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02/out

Estou bem com a cara no chão depois deste episódio de How to Get Away with Murder. É isso que acontece quando seu favorito ganha destaque e rende um show de atuação. Tenho que confessar (confissão desde a S2) que estou amando essa pegada mais pessoal da série, dispensando o mistério da vez como muleta para tudo. Está certo que ainda me pergunto se resgatarão alguns pontos da temporada passada, mas, considerando que não vejo esse mundinho com mais de 10 anos, capaz que joguem no comigo não morreu.

 

Fato é que essa pessoalidade cria mais proximidade com os personagens. Desde a S1, só vimos essa galera focada no conflito central que envolvia a morte de alguém. Embora sejam mais de 5 em cena transmitindo a sensação de que estão unidos, há sim uma unilateralidade que precisa ser desmembrada para cumprir o mesmo exercício feito com Annalise na S2. No ponto que estamos, nada mais se sabe sobre o Squad e se um deles morrerá nada mais sensato que recriar um vínculo emocional para tornar tudo catastrófico e impactante.

 

Além disso, isolá-los seria um artifício perfeito também para mostrar como cada um realmente se sente depois de quase dois anos de tragédia. Com o destaque em Annalise na semana passada e agora em Connor, sinto-me meio que no direito de batizar, literalmente, esse novo ano da série de clínico. Não apenas pela inspiração do novo método de aula, como também por começar a trazer novas nuances que são difíceis de ver quando a trama está uma zona. Será aquele recorte preciso, como aconteceu com Walsh, em que o vimos no seu melhor e no seu pior. Não menos importante, no seu mais complicado como também no mais frágil.

 

Você já agradeceu a existência de Falahee hoje?

 

Resenha How to Get Away with Murder - Connor

 

Sensato começar com Connor para alimentar a pergunta da vez: quem morreu? Afinal, o peso emocional da S3 começou por intermédio dele e deu uma concluída neste episódio. Sem contar que esse jovem é o mais quebrado de todos, constantemente perseguido por tudo que rolou. Tem muita carga sentimental aqui ao contrário dos demais que até estão meio perdidos, não sabem o que querem, mas parecem melhor que Walsh.

 

Essa atenção fez notável o possível norte que nos revelará a cada semana quem sobreviveu 2 meses depois. No caso, o uso de paralelos: Coliver ganhou destaque e Oliver se revelou como o primeiro sobrevivente. Um timing que mostra que o roteiro trabalhará com as conexões criadas no tempo atual, uma justificativa para a tamanha preocupação que tem sido dada a isso. Annalise e Nate; Michaela e Asher; Laurel e Frank; Wes e Laurel. O Keating 5 e seus líderes estão divididos em duplas/trios, e será nas uniões formadas que teremos nossa morte.

 

É, estou cada vez mais tentada a fazer aquele textão em homenagem ao personagem, mas eu preciso me segurar porque o amor está cada vez maior. Da mesma forma que fico besta com o samba de atuação de Viola, o mesmo cabe ao Falahee que, de todos, é o mais desenvolvido a essa altura do campeonato. Sem precisar do peso de um background – até porque ele tem um passado tão nos conformes que extrapola.

 

Conhecemo-nos como bitch Connor, um presente engomadinho, bem embrulhado, com direito a perfume importado e muito gel no cabelo. Ele ganhou atenção não meramente por ser gay, mas também por ir se revelando o oposto do esperado dentro de circunstâncias estressantes. Walsh não funciona sob pressão, nem teve tempo de respirar para descobrir quem é na noite, e os roteiristas quebraram sua caracterização ao longo do caso Sam/Lila. Foi aí que descobrimos um cara problemático com suas emoções.

 

Além disso, por ter usado a aparência para tudo, seu leque de confiança em si mesmo nunca deixou de ser baixo. Vide a descrença de entrar em Stanford. Agora, ele teve que se provar, sem tapinha nas costas, sem proteção da mentora, e que delícia.

 

Connor é multifacetado tão quanto Annalise. Ele pode ser bitch, sensível, temperamental, afetuoso, distante… Tudo ao mesmo tempo. O que me chama atenção precisamente é que nunca houve um pedido de desculpas por nada que sente ou faz. O personagem é ação e reação, como Keating, que sente o que tem que sentir, faz o que tem que fazer, e dane-se a moral da história. Por essas e outras que esse cidadão é formidável e, honestamente, não consigo ver outro ator que pudesse interpretá-lo. No fim, o que Walsh precisava aprender era dar valor as coisas. Isso meio que rolou considerando o tipo de amizade que tem com Michaela agora.

 

Sem contar que a parceria com Annalise meio que esclareceu porque ela aposta tanto nele na hora do fuzuê – como escolhê-lo para atirar nela. Espelhos de uma mesma face?

 

Considero-o o personagem mais forte de Murder (depois da dona da série, óbvio). Por mais que tente ficar na caixinha, ele não consegue. Por mais que tente ser irresponsável, ele é responsável e preocupado demais – só não confia tanto nesses aspectos em si mesmo. Ninguém espera nada dele. Podemos dizer que Oliver conseguiu amansá-lo por causa do relacionamento, porém, não credito o boy. Credito o conflito. Tudo que vi esta semana foi o resultado do arco S1-S2: um cara repartido e não foi culpa do namorado.

 

O cara é bom, só precisa de injeção de confiança. Detalhe perceptível, mas abafado por sua sexualização e sua canalhice. Connor mudou tanto que nem os colegas se tocaram. Contraste que começou quando acharam que ele traiu Oliver e depois quando foi zombado da sua capacidade de resolver o caso sozinho. As pessoas ainda o subestimam, mesmo que conte com o apoio daqueles que são seus cúmplices.

 

Além disso, o personagem ainda tem dentro de si a necessidade de se provar, especialmente para Annalise. Por mais que diga que não se importa com a opinião dela, Walsh se importa demais e nem é preciso ter um troféu na roda.

 

Daí, temos uma nova diferença: alguém o escolheu por instinto. Não foi Annalise que o empurrou e ele não retrocedeu às artimanhas da S1 pra vencer. Mesmo subestimado, Connor ainda consegue surpreender, exercer um tipo de diferença, e poucos personagens têm esse talento. A cena fatal com direito ao discurso abençoado foi assim de esfregar o pano de chão na cara do haters. Imagino o quanto Falahee deve ter gostado de incorporar a questão considerando que é um mega ativista.

 

Houve um debate pertinente esta semana. Inclusive, da parte do próprio personagem em considerar que uma mulher seria o ideal em falar do abuso com Irene. Quem assumiu a bronca foi esse jovem, fugindo do comum, e fez o que muito homem deveria pra começo de conversa.

 

Quando Connor explode sobre condenar a vítima, da bancada não ouvi-la, de repetirem o mesmo ciclo de julgamento que cala a mulher e que a relevância ali é compreender o abusador, chorei e aplaudi. A explosão de Walsh muito me representou, relembrando que ainda há uma fúria dentro dele. Inclusive, marcas das temporadas anteriores que se revelaram sutilmente durante a conversa entre consultor e cliente. Esse cidadão está estilhaçado, alguém me ajuda.

 

O tiro final foi Irene recontar o motivo de ter matado o animal. Fui derrubada! Casos assim sempre geram um contraste em Annalise por motivos, mas a reação de Connor durante todo o processo valeu pelo episódio. Vê-lo indeciso se devia sorrir ou não por ter vencido me fez vomitar unicórnios. Sério, atuação 5 stars.

 

Resenha How to Get Away with Murder - Coliver

 

Não posso sair desse tópico sem mencionar meus pais. Em um clima tão pesado, tão difícil de negociar, o episódio soube aproveitar a deixa final sobre Coliver. O fim finalizado virou preocupante uma vez que Connor subiu na lista de quem morreu. E se ele morrer eu vou dar um riot em Murder.

 

Apesar da tristeza, dou 5 estrelas pelo fato de que escreveram esses dois como um casal que consegue ser adulto até no término. Foi muito legal ver que Walsh ainda podia contar com o ex (alá subestimado) e engatar conversa decente. Leio muito que a galera quer sua versão bitch de volta, mas, se eu for pontuar algo que sinto falta, seria apenas da malícia e da ironia verbal dele. Acho meio difícil resgatar o que Connor foi depois de tanta nhaca. E meio que seria um retrocesso, como se o personagem não tivesse amadurecido.

 

Uma oração para Annalise Keating

 

Resenha How to Get Away with Murder - Annalise

 

O caso serviu para criar o que os roteiristas fazem de melhor: paralelos. Irene rebateu na situação de uma Annalise que deu riot para manter o cargo na universidade. Encontro que embasou o episódio da semana e o tema de uma bancada querendo definir o futuro de uma mulher. Uma bancada que propicia o silêncio para se proteger e não proteger quem está envolvida. Viola de novo sendo sambista e me abstenho de comentários profundos.

 

O que comentei na resenha passada parece que tomou forma: Frank está em todos os lugares e é a primeira ameaça invisível contra Annalise. Está certo que ainda não o coloco na cena do incêndio uma vez que o personagem me pareceu um filho desesperado em contatar a mãe. Sem contar que não o acho tão raivoso o bastante para causar todo o rebuliço do futuro uma vez que tem o peso de ter feito Keating perder o bebê. Seria muito meter os pés pelas mãos, mas tudo é possível nessa série.

 

Por se tratar de uma ameaça invisível, está interessante ver Annalise distraída e paranoica. Uma mulher sempre tão focada, tão independente, resolveu deixar de ser orgulhosa e partiu em pedir ajuda. O mais interessante ainda é que mesmo solicitando apoio de Nate, e até uma companhia de Wes (isso foi weird pra caramba, vale o adendo), a personagem não perde a atitude na hora de querer resolver algumas coisas por conta própria.

 

Quero nem ver o melô que deu com a ligação de Laurel ao Frank. Principalmente porque Wes nem sabe que entregou a melhor amiga de bandeja para satanás-Keating. O ciclo vicioso começa a se repetir.

 

Annalise ditou que estava se sentindo solitária, mas tudo que vi foi uma mulher com medo de um possível agressor. Ela está atormentada e quer ter as pessoas por perto. Por mais que clame ódio ao Keating 5, a personagem sabe que precisa deles. É lindo demais vê-la toda frágil e ainda ser egoísta, ao ponto de até lembrar ao Connor que a sua (só a sua) reputação é tudo. A protagonista está a própria representação do signo de Gêmeos, não sabe o que está sentindo, mas sente tudo.

 

No aguardo para saber quem ela esganará para sentir alívio, apesar que a reitora da faculdade já sentiu a ira Dracarys de Annalise. Vai mexer com quem na verdade nasceu sob o signo de Leão.

 

Concluindo

 

Resenha How to Get Away with Murder - Oliver

 

Murder alcançou seu pico de drama e estou muito bem com isso. Gosto de drama e não me importo de jogarem um pouco mais na minha cabeça.

 

Foi desesperador ver Oliver surgindo na cena do crime. Não só por supor que é Connor que o impulsionou até ali, mas porque ele foi mesmo corrompido pelos jogos de Annalise. Isso me partiu o coração, de verdade. Não era segredo, claro, mas ver que o processo se realizou me deixa um pouco triste. Afinal, Walsh fez de tudo pra evitar isso e Keating quebrou a promessa. Um norte de pensamento que faz o personagem de Falahee uma morte a se temer bastante. Digo isso porque há uma dívida maior aqui em comparação a todo o resto. Por enquanto.

 

Annalise citou o pai de Laurel e Laurel terá seu background trabalhado nessa temporada. Dito como um imprestável, muito me dá medo se esse homem se envolver com o caso Frank.

 

E o que diabos está rolando na mente de Frank? Estou igual a Annalise, pedindo SOS.

 

PS¹: Ah, queria que Bonnie se fortalecesse, na real. Tô bem triste de vê-la na sombra.

 

PS²: o que o caso Mahoney infligirá na trama? A Eve vai reaparecer, é confirmado.

 

PS³: Peter pode falar que Rebecca foi esquecida, mas o Squad ainda lembra, acho graça.

 

PS4: eu vou responder os comentários do 3×01. ♥

Stefs
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  • Isis Renata

    sim! Connor é muito subestimado e ainda vai sambar muito sobre o K5. VEM QUE TO QUERENDO. Foi um episódio incrível com um tema abordado mais incrível ainda SOS.
    Manooo, muito sério essa coisa do Oliver já tá nas mentiras tudo, já esperava tbm mas manooo.
    ligação Frank que aliás bel dels do céu tá matando até não querer mais. é layla, é bebê da anni, é o moço lá caray! ahahaha
    eu terminei o episódio bem malz pq não queria Connor morto PELO AMOR NÃO.
    havia sugerido a Bonnie, mas que chute fora do gol, pq caiu essa pauta rs
    acompanhemos :*