.

 

Ao mesmo tempo em que a Sargento faz o papel contido, aquela que propriamente segura um Distrito inteiro, ela também é capaz de passar por cima de tudo e de todos sem o mínimo freio. Este episódio foi o reflexo disso, sendo sutil no contraposto entre Sargentos. Foi uma chuva de paralelos que se norteou pelo que rolou com Justin até bater o muro dos Platt. Meramente para criar um comparativo entre duas pessoas que se assemelham em cargo, poder e experiência e como reagem a situações intrínsecas ao lado pessoal. Ambos perderam as únicas pessoas que os firmavam, então, a meta foi colocá-los no mesmo drama. Equipará-los e me resta perguntar o objetivo uma vez que esqueceram do toque pessoal em CPD.

 

Voight manteve o jogo de cintura depois da premiere e foi pertinente – como era de se esperar – no dilema de Platt. Apesar das reviravoltas, penso que a Sargento se “cura” com a mesma rapidez que Hank. Ambos são ótimos em externar. Inclusive, a personagem em si demonstrou que mesmo na ruína é impossível desligar o seu papel de polícia. Acamada, o trauma da agressão mais a bomba da perda do pai não a consumiram de pronto, o que a fez não reagir como a vítima que tinha que ser. Ela agiu como a mulher que tem um cérebro ramificado na profissão e é impossível que se desligue. Burgess tentou, sem sucesso. Então, contando com os benefícios do salto temporal das Chicago, logo tudo isso soará como se não tivesse rolado. Fatos.

 

Resenha Chicago P.D. - Platt

 

Atrelado a isso, a Sargento também tentou manter o mesmo tipo de ação e de reação cotidianas. Porém, suas brincadeirinhas foram barradas por uma faceta desconhecida ao ir atrás de Wade. Senti um paralelo com Al nesse aspecto também porque ele é todo de boa, todo paternal, mas consegue ser pior que o Voight quando mexem no seu quadrado. Fato é que choquei porque embora imaginasse a que fim isso daria, a complacência de Trudy me impediu de acreditar que ela realmente partiria para uma vingança aos moldes de Hank. Trouxa.

 

Uma parte de mim esperava que ela atirasse, mas o que foi visto é que mesmo no turbilhão da sua dor há uma resiliência. Platt é mais inclinada a perdoar em comparação ao Voight. Ela tenta remediar tudo para todo mundo, como tem rolado com Tay (que fez falta no episódio). Por mais que se defenda em seu humor arisco, a Sargento nunca deixou de proteger Burgess, de desejar o melhor para Burgess. Inclusive, de impulsionar Nadia à carreira de polícia. Por estar tão imersa na sua posição de mulher e de cidadã de Chicago, ser abatida e reagir desse jeito não me era esperado. Mas também não achei que a Sargento ficasse em silêncio.

 

Resumo da obra: Platt é um maldito campo minado que amo amar. Ao contrário de Voight que, apesar da sua construção impecável, é previsível em suas ações movidas pela ira. Hank faz o tipão clássico enquanto Trudy é um grande ponto de interrogação que ninguém espera nada. Algo que sinto pelo Al, que sempre me choca quando perde a cabeça.

 

Se deixarem, Al e Platt vão além – e podiam ir além uma vez que exausta de policiais ilesos.

 

Outros pontos positivos

 

Resenha Chicago P.D. - Squad

 

A trama deu certo porque foi fechada, nos antigos moldes de Chicago P.D.. Até Linstead encontrou trabalho e fiquei menos arisca com a presença de ambos. Embora fosse meio óbvio que Voight ganharia espaço por motivos de Platt, quem acabou me atraindo foi menino Ruzek. Rapazote que me fez voltar à S1, quando ele pagou de namoradinho da Sargento. Seu destaque foi um toque sutil que, de alguma forma esquisita, trouxe mais peso para a morte do daddy. Foi impossível não associar passado e presente porque foi a aproximação Adam/Trudy.

 

Melhor que isso só Burgess. Voight ainda confia nela e meu coração ficou quentinho. Contudo, me chateia – toda vez – vê-la ganhar destaque, tomar partido, ser dedicada para mostrarem que ela ainda é falha ao ponto de só faltar tomar vaia. Desculpe, mas, depois de Justice, duvido que Kim daria deslize. Sem contar que a policial estava na UI, ou seja, a moça vira outra pessoa quando está entre a equipe. De novo, querendo culpar as emoções…

 

Estou indecisa se fico feliz com Lingess porque queria Tay envolvida. Como há boatos de que a personagem sairá, então, digo que gostei sim.

 

Falando em saideira, Dawson pra quê? Fingirei que não vi a “súbita-reação-incomodada-sobre-o-que-ocorreu-com-Platt-não-quero-mais-isso-pra-mim-do-nada-porque-essa-série-não-me-valoriza-pela-careca-do-careca-Haas”. Tá, parei! Deixarei a reclamação sobre o let it go de Antonio para o futuro. Vamos poupar energia até o 4×08.

 

Verdade seja dita: Deixar o detetive em questão de lado tem destacado Ruzek e Atwater. Detalhe que, apesar dos pesares, considero ótimo. O episódio em si teve uma intercalação de personagens diferentes e desafiou os que citei. Great! O medo de ser trouxa é grande, mas tenho gostado desse ritmo.

 

Al ganhou um espacinho também. Muito pouco para quem também foi esquecido na S3 como a maioria do elenco. Se há uma coisa que me faz tremer é quando esse senhor mostra os dentes, eu mesma quero sair correndo. Bom é que o detetive foi importante para movimentar a trama e aprovo mashup Al-Burgess-Ruzek-Atwater. #Squad.

 

E que saudade que eu tô de Chicago Fire. Ver o Mouch ainda não me é o bastante, mas como Platt e ele são preciosos, né? Não me segura com esse OTP.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago P.D. - Plouch

 

O episódio apostou no tom sombrio da personagem e o melhor dela se desenrolou nos minutos finais. Platt sabia quem era a pessoa envolvida e saiu motivada pelo luto. Nada novo, só valeu para quem ganhou o foco – a causa de ter partido meu coração.

 

É meio difícil Chicago P.D. dar ruim quando faz de seus personagens um caso (vamos ignorar que é mais do mesmo, como eu estou fazendo, por favor). Deveriam retomar isso uma vez que move o Distrito por completo e dá para encaixar as outras Chicagos sem parecer uma nave da Xuxa Random.

 

Sem contar que eu bem sugeriria que levassem a sério essa de “polícia sendo atacada”. A série anda tão dispersa que começo a pensar se um tema por temporada não ajudaria. Já que gostam tanto de fracassar em pauta social, quem sabe um foco completo daria oportunidade para todo mundo fazer algo que não fique escasso.

 

Mesmo tudo sendo aparentemente lindão, considero o motivo para tanto drama raso. Primeiro: deixaram de desenvolver a relação Platt e o pai. Por mais que tenha ficado triste, não foi a mesma coisa com Voight e com Antonio (saudade Pulpo, volta Pulpo!). Segundo: o que disse na abertura da resenha sobre o já clichê vingança em nome de um parente. Sério, tanta coisa para fazer essa turma ter angústia e aniquilam logo suas bases? Se tivesse background sólido nem reclamaria, mas eu, como emocional que sou, digo que Chicago P.D. anda me arrasando é no disparate. Por que não investir em algo como Halstead que ficou na zona de tiro?

 

Pela careca do careca Haas!

 

A trama girou, girou e girou para terminar no mesmo molde que a morte de Justin e é aí que não tenho uma opinião muito bem formada porque repetição é. Mas a atuação da Amy foi A+. Um misto de ferocidade, com vulnerabilidade, com sarcasmo. Bem Trudy Platt.

Stefs
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