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28/out

Penso que esta será a resenha mais curta de todos os tempos porque, particularmente, este episódio de Chicago P.D. teve tudo menos guerra. Não trouxe nada a não ser mais uma leva de decepção. Decepção que rima com Mouse e Tay, dois serumaninhos da ficção que podem até ter tido inserções em tempos diferentes nesse universo, mas é verdade que mereciam muito mais. Os acontecimentos desta semana apenas realçaram o que essa série anda perdendo em desenvolvimento de personagem e só me resta ficar estirada no tapetinho da disciplina para tentar sofrer menos.

 

O caso da semana foi monótono para a promessa de uma epidemia de overdose. Para não dizer que foi de todo ruim, gostei bastante das diferentes tomadas e da abordagem um pouco mais fresquinha. Porém, culminou em vários nada porque a droga nem era “droga”, a UI nem podia se meter como se deve e os detetives não trabalharam o tanto esperado – a não ser nos últimos minutos que, pela milésima vez, renderam uma ótima cena. Por ser um assunto de narcóticos, imaginei que daria de cara com uma trama regada de adrenalina e com plot twist carpado. Só que não.

 

Isso dá T de trouxa porque nada disso aconteceu. Contudo, considerei este episódio um tanto quanto irônico, mas só do ponto de vista de Voight. Ele conhecia o vilão procurado e mandou um recado nos últimos minutos. Recado esse que entregou uma tramoia familiar extremamente egocêntrica. Quis crer que o mauricinho leite com pera destruiria a infiltração da UI (detalhe esse que estava ótimo, diga-se de passagem) porque ainda sou dessas que quer ver essa equipe falhar miseravelmente. Feliz ou infelizmente, esse não foi o objetivo. Deveras sem graça.

 

Para não dizer também que foi totalmente ruim, o conflito valeu pelo destaque de Ruzek e de Al – com direito ao ressurgimento das famosas bolsa-polícia. E eu querendo treta na gaiola.

 

Resenha Chicago P.D. - Mouse

 

Fato é que esse caso serviu para dar shade entre Mouse e Halstead e é aqui que mora minha tristeza. Afinal, a ideia entre esses dois era um puxar o background do outro. Ninguém puxou nada, desde a S3 rolava esse vivi, mas ninguém viu. Irritante! Sem contar que um voltará a servir cheio dos traumas, claramente despreparado. Tipo? Como você me manda alguém de volta sem tratamento psicológico? A vida é maravilhosa quando se tem Voight e Platt para remodelar sua ficha. Opa!

 

E Mouse estava insuportável, diga-se de passagem. Como descaracterizar alguém em um flash de luz, Chicago P.D. anda conseguindo.

 

O descuido em Mouse fez Jay mergulhar igualmente no desleixo. Ele também tem traumas e muito do seu comportamento é reflexo do que viveu no exército. O amigo estava aí engatilhado, mas ninguém estava preocupado em apertar esses botões. Certeza que esse temperamento aquecido dele vem de lá. Nisso, começo a pensar o quanto é nave da Xuxa Halstead não ter quebrado como se deve.

 

Já que o personagem ganhou o cerne da série por meio de Lindsay, poderiam parar com essa de que o detetive é um príncipe encantado que a salvará da solidão. Esperei que a presença de Mouse o quebrasse para mostrar seu pior lado, o que seria extremamente vital antes de qualquer empreitada mais séria para Linstead. Mas não. O amigo simplesmente vai embora, sem qualquer tipo de evolução para ambas as partes. Não tem como ficar contente.

 

Agora, fico com a sensação de que até podem explorar o lado ruim de Jay um dia e a possibilidade de ser durante o relacionamento é das grandes. Quem é obrigado a isso?

 

Foi de se chatear a despedida meia-boca de Mouse. Tão simples quanto seu ingresso na UI. Ele me representou bastante sobre cobrar o caos em sua vida. Sobre querer estar em ação. Pareceu até mensagem subliminar de personagem esquecido nos fundos do elenco. Não usaram o melhor que esse jovem poderia trazer, principalmente no âmbito dramático. Investiram no mais do mesmo visto em episódios da S3 que destacaram Jay-Mouse: puxaram o tema por meio de um caso raso para uma decisão que nem levou 5 minutos para ganhar vida.

 

Isso só mostra o quanto Chicago P.D. insiste em patinar com seus personagens. Pergunto-me qual é a razão sendo que não é difícil escrever background de ninguém ao contrário dos casos semanais que tem consultoria. Tomem vergonha, ASAP!

 

Resenha Chicago P.D. - Burgess e Tay

 

A morte terrível veio mesmo com a saída de Tay, cuja participação curta foi esclarecida: dar empurrão para Burgess reivindicar seu espaço. Ótimo, maravilhoso, vivi para isso, mas qual é a dificuldade de CPD em manter duas mulheres trabalhando juntas? Querem reservar Kim para Erin apenas Erin? É injusto, principalmente quando a química entre as policiais estava ótima.

 

Apesar disso, Tay e Burgess representaram o melhor da semana. O caso doméstico chegou a fazer cócegas no coração, mas o que importou é o quanto mulher não é respeitada na polícia – e na vida. Um homem continua a determinar aonde Julie tem que ir e a forçou de volta ao ambiente de assédio. Um contraste com Kim que é comandada por uma pessoa do mesmo sexo. É revoltante ao extremo e não digo isso pela finalização da história. É porque não desenvolverão e esse assunto é importantíssimo. Podiam sim prolongar até o hiatus. Fechava o bonde com Antonio.

 

A única coisa que quero acreditar é que Walter retorne no futuro, mas aí é ser muito otimista. Não é de hoje que Chicago P.D. precisa de vilões como Pulpo, que nascem no início, se entremeiam e acarretam a pressão rumo ao finale. Isso está muito, mas muito em falta. Se eu fosse abordada daquele jeito por Voight, eu botava fogo em Chicago, fatos reais. Nem todos na criminalidade abaixam a cabeça para a polícia e daí voltamos a uma UI regada de OMO progress.

 

O que me dá fé é Burgess fazendo seu próprio panelaço. Bom saber que o foco profissional voltou à mente dela e melhor ainda impulsionado por uma pessoa relevante. Agora, tem que sentar e esperar porque muitos anos fazendo papel de trouxa nesse plot.

 

E eu disse que a resenha seria curta. E Will Halstead tá de parabéns.

Stefs
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