Menu:
29/out

Este é aquele episódio de How to Get Away with Murder que sabia que estava esperando até ele aparecer na minha frente. Embora tenha continuado a focar nas relações pessoais e interpessoais do grupo, nada como ser brindada com nostalgia da S1 e com a amarração de algumas pontas soltas da S2. Resmunguei sobre Caleb apodrecendo na banheira, o que para mim deveria ter sido uma prioridade no 3×01, mas estou contente pela conclusão do caso Mahoney. Achei que ficaria por isso mesmo, fatos reais. Mas o que pesou para mim foi o gosto de velhos tempos. Todos no beco sem saída, o que acarretou a adrenalina e a expectativa faltante nesta season.

 

O episódio seguiu de onde parou na semana passada e foi o poço da ambiguidade. Daquele jeito que você tenta tomar um lado, mas é impossível. Afinal, só se vê podridão. E o suprassumo da podridão sempre será Annalise Keating. A protagonista estava um pouco difícil na semana passada e nesta insuportável é apelido. A pessoa toda trabalhada na chantagem emocional e detesto quando isso acontece – embora seja primoroso como a personagem ainda consegue afetar todo mundo.

 

Em meio a tanta nhaca, o poder e o domínio da protagonista voltaram a se escancarar e a mostrar o quanto isso coloca todos no limite. Inclusive, o quanto isso é perigoso, algo visto na S1. Dentre tantas coisas que me frustram, nada mais irritante que vê-la apelar para as fraquezas da galera a fim de manipular o jogo. Afinal, a advogada sabe que ninguém ali tem saída e ela teme dolorosamente que alguém dê com a língua entre os dentes. Ao menos por enquanto, essa atitude sempre será sua carta coringa. Efeito que começa a se deteriorar porque este episódio mostrou de novo que geral está impaciente e Keating sente que essas pessoas lhe escapam por entre os dedos. Vide pânico de Frank e a inabilidade de saber o que o mesmo planejava.

 

Pior que, por enquanto, nem tem como resmungar porque todo mundo tem pendência que é igual a rumar para o fundo do poço. E ninguém quer, principalmente porque o cosplay do momento é pagar de boa pessoa. E boa pessoa fica na sua, tendo uma rotina chata e banal, toma sorvete quando está na bad e estuda para as provas. Então, duramente, só resta fazer igual à Bonnie: menear a cabeça e seguir.

 

Acho que estou pegando um afeto pela Bonnie porque tudo que quis foi invadir aquela casa e eu mesma tacar fogo. Keating me relembrou o quanto pode ser baixa quando quer, mas baixa daquele jeito que dá vontade de arremessá-la na privada, e injustíssima. Estou completamente habituada ao seu jogo de manipulação porque é a cereja da sua caracterização, mas quando essa mulher se sente amedrontada e/ou perto de perder o jogo não tem quem aguente. Entendo completamente as pirações de Connor porque o bichinho tem lá sua razão. Até eu estaria arranhando as paredes para sair desse ninho a essa altura do campeonato. Mas só que Winterbottom é masoquista demais. Sai daí, mana!

 

Ver a assistente se arrastando por aceitação me fez morrer aos poucos de novo. Honestamente, gostaria de mais detalhes porque a temporada passada não supriu minha dúvida quanto essa dependência. Parte é creditada pelo abuso do pai e da advogada ter dado abrigo a ela, mas é muita dedicação para cima de uma pessoa que na menor chance a humilha. É tóxico e não teria envergadura moral para suportar esse tipo de coisa. Quando Bonnie me mete um eu te amo, quis invadir a tela, pegar na mão dela e mostrar o caminho para Londres. Já tolerei muita coisa sobre essas duas e chegou a hora do meu limite. Separem pelo amor de Merlin!

 

Apesar desses feels, não tiro os méritos. Bonnie é o ponto forte da temporada e os diálogos dela estão deveras mais seguros. Escancarar-se assim para Annalise foi um golpe na face e o problema de tudo, talvez, é que Keating é incapaz de demonstrar que gosta das pessoas. Vide o quanto ela destaca que odeia o Keating 5.

 

Resenha Murder - Wes

 

Além do auê contra Bonnie, houve a fisgada curta e direta para cima de Wes. Na S1 nem tinha como defendê-lo, dava preguiça, mas a busca dele em ter uma opinião e não aceitar ser capacho de Annalise neste episódio me fez feliz. O garoto cresceu, the end. Torci para que o personagem tomasse atitude, por mais contraditória que fosse, e penso que isso foi uma faísca para o início da quebra de amarras. Algo que não foi sentido tão diretamente porque Frank foi a salvação de última hora. Queria ver se a gravação virasse pertinente no futuro. Keating quereria morrer!

 

Wes rendeu o conflito da semana e um ponto final ao caso Mahoney. Na companhia de Bonnie, que foi uma bendita surpresa com a gravação, ele mostrou que é possível enfrentar Annalise. Basta ser um pouco sutil porque Keating espera o passivo-agressivo. Não é à toa que Winterbottom a arrasou ao passá-la para trás embaixo de seu nariz. Além disso, que é possível quebrar as ordens da advogada. O que muitos temem é a reação porque a mulher está tão na lama quanto ao resto. E, claro, tem uma autoridade que pode fazê-la sair ilesa e ninguém quer isso.

 

Dizem que a união faz a força, então, demorou demais para o Keating 5 mostrar as garras. Acho que por quase 3 anos deu para aprender o jogo nos mínimos detalhes – e Connor está prontíssimo para liderar o bonde.

 

Fato é que Wes e Annalise trabalham um influenciando o outro. O que não é uma novidade, óbvio, mas é sempre maravilhoso assistir como ambos se movem sem efetivamente estarem ao lado um do outro. Parece uma praga que virou uma dívida enorme. Cúmplices que quando você acha que rolará a trairagem épica, rola mais aproximação e lealdade. Simplesmente porque os dois passaram da fase de mentir e de fazer chantagem emocional. Keating se mostra verdadeiramente ao protegido e isso tem sido mais benéfico que perigoso. Não sou capaz de opinar sobre, muito embora dê para sentir raiva da parte do rapazinho. Seria humanamente irreal se esse personagem passasse a deslizar a flanela na testa da boss a troco de nada.

 

E ambos conflitam tanto o tema da temporada, o de ser uma boa pessoa. Wes tentou ao bravamente terminar com Meggy. Agora, não podemos dizer o mesmo de Annalise. A pessoa ambígua que nos engana o tempo todo e agora muito mais com aquelas ceninhas de comilança. Cenas essas que só servem para que nos compadeçamos. Por essas e outras que o modo nas entrelinhas como escrevem a storyline dessa mulher me deixa besta, quero morrer. A personagem faz a maior nhaca e a gente fica “own que fofinha comendo salgadinho no banheiro”. SOS!

 

Ao contrário de Wes que liberou quem gostava porque não dava para mentir, ela usou o caso da semana para dar um novo drible. Keating teve a licença de volta. A única maneira de diminuir a atenção foi pagar de boa moça e não ser agressiva como ditava o acordo do seu realinhamento na faculdade. Confesso que achei graça dela flopando nos argumentos. Porém, Dani foi um meio para engatar a falsa realidade de que a advogada joga limpo quando quer, sendo que perdeu as estribeiras com a presença de Atwood. Tudo que ela intencionou partiu da informação de Michaela e, para tristeza dos haters, venceu de novo e ainda dentro das regras. Igualzinho ao caso Solomon só que com sutilidade e autocontrole. Quem merece?

 

No fim, foi um jogo de três em que praticamente tudo do passado veio à tona para dar na cara dos envolvidos. Por mais que Keating estivesse uma mala, não tem como não achar essas tretas gloriosas. São exatamente elas que impulsionam a galera a agir insanamente, vide Connor que a cada semana só me faz temer pela sua vida.

 

Os demais

 

Resenha Murder - Michaela e Asher

 

Bem perto do midseason, Murder faz o que Murder faz melhor: faz todo mundo se enrolar no sexo para depois meter o drama a fim de mudar essas relações. Asher e Michaela conseguiram minha simpatia neste episódio ao pararem com o chove e não molha irritante. Quero muito manter minha raiva de Millstone, mas quem aguenta ele dançando daquele jeito? Ele é muito farofa topzeira, socorro.

 

Oliver me fez suspirar e compreender esse seu tempo sozinho. Seu date gerou um mega contraste em comparação ao início da pegação com Connor e me partiu. Penso que o personagem em questão só absorveu esse ponto de vista de relacionamento, o que refletiu na ideia de que tudo se resolve sem roupa. Walsh poderia dar uma folga ao bichinho porque, apesar de contribuir pro conflito, o cidadão está infantil em demasia. E nem o culpo tanto porque seu lado bitch sempre fala mais alto quando tem mágoa.

 

Mas é bem real a sensação de que todo esse giro em Coliver quer ressaltar o dilema de contar a verdade. Connor está carregando tudo sozinho e deveria compartilhar os assassinatos com Oliver. Principalmente porque Oliver é o ingênuo sobre Annalise, mas sabemos que isso não ocorrerá considerando que esse personagem aparece embolado no futuro. Amo o shipper, mas estava tóxico e desde o início desta temporada os roteiristas querem mostrar isso. Walsh sempre dava um jeito de controlar e de dobrar o mozão, e neste episódio os mesmos atos se escancararam. Vejam bem, esse é o único relacionamento (depois de Meggy e Wes) que nada teve/tem a ver com a panelinha. Os outros se ajustaram porque… São da panelinha.

 

Só que nada anula que meu coração Coliver morre a cada semana. Connor, me deixa te ajudar!

 

Wes e Laurel eram previsíveis e fortaleceram a ideia de que o bebê nasceu aqui. Só que fico meio perdida porque a turma está a 3 semanas do futuro e não manjo de gravidez. Quero acreditar que Frank não se meterá entre ambos, mas acho difícil. As mensagens dessa moça para ele cheias de duplo sentimento.

 

O melhor mesmo foram as referências a Meninas Malvadas. Michaela e Connor me deram vida esta semana, ri demais. Penso que ambos se fortaleceram e não quero que essa amizade se perca. Um dos dois me cheira a traidor, mas é aquele ditado: a culpa sempre vem daquele que se menos suspeita.

 

Para concluir a trama da semana, esse rodopio de Frank deu em alguma coisa. Fico aliviada porque começava a acreditar que não renderia em nada. Que ele só apareceria no midseason para amedrontar Annalise. Eu disse que o cidadão só queria provar seu valor e conseguiu em uma empreitada perfeita. Agora, vamos espiar para ver como o beberrão será recebido.

 

Concluindo

 

Resenha Murder - Mahoney

 

Ao menos, por enquanto, Annalise segurou as pontas de novo. Digo isso porque o futuro parece que será outro. Ao que consta, essa é a “última vez” que a advogada tentará controlar o incontrolável. Isso, do jeito em que manipula todo mundo – e daí vem o futuro em que Oliver é o mais manipulado.

 

A trama da semana abriu brecha ao que comento faz um tempo: alguém precisa quebrar esse teto de vidro. Se não é Frank, que terminou por provar seu “valor”, começo a apostar em alguém do Keating 5. Muito provavelmente Connor por causa da treta com Wes. Não sei, fiquei com esse sentimento. Walsh culpa o colega e se esse mesmo personagem causasse a tragédia do futuro, ambos ficariam even. Os dois ficariam no mesmo patamar de estragar a felicidade de todos.

 

Antes que perguntem, Connor perdeu a chance de ficar quietinho. A treta entre essas crianças me surpreendeu, não esperava. Temo Walsh porque o garoto nunca se mostrou muito equilibrado com suas emoções. Mesmo com todo esse figurino relaxado (Jack podia só ficar de roupão, quem se importa), o cidadão tem dinheiro para fazer o que bem entender (e me pergunto cadê a família desse jovem).

 

Fato é que Walsh está magoado demais, perto da amargura. Mais um aperto e penso que ele volta a ser o desequilibrado do flash-forward da S1. Não sei se quero porque seria o pico do retrocesso. Porém, alguém tem que tomar atitude e esse cidadão é quem anda mais inclinado a isso.

 

O episódio também investiu em outros tremores. Mesmo se apoiando em Frank, o que fez a mão tremer foi o mencionar de Sam e de Rebecca. Queria ser a boba, mas, nossa, quando coisas antigas retornam para a trama de Murder, só tenho que acender uma vela de agradecimento ao Peter. Principalmente quando o showrunner faz a poker face afirmando que certos pontos não retornarão e vrá!. Sou fraca!

 

Sobre o flash-forward: cadê Connor? Fico cada vez mais desesperada porque é meu favorito, o favorito de milhões de americanos, e se ele for para o saco não terei mais motivo para acompanhar Murder. Ao menos, não fielmente e com a mesma energia. Amo Viola, mas Walsh é meu elo emocional as always.

 

Nunca desejei a morte de Wes como agora e nem quero porque ele é pertinente para impulsionar o melhor e o pior de Annalise. Isso, junto com Nate, dois alicerces que empurram a história da protagonista. Apesar dos pesares, ambos são os amores da advogada e são essenciais para a storyline dela. Ao contrário de Walsh que começa a se mostrar como o cara imprudente e que não tem importância para a trama.

 

E quem precisa de Asher, gente? Alívio cômico é fácil de criar, please! E não consigo botar Frank em cena ainda, true.

 

Essa ideia de traidor me deixa mais tensa. Tudo que sempre quis é que alguém do grupo quebre o ciclo. Este episódio deu muito pano para manga, Michaela e Connor afinaram uma parceria que pode ser deveras perigosa. Ambos são os mais inteligentes (e eram os mais subestimados junto com Asher, acho graça) e que conseguem ser frios sem hesitar. O que a gente faz?

 

Este episódio teve muito da 1ª temporada, em que o Keating 5 se viu desesperado e Annalise mais desesperada em não deixar o teto de vidro se estilhaçar. A chave foi engatilhar um sutil retrocesso de onde o inferno na vida desses personagens começou para assentar a revolta. É trágico ver que Wes, em parte, foi o estopim desse inferno. Desde a tenra idade quando a advogada abraçou o caso Mahoney. Sad but true.

 

E esse papo da família da Michaela muito me interessa. A moça está on fire.

 

Um adendo final: estou bem triste de não ver os outros membros do Keating 5 envolvidos nos julgamentos da semana. Deveriam apostar nisso para dar mais do background deles. Posso presumir alguma coisa visto que Connor foi o único que teve destaque?

 

PS: e essa química entre Annalise e Hargrove? Confesso que vi muito além da amizade.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3