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07/nov

Sabem aquele gif do John Travolta e suas mãos vazias de um lado para o outro? Estou me sentindo exatamente desse jeito depois deste episódio de Chicago Med. Aconteceram muitas coisas que dispersaram outras e não soube em que/quem me segurar. Não foi ruim, mas me senti dentro daqueles episódios de Chicago Fire em que perdem a chance de focar unicamente no drama porque inserem em cima outros plots/subplots que poderiam esperar. Um lado de mim está triste pelo que houve com Sharon, mas, ao mesmo tempo, me sinto mal porque dei altas risadas na mesma quantidade em que revirei os olhos. O que me resta é culpar a fall finale na semana que vem, mas nem isso me convence.

 

O que aconteceu esta semana foi a tentativa de fechar o cercadinho nas conexões românticas. Pra quê? Não sei. Como vocês sabem, tenho sérios problemas com isso e Chicago Med resolveu pular etapas na caruda. Para isso, nada como usar o atendimento de Reggie para mergulhar a maioria dos personagens no charme do cupido. Pra quê? Continuo a não saber e me resta ser o John Travolta.

 

Sharon e Reggie formaram a dupla quente do episódio. Ambos deram aval ao dramatismo que perdeu seu peso conforme outros assuntos aleatórios rebatiam contra esse atendimento. Injusto, pois havia certa bagagem aqui. Apesar disso, a dupla fez cócegas no meu coração. Muito engraçadinho o flerte, a reação dos médicos e tudo mais, e o que se destacou no fim das contas foi a questão do timing. Eles tiveram seu romance, não deu certo, o mundo deu voltas e aí houve o reencontro para finalizar o que estava em aberto. Apelo que rebateu nos outros personagens, como Will que agarrou oportunidades novas (porque não tinha nada pra fazer).

 

Resenha Chicago Med - Sharon e Reggie

 

É impossível não pensar quantas pessoas têm essa oportunidade uma vez que uma boa quantidade possui histórias amorosas inacabadas. Fico manteiga derretida, sério, e por isso me restou a sensação de que não aproveitaram bem esse subplot. Tinha muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, o que resfriou a situação. Quando se voltava para esse atendimento, rolava o mesmo que os episódios fracos de Fire: o emocional sendo colocado e tirado da tomada, não engatando o descarregar de sentimentos esperado. Não podia rolar essa “indecisão” em uma situação horrorosa dessas.

 

Por mais que tenha dado um pouco da história de Sharon, não foi exatamente um background que me lembrarei no futuro. Rolou a agoniazinha e a tristeza devido ao que ambos compartilharam mais a tese de que pessoas destinadas não ficam juntas no final. Porém, o que me incomodou é que esse atendimento só serviu de palco para os outros pares românticos, que não são pares românticos, estreitar nós sem um pingo de desenvolvimento. O que fazemos? O panelaço.

 

Sim, foi lindinha a ação de April em aceitar o pedido de noivado, mas, para minha sorte ou azar, não estava leiga quanto a fall finale que a botará na cama. Foi basicamente “vamos dar o final feliz e depois derrubá-la”. Ótimo, mas essa personagem não tem contado com desenvolvimento desde a S1. Tudo que a envolve inclui Tate e, honestamente, não tiro nenhuma letra das indagações de Maggie.

 

Do nada ela aceita? Esquece que o mozão quer que ela seja bela, recatada, madrasta e do lar? April é uma personagem que me lembra Burgess, aquela que meio mundo subestima e que merece um up na carreira. A enfermeira gira em torno não só de um, mas de dois homens, e agora passará um inferno por causa da tuberculose. Quem merece?

 

Se isso foi irritante, nada se compara a Rhodes e Robyn. Então, do nada, os dois brigam por um café de mesmo sabor e gosto e… Crush? Ok que há situações da vida real que uma olhadela é capaz de fazer estrago, mas as Chicagos têm o poder único de empurrar suas personagens femininas em relacionamentos – ou largá-las no background. A filha de Charles nem chegou e já está a fim do leite com pera? À primeira vista, a mulher me pareceu uma candidata badass para brilhar entre os homens. Não que não seja, mas orientá-la a trabalhar com Connor para ter flerte é debochar da minha paciência. O comentário dela no fim do episódio me fez revirar os olhos.

 

E, sério, Rhodes virou cirurgia whore. Isso precisa ser desenvolvido não o cimentar de um futuro romance. Alá pulando etapas diante de um personagem que respira a profissão e que tem uma família que está completamente esquecida.

 

O pior do pior é Nina chamar Will para morar com ela. Isso foi o salto carpado de pular etapas recorde na história das Chicagos. E olhem que as Chicagos são campeãs em saltar tudo e todos com a desculpa de passagem temporal. Não sabia que a vida adulta é tão fácil quanto é em Chicago Med, sinceramente. Por favor, melhorem!

 

E também não pensei que meu humor das trevas chegaria tão rápido nessa série. Sharon e Reggie poderiam ter sido isolados em seu drama seríssimo e romântico de fofo, não virarem ponte para uma onda de conexão que não tem o menor sentido. Pior, não tem uma conexão sólida que convença que tal ação é justificável. Me poupe.

 

Por isso que, até que se prove o contrário, amarei e protegerei Choi. What a team com Natalie, please! What a partner indo ajudar Reese a encontrar Danny.

 

Os demais

 

Resenha Chicago Med - Reese e Danny

 

Chegou aquele momento do pop em que Reese me irritou, mas nem tenho o direito de me irritar. De maneira geral, ela é a única inserida em uma história pertinente. Não há apenas o receio sobre o futuro de Danny, como também o lado psicológico da situação. E, claro, o quanto ela pode se ferrar. É desses casos que são deveras necessários nas Chicagos, sempre repetirei isso até ser atendida com maior frequência.

 

Como devem imaginar, o que me aborreceu foi a tangente do garoto vs. dormir na casa de quem o atende. Quando Reese bateu o pezinho na mesa de Charles, eu tive que fazer uma oração. Não mana!

 

Com a fuga de Danny, me pergunto se essa história retornará na fall ou só ano que vem. A ideia dele ir abraçar seus abusadores, sem uma pista sequer, soou como “vamos afundar o plot antes dele nascer”. Confesso que foi um tanto quanto frustrante esse sutil avanço. Sem contar que não deixou expectativa. Vamos aguardar!

 

Falando em bater pé, este episódio foi relativamente sobre chiliques. Até Charles saiu do sério e eu mesma queria esganar Rhodes.

 

Gente, porque Noah ainda está nessa série sendo que não agrega em nada e empaca o desenvolvimento de April? O personagem ocupa um espaço que deveria ser direcionado às enfermeiras. A ideia do aplicativo negligente me fez indagar como um cidadão que é inteligente, não sou tão cega assim, é babaca desse jeito? Fiquei até aliviada por esses atendimentos domiciliares não funcionar porque se assemelhariam aos chamados da ambulância em Chicago Fire.

 

Vale até dizer que esse aspecto de primeiro amor rebateu muito de leve em Natalie. Não vamos nos esquecer de que a moça passou a S1 pensando e revivendo a perda do marido. Foi o cara divisor de águas, o que me faz entrar nas teorias de que esse homem está vivo, como bem achei ao longo da temporada anterior. Já pensaram?

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Med 2x07 - April

 

Não direi que o episódio foi de partir o coração, mas não nego que fiquei na lama quando o prognóstico de Reggie foi mais rápido que o próprio Flash. Ainda não sei o que sentir sobre o que se desdobrou esta semana porque gostei bastante da história de Sharon, mas muita coisa foi dispensável e/ou poderia contar com um pouco mais de atenção no futuro – a própria April.

 

Enquanto o anterior foi o famoso redondinho, aquele que sincronizou os médicos e os mais variados pacientes, este foi cheio, dando a impressão que transcorria bem, mas foi disperso.

 

E se April morrer eu vou dar é riot!

Stefs
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