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24/nov

Que saudade que eu estava desses episódios tapa na cara de Chicago Fire. Não que os outros desta temporada não tenham sido, mas a fórmula desse relembrou bastante do quanto a série costumava ser forte e marcante sem depender tanto de uma catástrofe por semana. Ou inventar qualquer storyline rasa para matar o tempo como ocorreu bastante nos dois últimos anos. Ao contrário dos anteriores que tornaram seus chamados os grandes eventos, a aposta da vez foi em um conflito de emoções que, de certa forma, rimou com o futuro. Mesmo sem uma ação quente, se envolver foi um processo gradativo até chegar a hora das lágrimas.

 

Poderia dizer que este episódio foi de Dawson e de Boden, mas declaro que foi uma semana de todo mundo. E dizer que foi uma semana de todo mundo é um milagre porque o mau costume ainda existe em mim – personagens sem história e zanzando no Batalhão. Quem puxou geral para o cerne da bagunça foi o primeiro resgate, que se tornou um nó de dois e amei como fizeram isso. Tudo que vi foi um time outrora disperso mais unido like the old times.

 

Amei a oportunidade que deram ao Herrmann, o afastamento de Gabby para lidar com um atendimento da ambulância que deu errado e Boden querendo que suas crianças tomassem vergonha na cara e cumprissem seu trabalho. Embora fragmentado, como também manda a regra, a transição de um drama que norteou um ou vários personagens fez valer demais a experiência. Uma narrativa impecável, A+, sem dúvidas!

 

Logicamente que o A+ cabe à menina Gabby também, que ficou na corda bamba se deveria ser ou não a tal da Gabby Dawson, como disse lindamente Matt Casey. A mulher mostrou assim que pisou de volta na ambulância que ainda tem o temperamento que a faz mover o inferno para salvar uma vida. O impacto sempre vem de cometer um incidente e da decisão seguinte, processo que se repetiu e adoro. Por mais que tenha sido um infortúnio, soou como um erro e essa pessoa não sabe lidar com erros. Ainda mais quando acontecem embaixo do seu nariz, apuradíssimo para agir com certa lógica.

 

Esperei mesmo que o temperamento da paramédica atingisse um nível perigoso e constrangedor. Ela ainda tem aquele eguinho que a norteia não só para ir atrás do seu, mas para mostrar que tem razão. Algo visto em seu interrogatório em Med, e só consegui amá-la mais. Vê-la comendo pelas beiradas foi uma surpresa porque a personagem estava com seus ânimos atiçados e isso nunca tende a render algo positivo. Esperava uma tragédia, sinceramente.

 

Resenha Chicago Fire - Gabby

 

Por isso me pergunto se dar a pasta ao rapaz surtirá algum efeito (embora tenha ficado subentendido que o assunto acabou). Afinal, Gabby não deixou de pisar na jaca ao tomar tal iniciativa. O processo estava encaminhado e fiquei com a impressão de que o posicionamento da paramédica era mais para tentar silenciar a ajudar os envolvidos na tragédia. Algo que passou, claro, porque a moça não é maliciosa e Antonio confirmou as tretas sobre o caso em questão. Mas Chicago Fire não perde a chance de ser Chicago Fire na hora de afundar algum personagem e me agarrei a essa ideia. Ignorei por segundos o ritmo desta temporada, tão maravilhosa que a mão treme. Puxem minha orelha!

 

Por mais “suave” que tenha sido, visto que o foco foi mesmo testar os limites de uma personagem que perde facilmente a cabeça, gostei bastante do drama que lhe foi dado. O conflito vindo do resgate pode ter afundado, mas o que se aprendeu é que Gabby agiu como uma liga no Batalhão. A moça aproximou todo mundo e é aí que tivemos o destaque em Boden.

 

Independente de Dawson estar quase inclinada na lama, lá estava o homem tentando dar ordem na casa ao mesmo tempo que lidava com James e uma proposta que parecia irrecusável. Tom parecia um maldito empecilho de trama, esse povo acima do Batalhão sempre dá nos nervos, mas as intenções eram honestas. Ele falou corretamente sobre amarmos o Chief, mas a vida é de mudanças e é aí que entrou a questão do futuro. Essa palavrinha nem precisou ser anunciada porque o roteiro estava intencional nesse quesito. Bastava olhar para Herrmann.

 

Antes de chegarmos às razões desse futuro, a presença de James regou meu peito de um singelo vazio. Não sei se é porque ele tem a maior carinha de puppy, e me deixou preocupada, ou porque faltou um aprofundar da sua presença no Batalhão. Não esperava que o menino ingressasse no 51º porque nos minutos iniciais houve o debate “quem é você aos 17 anos?” e tudo que vi foi um garoto quieto e deslocado.

 

Comportamento que mexeu com meus instintos de mãe e ainda sinto uma bad vibe aqui. Primeiro porque parece que a carreira foi empurrada. Segundo porque Boden estende a linhagem no mesmo ramo e nem sempre isso é bom. Enfim, espero que destrinchem essa história, sem pressa, porque é uma fatia nova da vida do Chief.

 

(mas daí você vê a promo do 5×07 e vai dar ruim para James).

 

Por mais que tenha gostado dessa ideia de futuro, é fato que nunca boto fé nisso (e daí acontece os golpes tipo Antonio). Boden dar no pé me parece justíssimo, mas não consigo ver possibilidade para outra chefia. Sempre escolhem alguém carrasco tipo o famigerado Pridgen e ninguém merece. Todos os personagens que surgem de fora do Batalhão querem destruir o Batalhão e ninguém precisa de reprise. Já bastou Dawson voltar a ser farol de destruição por qualquer errinho.

 

Está para nascer alguém com a resiliência de Wallace, fatos reais. Além disso, o personagem viveu demais e tem muito ainda que ensinar – e a série deveria aproveitar já que está em um bom momento. Deveriam explorar mais seu background já que este episódio mostrou que ainda tem muito o que entregar não só sobre esse, mas sobre o time todo.

 

Chicago Fire 5x06 - Boden

 

Bom é que cumpriram a proposta de mostrar um pedaço do passado de Boden. Algo que estava muito interessada para não dizer temerosa. Por estar tão habituada a coisas ruins acontecendo com esse personagem, aguardei o pior. Você não me bota Donna e os dois filhos em cena sem intentar mais uma tragédia. Que bom que isso não aconteceu!

 

Foi emocionante o elo que criaram com NY e o evento trágico contra as Torres Gêmeas. Foi uma grata surpresa porque aguardava mais do mesmo. Passei mal porque mostraram a área das fontes que assumiu o lugar dos prédios e filmaram as placas em memória às vítimas. Uma bela história que sobrepuseram na storyline desse personagem, alinhando com as memórias de um amigo que, de fato, só queria o bem no final das contas. Não aguento quando esse povo se dá bem no fim do dia.

 

O monólogo do Chief encerrando mais uma semana me fez lembrar do 1×13 de Chicago Med. Bárbaro! O instante que este episódio se mostrou exemplar em sua execução, humanizando a trama, dando relevância aos desdobramentos (por mais diferentes que fossem) e dando importância ao trabalho. Dawson cometeu um erro, mas não abdicou de prestar o seu auxílio porque é isso que ela faz. Casey e Severide podem ter divergido, mas retornaram ao ponto do resgate passado a fim de botar um ponto final e lavar as mãos. Boden errou muito na carreira, mas nada o fez abandonar seu posto de comando do qual é apaixonado.

 

Um respaldo geral que culminou em uma conclusão que soou com novos avanços. Como se a série fechasse um ciclo e espero que continuem a se esforçar com ótimas tramas. A temporada ainda não chegou ao nível aquém do esperado e penso que não é isso que queremos. Chega de sofrimento e de patinação em Chicago Fire.

 

Concluindo

 

Chicago Fire 5x06 - grupo

 

Cada vez mais os episódios estão fechadinhos, nada truncados, o que me impede de comentar algo sobre os outros personagens. É quando se percebe que não estão dispersando tanto quanto na temporada anterior e isso é um baita ponto positivo. Sem contar que a trama foi regada com novas janelas que nada mais representaram opções para se mudar a dinâmica do Batalhão em meio aos ânimos à flor da pele. Se eu amei? Amei sim.

 

Mas, vamos fazer isso rapidinho:

 

Cute Brett com Antonio! Mas como alguém me anda de sobretudo naquele frio infernal de Chicago? Ignoremos porque todo mundo pode passar por isso na vida. Só queria apertar as bochechas de Sylvie;

 

Herrmann tomando conta da ação (e da sala de Casey) foi só amor;

 

É #TeamCasey aqui (a doida das tretas)! Amém que deram um ponto final nessa história. Além disso, remediaram o pitaco que dei na semana passada sobre Severide nem ter ido checar a cena antes de defender o marido falsiano. Me respeita, Kelly Severide;

 

O último resgate surtiu um reflexo maior na trama, beneficiando um Severide errôneo. O que nisso deu? Toque que salientou que mesmo na treta não há distinção ali. Todos juntos puxando aquelas cordas foi uma das cenas mais marcantes da semana;

 

Mesmo que seja contra Antonio saindo de P.D., pelo menos estão sendo inteligentes em trabalhá-lo um pouco durante o hiatus da mana do meio.

 

Enfim, brincadeiras à parte, este episódio de Chicago Fire foi feito de vários momentinhos que tornaram a narrativa envolvente. Os desdobramentos da semana foram “limpos”, daquele jeito que é possível ver que os roteiristas têm se empenhado. Um até então caso isolado, a famosa exceção, que mostrou que essa primeira parte da S5 está fortíssima. Inclusive, mais corajosa ao ponto de conseguir se sustentar sem os resgates – que não estão tão a desejar como na S3-S4.

 

Acrescento o fato de que os episódios têm sido valorosos graças à intercalação dos personagens em cena. Isso envolve e tem contribuído para o ritmo de trama não morrer.

 

Agora, vem 5×07 que quero barracos de família.

 

 

Stefs
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