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13/nov

No more blood? I don’t think so! Este episódio deveria ter tocado Bad Blood da Taylor no looping porque foi apenas o que vi. Ao contrário da semana passada, How to Get Away with Murder pisou um pouco no acelerador e vários percursos cruzaram um em cima do outro. O que poderia ser ruim, claro, porque tem roteirista que ama amassar tudo perto de fim de temporada. Esse não foi o caso e estou satisfeita porque, pelo visto, encerraram o caso Mahoney. Detalhe que me dá um pouco de fé sobre o resgate do que aconteceu com os Hapstall – mas nem me iludo.

 

O episódio foi uma corrida contra o tempo e destacou as artimanhas que bem conhecemos de Annalise na hora de limpar a barra de alguém do Keating 5. Enquanto rolava um processo externo, transcorria um interno que exigiu poucas pessoas, mas as necessárias. O embate da vez ficou entre Wes, Frank e Annalise, um trio que se assemelha demais em questões de nhacas do passado. Um matou Sam. Outro matou o bebê de Keating. E Keating vive para enaltecer ou afundar os dois. Quando você acha que a turma parou de sofrer, o sofrimento só aumenta.

 

A soma dessa tríade trouxe uma trama regada de receio e de angústia, palavras de ordem da semana. Meramente por culpa do retorno de Frank que, de quebra, impulsionou mais a divisão da turma. Tal como Connor e Michaela que se abstiveram da bagunça e confesso que achei ótimo. Afinal, chegou um ponto que só fica ali naquele escritório quem quer. Desde que ninguém abra a boca, tudo ok.

 

O grande personagem da semana foi Frank, mas ainda tenho minhas dúvidas em afirmar isso com certa propriedade. Afinal, Bonnie sambou bastante, mais que seu “amiguinho”. Mas, vamos focar nele primeiro porque é meio impossível não ser tragada por sua presença. O cidadão funcionou como um tipo de alerta constante neste episódio e acarretou puro receio sobre suas possíveis tomadas de decisão. Quando Lisa surgiu, esperei mesmo uma morte trágica porque, bem, fazia sentido. Afinal, ele ainda queria se provar para Annalise e nada mais lógico que tirar do planeta quem contribuiu para impulsionar toda a angústia.

 

Nisso, nasceu a indagação: vale mesmo a pena dar cabo em uma pessoa que foi responsável por toda sua dor e seu sofrimento?

 

Pergunta que não repercutiu uma resposta pronta, a não ser quando Frank apontou a arma na própria cara. Em contrapartida, o julgamento de Wes serviu como uma exemplificação leve do que ocorreu esta semana. O garoto não hesitou em se manter firme e forte para se inocentar. O mesmo Annalise que nem era advogada do caso, mas não se poupou em arrumar seu próprio meio de afundar Charles. Um contraste suave visto que Mahoney é efeito colateral de uma estupidez de Delfino e não deixei de achar uma baita sacanagem colocar um ser imune na cadeia. E duvido muito que rolará algum tipo de remorso considerando que o Waitlist retornou para os braços de Laurel muito bem, obrigada. Comportamento que aumentou minha curiosidade para seu papel de rato.

 

Embora Wes conflitasse bastante com Frank na trama por conta do julgamento, Delfino foi quem pesou mais nessa questão de vamos eliminar o que nos causou dor/nos empaca. Afinal, por mais que estivesse em seu pico emocional, o personagem é aquele de difícil compreensão. O homem regou o receio na trama graças à mensagem sobre ter medo do que faria se ficasse sozinho e isso foi o bastante para tremer várias bases.

 

Tudo parecia promissor, com morte certa, mas a participação de Frank foi meramente para fechar o recontar da S2. Além disso, para lhe dar mais uma chance de provar que ainda era um ser humano digno do amor de Annalise. Gostei, mas esperava atitudes que fugissem dessa bitolagem por essa mulher. É pedir muito, eu sei.

 

Resenha Murder - Lisa

 

Frank estava disposto a arrumar o irreparável, nada surpreendente, e achei que Lisa terminaria indo para o além. A pontaria não era o foco, e a razão desse reencontro foi de novo para discutir o quanto Bonnie e ele foram afetados pelos Keating. O propósito geral da temporada até aqui. Além disso, o quanto ambos amam Annalise apesar de tudo e o quanto esse sentimento ainda os move. Não aguento essa manipulação – que para a série é necessária – porque é intraduzível a maneira como a dupla enxerga uma mulher que os abandonaria sem hesitar. No mínimo preocupante, pois, além de serem peões, eles não têm identidade a não ser quando a advogada os delimita. Eles são ela, a diferença mora por precisarem montar uma fachada para atenderem uma expectativa.

 

Delfino quis atender uma expectativa, mas estava só o pó. Vingar-se por conta foi uma tese que pairou em muitas mentes e Bonnie abraçou a mesma ideia porque Annalise merecia sua libertação. Na mente da dupla seria um prêmio ganho, mas a advogada se revelou rancorosa demais para simplesmente aceitar a morte de uma parte que acarretou seu eterno inferno pessoal. Daí, entramos nos argumentos-chave que podem mudar a série a partir da semana que vem: Lisa foi o impulso do drama da protagonista e Frank quem decidiu trair. Simples, claro, mas não quando se tem dificuldade de reconhecer isso e é quando entramos nas incoerências.

 

Incoerências essas que me deixam no inconformismo de que ninguém reage e continua no mesmo modo de operação. Frank entoou o nome de Sam para justificar seu silêncio, assim como via Lisa como a causa de tanta dor. Ele não se culpou até Annalise dar seus gritos e esse é o problema de geral nessa série. Ninguém se volta pra si. Wes pode dizer que matou Sam por Annalise, por exemplo, mas quem matou no final das contas foi ele e ponto. Um percurso que fortalece o abuso emocional que existe entre esses personagens. O Keating 5 maior prova dos primeiros que resmunga sobre coisas que compactuaram porque quiseram. É engraçado porque ali meio mundo tem dinheiro e sério mesmo que ninguém conseguiria derrubar a chefia? Na boa, se o dedo-duro Wes for artimanha ficarei frustradíssima.

 

O que falta é o povão admitir a culpa no cartório e desenvolver a partir disso. Só que culpar Annalise dá uma folga para não se pensar nos acontecimentos passados. Justamente porque ela é quem segura a verdade de todos. Até quando? Não sei porque no futuro vemos uma Keating exausta de limpar o tapete.

 

Resenha Murder - Annalise

 

Com esse pensamento, Annalise trouxe a cena-chave do episódio que não entregou se de fato Frank atirou em si. Ninguém quer assumir a culpa de nada e fica nesse ciclo fiz por fulano, fiz por você, mas nunca a culpa é minha. Acabar com quem deu motivo não diminuirá o estrago que causou a pior perda da vida de Keating. Seria mais uma vida retirada apenas para garantir segurança. No caso, a de Wes.

 

E o irônico é que Annalise relutou fervorosamente em aniquilar Lisa. Isso foi importantíssimo para o tema “somos boas pessoas agora”. Ela tentou controlar os danos, mas aí tudo caiu por terra porque velhos hábitos existem. Pode não haver mais sangue, mas puxada de tapete sem motivo ainda vale. Como ocorreu no julgamento de Charles, punido com provas forjadas.

 

E o irônico² é que Annalise não queria mais sangue, mas capaz que provocará a morte de Frank. Vamos recordar do que essa mulher disse sobre ser qualquer coisa menos assassina…

 

Fato é que Frank não teve seus sentimentos validados, sendo que deveria considerando que tem a saúde mental afetada. Não tenho pena, ele é tão tóxico quanto Bonnie e Annalise. Porém, era nítido que o cidadão precisava de ajuda. Quando se contempla suicídio, temos um problema seríssimo. Não sei como Keating conseguiu isso, mas me encuca o quanto Delfino e Winterbottom são tão bitolados na mentora. Como se tivessem passado por uma lavagem cerebral. Só consigo amarrar o dilema com daddy e mama issues, apenas com base no que foi exposto sobre ambos até agora.

 

No final das contas, o interessante é que essa situação de Frank rebateu perfeitamente no futuro, só que do ponto de vista de Bonnie. Lá, se entregou o resultado do empenho atual dos roteiristas na relação entre Annalise e ela – que tem sido a melhor coisa de assistir nesta season. Ambas seguram o posto de desenvolvimento mais sólido da temporada e Winterbottom tem tido mais liderança. A loira tem coordenado mais o circo que a própria mentora e os créditos virão daqui uma semana. Quem acabará na sombra é Keating e quem terá que limpar a sujeira é a mulher que passou episódios e episódios sendo humilhada à beça. Até onde vai esse amor?

 

Boa pergunta! Só sei que senti que Bonnie vai atrás do traíra com unhas e dentes e o eliminará do planeta. Ou ela estaria envolvida na trairagem? Considerando que ela mandou Frank dar cabo em Lisa, por se achar a correta, não duvido de absolutamente mais nada dessa personagem.

 

Em 8 episódios, Winterbottom se tornou a peça essencial desse novo viés de jogo e a moça merece essa atenção. Cresceu demais nesta temporada. Toda artimanhosa e atenta, mais empenhada que sua própria chefe em segurar todas as marimbas, principalmente a de conter o Keating 5 a burradas extremas.

 

Os demais

 

Resenha Murder - Coliver

 

De todos, só restou falar de Connor e de Oliver, dois seres humanos incorretos quanto ao sentimento um do outro. Digo “incorreto” porque não tenho uma opinião formada sobre e penso que isso acontecerá ao longo da 2ª parte da temporada. Não teve como tomar lados porque ambos mereciam um tabefe na face.

 

Mas se há uma coisa que concordo é que Coliver forma o par com conflitos mais palpáveis de relacionamento em comparação aos demais. Ambos vivem entre o mar da normalidade e das manchas de Annalise. Isso que os fazem complexos, mais que os outros casais. O cutucão de Simon foi essencial para Oliver começar a cobrar uma verdade que Connor deveria ter dado a partir da S2. Uma “exigência” que os outros shippers também não possuem. Então, como desatar esse nó?

 

Também não tiro a razão de Connor em deixá-lo às cegas porque é muita podreira. Só que não dá para proteger uma pessoa de algo que te definiu por completo. Oliver foi correto em dizer que não o conhece porque nem a gente sabe quem é Walsh direito. Foi uma discussão pertinente, mas com um saldo negativo que não queria.

 

A problemática é que esse breve retorno Coliver só serviu para engatilhar de vez o Connor da S1. O personagem pode ter desenvolvido caráter, mas nada do seu emocional foi trabalhado. Walsh está possesso por ter sido chamado de “danificado”, sendo que ele é demais. Muito antes da morte de Sam. Duvido que algum dia esse jovem escutou uma coisa dessas por se sentir o cara mais perfeito da Filadélfia. É fácil presumir que ninguém nunca perguntou da vida dele e nada da vida dele foi dado desde que engatou romance com Oliver. Como lidar?

 

Daí, entramos na realidade: conflito é muito bom, mas e o desenvolvimento do Keating 5?

 

A visão do futuro foi realmente um inferno. Muito broxante. Principalmente porque mostrou um Connor retrógrado e isso só será válido se o personagem saiu de vez do Keating 5. Vontade existe. E a coragem? O povo todo preocupado com esse cidadão e esse cidadão mandando ver na sua vingança contra Oliver. Foi desnecessário!

 

Michaela deixou uma ponta para se pensar quanto a mãe. Asher fez o favor de atender a ligação e aguardo os conflitos. Essa garota está cada vez maravilhosa. Perto de quem ela costumava ser, se esgueirando pelos cantos e choramingando, está um arraso agora jogando todas as nhacas no ventilador.

 

Hargrove começa a ser importante e meu coração está feliz. Queria mesmo que Annalise e ela parassem de se pinicar e se tornassem partners. Estou curiosa para saber até onde isso vai. Afinal, todas as pessoas que se aproximam de Keating acabam sugadas pelo engodo do conflito e do drama. Os diálogos entre elas, ugh!, quis morrer com tanta lindeza.

 

Concluindo

 

Resenha Murder - Connor

 

Quem está embaixo do lençol? Confesso que desanimei. Não pelo Connor ter finalmente aparecido, mas porque nenhuma morte me será impactante. Os únicos que poderiam causar dor e sofrimento vêm do Keating 5 porque os demais apenas passeiam na trama e não possuem profundidade. Frank pode chocar se realmente se matar, o que já me faz pensar que o escândalo de Annalise foi mera atuação. Agora, se for Nate, estou revirando os olhos desde já.

 

E Connor virou o novo Asher. Provavelmente, não se envolveu em nada do que rolou no futuro.

 

Só sei que este episódio rendeu mais uma atuação primorosa de Viola e de Liza. Essas duas tanto no presente quanto no futuro estão arrasando meu coração. Mas sabem quando você sente que Bonnie também faz parte da trairagem? Afinal, se Frank tombar, não a vejo prometendo mais nada para Annalise. Estamos de olho!

Stefs
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  • Isis Renata

    é o Frank. a mim está claro e tudo é atuação pra variar.
    ele se matou, e ela forçou o incendio.
    quero é saber se o Wes é tbm atuação pq né…
    Bonnie me matou no fim do epi QUE MOLIER, migux