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17/nov

Sabem aquele episódio que você nem pisca e já acabou? Este foi o caso. Considerando o caminho que estamos nesta temporada de Chicago Fire, esta semana na companhia do Batalhão foi a que mais me envolveu por inteiro. Assim, de eu não me incomodar com absolutamente nada e fiquei com gosto de quero mais quando os créditos subiram. Enquanto me dão tramas como essa, não tem como não aproveitar a chance de jogar um pouco de confete.

 

Ainda na vibe “para minha própria surpresa”, este foi mais um episódio estelar que não só esticou um chamado como conflito da semana (sempre excelente, btw), como continuou a aproveitar de maneira sensata seus 3 talentos principais. De quebra, o roteiro ainda espirrou S1/S2 na nossa cara graças à treta em progresso entre Casey e Severide e ao resgate do filho eternamente esquecido de Boden. Só lágrimas de felicidade.

 

Confesso que fiquei bem tensa quando Chicago Fire começou do jeito típico, um resgate com os 3 grupinhos, e comecei a me preparar na hora para ver todo o esforço dos episódios anteriores começar a afundar. Passaram-se cinco semanas e o lado pessimista meio que está com saudade de tramas fracas para xingar. Em contrapartida, digo amém por ter sido uma empreitada para que todos encarassem a mesma situação. Talvez, tomassem lados, como nos velhos tempos. Aproveito para parabenizar a turma da maquiagem porque desde Jimmy só choque e horror com os resultados dos incêndios que andam impiedosos demais.

 

A pergunta do passado que ainda vale uns bons galeões: Team Casey ou Team Severide? Ugh, saudade disso 100%. Só a promo deste episódio me deu bastante nostalgia e separei até minha armadura para um embate aos moldes antigos de Fire. Bem, o que aconteceu foi um aquecimento e estou contente por chegar aqui sem sentir a famosa vontade de jogar Kelly na privada. Acho que isso meio que denuncia a que time pertenço desde os primórdios dessa série, pois é.

 

O chamado que rendeu o atrito principal do episódio me lembrou o de Andy, lá no piloto. Severide checando o prédio. Casey pendurado na escada vendo uma vida se perder. Um contou com um saldo positivo, afinal, Darin saiu ileso. O outro amargurou um fim trágico porque não “quebrou a janela a tempo”. Uma fatalidade sentida de dois pontos de vista diferentes e é aí que mora o dilema uma vez que pensamos nos personagens envolvidos. Ambos amam ter razão, um mais que o outro.

 

Kelly costuma ser o cabeça dura, já bancou o garotão do Esquadrão top e fazia questão de ser o maioral. Matt faz a mea-culpa e vai atrás de solução, mas tem pavio emocional curtíssimo. Queria uma briga mais direta, daquelas cheia de gritos, mas mantê-los afastados foi uma pequena demonstração de amadurecimento.

 

Com 5 anos de série praticamente, seria retrógrado fazer esses personagens agirem exatamente como antes. Principalmente Severide que passou pelo dilema Shay sozinho e se bancasse a chiliquenta neste episódio saberia que nada é realmente capaz de mudá-lo. Honestamente, esperava que Kelly perdesse um pouco do respeito ao partir do ponto de defesa de Darin. Contudo, o bombeiro trouxe o típico cinismo regado de uma dose de resfriamento emocional, mas esse posicionamento pode não ser garantia de sucesso. Casey pode ter um temperamento difícil em situações como essa, o episódio fez questão de pontuar, mas Severide, tanto quanto ele, gosta de estar certo mesmo diante da possibilidade de não estar.

 

Resumindo: se há um detalhe que ainda persiste entre essa dupla é a maldita teimosia.

 

O drama mostrou que Severide amadureceu do seu próprio jeito com o passar das temporadas, mas ele não tem conquistado tantas histórias boas que o desvirtuem do bebezão topzeira da balada que ficou lá na S1/S2. O personagem mostra seu melhor em situações relevantes. Não dá para mudar todas as nuances da sua caracterização, mas mostrar de vez em quando que existe sensatez é válido. Fato é que o bombeiro pode estar errado no futuro sobre a inocência de Darin, mas reaprendemos que ele bate o pé pelas suas convicções. Tal como Casey e é por isso que sempre é estressante ver esses dois com a pá virada. Ambos não se escutam e não se esforçam em compreender o lado um do outro até o momento de quebrarem a cara.

 

Da mesma forma que Casey me tira do eixo quando se blinda para defender suas hipóteses, Kelly também, mas de um jeito mais intenso. Simplesmente porque esse jovem do Esquadrão manda a mensagem corporal de que não liga. É irritante e me senti como no piloto de novo querendo esmagá-lo com minhas próprias mãos. O cinismo em ouvir Casey e depois o dar de ombros porque deu a dica das câmeras de segurança me fizeram bater a cabeça no teclado. Ele passou por cima sem conversa, típico, e não tirei o mérito do Matt em ficar enraivecido. Enquanto um acha que ganhou, o outro vai no inferno mostrar que não. Continuem.

 

Melhor que isso só Casey puxando Dawson para a problemática. Se eu chorei? Chorei sim porque estava torcendo para que isso acontecesse. Afinal, ela manja do assunto e seus olhos são imparciais. O que Matt vê com certa cegueira, a mozona veria com orbes límpidos. Nisso, destaco o único ponto negativo deste episódio – e que não influenciou em nada: Severide passou a temporada passada entremeado em casos como o desta semana e não se deu ao trabalho de ir ver a cena? Foi muito incoerente, ressaltando que a treta entre esses dois homens será sempre sobre quem está certo e quem está errado. Socorro!

 

Nossa, sério, Casey estava tão emocionalmente envolvido. Detalhe que só reforçou a experiência vivida com Andy. Fazia tempo que isso não acontecia, não só o envolvimento, como também um resgate que impactasse algumas relações do Batalhão. Severide e ele sempre lideraram esse tipo de premissa e quero muito acreditar que não fique por isso mesmo. Mas…

 

Resenha Chicago Fire - Casey e Severide

 

I’m always gonna report what my eyes and ears tell me

 

Essa frase do Severide resumiu o conflito central do episódio. Em uma situação dessas, eles deveriam ultrapassar a linha do próprio ego, por assim dizer, e serem mais cuidadosos no como viam o resultado final do resgate. Afinal, ambos não se deram a chance de ir lá para compreender o que o outro queria dizer sobre o ponto de vista do qual defendiam. Literalmente, esses senhores se agarraram ao que viram e ouviram, e nem sempre esses sentidos dizem a verdade. Embora o resgate tenha sido dramático de emocionante, essas duas crianças não usaram as mãos calejadas a fim de evitar qualquer tipo de confusão. Às vezes, é preciso do tato.

 

Casey não foi atrás de Darin. Kelly não foi atrás de ver se havia possibilidades de incêndio intencional. Dawson pode ter garantido que não passava de uma ilusão, mas um dos dois deveria ter dado o braço a torcer. Porém, essa é uma expectativa positiva demais considerando que é sobre esses homens que conversamos. Braço a torcer só mesmo no limite da razão. Daí ficamos com o famoso abismo regado de raiva, de dúvidas, de revirar de olhos e etc., etc., etc..

 

Então, de que lado ficar nessa palhaçada? Confesso que ainda estou bastante confusa. Darin foi deveras convincente na sua preocupação com a esposa. Só que daí veio a irmã assertiva sobre possível abuso doméstico. Daí teve o posicionamento seco e desorientado desse homem no velório que alteou minha sobrancelha. Daí o cidadão, coincidentemente, não estava em casa quando o incêndio começou e nem sabia que a mulher estava no apartamento. Mas se viu tombado no meio do corredor pedindo para não ser socorrido. O único ponto a se segurar é o que Casey viu, um padrão específico, um acelerador que aparenta sim como um incêndio intencional.

 

Tirem os dois do caso e botem Dawson, ASAP!

 

Se eu for colocar as cartas na mesa, ficaria ao lado de Casey. Não por ser Team Casey, mas porque foi um deslize tremendo Severide não ir checar a cena antes de tomar partido pelos vídeos. Relembrando que esse bombeiro desmanchou o que ocorreu com Shay junto com a dona da série Gabriela Dawson. Ou seja, ele sabe como desvendar incêndio culposo. Só por causa desse mísero detalhe, que escapou pelos dedos dos roteiristas, é que fico aqui fazendo pose no Truck 81.

 

Mas se me perguntarem, sou Team Herrmann que estava fofíssimo neste episódio.

 

De uma maneira geral, não vi tanta diferença entre esses dois diante do mesmo assunto. O resultado final é que alguém cairá do cavalo e não será bonito. Ao menos, é o que espero, mas confesso que nasceu o medo visto que Danny em Med não vingou. Uma coisa influencia a outra nas Chicagos, não importa quem assina o roteiro, e não sou obrigada a ser enganada de novo. Please!

 

Os demais

 

Resenha Chicago Fire - Boden

 

Além do início de treta entre Casey e Severide, o episódio pesou bastante no tema adolescente que rebateu em cheio em Boden. Por que eu tenho a sensação de que esse reencontro dará em nhaca? Esse papo de distanciamento para depois uma aproximação brusca muito me preocupa. O Chief é uma das pessoas mais sabotadas na história dessa série e não sei se tenho mais emocional para outro golpe.

 

Em contrapartida, foi bom demais rever Donna. E o baby Terrence? Salto temporal só se mostra bom por causa das crianças que logo crescem e nem tem muito do que reclamar.

 

Brett também deixou meu coração quentinho e me representou totalmente diante do casinho Heather. Essa personagem anda tão adorável que só quero amá-la e protegê-la. Mas burra demais em largar o manuscrito, hein? SOS!

 

Confesso que fiquei bolada com Mouch meio que recebendo os créditos do livro. Foi engraçadinha a ideia de Platt e do clube do livro, mas Brett teve grande participação nisso.

 

Dawson babando nas fotos de Louie e o chamando de “nosso” filho na companhia de Casey, eu vi sim! Essa mulher é outra que tem me feito feliz e me resta baixar o orgulho e agradecer aos roteiristas. O quanto ela tem aparecido mais e tendo mais relevância não cabe em mim de felicidade. Tenho até medo do que aprontarão para ela semana que vem, true.

 

Herrmann tão gracioso esta semana também. Esse senhor diante de Carlos acabou com a minha raça. A pichação só serviu para relembrar que apesar das tretas ali há uma família que sempre vai em pró das pessoas. Tristeza em forma de alegria.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Fire - book club

 

Estou exausta de elogiar Chicago Fire, fatos reais! Mentira, escrever resenhas positivas me deixam feliz. É cansativo ser azeda o tempo inteiro, então, queria que essa vibe não morresse. Apesar do clima soturno e contestável, a trama e os personagens estavam adoráveis e vomitei arco-íris várias vezes.

 

O episódio vingou efetivamente em meio a um drama que nos fez relembrar que Casey e Severide ainda possuem inclinação para o rótulo de frenemies. Basta um resgate malsucedido para mexer na ferida. Esta semana foi mais uma daquelas em que alívio cômico e o conflito central não colidiram de forma negativa. O ritmo foi pontual com dois tipos de trama que deram respaldo ao clima intenso entre os bombeiros citados e Brett, Boden e Herrmann com seus dilemas adolescentes.

 

Mais uma vez só tenho elogios. Quando o roteiro engloba todos em cima de um background significativo, que rende o norte da semana pesando uma reflexão em vários âmbitos, não tem muito do que reclamar. Cansada estava de ver Otis e Cia. com uns instantes cômicos que quebravam todo ritmo de trama, fatos.

 

A pergunta que fica é: Casey provará alguma coisa ou foi só balela de trama? Desconfio.

Stefs
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