Menu:
12/nov

Cada semana um flash nesse cronograma da NBC, hein? Essa emissora já foi melhor nos rolês e nunca me senti tão desorientada quanto na semana passada que, “do nada”, não teve Chicago P.D. (e você quebra a cara também do nada achando que os torrents ficaram malucos). Enfim, reclamações à parte, a empreitada emocional deste episódio me deixou com a sensação de vácuo. Acreditei que choraria horrores, que tremeria na base, mas só os vídeos das moças serviram para impactar a trama. O que não desmereço, claro, mas senti falta de firmeza na premissa e isso sempre me faz pensar que essa série se poupa em pautas assim por causa de SVU.

 

A trama começou quente e simplesmente perdeu a força. Acreditei que explorariam a borda do tema prostituição para causar o impacto esperado em Jake, mas lá vai mais um roteiro sem profundidade. É aí que apertou a sensação de vácuo. Repetiu-se a realidade de que o tema não tem tempo de criar raízes e amarrar os envolvidos. Além disso, Al nem levou o episódio nas costas. O que era uma necessidade e vi o personagem comendo pelas beiradas.

 

Gosto muito da Crowley porque alguém precisa botar a turma no lugar, a mulher é deveras empoderada, mas queria que ela poupasse seus argumentos visto que Olinsky não tem um episódio para chamar de seu há eras. Tudo bem que a presença dela foi mais para mostrar que o Departamento está arisco e burocrático, mas podiam segurar para algo que valesse mais a pena. Afinal, considerando o próximo episódio, a Comandante terá que tirar o distintivo de todo mundo porque me cheira a situação de ultrapassagem de limites.

 

Nunca comento de química de ninguém porque interpreto as relações conforme o que elas me provocam. Mas digo sim que não havia química entre Al e Jake, nem muito menos liga emocional. Quando vi a promo, esperei algo meio pai e filho, o que atribuiria afinidade e tristeza. De novo, tudo recaiu nos vídeos, ponto que doeu em Olinsky e doeu mais devido aos minutos finais que renderam uma boa reflexão. Foi aí que se percebeu que a meta do episódio era discutir um tipo de comportamento que não manchou apenas o histórico de carreira desse detetive. Mancha e manchou de vários outros, Voight que o diga, a falsa da semana.

 

Digo falsa porque o clima na UI estava estranho. Dawson não perdeu tempo e meteu o dedo na cara do colega como se nunca tivesse vivido o caso Pulpo. O mesmo valeu para Voight que bancou o hipócrita que nunca resolveu nada por conta própria. Pior foi Jay que sapateou no episódio anterior por causa de Mouse e se achou o dono da vila ao tentar interferir a presença de Al no interrogatório. Isso para mim foi a gota d’água porque não tem nenhum correto nesse time e, do nada, todo mundo virou a pessoa mais correta. Vamos acusar Olinsky porque não tem nada pra fazer, isso mesmo. Foi desconfortável.

 

Não que espere harmonia o tempo todo. Não tem como manter um ambiente desses feliz e próspero. Porém, a “falsidade” para cima de Al estava lá e ainda bem que Ruzek estava de fora com Atwater – porque seria o cúmulo visto que ambos atuam de perto com Olinsky.

 

E, outra, o que aprendi sobre Al esta semana? Nada! Que eu saiba, você centraliza personagem para revelar mais dele. Ok que teve uma explicação suave no final, mas no que isso mudará? Sério, amiguinhos, estou aqui iniciando a roda de oração.

 

Resenha Chicago P.D. - Al

 

De maneira geral, o que senti falta foi de uma razão de impacto e quase toda semana me sinto órfã desse detalhe em Chicago P.D.. É interessante sim tratar o papel da juventude vivendo em risco ou sendo o próprio risco, mas faltou certo rigor (pra variar). Não espero uma explicação de A a Z, não dá tempo, mas este episódio ilustrou novamente o que estou exausta de assistir: o homem que se frustra rápido com a mulher e se sente traído ao ponto de matá-la. “Sem querer”. “Acidente”. Me respeita!

 

Quando começaram a falar do cafetão, torci para que não fosse esse cidadão o culpado porque não houve um cenário de peso externo ao crime. Porém, o instante da sua captura foi a mais forte do episódio. A reação de uma das garotas me deixou sem chão. Não só isso, mas a fila de meninas novas que acreditam que nunca sairão dessa vida, informação ressaltada pelos vídeos das moças, arrasadores demais.

 

Artifícios que emocionaram, mas não se entremearam ao conflito. A semana tratou dois caras que dependiam de Olinsky para saírem ilesos, sendo que o item de peso era a prostituição. O quanto a vida dessas moças valiam (e valem) muito pouco. Quando o suspeito está muito distante da essência do caso, o roteiro falha miseravelmente porque não rola conexão. E CPD tem falhado demais em um quesito que foi seu carro-chefe na S1.

 

As intenções de Jake foram válidas no início até o desmembrar final da investigação. A morte de Maya foi fútil e ainda meio que obrigaram a nos compadecer com um “acidente”. Simpatizar com um homem 100% errado aos prantos. Houve uma entrelinha no roteiro de que o cara em questão sempre se sentiu usado por motivos de carreira e agora que fazia o bem acabou usado de novo e bang!. A própria filha deu esse respaldo. Justifica? Não. E isso anulou meu envolvimento emocional.

 

A sensação de vazio se fortaleceu porque reconheci também a falta de um hábito: esses casos costumam centralizar Erin. Por mais que tenha reclamado na temporada passada que a personagem só vinha fazendo isso, feliz ou infelizmente esse tema nas mãos dela dá certíssimo. Afinal, mulher e mulher, como rolou no subplot da Burgess com Vicky. Pelo acusado ser homem, Al não agitou a trama, como costuma fazer, rendendo apenas momentos explosivos. Que cena aquela na casa do Freddy, meldels! Queria que acertasse aquele porco com o taco, queria sim. Sempre digo que esse detetive é mais dark que Voight, bastam as chances certas.

 

E estou incerta em dizer se essa foi a chance certa. O episódio não fez jus aos talentos de Al e nem estendeu mais do background do personagem. Sem contar que se esqueceram da parceria entre Voight e ele, algo imprescindível. Hank estava deveras OOC com aqueles julgamentos sendo que seria o primeiro a dar apoio ao amigo. Nem tem Crowley a quem culpar porque ela lançou a novidade do DP depois que Jake foi revelado. Triste.

 

No fim, ficou a questão: tudo poderia ter sido diferente se Al pensasse no distintivo e não no “amigo”? Não sei não, mas restou a mensagem de que cada ato pode influenciar no futuro. Bom ou não. Voight a maior prova viva de que ações passadas “inofensivas” nem sempre morrem porque o carma sempre dá um jeito de mandar boleto.

 

 

 

Os demais

 

Resenha Chicago P.D. - Burgess

 

Então que você me tira Tay para colocar mais um parasita machista? Exausta. Nem Sean que era cheio das marras foi tão antipático com Burgess quanto esse Mike. O cara me parece metódico e puxa-saco. Além disso, impulsionou algo que me enfurece, ou seja, tentar rebaixar Kim pelas suas emoções que, por vezes, se interpelam no trabalho. Já deixou de ser trauma de Justice para ser vício de escrita.

 

Burgess tão bolinho como sempre e o medo de afundarem a personagem é real. Depois do aviso para Voight sobre seu interesse na UI, a policial quer casos com mais seriedade. Sabemos que quanto mais se cavuca nessa série, mais tragédia vem à tona, e essa mulher já me sofreu demais. Ela precisa desenvolver.

 

Para que drama familiar para Erin de novo? Sério que essa é a única história que a personagem tem para contar? Sério que trarão o pai sendo que se esqueceram completamente de Bunny? Eu tenho cara de alguma palhaça? #LeonaVingativa.

 

Pior que isso só Halstead dando de galo, um cara que está me decepcionando horrores com essa de se meter na vida dela. Mas não tanto quanto ela simplesmente achar ok. A ideia é Erin deixar Jay cuidar de sua pessoa, tudo bem, mas está virando quase controle que está maquiado em expressões fofas. Várias formas de mostrar apego e atenção e este episódio apostou em ações invasivas, como o detetive tem sido desde então. Vamos lembrar desse moço querendo mudar as coisas no apê dela, tipo? Oriente-se!

 

Concluindo

 

Resenha Chicago P.D. - Maia

 

O episódio em si merece lá suas estrelinhas por ter feito um personagem parte do caso, porém, não impactou conforme o aguardado. Além disso, chego à conclusão de que Al merecia um tema mais intencional, que combinasse com sua caracterização.

 

Não posso desmerecer a intenção da discussão da semana que foi muito além de meninas jovens se prostituírem. Houve um paralelo significativo entre Al e Vicky, em que um limpou a barra de um meliante e a outra não baixou a guarda até ser bem-sucedida no mesmo quesito. E pagaram de maneiras diferentes porque muitas vidas podem ser levadas dependendo da intenção. Sério, o roteiro tinha tudo para dar caldo, mas o desenvolvimento do caso em si não criou liga e se salvou pelos já mencionados vídeos.

 

A pergunta que não quer calar: o que diabos acontece com Chicago P.D.? Quando você quer acreditar que tudo dará certo de novo, Lobo & Amigos te empurram do penhasco. Tinham todas as chances do mundo para acertarem a mão esta semana, mas…

 

E semana que vem tem dois episódios para encerrar essa primeira parte da temporada e espero que não seja a lástima que ocorreu na S3.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3