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03/dez

Aquele momento chegou e aqui temos o primeiro episódio café com leite desta temporada de Chicago Fire. Poderia começar minha sessão de revirada de olhos, mas houve conteúdo aproveitável dentro de um roteiro deveras truncado. Mesmo com um senso de continuidade aquém, não houve fuga da proposta de desafios, sejam os de impacto ou não.

 

A semana veio apegada ao drama familiar na tentativa de empurrar um pouco mais as storylines de Casey e de Boden. Isso foi importante. Um ficou sob o reflexo dos resgates e o outro deu força no conflito da vez. Ambos formaram pontos de partida que propiciaram ótimos instantes, mas a salvação veio de um ponto fixo e esse ponto fixo foi James.

 

Gostei bastante de terem desenvolvido a história dele a fim de justificar seu súbito retorno na vida de Boden. Pensei que ficaria por isso mesmo ou que acabasse em morte, e estou feliz mesmo com o coração pesadinho. Contudo, e por mais que tenha ficado mexida em vários instantes, essa foi a storyline que me fez perceber que o roteiro truncou demais. Cruz viu as marcas nas costas do garoto de graça e fiquei de sobrancelha em pé porque me abateu a sensação de que chegou a hora da Stefs falar mal de Chicago Fire. Sem contar que a resolução foi uma escalada de mudanças súbitas de decisão. Não deram chance de sentirmos o drama, muito embora a trilha sonora densa tenha cumprido seu papel em engatilhar preocupação.

 

Resenha Chicago Fire - James

 

O episódio fluiu bem para James do começo até o 2º resgate. Resgate esse que transpareceu e entregou o trauma do garoto sobre toques, súbita proximidade e agressão. Depois disso, pareceu uma corrida contra o tempo e me pergunto se a intenção foi afundar o plot. Só assim para darem uma conclusão rapidinha para deixá-lo viver em paz e em harmonia no Batalhão. Se for o caso, óbvio.

 

Acompanhado de Boden, tivemos Casey que pesou na dramática ao enfrentar duas vezes em um mesmo dia a insegurança que brotara no 5×05: não fui rápido o bastante? A perda da criança serviu de reflexão dolorosa para um Tenente que pode não ter se expressado para Severide, mas sentiu as dúvidas pairando na sua mente anuviada sobre ainda ser bom no que faz. Duas perdas em curto espaço de tempo e quase uma terceira. Não tem como manter o emocional no lugar e não tem como não sair questionando tudo e todos.

 

Uma condução de trama que parece meio desimportante, mas não é. Considerando que Casey pertence ao combo de personagens das Chicagos que se recupera rápido, vê-lo mastigar cada resgate não bem-sucedido tem valido barras de ouro que valem mais que dinheiro.

 

Complexos lançados e sutilmente elencados no decorrer do episódio. Combo que fortaleceu a densidade das dúvidas e das inseguranças de um personagem que se absteve em vez de apostar em discussões aleatórias. Esse é aquele momento diminuto que mostra o quanto Matt amadureceu. Ele poderia ter sido arisco, como tipicamente preferia ser, e acabou interiorizando o acontecimento como se quisesse compreender que zica é essa. Melhor que isso, tirou Gabby do drama para não queimar a vibe da mozona. Quando esse cidadão fazia isso? Estou orgulhosa.

 

Resenha Chicago Fire - Dawsey

 

Amadurecimento que rebateu em Dawson, que estava toda alegrinha para o encontrinho da família e tomou rasteira. O fato de Matt não contar a ela sobre a perda do garotinho partiu meu pobre coração. E o que dizer daquela cena ridícula no final do episódio (essa aí da imagem acima mesmo)? Dawsey me deixa de cabelos brancos! Ambos estão tão diferentes das últimas temporadas, tão bons um com o outro, mais ponderadores, que tenho medo que passem por cima disso.

 

Dawson me deixou triste também ao pesar o papelão que a mãe passou naquele encontrinho. Não foi drástico, nada relativamente marcante, mas o comportamento do papa Dawson deu nos nervos. Isso porque foi uma questão de segundos! Antonio podia mesmo dar-lhe uns tapas na orelha. Acho que ninguém reclamaria.

 

Em contrapartida, o saldo positivo disso é que houve um novo empurrão para Dawsey e tudo que vi foi mais fortalecimento. O casal está em um pico de maturidade tão bom que ugh! quero desmaiar. A dupla está se respeitando mais, não tenta passar um por cima do outro, e meu coração sensível agradece. Era basicamente isso que faltava na vida desses dois: paciência e tempo de fala. Principalmente, anular os julgamentos que rolaram bastante na S3.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Fire - Otis e Cia.

 

Embora tenha tido uns picos emocionais muito bons, várias passagens foram rápidas demais e houve instantes que não geraram a emoção aguardada. Parecia que havia um buraco no roteiro e não conseguiram preencher a tempo. Como o encontro da família Dawson que foi um tanto quanto decepcionante, mas amei conhecer os pais da moça e me pergunto o quanto essa situação refletirá em Dawsey.

 

(na verdade a gente possivelmente sabe como refletirá, mas faço a besta).

 

Juro que estou tentando decifrar o que senti em alguns momentos. A narrativa se expandiu para todos os lados, pouca coisa impactou, e sabemos que quando fazem isso há uma tendência de sair do controle. Bastam ver que os avulsos voltaram a encher linguiça e isso sempre será problemático em Chicago Fire. Fato é que este episódio estava pertinho de ingressar para a fila de decepções, mas deram a volta por cima com James e a morte do garotinho.

 

Ainda assim, este é aquele episódio que não tem muito que comentar porque os eventos não deram tanto pano pra manga. Se não fosse por Boden e por Casey, a semana seria vazia em Chicago Fire. Não tiro os méritos de resgate como caso, peço que mantenham esse pensamento, enquanto outro conflito se intercala. Houve pouco rendimento e darei uma folga porque semana que vem é data especial.

 

No fim de tudo, o episódio tentou celebrar o amor e a felicidade, mas tudo caiu por terra. Foi mais um circuito transitório para o interpessoal. De enaltecer algumas relações como o título bem mandou, e quem se saiu favorecido foi Dawson e Casey. Vale um elogio de leve aos resgates que continuam intencionais para amarrar os personagens em destaque. O trigger warning de James acabou com o pique do rolê.

 

E já estou aqui aos prantos com o próximo episódio. Que seja bom, amém!

Stefs
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