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25/nov

How can you miss someone you never met?

 

É um fato real que sou a viciada em quotes e, ao longo deste episódio de Teen Wolf, só consegui matutar sobre a pergunta acima. Seria possível sentir falta de uma pessoa que você nunca conheceu? Esta foi a meta de fogo da semana e o vazio foi um tanto quanto latente. Já podem trazer menino Stiles de volta, ASAP!

 

O mais bizarro, e não sei se aconteceu com vocês, é que não senti tanta falta de Stiles. Não digo isso na maldade porque meu filho me é querido e amado, mas porque o roteiro foi tão fechadinho que nem deu tempo de buscar dentro do peito o buraco deixado por esse personagem. As cócegas da saudade me abateram quando começaram a impor sua ausência muito delicadamente na trama e eis que passei por uma provação particular. Afinal, uma parte de mim achou ok Teen Wolf sem Stilinski, algo que sempre tratei como uma heresia caso rolasse um dia.

 

Consegui sobreviver sem Stiles porque o episódio propiciou essa sensação com certa propriedade. Nunca pensei que isso seria possível, mas basta ignorar audiência e favoritismo. O conflito e o drama se intercalaram tão bem esta semana que dar por falta de um personagem demorou a me afligir. Quando dei por mim, já tinha tudo acabado. Algo semelhante para o grupo que seguiu a rotina normalmente e só se deu por falta de um integrante em um final pra lá de emocionante.

 

Tudo porque conseguiram dividir as tarefas de uma maneira que o episódio ficasse bastante interessante e centrado no conflito. Ao contrário da semana passada que partiu em uma corrida deveras confusa, este reencontrou um compasso muito semelhante ao da S5. Desdobrou-se mais dos Ghost Riders ao mesmo tempo em que se engrandeceu o mistério desses inimigos sobrenaturais. O que faziam na biblioteca? Não é preciso de uma tempestade para que marquem presença? Por que apagar um garoto, que me pareceu muito aleatório, de Beacon Hills? Qual é a desse trabalho de ativar uma aurora boreal, “congelar” o tempo e atrair objetos metálicos? Iscas que avolumaram a curiosidade enquanto algumas questões foram respondidas. Gosto desse ritmo.

 

Corey foi uma revelação visto seu posicionamento na trama. Não esperava que o personagem crescesse no futuro e que chegaria perto de ter tamanha importância porque sou acostumada a ver secundário sendo largado. Sem contar que a panela de Liam só vive do próprio Liam e de Hayden. Apreciei o destaque, merecido, simpatizo com o garoto desde a temporada passada. Ele se impôs como se estivesse sempre em Beacon Hills, todo confortável e natural em um conflito que poderia ter sido dado para qualquer outro adolescente em cena. Isso que chamo de súbita relevância.

 

Além da presença, é sempre bom ver um personagem ter seu poder desenvolvido. Empreitada que Teen Wolf falhou vez ou outra. Parece que a série quer pagar seus débitos nesse quesito e não estou aqui para reclamar. Peço que continuem.

 

Resenha Teen Wolf 6x02 - Corey

 

Não tiremos os méritos do elo com Mason que contribuiu para que Corey se saísse como o norteador da trama deste episódio. Na abertura, acreditei que um dos dois seria apagado porque carreguei a dúvida se mais alguém passaria pelo mesmo a fim de esclarecer se Stiles seria uma pessoa especial nesse quesito. Pelo visto não e os vilões conseguiram plantar o pior. Pesadíssima a cena de Jake pendurado por cordas, mimicando uma cena suicida. Confesso que não gostei, nem mesmo quando os cavaleiros foram revelados pelos olhos do caríssimo camaleão.

 

A melhor ação de Corey foi se impor na frente de Liam – o que fortaleceu esse tema ao longo deste episódio. Iniciativa que abriu discussões sobre quem fica e quem sai desse bando. A treta do Beta com Mason também rendeu pano para a manga, pois só pensei sobre o que comentei na resenha passada: esse grupinho precisará de muita canja para cuidar de Beacon Hills. Algo que começa a se moldar, rebatendo até no instante em que Scott enalteceu seu filho a correr atrás da liderança no time de lacrosse. Uma dose de confiança que me pareceu discurso de preparação do “futuro” Alfa.

 

Bom é que Corey se revelou como uma grande arma benéfica contra esses novos inimigos sobrenaturais e abriu um mega caminho de como se faz para relembrar de alguém. Além disso, Liam, Mason e ele respaldaram a teoria do gato lançada na semana passada e esclareceram a sobreposição. Tudo é uma questão de olhar. Porém, só um é capaz de ter uma visão, digamos, multidimensional (e privilegiada) dos Ghost Riders. O que rolará? Boa pergunta!

 

Foi sutil de pesado o crescimento de Corey esta semana e gostei da chance dada. Uma chance que abriu margem para remontar o ataque dos Ghost Riders e que, definitivamente, ajudou a fortalecer a ideia de que essa temporada de Teen Wolf é sobre reconstrução. Reconstruir amizades, reconstruir sentimentos, reconstruir a si mesmo, reconstruir o que for. Uma vez que se tiram as memórias e apagam alguém da realidade, o que resta é puxar os mínimos detalhes.

 

Foi o que rolou com Jake e quero saber quando é que Scott e Cia. passarão pelo mesmo. Assim, pareceu facílimo relembrar de quem deixou de existir e essa deve ser a meta da primeira parte da season. Honestamente, e nem pelo Dylan, não acho que Stiles retorna tão cedo.

 

Os amigos sem Stiles

 

Resenha Teen Wolf - grupo

 

Da mesma forma que Corey cresceu, Lydia foi atrás e o que restou foi: o que é Stiles? Esse “o que é” foi assim de queimar o pique do rolê. Me arrancou um riso amargurado porque, claro, não tornariam tudo fácil logo no 2º episódio.

 

Pela segunda semana, o bando de Scott ficou nas beiradas enquanto o de Liam roubou o cerne. Acho ótimo, pois as únicas pessoas que precisam focar em Stiles são, logicamente, quem esteve com essa criança desde o começo da série. O interessante é que a ausência de Stilinski me fez pensar no como esse universo sentiria falta dele e como mudaria as rotinas. Acho que ganhei parte da resposta.

 

Scott focadíssimo no lacrosse e Liam sendo seu alicerce maior; Lydia assumindo seu posto de Lydia Martin dedicada; Malia sendo Malia, só que descontrolada e tentando aliviar a endorfina do corpo em outros corpos. Confesso que esperei mudanças mais drásticas nessas rotinas. Afinal, tiraram um impacto em forma de pessoa deveras significativa na vida de cada um do bando. Se Stiles se foi, a marca dele também, e quem me deu mais isso foi Malia. Pensei que muito mais do cotidiano desse trio se alteraria. Principalmente o de McCall.

 

Não digo que esperava Scott humano, nada a ver, mas uma alteração em seu amadurecimento. Quem ele seria sem Stiles? O mesmo garoto atrapalhado? Um mais amargo? Senti falta disso. Pelo menos, se discutiu o impacto do “sumido” no âmbito emocional desses personagens. Penso que é o mais importante a essa altura do campeonato, mas não descarto o que afirmei nesse parágrafo.

 

A dica de Deaton sobre dormir para ter acesso ao subconsciente desesperado em dar uma resposta mexeu com meus feelings. Não quis crer que vi menino Scott no Piloto. Retrocesso que só deu mais relevância à ausência de alguém que nunca se ouviu falar mais a foto que representou perfeitamente o vazio de um garoto que é o peso pesado da história desse grupo. Tô triste!

 

E o episódio foi assim – anulando minha súbita tranquilidade em não ver Stiles: vazio. Cada um acordou sentindo um tipo de buraco no peito e amei os paralelos de cada um na cama. Fez muito sentido para o papo de subconsciente, de dia seguinte e tudo mais. A carteira escolar ausente, as correntes sem dono, um buraco no mural e Xerife e sua esposa que passou a mensagem errada de que sem o filho ambos teriam sido felizes (e isso doeu pacas). Até o Coach, sempre rei, carregou essa ausência porque lacrosse é coisa de Sciles. Só golpe!

 

Lydia era a única com a missão de lembrar e conseguiu graças ao seu poder – e de forma estranha. A personagem se empenhou nesse processo de busca memorial e caberá ao Scott reconstruir esses passos que darão vida ao melhor amigo que ele acha que tem. Ou não (?).

 

O encerramento foi uma quebra emocional. Talvez um teaser do que ainda está por vir na busca por Stiles. Contanto que tenha mais revivals, estou feliz.

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - Stiles

 

Mais um pedaço do conflito da semana ficou na mão do grupo de Liam e fortaleceu a ideia de que Scott e Cia. ficarão um pouco no background para nortear a nostalgia em forma de Stiles. Artifício que trouxe um episódio dosadíssimo e proveitoso. Além disso, deu a sensação de fortalecimento dos grupos, mesmo que ainda seja de forma separada. Cada um partiu de pistas diferentes e isso foi um baita definidor de trama.

 

Dessa vez, não houve a sensação de que alguma coisa estava sendo perdida no caminho e espero que continue assim. Respondendo e abrindo mais brechas para discussão, como o fato de Lydia ver uma médica e ouvir barulho de trem, e o pedaço de vidro incógnito.

 

E fica a reflexão sobre a expressão preocupada de Deaton ao relatar a alteração do modo de operação dos Ghost Riders. Para quê apagar as pessoas e acarretar esquecimento?

 

Não menos importante: Garrett é bonito, legal e fede. Sei que é um ritual de Teen Wolf trazer uma versão suspeita nesse cargo, mas poderiam mudar um pouco, né? Seria interessante ter um teacher dando apoio ao grupo na companhia de Deaton. Porém, tem muito adulto e ainda terá mais adulto para comprar esse barraco.

Stefs
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