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23/nov

Mais uma boa semana para The Vampire Diaries e chega bate a sensação de criança mal-acostumada que sempre espera o pior. Depois de um grande diálogo no episódio anterior que assentou a mitologia das sereias, agora tivemos uma reorganização no tabuleiro graças à inserção e um pouco do aprofundar das intenções de Seline. A ação sutil trazida por essa personagem não foi necessariamente a prioridade, mas o tom emocional tangente que garantiu um roteiro cheio de significado. Daqueles de botar na caixinha. Não apenas pela despedida de Tyler, como também por todas as referências que remontaram a inesquecível 1ª temporada.

 

O episódio abriu meio carregado devido ao gosto agridoce do luto. Uma entonação dramática que um dia foi a assinatura de TVD e que ganhou força com as ligações de Matt aos amigos para informar o que Damon fizera. Por um momento, pensei que se tratava do caixão de Elena, mas não passou de Tyler. Feliz ou infelizmente, saltaram o velório e não tenho uma opinião formada sobre isso. Porém, o chavão do primeiro adeus desta temporada ficou por conta da mensagem de que a linhagem Lockwood não existe mais. A gota da tristeza e tenho a pequena sensação de que ficará por isso mesmo.

 

Seline se embrenhou na melancolia dos protagonistas e ganhou um pouco do cerne de trama. Pouco, mas o bastante. Continuo mais cativada pela sereia de nº 2 que pela de nº1, um gosto precoce considerando que juntas pode haver chances de um caldo mais atrativo e tenebroso. Por enquanto, fico ao lado da grande revelação que mostrou que sabe esconder sua dissimulação em um sorriso afável. Ela foi capaz de ser temida em uma única cena com Ric e voltei ao que comentei na semana passada sobre o teacher: o cara não tem sorte, só atrai mulher inclinada pelo sobrenatural.

 

Seline ficou no background e criou uma ínfima expectativa sobre seus planos. O episódio não foi moldado para favorecê-la, só que o roteiro conseguiu destacá-la sem a menor dificuldade. Sua caracterização estava boa e seus intentos superseguros. Gosto de vilões assim, que contam muito fazendo pouco. Que não precisam de total atenção para se mostrar confiantes. A babá fez demais em gestos diminutos, na penumbra, e mudou todo o norte da trama. E o norte agora apontou para Cade e não sei se estou contente.

 

Resenha TVD - Seline

 

O bom de ter a presença de Cade é que ele pode pessoalmente explicar como funciona um inferno que continua deveras confuso. Sybil e Damon permanecem nesse pingue-pongue desconexo que começa a ficar maçante. Afinal, os diálogos desses dois permanecem no você precisa deletar isso, suprimir aquilo, desligar você sabe onde. Essa dupla conseguiu ser interessante até o 8×03 e agora está em um looping. Com a presença desse homem, muito pode ser esclarecido. Precisamente, como um inferno encontra seu ponto de evasão no céu, como as almas ficam lá e se há delimitação para a tal da verdadeira crueldade. Isso soa bacana.

 

O que me incomoda com a inserção de Cade é o que comentei na semana passada: por que não deixar mulheres trabalharem sozinhas? A mensagem que Seline deixou é que ela é uma obcecada por essa entidade que reencarnará no tempo presente. Vide desenho das gêmeas. Quando intentam juntar romance com vilanização já fico de sobrancelha em pé. Mas vamos ver como tudo transcorre. O roteiro está bem pontual, desenvolvendo no seu tempo, então, acredito que daqui por diante as coisas realmente começarão a sair do controle. E está mais do que na hora.

 

Mas digo que uma coisa me chamou a atenção: inferno psíquico. Ric quem disse isso e por um momento achei a ideia cabível, que poderia amarrar essa repetição de argumentos entre Sybil e Damon, e a necessidade de desligar a humanidade a todo custo. Sem a humanidade, há a verdadeira crueldade e essa verdadeira crueldade leva para o buraco negro. Só consigo ver esse lugar como uma flagelação mental, como ver o filme de todas as nhacas que você fez para sempre. É um comentário random, nada de spoiler, uma teoria que pode não dar em nada.

 

Contudo, ainda não descarto a possibilidade de que ninguém sobreviverá na série. Isso, considerando a fila de atrocidades que todo mundo fez desde que TVD é TVD. Algo que cravou em mim no instante em que Damon cutucou Caroline e não assimilei o ato como uma indireta inocente.

 

Resenha TVD - Sybil e Damon

 

Falando nessa criatura, como aguentar Damon? Exausta das mesmas indagações – “o que diabos acontece com ele?”. O personagem está tão desgastado quanto Stefan, e só tem lhe restado algo nada inédito em comparação às temporadas passadas. No caso, repetir o ciclo “me rejeitem para eu usar como desculpa e cometer atrocidades”. Como veem graça nisso?

 

Seline era para ser a grande estrela, mesmo dando o suficiente para criar uma isca rumo ao próximo episódio, mas não aguento mais esse liga e desliga de humanidade. E, claro, Damon choramingando. Se esse Salvatore quer ficar com Sybil, que fique de uma vez. Essa de tentar pintá-lo como o grande relutante de Mystic Falls não cola há anos. Tem como responder logo como acaba com esse controle ou entregá-lo de bandeja? Essa dele querer ser odiado pela milésima vez muita preguiça.

 

Sem contar que o episódio mostrou de novo a superioridade de Enzo. Algo milagroso porque, aos meus olhos, Denzo sempre foi muito aquém do esperado. O cara na companhia de Bonnie e nem tchum. Jogou na ironia sem precisar ser cruel como Damon faz exaustivamente. E olhem que St. John tem todos os motivos para ser amargo fora da tomada, como um dia escancarou. Dessa vez, ele mostrou certa maturidade – uma palavra que não gosto de usar, mas não há outra.

 

Para não dizer que foi de todo ruim, não sei se rio ou se choro com a pertinência dada nesse liga e desliga de humanidade. Foi muito bacana o que botaram na mesa porque, antes, principalmente na era Plec & Dries, o “botão” se tornou artifício para alavancar shipper. Parecia que só existia isso para contar em TVD depois que Williamson saiu e este episódio trouxe um pouco de frescor ao tema.

 

No caso, uma justificativa sobre o que traz as pessoas de volta ao seu estado dito normal de emoção. Este foi também o grande debate do episódio, não tiro os méritos, e só tenho a agradecer por Bonnie e Enzo. Só sei que ambos fugiram do costumeiro quando pensamos em sacrifícios românticos em TVD. A explicação de Caroline deixou o coração pequeno e a decisão de Bennett apenas ressaltou que meio mundo ali só tem traumas não trabalhados. Como se isso fosse algum tipo de novidade considerando que nem Elena lidava com as coisas.

 

Mas ainda me pergunto qual é desse lenga-lenga Sybil e Damon que começa a ficar chatíssimo. Ela o quer como? Para quê? Como o Salvatore ainda sentiu cócegas no peito uma vez que suas memórias mais pertinentes foram alteradas? Como a sereia ainda canta em sua mente? É uma questão do vampiro só servir para evitar o inferno? Mas como ela disse que o mesmo aceitou o inferno por saber o que o espera? Amo contradição na trama, de verdade, mas está virando a famosa encheção de linguiça. Uma confusão que espero que seja ordenada antes do hiatus.

 

Ver Stefan se matando pelo irmão de novo e a troco de nada foi tipicamente de revirar os olhos. E meus olhos estão cansados. Quero só ver a cara dele ao saber que seu plano simplório falhou miseravelmente.

 

O que me faz ressaltar outra coisa que gostei neste episódio e que não tiro os méritos: o pessoal resolveu conversar antes de agir. Algo que também parou de acontecer na Era Plec & Dries em que cada um fazia o que achava correto e gerava aquelas finalizações que não gosto nem de lembrar. A pior de todas foi Elena e Cia. no mundo paralelo a fim de dar um jeito em Kai, como se fosse fácil entrar e sair daquele buraco. Stefan, Ric e Caroline debatendo o que fazer com Damon e com Sybil cheirou a old times e desacreditei que resolveram combinar algo antes de agir.

 

Pena que flopou do jeito mais simples possível since S4.

 

Os demais

 

Resenha TVD - investigação Sybil

 

Essa foi uma grande semana para Ric. O cidadão puxou Seline para o cerne da trama e trabalhou nas pontas soltas e ainda incompreensíveis dos episódios passados. Por estar tão habituada ao buraco de trama em TVD desde S4, pensei que queimariam etapas. Bom que me enganei porque o personagem mencionado estava focado e trouxe muito para matutar.

 

Parecia até que ele sempre esteve na série e não sofreu uma mega descaracterização desde que retornou do Other Side. Foi ótimo o foco em Georgie, movido pelo desejo de vingança que ocorreu com Tyler, e em não deixar escapar a mágica de estar na Armory e atingir Mystic Falls em questão de horas pelos túneis. Confesso que estou curiosa com o resultado dessa soma e espero que o teacher conte com mais ação para compensar o tempo perdido.

 

Um minuto de silêncio porque acho que Kevin atendeu minhas preces sobre Matt. Outro que também reforçou indiretamente a presença de Seline. Não durou tanto porque o garoto descobriu logo de cara quem é a moça, mas me animei. Posso implorar para que ele continue em destaque nesse plot? Afinal, precisa considerando que Tyler passou a pesquisa sobre a sereia para o melhor amigo.

 

Além disso, seria uma baixaria tremenda se Stefan dominasse o conteúdo da caixa. Não quero mais descaso com Matt. Já me bastou o terror de estar diante da possibilidade desse cidadão virar vampiro a essa altura do campeonato. Aguardei com um olho aberto e outro fechado o momento que o destruiriam com uma quebrada de pescoço. Socorro!

 

Não tenho muito que dizer sobre Bonnie, mas a ideia de objetos mágicos da Armory a seu favor me deu vida. Pode também ser coisa da minha cabeça, mas queria tanto que a queimadura em sua palma servisse de alguma coisa. Gosto muito do que ela tem trazido com Enzo, de verdade, mas está mais que na hora dessa jovem sair do romance para assumir a ação em nome dos velhos também. Saudade de vê-la lançando incendia a torto e a direito.

 

Falando em incendia, e as gêmeas hein? As garotinhas iludidas com a sereia e fiquei me perguntando se é controle mental. Afinal, como elas simplesmente iriam sem pelo menos fazer um escândalo para falar com Ric ou Caroline? Que morte terrível!

 

Concluindo

 

Resenha TVD - desenho gêmeas

 

Como disse, o episódio foi significativo. Serviu para fortalecer o grupo que resta para proteger Mystic Falls. Afinal, prepararam Seline para o pior. Embora tenha os adendos negativos como Sybil fugir e Damon escapar sem os menores empecilhos, até que tudo foi proveitoso. Não resisto quando mexem com nostalgia, verdade. A cena final com a turma no circo, ugh!, deu aquele nojo positivo.

 

Tudo foi suave, transitando entre os tópicos de uma outrora The Vampire Diaries que se preocupava em manter o equilíbrio entre amor, sacrifício, humanidade e morte. O que se desdobrou tentou ao máximo respeitar a memória de Tyler e é aí que vem meu pitaco: precisou ele morrer para todo mundo perceber que o problema de Damon é sério? Isso é tentar me chamar de trouxa.

 

Discurso lindo e maravilhoso do Stefan, escorreu umas belas lágrimas, mas a hipocrisia dessa turma me deixou um pouco ofendida. O que Enzo tinha pra falar de Tyler, pelo amor de Merlin? Nada, né? Podiam ter forçado menos, fatos reais.

 

Agora eu quero é saber desse Cade.

 

The Vampire Diaries retorna no dia 2 de dezembro.

Stefs
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