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09/out

Sabem o tapa que Annalise deu em seu cliente da semana? Eu mesma que o recebi e escrevo esta resenha com meu cérebro fora do lugar. Queria deletar este episódio mais pelo personagem-conflito, sério. Que-ner-vo-so! Novamente, How to Get Away with Murder dá uma rasteira e aposta em seus famigerados paralelos com base no caso da vez. Estou sem palavras! Foi intenso, incômodo, um misto de choque, de ira, de tristeza, de indignação que me consumiu e nem sei no que dar prioridade. Apesar de não ter trazido nada relevante para desdobrar o mistério central, o que ficou neste novo capítulo foi o amargo de uma realidade de que há vários Solomon por aí que saem ilesos. Querem mais ou tá pouco?

 

O episódio foi um belo de um contraste com o 3×02. Na semana passada, tivemos a história de uma vítima de abuso que não era ouvida por ser mulher – o que automaticamente a tornava contraditória só por ser mulher. Uma realidade infeliz considerando que a mulher ainda é tachada de provocadora. Em contraposto, os desdobramentos dessa vez também trouxeram o mesmo teor de contradição, mas do ponto de vista masculino. Com uma defesa feminina. O novo cliente de Annalise se mantivera na superfície depois de uma sequência frenética de julgamentos e do abandono de advogados. Não havia inocência, só o sangue frio Keating para dar um jeito nesse bonde.

 

E me perguntei o tempo inteiro: pra que arrumar esse bonde? Do começo ao fim, abracei a probabilidade de que Solomon seria inocentado. Inocente não foi, mas ganhou na barganha de um acordo sem a menor dificuldade. Só por ser homem? Capaz.

 

Este foi aquele caso que você se preocupa com o caráter da protagonista. Sabemos que Annalise não tem limites na hora de vencer, mas estou com Michaela: o cliente me afetou como mulher. Sem pestanejar, dava WO e deixaria esse cidadão na mão. Porém, temos que lembrar que Keating age e reage em nome da reputação, que representou a estratégia da semana. O caso era público, ela estava por baixo, útil ao agradável. Mistura que poderia dar em vexame e quase deu se não fosse por Bonnie.

 

Fato é que um viés errôneo no caso Solomon tiraria todo o empoderamento da série com relação ao papel feminino.

 

Outra pergunta que me fiz no decorrer da trama foi: como defender um cara desses? Pra que perder tempo? É o cliente saia justa, que você sabe que não vale nada, mas tem que dar um jeito de limpar a ficha porque é seu trabalho. Você ganha por isso. Fato é que enjoei várias vezes ao longo do julgamento, a selfie foi o fim da picada e me fez retornar ao plot nojento do Asher sobre estupro. Não sei como não aproveitaram a oportunidade porque caberia certinho, mas seria too much.

 

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Solomon. O monstro que teve direito a uma nuance vulnerável para criar simpatia dos telespectadores. Devido ao bullying contra a sua aparência, ele se achou no direito de matar outra mulher e me perguntei o que mais aquelas lindas precisavam para abandonar o caso. Nessas horas que eu quero desinflar o ego da Annalise pessoalmente porque a mulher não tem limites na hora de ganhar. Principalmente quando o foco é dar uma limpada na própria reputação, o que a motivou a usar um caso podre para afrouxar a corda em seu pescoço. Inteligente, mas, nossa, que frustrante.

 

Quando me largaram o bullying pela aparência, confesso que levei um tempo para chegar a uma opinião porque se trata de um problema. Afinal, os dramas da adolescência mudam as pessoas para melhor ou para pior. Se há uma verdade é que quem tem trauma, tem gatilho, seja para a luz ou para as trevas. Depreciar Solomon era o gatilho, especialmente porque ele usava mulheres para ser validado. Fosse pelas drogas ou pelo dinheiro. Uma vez negado, há ira que culminou na tragédia que Annalise usou para reacender seu papel de advogada fodona.

 

Contudo, ainda levanto a minha bandeira de não justifica. Sem contar que voltamos na questão do não é não. Esse cara precisava de anos e anos na cadeia e de tratamento psicológico. Uma vez na rua, mais uma negativa o fará repetir a mesma coisa e voltar ao tribunal de novo. Annalise, please!

 

Como disse, Solomon foi um cliente contraditório que moveu todo o emocional da trama. Apesar de ter sido tudo muito intenso e enojante, a experiência da semana serviu de contraponto ao caso Irene. O quanto ainda é difícil uma mulher ser ouvida de primeira e ter que provar sua inocência enquanto para o homem basta barganhar um acordo e tudo bem. Os dois casos envolviam abuso e ambos mostraram realidades frustrantes e atuais.

 

Pelo menos, dosaram a mão porque a trama foi pesada considerando o paralelo do caso com Bonnie, o que ajudou a fechar pontas. Seu passado ganhou a dose verídica que faltava porque é fato que acreditei que era artimanha de Annalise para comprar o silêncio de Asher. Foi um caminho esclarecedor, principalmente ao ver como a situação ainda afeta a assistente. Ela foi um peso a mais no comportamento de Keating, que teve sim muitas oportunidades de fazer algo decepcionante. Como Michaela não tem tanto peso em influência, melhor ouvir a escudeira. Só fiquei frustrada por não ocorrer denuncia porque é real a raivinha de como Solomon se deu até que bem.

 

No fim, Annalise conseguiu uma reviravolta para si mesma. Foi satisfatório para ela, mas não em âmbito geral se pensarmos fora da ficção. Fazia tempo que a advogada não ganhava os holofotes e nada mais sensato que recobrar a sua reputação agora para afundá-la no futuro com sua própria prisão. Nada como um cliente bombástico e complexo para montar o sorrisão de chefe na frente das câmeras. Pena que não durará muito.

 

Os outros plots

 

Resenha Murder - Laurel

 

Tinha uma visão completamente diferente de Jorge, fatos reais. Não poderei me aprofundar nisso porque minha imaginação é fértil, mas rolou uma estereotipada mental. Shame on me. O que aprendemos com sua presença é que Laurel apesar dos pesares ainda tem opinião própria, mas nada apaga sua clara dependência emocional de Frank. Daddy issues? Capaz porque seu problema não é só familiar, mas uma carência forte de figura masculina, muito mais a que rodeia Michaela. Ok, Castillo ama o dito vilão da vez, mas a grande nhaca que isso dará é prevista. Afinal, ninguém consegue segurar mentira de Annalise por muito tempo e Bonnie está tão de vigília que é capaz que descubra a falcatrua rapidinho.

 

Como combinado, os roteiristas entregaram um fragmento da história dessa personagem e isso me fez sentir saudade dos flashbacks. Eles contrastavam demais com o andamento atual do Keating 5.

 

Focando rapidinho em Annalise, fico besta sempre com sua alternação de humor. Amo sua compostura, mas sua dissimulação está em cada ato diminuto, como o desprezo pelo smoothie – e ri horrores. Reação suficiente para acompanhar mais um belo transitar da animosidade da personagem sobre praticamente tudo. Meramente porque suas prioridades se resumem a si mesma, aos seus gostos e tudo mais. Mesmo tendo Nate de forma mais frequente em sua vida, Keating ainda é jogadora e não se sente bem quando está quase sendo enfiada debaixo do tapete.

 

Recuperada a reputação, quem sabe a centralizem de vez no que interessa. Sua vitória lhe dará pleno domínio da universidade, mas o tapa retornará para assombrá-la. Quero ver como Keating lidará com isso.

 

Michaela reinou o quanto deu, eu mesma despachando casos da vida que ferem meu papel na sociedade. Ela tem chamado mais a atenção fora do arco Asher, e é bom vê-la seguir como aspirante à Annalise Keating (não necessariamente com essas palavras, mas vocês entenderam). Amei o tom de desafio para cima da chefia e de Bonnie, muito embora tenha sido movido pela decepção por Aiden (e quem é esse na fila do pão, gente?).

 

A moça representou a voz da consciência para o caso em si não se perder, mas não tem como confrontar o ego de uma mulher que deixou aquela sensação de que todo mundo foi otário. Para variar. Um segredo que sempre vem da compostura de Annalise.

 

O episódio também aproveitou para expor de vez Asher e Michaela. Bonnie honrou minha perspectiva de que agiria como adulta já considerando que os dois envolvidos são imaturos em alguns aspectos (principalmente amoroso). Não tenho uma opinião formada porque estou mesmo influenciada pelo ranço que peguei de Millstone.

 

Mas o melhor mesmo foi Asher e Connor, um brotp que quero proteger apesar de não querer nada com Millstone. O contraste entre Walsh e ele é bizarro, a amizade pode dar certo, e mesmo relutante gostei das cenas deles no cassino.

 

E já quero jogar a toalha porque não aguento mais sofrer pelos meus pais Coliver. A cada semana, o processo fica pior! Não sei se isso é bom para o temperamento de Connor que gradativamente está vindo à tona. Ele tenta ser adulto com o fim, mas o ciúme pode ser degradante. Honestamente, não sei até quando esse personagem aguentará tendo em vista que ama o ex. Se ele já se distanciou e azedou em um cassino, quero nem pensar no cotidiano.

 

Concluindo

 

Resenha Murder - Annalise

 

O tempo está passando rápido demais, não? Seis semanas para saber quem morreu? Isso, sendo otimista, apesar que Murder nunca deixa de entregar o fator bombástico no episódio 9.

 

Bonnie se revelou como sobrevivente, o que só piora as coisas. Por quem Annalise gritaria daquele jeito? Só penso em Connor ou em Wes, porque são os elos mais fortes que a personagem tem tido desde então. Ela passada com o fim Coliver, eu vi sim! Não sei se boto Laurel porque está rolando uma cumplicidade, mas é por interesse. E ainda tem Nate que é forte candidato vide a brincadeira de casinha. E vamos relembrar de Eve, uma perda que acharia aleatória porque ela não tem o mesmo peso dramático dos outros personagens. Principalmente se pensarmos na adorável mãe.

 

Só sei que dá a impressão de que algo saiu errado e foi dentro do próprio grupo. Sei lá, estou achando que até a prisão de Annalise faz parte da demanda a fim de dar tempo de Oliver fazer o que tem que ser feito. Triste é que tem mais uma pessoa na casa, sobrevivente, mas que pelo visto não terá sua identidade revelada. Escrevendo agora mesmo minha carta de demissão.

 

Repito o que disse no 3×01: tem que ser a morte do pop ou Murder deixará de ser levada a sério.

Stefs
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  • Stephanie

    Xará!!! Que alegria saber que vc resenha HTGAWM tb!! Estou acompanhando essa temporada e gosto bastante da serie, um tempo atras fiz maratona da 1ª e 2ª, é impossivel parar de assistir. Gosto de série assim, que te prende. Concordo com sua resenha. Hj tem!! Ansiosa para assistir e ler sua resenha aqui :) Queria te perguntar, vc assiste The Walking Dead e Game of Thrones tb? Beijos

    • Hey, Random Girl

      Oieeeeeeeeeeeeeeeee eu aqui de novo! hahahahahha

      Tá gostando da temporada, mozão? Estou cada vez mais nervosa por motivos de Connor Walsh </3. Seja bem-vinda nessa resenha tbm que respondo tudo.

      Eu assisto só GoT mozão!

      Beijossss!

    • Hey, Random Girl

      Por algum motivo minha resposta cortou e não sei se vc receberá completa ou duas vezes, mas boas-vindas para esta resenha tbm e só assisto GoT, bae! hahahahahaha a caixinha pirou!

      Beijosss!

  • Isis Renata

    manaaaa eu to muito nervros
    esse episódio foi de cair o cu da bunda e ficar bem malz no the end. muito contraste com o anterior no quesido direitos mulher/homem. to bem tipo ‘nossasenhora vou ali comer chocolate’
    sérião, HTGAWM é pra mim de longe a série melhor bolada dos retornos tudo, não há quem a pare!
    bonnie aparecendo no fim me alivia e não. eu quero e não quero que seja um dos futuros adogatos a ser morto.
    eu pensei mesmo que annalise iria colocar o moço na cadeia e então ficar famosa por fazer justiça BUT não me venha com chorumelas de que ‘ah mas ele sofreu quando criança’ BULLSHIT todos sofremos e tá na hora de parar de culpar o passado e tomar conciência dos atos atuais. como você, eu me revoltei em muitos momentos, mas paciência, a série quer mostrar que por vezes é assim mesmo que a galera age com homis.

    eu só quero morrer, bjos rs