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05/nov

Queria começar esta resenha com um banner que diz: cadê Connor? A intenção de segurar o personagem por mais duas semanas tem dado certo e meu desespero está cada vez maior.

 

Ao contrário das expectativas do futuro, o conflito no presente foi encurtado e nem sei mais o que dizer. Penso que chegou o momento de sentar na montanha-russa e ser levada às cegas. O ritmo da trama caiu bastante, dando a impressão de que o episódio estava mais longo que o habitual, mas tal artifício não anula a realidade de que uma lavagem de roupa suja era necessária. Há tempos! Deveras maldoso centralizar a figura da mãe que não suporta os filhos para abrir brecha para uma troca de farpas. Troca essa que queria que durasse por pelo menos mais de 10 minutos.

 

Ao contrário dos dois últimos episódios, este voltou a honrar o paralelo entre o Keating 5/Annalise mais o caso da semana. Gosto assim porque há senso de profundidade, independente de reviravolta. Nem precisou chegar ao instante em que os filhos cercam a mãe para compreender o quão irônico foi esse roteiro. Edith pagou de vítima. Annalise paga de vítima. Edith pagou de sofrida e de incompreendida pelos filhos. Annalise paga de sofrida e de incompreendida pelos seus estagiários. Ambas não passavam de um reflexo da outra, o que turbinou os ânimos para a treta que se deu. Mulheres que não perdem a chance em humilhar e em manipular para impor poder e se fazer temidas. Algo nada novo visto que lidamos com a dona da série por quase 3 anos. A diferença é que demos de cara com uma versão mais velha, a própria fundadora de bullying e de abuso verbal/emocional incorrigível.

 

Pelo menos, foi o que deu a entender antes de Edith confirmar que se envenenou para infligir culpa aos filhos. Um instante mínimo que amoleceu o coração, mas, particularmente, não anula o abuso que inflou o desprezo dos filhos. A cena de Jared estourando com essa senhora me fez tremer porque não nasci para lidar com cinismo alheio. E essa senhora foi cínica do começo ao fim. Um traço que não vejo em Annalise porque está aí uma pessoa direta desde o nascimento. A advogada coordena de perto seu próprio show e não faz a mea-culpa.

 

Muito embora se visse naquela senhora, Annalise se segurou no seu traço indesculpável, mas achei graça quando ela menciona a possibilidade de ser envenenada. Não sei dizer se a personagem despertou para a possibilidade do Keating 5 ser uma ameaça, mas o futuro meio que comprova que a mulher ainda crê que todos são fiéis. Mesmo abrindo brecha para uma briga e abalada emocionalmente por Frank, ela foi lá e mostrou ser o oposto de Edith. Independente de ser dona de iguais artimanhas para controlar suas crianças.

 

Afinal, se há uma outra coisa que Annalise gosta muito é de sobreviver.

 

A senhorinha achou que afundaria os filhos, mas acabou afundada. A diferença mora na realidade de que Keating ainda acha que não há possibilidades de afundar também. Dar uma brecha de discussão, impactada pelo caso da semana, foi meio que pra limpar os panos e depois seguir com a rotina – que foi exatamente o que rolou.

 

Resenha Murder - Keating 5

 

Nisso, tivemos a honrada lavagem de roupa suja disparada por uma Annalise em clima de fracasso. A mulher mentir sobre Eve foi relativamente surpreendente se pensarmos que o envolvido nessa bagunça é Wes. Confesso que não curti o fato da cena ter sido brevíssima sendo que se tratava de um divisor de águas. Contudo, foi o grande acontecimento do episódio e a mais pertinente visto que há muita coisa acumulada.

 

Só alguns argumentos foram válidos, tais como Connor que voltou ao princípio e Asher que comentou do pai que não chegara nem perto do que a mentora causara na sua vida ao longo da S2. Michaela e Laurel fizeram jus às suas caracterizações na S1, mas esperava muito mais delas considerando que Keating foi além de tê-las sexualizado – temos o famigerado slut-shaming também. Pratt ainda tocou nessa ferida, ela foi a mais zoada até pelos colegas, mas desvirtuou tudo para sua grande necessidade de ser igual a uma mulher que não é exemplo.

 

E Wes brindou com o silêncio. Um silêncio que o revelou como o traidor do futuro e só restou o grito. Por mais que imaginasse Connor para prestar esse papel, ideia fortalecida quando o mesmo diz que Annalise tem medo de que o grupo descubra que ela não é inteligente o bastante, voltamos à teoria de que a culpa vem daquele que se menos suspeita. Particularmente, não contava com a mão do Waitlist para dar esse tapa. Não porque ele me parece bem, controlado, demonstrando certa sede em seguir suas próprias regras. Além disso, que está pouco se importando com o que a advogada faz da vida. Como disfarçar raiva estrelando esse personagem.

 

O fato de Wes mentir sobre Charles na cena do tiro disse muito sobre seu comportamento no futuro. A habilidade já instalada de mentir “ensinada” e “moldada” pela mesma mulher que será amarrada no midseason. E a frieza! Ele sempre foi meio distante e nunca exploraram isso. Nem na terapia que rolou na S2. Estou muito, mas muito curiosa para saber o estopim que o fez jogar a nhaca no ventilador. Uma vez que esse jovem falar, só penso no início do fim de série. Mas não descarto a possibilidade de ser artimanha de Keating aqui também.

 

E, sério, por mais que ame toda a composição de Annalise, essa mulher merece um plot twist carpado vindo do Keating 5. Não vejo outras pessoas com bagagem para tentar empurrá-la rumo ao penhasco. Eles não são inocentes, claro, mas a personagem merece ser derrubada por aqueles que “odeia” e que menospreza o tempo inteiro. Que considera marionetes estúpidas.

 

O mais bizarro da lavagem de roupa suja é que Annalise partiu da inspiração de Edith e, ao contrário da senhorinha, não se deixou levar – ao menos não externamente. A mulher só reforça a impressão de que é irreparável ao meter chacota em Laurel logo em seguida. O mais doloroso é ver que, apesar de tudo que foi dito, geral continua na mesma página. É doença já.

 

Só que foi bem interessante ver Annalise mais contida. Uma inspiração que não veio só da situação, mas da conversa com Hargrove. Ela pode não ter coragem de falar das porcarias que lhe afligem, mas é ótima em ouvir porcaria vinda em sua direção. Por saber externar muita coisa, voltemos ao ato diante de Laurel depois da lavagem de roupa suja. Entrou por um ouvido e saiu pelo outro porque ela subestima a turma. O grande porém é que Keating foi humanizada na temporada passada e nesta ninguém sabe se o monstro da S1 ainda existe. A mulher anda oscilando demais.

 

Resta imaginar o choque ao saber que Wes é o traidor. Afinal, o silêncio deu a entender que o escoteiro é fiel. What a otária.

 

Os demais

 

Resenha Murder - Bonnie e Frank

 

Além desse debate todo sobre a figura materna, a expectativa voltou a se concentrar em Frank. Tomei sustão com esse homem na casa de Laurel e foi maravilhosa a reação de Bonnie. Bonnie que mulher, mas deveria parar de defender Annalise. Não faz mais sentido, garota!

 

Não sei o que esperar de Frank (pra variar), mas a promo do 3×08 deu um pouco a se preocupar. O personagem se provou, mas ninguém o quer. Passada porque pensei que o cidadão seria aceito de braços abertos. Deu a entender que esse homem agirá conforme os dois quiques de rejeição e, em nome da Deusa, que seja ele embaixo do lençol.

 

A vontade de botar Oliver em um potinho só aumentou e a rejeição de Thomas me foi esperada. Não sei se a intenção foi só para dar contraste a Connor que é o “único homem” que o aceita, mas não posso reclamar de ver o OTP se pegando de novo. Isso me deixa tensa e triste ao mesmo tempo porque Walsh não apareceu no flash-forward e não quero pensar em sexo de despedida. Porém, esse shipper está todo errado, meldels, alguém ajuda.

 

Nossa, na cena inicial do futuro eu senti que era Walsh o traidor. Caí do cavalo.

 

Não comento muito sobre Hargrove porque ela sempre está de passagem, mas foi legal mostrar, na companhia de Annalise, uma mulher independente e segura na carreira esbanjando vulnerabilidade. Ela se saiu como um belo oposto de Keating que está comendo seus sentimentos em vez de expô-los logo de uma vez. Essas duas precisam ser manas logo.

 

Concluindo

 

Resenha Murder - Wes

 

Além de centralizar Edith, o episódio foi pertinente na questão de evidência. Um chutinho de leve que correspondeu ao futuro em que Annalise recebe todas as acusações sob uma perspectiva anônima. O único jeito encontrado para solucionar o dilema veio de um ponto de tirar a máscara e não foi nada surpreendente chegar à conclusão de que a senhorinha envenenou a si mesma. O ponto de relevância aqui foi o desejo de imprimir remorso e, claro, se vingar contra aqueles que são os verdadeiros magoados da história.

 

E Annalise sempre dá um jeito para o Keating 5 sentir remorso. Como dizer que os protege mesmo quando os odeia.

 

Três filhos que deixaram de ser transparentes sobre suas vidas por estarem exaustos da chacota de uma mãe que os perseguia para controlá-los para sua própria diversão. Annalise too much? Além disso, de mostrar que a própria mãe não via futuro nos filhos ao ponto de esfregar isso sossegadamente na face de cada um. É insano demais, mas acontece. Nem toda mulher nasceu para a maternidade.

 

Não tem muito mais o que comentar uma vez que o episódio não saiu da sua proposta de talhar o papel de mãe e a influência em seus filhos. As conversas foram bastante pertinentes, mostraram mais um pouco dos personagens quanto a ser reféns de Annalise. Os golpes mesmo vieram nos 10 minutos finais e espero que semana que vem a série retome o fôlego.

 

PS: por que eu sinto que me decepcionarei com a morte prevista? E por que acho que Nate está aprontando?

Stefs
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  • Isis Renata

    Wes traidor ein, eitaaaa. será teatrinho? ele é tão bosta que não sei se o quero como o traídor.
    Connor é o revoltado, mas não sei se ele teria o gás para segurar e rodar Annalise abaixo, realmente, Wes tem mais provas para tal feito.

    O bebê é dele pelo jeito boixta hahaha

    Frank vai se revoltar? será ele o morto? torço para que sim.
    Nosso OTP por segundos é delícia, mas dá medinho de nhaca mesmo.

    só golpes…

    • Hey, Random Girl

      OIEEEEEEEEEEEE DISSE QUE SERIA RÁPIDO KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK (EU TÔ ONLINE, VIADO!)

      Eu não queria que fosse teatrinho pra ser bem honesta. Alguém precisa começar a quebrar Annalise e não consigo ver Murder sobrevivendo por mais temporadas. A S3 tá até diferente e tudo mais, tá com uma pegada mais S1, mas se alongarem mais, desgastarão a história e sabemos no que nisso dará.

      Esse bebê capaz de ser meu e nem tô sabendo, verdades hahahaahahah

      Frank tinha que morrerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr! Pq Connor tem que viverrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!

      Mais duas semanas e o sofrimento acaba (?).