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18/nov

Iniciamos o começo do fim de Teen Wolf e a crise existencial já está impregnada nos meus ossos. Sinto-me como uma mãe que está prestes a perder os filhos para o mundo e a sensação não é lá aquelas coisas. Mas, tem que abrir mão, e é isso que acontecerá a cada semana. Estou triste? Magina!

 

Estava com muita saudade de rever minhas crianças e espero que esse timing tardio de retorno seja benéfico para a última temporada da série. Por mais que Dylan tenha parte da culpa pelo delay, fato é que Teen Wolf está fora de época e basta torcer para que Jeff e Cia. não tenham cometido o erro de pisar no acelerador. Algo que deu para sentir nesta premiere que intentou entregar tudo de uma vez só.

 

Só tenho a dizer que: essa primeira parte é definidora para o resto, então, por favor, vão devagar.

 

A premiere não passou de um palco que redirecionou os personagens e assentou um pouco a mitologia. Percebeu-se o ritmo mais apressado que o costumeiro, uma coisa deslizando em cima da outra, dificultando de leve a compressão do conflito central. Foi meio confuso, vamos combinar. Tirando isso, a trama foi bastante intencional ao destacar que este é o último ano de Scott e Cia. em Beacon Hills.

 

Atitude que, indiretamente, nos deu uma visão do passado vs. futuro, que calhou perfeitamente na pergunta crucial do episódio: Beacon Hills está pronta para se ver longe de McCall e Stilinski?

 

Scott e Stiles são o passado. Liam e Cia. são o futuro, a turma que terá que provar nesta temporada que é capaz de ser guardiã de Beacon Hills. Sem precisar ligar para o até então Alfa. Penso que é nas mãos dos mais novos que calhará a resposta de uma questão que moveu o episódio e que deveria ter sido mais ressaltada considerando que este é o último ano da série. Pelo visto, farão isso na ação já que tais indagações foram levantadas na correria do conflito da vez.

 

Embora houvesse o conflito e o mistério para se apoiar, o retorno de Teen Wolf apostou na famosa dosagem cômica regada de nostalgia. Foi impossível não pensar em Allison diante da discussão do bando sobre a formatura e é aí que começam os lamentos sobre o fato da série não ter terminado junto com essa personagem. Afinal, a saída dela alterou toda a dinâmica desse universo e tirou a mitologia dos Argent que era essencial contra o sobrenatural. Além disso, saiu uma penca de gente sem uma gota de desenvolvimento. Tenho trauma até hoje, fatos reais.

 

Resenha Teen Wolf - Scott e Cia.

 

Apesar disso, foi proveitoso ver o grupo tirar as fotos do anuário, Stiles quase desesperado por um evento anormal, Lydia mostrando sua pertinência ao botar os Ghost Riders na mesa e Malia lindinha demais com seu azedume e agora plenamente capaz de transitar entre sua forma humana e a de coiote. Pequenas interações e demonstrações importantes porque mostraram a que ponto cada membro se encontrava depois do capítulo dos Dread Doctors.

 

Investida que também rebateu em Liam e Cia. que ganharam um destaque merecido. O grupo refletiu ainda a ingenuidade diante do outro que está calejado e quero só ver quando e como haverá essa quebra. Haverá transferência de deveres e espero que isso não ocorra apenas com um tapinha nas costas. A indagação do “filho” de Scott sobre as possibilidades de ser Alfa arrancou risadas, mas arqueou minha sobrancelha. E se acontecer? O “pai” terá que prepará-lo. Prepará-lo muito porque o bichinho está cru demais.

 

Obviamente que já fico preocupada no como a dinâmica do grupo de Liam beneficiará o de McCall. Além da ingenuidade, temos o esquema de rotatividade de personagens que precisa ser impulsionado por histórias válidas. Teen Wolf acertou bastante nesse quesito na S5 e deu um calorzinho no coração ao pensar que tal empreitada também pode rolar nesta temporada. Precisa, né? De novo, muito cast em cena e seria um desperdício fracassarem logo no ano decisivo.

 

Por enquanto, só tenho elogios ao que deram de pertinente para a panelinha de Liam fazer. No caso, a bússola, que denunciou que os Ghost Riders basicamente mexem com a gravidade e a direção das coisas. Além disso, o grupo trouxe a aula de física que também merece aplausos por ter discutido a questão da luz que casou com a visão de Hayden no início do episódio. Pareceu-me uma aurora boreal e peço que me mostrem a verdade.

 

Fato é que dar uma atividade para cada grupo contribuiu para um bom dinamismo do roteiro da semana. Mesmo pisando no acelerador, não houve perda de ritmo porque todo mundo teve o que fazer. Esse é um tipo de compasso que quero que seja mantido. Porém, quero um desencadeamento mais S5 em que a cada dia um trecho do mistério é dado mastigadinho. Claro, sem se esquecer de inserir mais incógnitas.

 

Stiles foi para o céu comprar pão

 

Resenha Teen Wolf - Stiles

 

Como salvar alguém que ninguém se lembra? Boa pergunta! Capaz que tragam pessoas de fora e que não foram infectadas pelos Ghost Riders.

 

Se eu fosse resumir a premiere, seria com a palavra pertinências. O ritmo rápido e aquecido não deu tempo para delongas. Fiquei bastante agitada com os desdobramentos, mas o grande porém é que senti falta de uma liga no mistério. Alex tentou segurar essa marimba, mas a confusão inicial afetou bastante o envolvimento com os Ghost Riders. E é aí que temos Stiles que praticamente salvou o episódio que chegou muito perto de ser um grande vácuo.

 

Stiles preencheu a trama sozinho com o que interessava devido ao seu desespero por um acontecimento sobrenatural. A pessoa mais incomodada nesta premiere porque, claramente, queria um bom motivo para ficar em Beacon Hills. Agora com o atrito engatilhado, a criança não participará de nada do que trouxe de relevante. A não ser indiretamente e nostalgicamente visto que ninguém se lembra da sua existência.

 

Ao contrário de Scott todo dedicado aos estudos, Stilinski queria provar que a cidade não se manteria sem um assistente do oculto e tal tese se validou. O preocupante é que essa sede pelo sobrenatural meio que mostra o preço que Stiles pagou por ser o humano da turma. Algo que Mason passará futuramente (e não teremos a chance de assistir). O personagem em questão sempre se sentiu meio inútil no bando e os mistérios de Beacon Hills passou a representá-lo totalmente. Ele foi o primeiro a dar de cara com isso junto com Scott, viu a transição do amigo e acompanhou as tretas de camarote ao ponto de se tornar uma treta também. Assim, o adolescente não desenvolveu uma personalidade para chamar de sua, a não ser a de alívio cômico, de tão afundado que ficou nos perrengues “não-humanos”.

 

E ao longo da S4 deu para sentir Stiles bastante deslocado do bando. Somando isso e esta premiere, foi desconcertante vê-lo protelar a formatura porque, normalmente, uma pessoa nessas circunstâncias fica agradecida com três meses de normalidade. Quem sabe agora o conheçamos como se deve. A oportunidade foi lançada e tenho um pouco de fé nisso porque até seu nome finalmente sairá da penumbra.

 

Stiles é o coração da temporada, uma novidade que não era novidade considerando o trabalho promocional em cima desse garoto. A meta é recuperá-lo e me pergunto se haverá outras metas além do esquecimento do personagem em questão neste final de série. Se haverá mais alguém para ser apagado. Confesso que foi onde empacou minha confusão porque vejo complexidades que ou podem dar muito certo ou podem dar muito errado. Afinal, houve uma introdução reversa porque o atrito veio acima da mitologia. Não que seja uma novidade, mas não há uma problemática, a não ser os Ghost Riders que permanecem vívidos na mente de Scott.

 

Fiquei com a sensação de que Alex não passou de um paralelo indireto para Stiles. O quarto me trouxe essa impressão, talvez pelo claro apego ao pai. O garoto apagado tinha uma vivência semelhante ao do BFF de Scott – filho único, quartinho nerd, etc.. O abraço no Xerife foi a gota que reforçou essa impressão porque, sem Scott, Stilinski só tem a figura paterna. Perdendo os dois elos, o menino não é nada e não tem ninguém na noite para contar.

 

A dificuldade é que o bando terá que reconstruir as memórias que compartilharam com Stiles a fim de trazê-lo aos tempos atuais. Pelo que parece, desde o princípio visto o que rolou com Alex, cuja existência foi zerada. Incógnita que me deixou um pouco receosa, admito, porque a premiere trouxe muita coisa e lançou no ar. É cedo para resmungar, mas bateu a sensação de vazio, como se nada dos acontecimentos fosse importante.

 

Alex foi mais uma distração para amarrar Stiles e só restou o por quê da captura de um personagem além de ver a caçada selvagem e ouvir o trote do cavalo. Deve ter muito mais, como o tipo de almas que são recolhidas. Isso me fez lembrar dos Dread Doctors e suas vítimas específicas.

 

O esquecimento de Stilinski é a ponta do iceberg, mas como escalarão até lá? Vejam bem, ele não é o dilema central, embora seja o dilema central, que trará preocupação no presente. Ao menos, não agora porque ninguém sabe que um dia esse ser adorável existiu. Só há a mitologia. O apagão de Stiles é um processo reverso e como é que a turma o relembrará? Complexidades e começo a sentir uma tensão nesse ponto porque o plot twist tem que ser maravilhoso.

 

E que maravilhosa a cena na companhia de Lydia! Nem vou me prolongar porque o abandono de Stydia há temporadas me deixa desconfortável para dizer qualquer coisa. No mais, contamos com você ginger!

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - Xerife

 

A premiere trouxe muitos highlights em meio ao pequeno caos dos Ghost Riders. Reforço o elogio para Liam e Cia. porque esse grupo precisa crescer junto com a trama; amei Malia sendo capaz de transitar entre humana e coiote; amei Malia nua diante da galera e a galera muito ok com isso, sem ter aquelas piadas toscas, nossa, amei demais; Lydia mais independente e com controle de seus poderes; Scott preocupado com sua grade escolar;.. Sério, houve vários fragmentos excelentes neste episódio que combinaram com o instante do qual o bando vivia.

 

Bem pertinho do final do episódio ficou um nó cego que só. Stilinski foi apagado muito rápido, mas não foi esquecido sem deixar o gosto agridoce na garganta. Em contrapartida, ficamos com um padrão, o ponto-chave da premiere. O legal? Só a gente sabe disso. Muito foi deixado nas entrelinhas e ainda bem que o 6×02 vem aí para explicar mais sobre a Wild Hunt.

 

Além do padrão, houve impressões. De testar o impacto das mudanças que começam a ocorrer na vida desses jovens. Três meses depois aos Dread Doctors, o sobrenatural voltou a causar em forma dos Ghost Riders. A premissa que contará com grandes expectativas por se tratar dos últimos vilões da história de Teen Wolf.

 

Sendo honesta, não dá para ter uma opinião que faça jus aos acontecimentos deste retorno da série porque foi tudo muito experimental – e confuso. De maneira geral, o episódio dividiu as tarefas entre equipes e adoro quando isso acontece. Personagem a ver navios me irrita e espero que a temporada final de Teen Wolf não se utilize dessa cilada. Afinal, a S3 e a S4 falharam nesse aspecto.

 

Apesar de toda ação e de todo conflito, fiquei triste. Não pelo fim, mas de pensar nos personagens que se foram com o passar dos anos de TW. Não se sabe ao certo quem retorna ou não. A S5 brincou bastante nesse quesito e adoraria que muita gente das antigas desse as caras. Li uma teoria que dizia que o plano que Stiles se encontra pode abrir janelas para as memórias antigas e eu queria que isso fosse uma realidade. Não consigo ver um fim de temporada sendo narrada a seco. Precisa ter menções honrosas. O vazio que há no bando não passou despercebido, isso desde a S4, e espero que haja mais união.

 

PS: não tinha visto a abertura quando liberaram e tomei um soco na cara com os pais nela. Pena que teve bastante reciclagem, mas vai que essas reciclagens significam algo não é?

Stefs
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