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03/nov

(perdão pela demora desta resenha, mas tem uma explicação aí no meio)

 

Não estava neste episódio de Chicago Med, mas fiquei exausta com tanto sofrimento. Houve um confronto entre sentidos mais os limites do envolvimento emocional de cada personagem e isso é o que chamo de milagre. Afinal, série médica é pra fazer chorar e para fazer detestar os envolvidos. Foi uma trama interessante porque trouxe algo (de muitas coisas) que sentia falta nessa mana: a intersecção paciente e quem o/a atende. Do arco da S1 até aqui, a sensação de vago, sem liga emocional, é o que mais tem me incomodado. Esta semana o bolinho foi bonito de dramático.

 

Em um dia cheio, o que gostei bastante neste episódio foi os paralelos que conectaram os médicos em cena. Atitude que reforçou o peso dramático. Ao contrário dos anteriores, este trouxe senso de continuidade, com dois retornos maravilhosos, o que fortaleceu a troca entre os personagens. Investida que impediu que a emoção dispersasse. Fiquei contente com isso porque não dava mais para revirar os olhos quase toda semana devido à sensação de buraco e de inconclusões. O melhor é que esticarão a história de Danny e só me resta gritar.

 

Falando em Danny, o rapazote era o ponto de interesse deste episódio já que promoveram o bonde como um pequeno crossover. Bota pequeno nisso, mas não tenho direito de reclamar uma vez que esticarão essa storyline e me basta acreditar que dará certo. Só que, não sei vocês, alguma coisa me incomodou na Lindsay. Ela não estava Lindsay para mim. Não sei se é reflexo da birra ou se estou biruta ou se desapeguei. Ajudem-me aqui!

 

Resenha Chicago Med - Reese e Danny

 

Reese foi quem puxou as emoções da trama e tenho receio do que pode acontecer aqui. Afinal, escolheram logo a pessoa que não sabe lidar com o que sente. Quero acreditar que a experiência servirá para o início do seu amadurecimento profissional. Não haverá propósito se a moça não aprender algo justamente em cima do tema da semana – envolvimento emocional. Ela mergulhou no instante em que soubera das drogas e tudo estreitou ao descobrir que a situação envolve tráfico sexual. Sua dedicação com a psicologia é outstanding, mas nada adianta se a personagem não tiver um paciente de impacto para endurecer.

 

E precisa! Não só em nome de Reese, mas em nome do departamento que não está sendo aproveitado. As fichas no caso Danny estão altíssimas e estou com medo dos resultados.

 

Só sei que as conversas entre Reese e Danny moveram meu inconsciente. Não saberei explicar com uma sequência de palavras, mas quero pegar este episódio e emoldurá-lo porque senti que ele foi feito para dar na minha cara.

 

Assim, momento Stefs/Stefs jogando o drama no ventilador: os dias desse lado não têm sido os mais fáceis e esse é um dos pontos que tem me feito atrasar as resenhas que caem nos finais de semana. Estou numa constante de autodúvida gritante e evitando ir ao médico como Voight foge da cadeia. Quando rola aquele instante de “terapia reversa” entre Danny e Reese, sobre mudar o cenário considerando o estado deprimido, eu travei na hora de escrever esta resenha. Não desistam de mim!

 

Voltando ao tempo normal de Chicago Med, confesso que rolou um xingamento interno com relação ao Danny devido à finalização do chip. Porém, quando Charles afirma que é só o começo, me restou ter esperança quanto a continuidade desse plot. Sinto-me um unicórnio de saber que não desistirão do menino. Saber que finalmente resgataram a manha de esticar uma história, e que trará uma das Chicagos, ainda me anima e me deixa interessada. Tudo bem que preferiria essa pegada em P.D., a mana carente, mas torço por um bom trabalho.

 

Resenha Chicago Med - Natalie

 

Na mesma linha de envolvimento emocional, temos Natalie, responsável em engatar o tema de vez. Depois de um bom tempo, a moça ganhou uma trama interessante, pertinente e que exigiu mais do seu lado profissional. Foi o melhor episódio tanto da personagem quanto da atriz. Por mais que não tenha sido o estopim do debate sobre o assunto, ela foi responsável em frisar esse impasse do começo ao fim do episódio. O que restou? Lágrimas! O retorno de Hayley foi um golpe na cara desde a promo, o que acarretou a primeira morte de impacto tendo em vista um paciente. Também achei que o atendimento ficaria por isso mesmo e parece que continuarão com essa pegada.

 

Além disso, esse atendimento veio regado de coisas que comentei na resenha do 2×04. No caso, o quanto é incabível uma criança sofrer tão cedo, sem ao menos ter vivido para pagar “pelas coisas que cometeu” na fase adulta. O neurologista fez uns comentários que me partiram gradativamente porque nada mais que a verdade.

 

Sempre admirei quem trabalha com pediatria porque não teria sangue frio. Penso que depois de um atendimento desses, eu teria pedido demissão. Sensação que me fez pensar o quanto meu envolvimento emocional nesse quesito seria minha ruína. Não tenho compostura e me vi em Natalie. Ela quis confortar os pais a dar o maldito veredito. Não havia esperança para a menina desde o check-in, o que a fez depender mais das reações corporais que qualquer instrumento médico. Só sofrimento.

 

O melhor foi a finalização desse arco que rebateu no tema juventude. O ponto de vista de Shannon, que parecia mais um caso besta, gerou reflexão via Choi. Ainda não existe cura para o câncer e dependemos de cientistas interessados/entusiasmados. Nada como partir de um ponto de vista genuíno que é a infância. A fase ingênua e esperançosa. Viés que trouxe uma conclusão diferente porque é real que não aguento mais o Molly’s nas outras Chicagos.

 

Amei forte porque não passou de um lembrete de que, apesar dos pesares, a medicina ainda ajuda tantas outras pessoas, 24/7. Não me veria buscando outro tipo de resfriamento emocional a não ser um que correspondesse a quem sou. Choi corretíssimo, amei muito.

 

Os demais

 

Resenha Chicago Med - Will

 

O aspecto ciência e envolvimento emocional rebateu em Rhodes e em Will. Cara, eu gostei muito disso porque trouxe uma nuance de Connor que estava muito bem disfarçada. No caso, ser muito racional. Ok que o personagem sempre demonstrou que é lógico no trabalho (e mala!), mas não esperava que fosse tão exato considerando que agarrei a verdade de que o cidadão era mais sensível que Halstead. A pessoa é muito chata e amando vê-lo quebrar a cara mil vezes. Prossigam!

 

Connor inseguro com sua própria audição me fez rachar o bico porque tanta coisa pra se preocupar. O cidadão estava prestes a fazer um teste para ver se seus tímpanos estavam no lugar – pior que esperava uma cena dessas de tão leite com pera que esse personagem está. What a besta! Melhor que isso, só a presença do xamã. Pode não ter rolado temática de Dia das Bruxas, mas esse pequeno alívio cômico caiu como uma luva. Tapinhas leves que mostraram que Rhodes precisa ser menos assertivo, como rolou com Will.

 

Will Halstead. Você maltrataria esse bolinho? Esse personagem tem tanto a ser desenvolvido e meu coração morre porque nem Jay anda contando com muito.

 

O ruivo estava outra pessoa, mas senti falta de detestá-lo na brincadeirinha. O episódio serviu como uma prova curta do reflexo do que o personagem suportou no 2×05 diante da insegurança quanto ao próprio trabalho. Isso me fez pensar que, considerando que ele era novo e mudou de especialidade, a falta de certa sensibilidade médica não tem ornado mesmo. Se um dia ele foi cirurgião plástico, nunquinha Will deveria ser o babaca que migrou para Chicago Med. Talvez, a criança só precisava reconquistar isso. Afinal, ambiente competitivo.

 

No fim, nem sempre o resultado é científico. Muito da vida também parte dos sentidos. Aka intuição, algo que Rhodes não compreende ainda.

 

Falando em proteger bolinhos, Charles que bolinho. Não aguento esse personagem, meu favorito mesmo, vou protegê-lo de todo mal. Continuem a dar mais background dessa turma porque Chicago Med (e P.D.) precisa com urgência. Só com esse toque humano para tudo valer a pena. Não tem como separar atendimento hospitalar do médico, por favor.

 

Concluindo

 

Este foi um dos raros episódios de Chicago Med que nem senti chegar ao fim de tão envolvente. Não morri de tédio no meio da trama como geralmente acontece. Outra parte muito boa é como conectaram de novo os atendimentos entre si. Dessa vez funcionou 100%. Mesmo em situações diferentes, o drama não morreu e as emoções permaneceram instigadas do começo ao fim. Crédito a sincronia dos personagens e aos retornos.

Stefs
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